Os próximos dias em Hogwarts não poderiam ter sido melhores. Alexia se recuperara totalmente do trauma e voltara a ser aquela pessoa otimista que tanto Harry admirava. Mas uma coisa não agradou a todos os alunos. Dumbledore havia resolvido que os alunos terminassem os períodos com provas finais de aproveitamento. Como o ano letivo tinha sido um fiasco pelo menos ele queria saber como a maioria havia se saído. Mas a preocupação principalmente de Mione não poderia ser menor, ela se preocupava que talvez não tirasse uma nota satisfatória. Rony vivia falando para ela. - Não se preocupe, é só uma prova de avaliação de aproveitamento, se um monte de alunos forem mal ninguém vai ligar para isso. - Eu me preocupo... Ela disse seriamente sem tirar os olhos dos livros que recolhera da biblioteca. - Daqui a pouco nós vamos para Dedosdemel, quero mostrar o lugar a Alexia. - Harry estava sentado ao lado dos dois no salão comunal. - E onde ela está? - Ela disse que já vem. Daqui a pouco nós vamos sair. - Ah Sim! Não vejo a hora de tomar cerveja amanteigada de novo. Rony fez uma cara de guloso. - Desculpem o atraso. - Alexia vinha carregando um saquinho cheio de moedas. - Harry sorriu quando viu que ela usava o broche preso a um lenço caído nos ombros. - Eu espero estar levando o suficiente para comprar doces para todas as crianças. - Pode ter certeza que nunca será o suficiente. Dedosdemel é incrível. - Harry sorriu para os amigos. - Vamos indo então? Todos se levantaram e partiram juntamente com outras crianças e alguns professores, incluindo Lupin que fez questão de cumprimentar os amigos. - Espero que se divirtam bastante! - Com certeza. Respondeu Mione. - Se precisarem de mim é só chamar, gosto de ficar andando por aí... Lupin partiu a frente dos outros seguindo o seu caminho enquanto Harry e os outros seguiam o seu. Em pouco tempo todos já tinha chegado em Hogsmead. Hermione e Rony pararam na rua principal, que dava acesso as outras. - Nós vamos tomar cerveja amanteigada. Rony estava entusiasmado... Vocês querem vir com a gente antes de ir a Dedosdemel? - Acho melhor nós irmos lá primeiro. Nos encontramos lá. - Harry abraçou Alexia pela cintura e despediu-se dos amigos com um aceno. - Ouviu a distância. - Daqui a pouco nos encontramos com vocês, vão indo na frente. - Gritou Mione. Quando estavam a uma certa distância Alexia continuou. - Eu acho esse lugar maravilhoso. Gostaria de poder vir aqui sempre. -Amanhã nós vamos cada uma para sua casa, mas nós vamos nos ver bastante durante as férias. Eu vou ficar no orfanato com vocês metade do período e você fica comigo depois lá na casa de Cristiny junto com Sirius, já conversei com Dumbledore e Cireia eles aceitaram, inclusive acharam uma ótima idéia. Alexia sorriu radiante, feliz. - Nossa, vai ser uma beleza, mas e depois? - Dumbledore achou que você é uma excelente aluna e que não deve abandonar os estudos, pode continuar freqüentando a escola normalmente no ano que vem... Harry parou no meio do caminho e abraçou-a com mais força. - Nós não vamos nos separar no ano que vem nem um pouquinho. Pode ter certeza do que estou falando. Eles continuaram andando em direção a Dedosdemel mas algo os impediu de continuar. Uma carroça havia capotado e havia dezenas de galinhas espalhadas por todos os lados, o dono da carroça estava todo atrapalhado com a sua varinha. - Vá em frente. - Harry gritou. Há outros alunos logo adiante, fique lá com eles que eu vou ajudar por aqui. Daqui a pouco eu apareço por lá. - Está bem. - Alexia seguiu em frente, já que logo adiante um grupo de alunos de Hogwarts, inclusive da grifinória conversavam alegremente em frente a loja Dedosdemel. Harry ajudou o senhor no que pode e seguiu em frente logo que pode, mas achou melhor seguir um outro caminho, havia muita bagunça ainda no meio da rua. A rua alternativa era mais vazia e estreita. Logo adiante percebeu que Alexia estava parada bem no meio da rua e bem a sua frente estava Colin, parecia estar falando com ela. Mas ele não conseguiu andar muito, parou colocando a mão na cabeça, com dores. Algo estava errado. Olhou adiante e percebeu que a menina estava imóvel. Olhar fixo em Colin que continuava a balbuciar algo. Ele fez um gesto circular com uma das mãos e Alexia virou-se como uma boneca, estava totalmente hipnotizada por ele. - Sabe Harry, eu nunca imaginei que seria tão fácil pegá-la. Se eu soubesse que fosse assim tão simples já teria conseguido leva-la embora a mais tempo, hipnose ainda funciona, mesmo no nosso mundo. Harry percebeu que era Colin mas a voz não era dele, e sim de Voldemort. Ele tentou se levantar mas foi impossível, suas pernas pareciam estar presas no chão. - Vamos indo minha querida, tenho muito trabalho pela frente. - Voldemort disse com aquela voz esganissada. - NÃO FAÇA ISSO. - Harry gritou com todas as forças que pode, mas ninguém ouviu... Sua mente imaginava que havia gritado, mas seu corpo não sabia que sua mente já estava sob controle do seu inimigo. Caiu no chão, imóvel, sua cabeça doía e sentia que se não tivesse controle estaria morto em pouco tempo, ou até pior, poderia estar sob controle do seu maior inimigo. Olhava para a frente e tudo se movia em câmera lenta, como se fosse um filme distorcido e velho. - Sua mente se negava a aceitar o controle. - Não vá com ele. Continuava. Não vou ceder. Ele fechou os olhos e começou a pensar, como em sonho. - Alexia me escute. Harry fez várias tentativas, até que finalmente ouviu. - Harry é você? Só que esse resultado trouxe uma experiência muito ruim, o contato mental com Alexia voltou como um choque em sua direção e ele sentiu como se seu corpo fosse invadido por milhares de volts, todos os seus músculos doíam e ninguém poderia ouvir os seus gritos, mas teria que libertar a mente dela do controle e continuou. - Não vá atrás dele, não obedeça. - Mas eu preciso. - A voz de Alexia ecoava em sua mente. - Não vá, ele vai nos matar. - Ele vai machucar você? - Não confie nele. Harry sentiu que não tinha mais forças e caiu no chão, completamente esgotado. De repente Alexia que até então seguia Voldemort como a uma boneca, parou onde estava olhando para o horizonte. - Eu não vou com você. - Disse baixinho. Voldemort que estava no corpo do pequeno Colin disse indignado. - O que disse sua, sua... - Eu não vou com você. - Ninguém nunca se recusou a me obedecer. Ela virou de costas e foi em direção a Harry que estava agora caído no chão. - Harry o que houve? Ela estava confusa, parecia estar acordando de um sonho ruim, nem percebera que Colin vinha em sua direção. Harry abriu os olhos e percebeu o que estava acontecendo gritou em desespero. - É uma armadilha Alexia, saia daqui. Ela ficou confusa e e olhou para todos os lados, não viu ninguém. Abaixou-se e apoiou Harry para que se levantasse. - Eu vou ajudar você, você sabe que eu posso. - Não é diferente, é Voldemort, ele faz isso comigo. Foi por pouco tempo que Harry se manteve de pé, caiu novamente agora sentindo dores mais forte. Alexia continuou abraçando ele. Neste instante um menino fica bem a frente dele. As dores de Harry aumentaram. - Ele vai arrebentar a minha cabeça. Gritou desesperado. - Eu não vou deixar você viver Harry Potter. - A imagem era a de Colin, mas a voz não. Era Voldemort. Harry olhou com dificuldade a frente. Ele fazia estranhos movimentos com as mãos, e a dor ia ficando cada vez mais intensa. Harry caiu no chão gritando. Alexia ficou desesperada, falou para ele. Abraçando-o com força. - Não deixe a sua mente ser controlada por ele, liberte-se. Ele fez mais um movimento e Harry gritou mais uma vez. Com mais força, apertando as mãos na cabeça. Se Voldemort continuasse assim com certeza iria mata-lo. Alexia se levantou em direção a Colin, ameaçando pegá-lo e ele preveniu. - Se aproximar de mim eu acabo com ele. Alexia ouviu mais um grito de desespero de Harry e ele ainda falou. - Saia daqui, fuja. Ele caiu no chão a beira da inconsciência e pode ainda ouvir ela dizer entre lágrimas. - Desculpe Harry, vou ter que fazer isso, senão ele vai ganhar. Alexia ficou em pé a frente de Harry, juntou as mãos como em uma oração, fechou os olhos e se concentrou. Uma luz começou a emanar de suas mãos, uma luz branca, como se ela carregasse milhões de estrelas. Voldemort sabendo o que ela ia fazer disse em contragosto. - Você não pode fazer isso, ninguém tem poder para tal. Ele ficou parado, assustado com a reação da menina. - Eu vou mata-lo. Harry que estava caído no chão virou de lado em pranto. Alexia gritou enfim. - VOCÊ NÃO VAI MAIS FAZER ISSO, NÃO VOU DEIXAR. Harry se viu em um lugar escuro, não conseguia perceber nÏÉ™[Œü¥®´‹qéO©ÿ&[¿>~MýªyÒc<"5p—G·òz…ì§$[=EÇg‚ n]ìãbV¨7è” ‰`ì%Ý«1s„­žzó9pÎN?ì"{1ú€|18‘òºŽø{C1—굱ïEÏ/êVÏRÉe¡åG¼á±oA¨— !x÷ã}gÆúÊö¾±ó_ÉeJ£kÇ}Ð¥¨!»o×2¤:˜ƒ,Ÿ¸¦¡óÐ{E1±;Š¢ðÞS!Á}Êp— KÇËø!'0JàÏÅÚ·¨o@ÜÐkuhßæ5,Ü2üÉQ‘÷‚ĉâRº¿d§)óg)ÖŽÛ0j-l.àyÀÊÇÆ%ÞeWï1ë+âÂa›aî¸7°·õzIsc·•}xu÷ï|~kå]1:—©ƒ @5Ú0L·/lº&.R¢\ò3â̆a`¸ãõ‘ìA¸·¼hZÔ@¸• ^½iŠ}àÀñ¢ýìOæePPµ×êZÓÈ·Ÿ¬tÌhKÑ*5 X˜QVì#mž3öÿØÑ7ô€Ù? 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Respondeu a menina. Harry acompanhou Alexia subindo as escadas e quando ela já estava fora de visão correu em direção aos dois e os abraçou. - O que vocês estão fazendo aqui? - Foi uma idéia de Dumbledore. Os seus tios mal sabe quem somos e Lupin trouxe Alexia de volta... Só que nós temos uma péssima notícia, ela não se lembra de mais nada, muito pouco de sua infância, infelizmente. Ela até acredita que somos seus padrinhos. Dumbledore disse que ela poderá se lembrar de algo, mas não de tudo. Devemos ir com calma... - Mas porque por aqui? - Quer lugar mais seguro do que terra de trouxas para viver. Já falamos com seus amigos e logo eles estarão freqüentando a nossa nova casa Harry estava super feliz com a notícia, nunca iria imaginar em toda a sua vida que adoraria ter novos vizinhos. Neste instante Alexia, que agora atendia pelo nome de Susan, desceu as escadas. - Já abri as janelas tio... Vou buscar o resto das coisas. - Deixa que eu posso ajuda-la. - Obrigado Harry. - Como sabe o meu nome? Harry olhou para Sirius confuso. - Não sei, você se chama Harry? - Sim, Harry Potter. - Muito prazer, Susan Petre. Ela olhou para o broche, com atenção. E disse sem pensar. - Eu não sei, sempre que olho para este broche eu sinto como se ele fosse especial. Me deixa feliz, só que eu não me lembro como eu consegui. - Susan querida. - Convide o Harry para vir jantar com a gente essa noite? - Ah sim pode vir... Eu fico muito feliz em recebe-lo. Ela saiu de novo em direção ao caminhão, foi pegar mais umas caixas. - Vá com calma com ela, Dumbledore disse que não podemos forçar. - Pode deixar, eu tenho todo o tempo do mundo para isso. Alexia foi em direção ao caminhão e pegou mais uma caixa cheia de bichos de pelúcia. - O que você vai fazer com tantos brinquedos? Harry estava curioso. - Eu vou levá-los para um orfanato... Eu não sei porque eu adoro crianças. Mas meu padrinho achou interessante levar estes brinquedos, ele disse que são especiais. - E para meninos? - Temos uma outra caixa com carrinhos, aviões e outras coisas. Alexia parou um instante, segurando a caixa que ia entregar a Harry. - Estranho! Disse ela. Eu tenho quase certeza que lhe conheço de algum lugar. Harry sentiu um nó na garganta, adoraria abraça-la de novo, mas sabia que era arriscado. - Verdade! Disse meio sem jeito. Um dos brinquedos escorregou e ele abaixou para pegá-lo. Alexia se aproximou devagarinho e olhou com atenção para Harry, delicadamente afastou a sua franja, deixando a estranha cicatriz a mostra e disse. - Onde foi que você se machucou desse jeito? - Meus tios dizem que foi ainda bebê, em um acidente que carro onde meus pais morreram. - Nossa, que pena, sinto muito. Ela afastou as mãos devagar e disse ainda sorrindo. - Não sei, tenho certeza que lhe conheço de algum lugar, gostaria muito que você fosse meu amigo... Sinto que você é especial. Harry por um momento achou aquele "fosse meu amigo", algo muito estranho. Deu um leve suspiro e fechou os olhos, sentindo o leve aroma de rosas... - pelo menos ela estava bem. Ela entregou a caixa a Harry e eles continuaram andando em direção a casa nova. Depois de alguns minutos, quando Harry saiu se deparou com Tia Petúnia impecavelmente arrumada parada na frente da porta com Duda a tira colo. - Harry, você está ajudando estes vizinhos porque? Não foi isso que eu pedi para você fazer, tem coisas que tem que terminar lá em casa, seu inútil. Harry engoliu em seco. Neste instante Sirius aparece sorridente e aperta de leve o ombro de Harry, em um sinal para que ele se cala-se. - Muito prazer senhora, meu nome é Sirius Petre. Eu e minha esposa ficamos muito felizes com a ajuda do seu sobrinho na nossa mudança e convidamos a senhora e sua família para um jantar, mais tarde em nossa humilde residência. Tia Petúnia deu um sorriso amarelo... E a curiosidade falou mais alto... - Posso ver a sua casa? Ela perguntou em meio a um ar muxoxo. - Mas é claro! Sirius respondeu. Mas não repare na bagunça, ainda estamos com a metade das coisas para descarregar. Tia Petúnia correu em direção a entrada principal e Harry pode notar que ela quase desmaiara quando finalmente conseguiu olhar lá dentro. - Quando ela voltou-se para Duda ele pode notar que os olhos dela estavam brilhando. - Nossa, desculpe senhor Petre. Pode ficar com Harry o tempo que for preciso. Ele é todo seu... - Não senhora, adoraria que ele fosse meu ajudante, sabe... Eu e minha esposa trabalhamos em casa e precisamos de alguém que nos ajude, o salário é pouco, mas eu acho que ajuda. - Para mim pode ser até de graça, mas se você quer pagar ótimo, pelo menos este inútil pode fazer alguma coisa. Tia Petúnia empurrou Duda com tanta força de volta para casa que o menino gorducho quase caiu na calçada. Harry olhou assustado para Sirius que estava fazendo um esforço incrível para não cair na gargalhada. - O que foi? Não entendi. - É incrível como esses trouxas são apegados a estas coisas materiais. Típico. - O que você fez Sirius? - Ora, a Cristiny andou olhando aquilo que vocês chamam de revista de decoração e resolveu fazer a mesma coisa. Só para variar. Harry se arriscou olhar para dentro da sala, só um pouquinho. Ele quase deixou o queixo cair. Havia um home teather digno de Hollywood, os móveis mais incríveis que alguém poderia ter... Cristais e algumas peças de ouro espalhadas para todos os lados e é claro algumas velas aromáticas que esta com certeza era o que mais Cristiny queria que permanecesse. Ela chegou no centro da sala balançando a varinha de um lado para outro, como uma batuta de bateria. - E aí Harry, gostou da decoração? Será que convenci a sua tia que somos, digamos, milionários... Harry engoliu em seco... Provavelmente a família Dursley teria que trabalhar uns cem anos para conseguir juntar metade daquilo, isso sem gastar um centavo, e Harry não pode deixar de sorrir. Correu para os braços de Cristiny e deixou que ela lhe abraçasse. - Muito obrigado. Sei que não vou ficar sozinho. Disse finalmente - Não mesmo... Eu Já vivi entre os trouxas, estou acostumada, será fácil enganar seus tios... Aliás, vamos acabar de arrumar as coisas. Preparei até um quarto para você lá em cima Harry, pode deixar que nós agiremos com jeito com Alexia. Dumbledore disse que ela vai se recuperar, com certeza, ela é uma pessoa especial, é só não força-la a se lembrar está bem? Harry concordou com um movimento de cabeça e resolveu ir a parte se cima ver como era. A distribuição da casa era igual a dos Dusleys, mas a decoração estava maravilhosa. O seu futuro quarto estava decorado com todos o times de Londres de Quadribol. Uma cama de solteiro no centro e bem parada alí em um puleiro estava Edwiges. Harry correu para encontro da amiga. Nossa como era bom ter um lar, mesmo que provisório para ficar. Olhou em cima da mesa e havia uma caixa comprida, com um envelope em cima. Isto é por você ter sido o mais fiel aluno da escola. Feliz Natal atrasado. Dumbledore Harry abriu a caixa e lá se encontrava a mais nova Firebolt... estava escrito no cabo... 2002B2. A mais rápida. Com certeza não teria como testa-la ali naquele momento, mas sabia que em breve estaria de volta para a escola. Cristiny agora subira a escada e estava parada atrás de Harry, o observando. - Nós vamos falar com os Dursley hoje, você vai ver como é a senhora Cristiny em ação. - Você vai usar mágica? - Sim, a mais forte de todas, a minha palavra. - Eu vou indo então, mais a noite. Harry desceu as escadas... Alexia vinha subindo. Carregando mais uma caixa. - Sue... Disse Cristiny. Harry vai ajudar a gente por aqui. Seu padrinho está precisando de alguém que fique com a gente, mais a noite ele vai voltar para um jantar. - Que bom Harry, adorei tê-lo como companhia. Ela se aproximou de Harry e lhe deu um leve beijo nos lábios, muito rápido, mas foi o suficiente para que o seu coração quase parasse de bater. - Então até a noite Harry. - Até a noite. - Harry correu em direção a saída. Ainda com o coração descompassado. - Ouviu a distância. Era Alexia. - Harry, isso me fez lembrar... Alguma vez eu disse para você que precisava cortar o cabelo, estão um pouco compridos. Harry engoliu em seco, Cris ficou quieta. - Acho que foi a pouco, lá fora. - Que bom... Sabe não me lembro das coisas muito bem. Mas meus padrinhos estão me ajudando, estou tendo progressos. Até mais Harry. Ela subiu as escadas correndo, entrou em seu quarto. - Cristiny desceu as escadas e disse baixinho. - estamos fazendo todo o possível. - Eu sei, Harry completou. Até mais a noite. - Até. Sirius vinha carregando um enorme candelabro. - Eu não sei como vocês trouxas conseguem viver desse jeito. - Pois vá se acostumando Sirius, magia só dentro de casa. Crstiny gritou da cozinha. - Como esse negócio é pesado. Até mais Harry. O resto das horas correram na metade da velocidade para Harry, estava tão ansioso em voltar a falar com Sirius que o tempo parecia estar contra ele. Nem percebera quando seu tio Válter chegara xingando Harry por ter deixado uma manchinha no carro. Mas ele logo se acalmara quando tia Petúnia veio contando sobre os novos vizinhos... Ele pareceu entusiasmado. - É mesmo, eles são ricos! - E muito... Completou Duda. Eu só vi uma TV daquelas em revistas, deve custar uma fortuna. - Eles tem uma sobrinha. Não acha que ela seria um bom partido para o meu Dudinha. - Petúnia completou formalmente. - Eu acho que não. - Harry disse o mais baixo que pode, mas como geralmente ficava calado foi impossível de deixar de ser ouvido. - O que disse seu inútil... O seu tio se levantara tão alto na mesa que Harry quase perdera o fôlego. Ficaria calado senão iria colocar tudo a perder. - Pode deixar querido, os Petre acham Harry um ótimo serviçal, até prometeram dar uns trocados a ele para que os ajudasse, acho que afinal ele vai poder retribuir o quanto nos gastamos com ele... Mas pelo jeito ele quer que Harry compareça ao jantar também. - Está bem querida. Ele disse em meio sorriso. Mas não estrague tudo, ouviu Harry, não quero você com a gente na mesa. Harry teve vontade de rir diante da situação, se pelo menos o tio soubesse onde eles estavam se metendo. Finalmente chegara a noite, e os Dursley se empetecaram tanto que Harry poderia jurar que eles iam para um casamento. Mas ele continuava com as mesmas roupas velhas e rasgadas. Vamos indo. Os três saíram andando saltitando pelo condomínio em direção a casa. E Harry ouvia a distância tia Petúnia dizer. - Você seja cordial hein Duda. Tocaram a campainha e minutos seguintes Sirius abriu a porta, usando roupas sociais, barba e cabelos cortados, estava parecendo um executivo. - Bem vindos vizinhos. Querida os nossos convidados chegaram. - Muito prazer, O senhor deve ser o sr. Valter. Tio Válter olhou para dentro da casa e Harry poderia jurar que as suas pernas balançaram ao entrar lá dentro. Ele já foi logo perguntando. - Sr. Petre, qual a sua profissão? - Sou banqueiro. Tenho tanto dinheiro que nem preciso ir até o meu escritório. Os olhos do Tio Válter piscaram e tia Petúnia já foi logo dizendo. - Fiquei sabendo que vocês tem uma sobrinha. - A sim, Susan. ! Querida pode vir aqui um momento conhecer os Dursleys? Alexia saiu de dentro da cozinha carregando uma bandeja com saladas, usava o mesmo vestido branco que Harry a vira pela primeira vez. - Espere um momento, vou colocar este prato na mesa. Por um momento lembranças doces afloraram na mente de Harry. Ela se aproximou de Sirius e foi em direção de Harry, beijando-o no rosto e disse em uma reverência. - Olá Harry. Como vão os senhores. - Este é o meu filho Duda. Tia Petúnia empurrou Duda na direção de Alexia, quase o derrubando. O menino esticou a mão gorducha para comprimentá-la. Ela só fez um meio sorriso e saiu de cena dizendo. - Desculpe Cristiny precisa de mim. Tia Petúnia quase caíra no chão, ela deu um safanão em Harry e disse em seu ouvido. - Vá ajudá-la seu inútil, é para isso que ele vai lhe pagar. Mal soubera a tia Petúnia que era tudo aquilo que Harry mais queria. Ele foi em direção a cozinha e Cristiny estava fazendo um prato novo com franco, ele perguntou o nome e ela disse, mas Harry não entendera a metade... Era um Tal de Tutti alguma coisa e Cristiny traduziu como sendo um prato típico de família que traduzido significava. Tudo junto. Harry se segurou para não ir na direção dela e abraça-la. Ela percebeu e disse baixinho. - Agora Harry querido, leve esse prato para a mesa que nós cuidaremos do resto, está bem... Harry e Alexia foram até a mesa e colocaram os pratos quentes. Sirius convidou-os para sentar. Tio Válter disse com firmeza. - Eu achava que era melhor ele não ficar na mesa conosco. - Como quiser... Sirius deu um leve piscar de olhos para Harry, como quem diz, fique tranqüilo... Harry pegou o seu prato e foi em direção a cozinha. Alexia vinha na direção contrária, carregando alguns copos e ficou surpresa com a atitude de Harry. - O que está fazendo aqui na cozinha. Porque não vai se sentar conosco. - Os meus tios não gostam muito da minha presença. - Espere um momento. Alexia foi até a mesa. Arrumou caprichosamente as taças. Em pé montou um prato e Harry pode ouvir Tia Petúnia dizer. - Pode sentar aqui querida, ao meu lado. - Não senhora, vou fazer companhia a Harry. Muito obrigado. Harry pode notar o olhar de desgosto de Tia Petúnia, Sirius e Cristiny não disseram uma única palavra em contrário. Logo ele viu Alexia entrando na cozinha carregando o prato cheio. Visivelmente nervosa. - Eu não acredito que alguém possa ser assim. - Ela sentou ao lado de Harry, colocando o prato em cima da mesa. - Eu já estou acostumado. - Eu não gostei deles... - Deixe isso para lá, afinal eu acho que eles são boa gente. - Sirius me disse que você vai poder ficar no quarto de leitura dele. Harry agora compreendera como Sirius explicara a Alexia o quarto masculino da casa. - O que você se lembra Susan? - Muito pouco, Cris me disse que eu sofri um acidente a algumas semanas e minha memória se foi quando bati a cabeça... Mas ainda bem que eu tenho eles para cuidar de mim. - Ela se levantou e deixou parte do ombro descoberta. Harry pode ver a cicatriz nas costas. - Viu... Não é só você que tem uma... Ela sorriu. - O você vai fazer amanhã? - Dois amigos meus, pelo menos foi isso que Sirius me disse, vem me visitar... Estamos planejando sair um pouco. - E qual o nome deles? - Hermione Granger e Rony Weasley. Eu não me lembro deles... Mas não vou ser indelicada. - Tenho certeza que eles são ótimas pessoas. - É Cris me disse que amizades antigas são fáceis de serem reconquistadas. - Eu tenho certeza que ela está certa. - Harry. Venha aqui. Tenho que lhe falar. - Tio Válter gritara tão alto que Harry quase dera um pulo. Ele se levantou e foi em direção a sala, calmamente. Tio Válter foi falando calmamente com um sorriso imenso nos lábios. - O sr. Petre nos fez uma oferta maravilhosa. Harry fez um esforço sob humano para manter-se indiferente ao que já sabia. - Eu disse a ele que você nunca trabalhou na vida, o que eu acho uma inutilidade total, mas ele insistiu que é o perfil que ele precisa para moldar um profissional na área. Então eu e sua tia em um gesto de extrema dedicação ao seu futuro decidimos que você poderá ficar aqui com eles e estudar um pouco administração, assim nós poderemos de uma certa maneira, mesmo assim acompanhar os seus estudos. E tia Petúnia toda pomposa completou. - Eu disse a ele que você freqüenta uma escola para crianças digamos, rebeldes, e ele disse que não há nenhum problema pois ele costuma viajar para o sul várias vezes ao ano, sendo que não iria incomodar. - Eu gostaria imensamente que Harry ficasse essa noite conosco. Temos muita coisa a fazer ainda. Cristiny completou. - Mas é claro. Tio Válter deu um sorriso tão satisfeito que Harry pode jurar que brilhou. - Então vamos indo Dudinha querido. Tia Petúnia sorriu. - Onde está a sua sobrinha senhor Petre? - Ela ainda está na cozinha... Cris sorriu. Duda com um leve toque de tia Petúnia foi até a cozinha. Disposto a falar com Alexia. Harry ficou imóvel, parado sem ação, depois de segundos um barulho de pratos se quebrando. Ouviu. - Desculpe senhorita. Todos correram para a cozinha e havia vários pratos no chão e Alexia estava parada, assustada. - O que houve querido? Tia Petúnia foi socorrer um Duda desesperado. - Eu derrubei estes pratos, me desculpe. Alexia saiu correndo e subiu as escadas rapidamente. Harry foi impedido por Sirius de subir, ficou quieto. - Eu me aproximei para cumprimentá-la e esses pratos caíram de cima da mesa, bem ao lado da gente, eu encostei na mesa, desculpem. Tio Válter abriu a carteira e estava disposto a pagar pelo prejuízo. - Quanto é sr. Petre? - Nada muito caro. São porcelanas japonesas, só US$ 3.500. Paguei uma linharia. Harry percebeu que Tio Válter trocara de cor do azul ao vermelho em um segundo. Mas logo voltou ao normal quando Sirius disse. - Não tem problema, acidentes acontecem. Vamos indo amigo. Sirius guiou os Dursley para a saída, e até mesmo foi com eles do lado de fora, falando bem alto para que todos ouvisse. - Vamos indo Válter, quero pelo menos saber onde fica a entrada do seu lar. Mal a porta se fechou e Harry subiu para o quarto de Alexia. Ela estava deitada na cama chorando. - O que houve? - Não foi o Duda quem quebrou os pratos, fui eu, não sei porque isso acontece, quando eu não gosto de alguém coisas estranhas acontecem, os pratos voaram todos. - Não se preocupe, isso acontece comigo também. - Harry sabia a confusão que ela estava sentindo. Ela se levantou e secou as lágrimas com a mão. - Verdade? - Mas é claro, não tem problema não.. É normal. - Harry, vem aqui. Harry se aproximou devagar da cama e Alexia se levantou rapidamente e lhe deu um beijo, como o anterior, disse sorrindo. - Você me deixa feliz, espero que não se importe. Ele ficou levemente corado e não respondeu. Ouviu Cristiny dizer lá na parte de baixo. - Vocês aí em cima, podem ir dormir, já arrumei tudo por aqui. - Então vamos indo. - Harry deu um beijo na testa de Alexia, em sinal de respeito e já ia em direção ao quarto quando ouviu Sirius gritar lá de baixo. - Harry, dá para vir ajudar-nos aqui com esse negócio de terizão? - Já vou Sirius. Boa noite Susan. Alexia estava confusa. Em sua mente muitas coisas aconteciam ao mesmo tempo. Depois que Harry desceu ela foi até o banheiro na suíte e olhou atentamente no espelho. Ouviu algo como sinos leves tocando. Por instantes achou que alguém do outro do espelho estava lhe chamando. O espelho ainda estava coberto por uma cortina branca, levantou a proteção e ficou olhando para ver se havia alguém do outro lado. De repente se corrigiu. - Deveria estar maluca, ouvindo vozes. Balançou a cabeça negativamente e disse baixinho. - Preciso dormir. Tirou a proteção e voltou para a sua cama. Já na parte de baixo da casa, Harry achou muito engraçado a reação de Sirius depois de ligar na tomada a TV, ler o manual de instrução, e apertar o controle remoto. - Fascinante. Como é que eles vão parar aí dentro? - Na realidade Sirius não me pergunte, mas sei que não é mágica. - Intigrante.... Fascinante. Sirius parecia uma criança mudando de canal, de um lado para outro... Com um sorriso imenso. - É, acho que vou ter que ensinar as vocês como se comportar aqui no mundo dos trouxas, senão os meus tios mais cedo ou mais tarde vão desconfiar. Harry perdera a noção de quanto tempo passara com Sirius e Cristiny trocando instruções de como viver entre os trouxas, para Harry as coisas mais monótonas se tornaram fascinantes, mesmo para Cristiny que já tinha convivido entre os trouxas. - Foi a muito tempo atrás, disse ela. Harry subiu para o seu novo quarto, abriu o armário, estava cheio de roupas novas... Escolheu um dos pijamas, foi até a suíte, tomou um banho e depois de minutos voltou a dormir... Feliz Fazia muito tempo que Harry não dormia tão tranqüilamente quanto na última noite. Estava na casa de Sirius, a quem confiava a vida e o carinho. Cristiny era a pessoa mais amável que alguém poderia ter como madrinha. E de uma certa maneira Alexia também estava com ele... Virou-se e pegou os óculos que estava em cima da mesinha de cabeceira. Olhou para os lados, não havia nada de especial no quarto além da vassoura, do poleiro e dos quadros de quadribol. Olhou no relógio, 10:16. Levou um choque, dormiu demais. Levantou-se, pegou algumas roupas e correu para o banheiro, tomou um banho rápido... Desceu rapidamente as escadas... Somente Cristiny estava na casa, estava na cozinha preparando o café para Harry. - Ouvi você levantar... Estou preparando algo para o café, espero que goste. Harry percebeu que ela não usava magia para prepará-lo, como seria natural, afinal eles estavam dentro da casa. Adiantou-se. - Cris, porque não usa magia para arrumar as coisas? - Harry, nem tudo pode-se usar mágica, mesmo no nosso mundo. - Como assim? Cristiny parou um momento e continuou. - Eu não fiz aparecer essas coisas do nada, não sou alquimista, eu e Sirius fomos ao banco de Gringotes e trocamos por moeda trouxa. Ainda bem que nossa moeda vale bem mais, senão seria muito fácil fazer aparecer dinheiro por aí, todos os bruxos seriam milionários. Por um instante Harry percebera o que ela tinha dito, a família Weasley era um bom exemplo de que não só de mágicas viviam os bruxos... Já se lembrara que o banquete de Hogwarts não vinha de magia simples, e sim eram os elfos que as preparavam da cozinha. - É! Tenho muito o que aprender ainda não é? - Não muito! Você é o melhor que já conheci! Só precisa um pouco mais de lapidação. Harry sentou na mesa da cozinha e em seguida foi servido. Suco de laranja, pães, queijos, leite, manteiga e mais alguns tipo de pães, com certeza ele não poderia comer tudo, mas teria que pelo menos começar por algum lugar. Pelo suco. - Cris, eu não entendi porque Alexia não se lembra de muita coisa. - Eu conversei bastante com Lupin, ele é especialista neste tipo de sintoma, o que aconteceu com Alexia e você é um fenômeno tão raro quanto o fato de você ter sobrevivido ao AvraKadravra. E os efeitos que isso causou em Alexia são um enigma até para a gente. - Vocês conversaram com Dumbledore sobre isso não? - Sim! Ela salvou a sua vida e acho justo dar a ela uma mova chance. - Você tem idéia do que pode ter acontecido? - Acho que você pode me explicar a maior parte não? - Eu não me lembro bem... Só sei que Voldemort estava de alguma maneira se comunicando através de Colin, a minha cabeça estava doendo muito, ele com certeza poderia ter me matado, só que de repente eu tive uma espécie de sonho, Alexia apareceu nele, me ajudando, depois disso eu acordei e ela já estava do meu lado... Lupin foi embora e eu só tive notícias dela ontem. - Na realidade a sua mente Harry, pelo que entendi, reagiu a magia de Voldemort, só que de alguma maneira ele estava lhe dominando e ela entrou de alguma maneira no seu subconsciente e conseguiu quebrara a magia, você visualizou isso através de sonho. Fantástico. - E porque ela não pode se lembrar? - Na realidade aí que está o problema, nós não sabemos se com a volta da memória algo pode acontecer com ela, é como se de alguma maneira ela estivesse ainda lhe protegendo. - Mas ela se lembrou de algo, não foi? - Sim, aos poucos ela vai se lembrando das coisas, mas o que eu e Sirius reparamos é que, até por enquanto ela só se lembra de coisas boas... Tememos que algo ruim possa acontecer se ela se lembrar de algo ruim, então evitamos ao máximo nos mostrar a ela como somos na realidade, Dumbledore quem sugeriu isso e nos disse para agirmos como trouxas, até pelo menos nós descobrirmos como ela pode reagir. - Por isso vocês trocaram o nome dela? - Essa foi idéia minha, assim nós saberemos quando ela se lembrar quem é, o primeiro sinal disso é se lembrando do próprio nome. - E quanto a Rony e Mione? Será seguro eles estarem por aqui? - Ah sim, não tem problemas, é só eles não citarem Hogwarts ou qualquer lugar que se refira ao nosso povo. - Isso para Mione vai ser fácil, mas para Rony! Isso me faz lembrar, onde eles foram? - Alexia foi ao supermercado comprar algumas coisas que estão faltando, já Sirius foi ver se consegue comprar um veículo. Espero que ele não se atrapalhe. - E quando os meus amigos vão chegar? Harry terminara de tomar o café e estava levando as coisas para a pia quando ouviu um estrondo na sala. Cristiny não se importou e disse calmamente. - Eles usaram pó de Flu, ainda bem que não deixei nada na frente da lareira. Os dois correram para a sala a tempo de ver um Rony caído em cima do sofá, completamente desengonçado e uma Mione com os cabelos completamente bagunçados, carregado de fuligem, tentando se levantar do chão e xingando bastante. - Porque você não me disse que esse treco sufocava a gente de pó. Mione estava batendo a fuligem das roupas. - Eu sempre usei e não tive problemas... Rony retrucou. - Mas não precisava me empurrar daquele jeito. Ela foi na direção de Rony nervosa. Mas ela logo percebeu que Harry estava os observando com atenção e correu em sua direção para abraçá-lo... - Harry que bom te ver, quando Lupin contou para gente o que eles tinham feito não acreditei, quem diria que eles iriam se mudar aqui para o condomínio, achei ótimo. Quando ela se afastou ambos estavam cobertos de fuligem. - Lupin me disse que eu não posso falar nada a respeito de ser bruxo... Vai ser meio difícil. - Não se preocupe Rony, é só você fazer de conta que nasceu aqui entre nós trouxas. - Estou em pânico. Rony fez uma cara tão assustada que Harry até teve vontade de rir. - Você não me disse que sempre de conhecer o modo da gente viver, pois é chegou a sua chance. - Mione tentou arrumar o cabelo que estava completamente negro e tossiu um pouco de pó. - Bom Harry, deixe eu abrir essa exceção, não quero que Alexia veja essa sujeira toda aqui pela sala. - Cristiny pelou a varinha e com um gesto delicado toda a sujeira sumiu, inclusive a de Mione e Rony. - Muito obrigado. - Rony sorriu em agradecimento. - Lupin já explicou o que a gente tem que dizer. - Isso mesmo. Nós somos velhos amigos e viemos visitá-la. Continuou Mione. - Não gosto de mentir para ela. Harry falou seriamente. - Harry, você não está mentindo, só estamos evitando que aconteça algo de grave, só isso, por isso vocês devem aproveitar ao máximo está bem. Todos concordaram com um movimento de cabeça, somente Harry acrescentou. - Porque Sirius não insistiu para que eu ficasse em tempo integral aqui com vocês? Aliás eu ainda não entendi porque os Durshey me queriam de volta já que continuam me tratando como um cachorro sarnento. - Harry. Continuou Cristiny. Na realidade eu acho que bem não haverá ninguém nesse mundo que poderá explicar porque durante esses anos todos Dumbledore sempre insistiu que você voltasse para cá... Isso eu não compreendo. Mas vou conversar com Sirius e nós daremos um jeito nisso, está bem. Rony correu em direção a janela e voltou em seguida, dizendo alto. - Gente, a Alexia, quer dizer, a Susan já vem chegando. Todos ficaram quietos e Cristiny inventou um assunto falso assim que ela entrou, carregava um buque com margaridas e um saquinho com compras... Abriu a porta. Estava com dificuldades para entrar e Harry correu para ajudá-la. - Deixe que eu ajudo. - Ele pegou o saquinho com compras e entrou. - Bom dia Susan. - Bom dia Harry, desculpe ter demorado, mas vi estas flores a venda e achei maravilhoso trazê-las, não sei porque acho que estão faltando plantas por este condomínio... - Assim que nós conseguirmos nos acomodar por aqui vamos providenciar um jardim mais bonito aí para a frente da casa. Ela finalmente entrou completamente na casa e parou quieta por instantes e Cris completou. - Olhe Sue, aqui estão Mione e Rony, amigos seu, vieram te visitar. Mione como era mais desembaraçada foi a primeira a dizer. - Olá Sue, como você está? Todos ficaram na expectativa esperando uma resposta. Alexia ficou um bom tempo olhando para Mione e Rony, por segundos Harry tivera medo que alguma coisa tivesse vindo a lembrança, por fim ela falou em um sorriso. - Mione! Não me lembro de você ter cortado o cabelo, eu acho, quero dizer, eles parecem mais arrumados do que o normal. Mas não ligue para isso. Estou meio confusa mesmo. Alexia foi correndo em direção a amiga e abraçou com força. - Que bom que você está aqui. Sei que é bom. Sei que é muito bom. Harry engoliu em seco. Mais uma boa lembrança... Ainda bem. Rony foi em direção a Alexia e depois que Mione se afastou ele também resolvera lhe dar um abraço. - Que bom que você está bem. Muito bom. - Imagina Rony, daqui a pouco estarei ótima. A única coisa é que eu me acho confusa com várias coisas. Eu não sei mexer em uma televisão por exemplo. - Uma o que? Não demorou muito tempo para Rony descobrir o que era uma televisão. Quando ele voltou em direção ao sofá, e sentou sob controle remoto, a ligação ligou. - QUE É ISSO? Rony dera um grito tão grande que todos levaram um susto. - Que (Rony falou um palavrão que Alexia ficou vermelha e Mione roxa de raiva), é essa? É um quadro? Ele levantou e pegou o controle remoto. Mione correu em direção a ele e arrancou o objeto da mão, e com um sorriso amarelo disse. - Ele não tem TV na casa dele, NÃO É RONY. Um confuso Rony olhou para os lados, com o coração batendo descompassado e sem ar. Alexia deu um enorme sorriso e disse. - Ainda bem que não sou só eu que estranho as coisas. Agora entendi porque nós somos amigos. - Vamos indo Harry. - Ela pegou Harry pela mão e o empurrou até a cozinha. Me ajude aqui com essas flores. Elas precisam de água. Harry colocou as compras em cima da mesa e disse ainda sorrindo. - Não ligue, eu achei o Rony um cara bem legal. Alexia abriu um dos armários e pegou um vaso que estava embaixo da pia. Mas Harry percebeu que ela parara de repente... Mas foi muito rápido, ela largou o vaso, deixando-o cair no chão, quebrando em vários pedaços, pois a mão na cabeça e gritou com força. - HARRY, CUIDADO... ATRÁS DE VOCÊ. Se Harry não soubesse exatamente onde estava provavelmente atenderia ao pedido de Alexia, mas percebeu rapidamente que tinha acontecido alguma coisa de errado, ela ainda continuava com a mão na cabeça e gritava. - TIRE ISSO DAQUI. ESTÁ DOENDO. Ele correu em sua direção e a abraçou com cuidado enquanto ela ainda mantinha as mãos na cabeça, chorando. - HARRY TIRE ISSO DAQUI. ELE VAI MACHUCAR VOCÊ. Harry começou a falar com calma, mas por dentro ele tremia como nunca. - Vamos Sue, deixe isso, esqueça isso, por favor. - Sem perceber ele começou a chorar. Cristiny entrou correndo sendo seguida por Mione, Rony e Sirius, que estava totalmente confuso. - O que houve? Cristiny foi em direção a Alexia, tentou chegar perto dela mas algo inesperado aconteceu. Várias cadeiras que estavam na cozinha se sobrepuseram entre eles e Alexia e Harry. Eles não podiam passar. Harry continuou a abraça-la e dizia sem parar. - Deixe que vá embora, deixe que vá. - Ele falava entre soluços. - ELE VAI MACHUCAR VOCÊ. Ela gritava com mais força. SAIA DE LÁ. Sirius gritou a distância. - O que você está vendo? - ESTÁ DOENDO. ELE VAI MACHUCAR O HARRY. - SIRIUS FAÇA ALGUMA COISA!. - Harry olhou desesperado. Mais um objeto da sala se sobrepôs entre eles, desta vez foi a mesa que tombara formando uma barreira... Harry fez com que Alexia olhasse diretamente para ele, ela mantinha os olhos fechados, chorando. - Sue olhe para mim, por favor, preste atenção, não deixe ele fazer isso. Eu estou aqui, estou bem. - Ele tentava falar com calma, apesar de estar com o rosto cheio de lágrimas. - Você está bem? Ela abriu os olhos, parecia confusa. Por instantes ela ficou olhando para Harry fixamente, ela ficou calada... Fechou os olhos e gritou com toda a força, colocando a mão na cabeça. - VÁ EMBORA. Harry ainda estava a abraçando com força, portanto conseguiu ampará-la quando ela desmaiou. Agora os móveis que estavam entre eles, voltaram a ficar estáticos, dando a possibilidade deles passarem. Harry carregava Alexia no colo e disse com firmeza. - Pode deixar que eu a levo para o quarto. Com muito jeito ele foi em direção a sala e subiu as escadas, de lado, carregando-a.. Cristiny veio atrás dele e assim que alcançaram o topo ela correu para o seu quarto e disse para Harry. - Deite ela lá no meu quarto, eu vou pegar uma coisa. Devagarinho ele deitou Alexia na cama e ficou imóvel sem saber o que fazer. Cristiny veiovimento e Harry ficou estático. - Sue querida, vá até lá em cima ver se está tudo bem com as janelas, eu já vou lá. - Sim padrinho. Respondeu a menina. Harry acompanhou Alexia subindo as escadas e quando ela já estava fora de visão correu em direção aos dois e os abraçou. - O que vocês estão fazendo aqui? - Foi uma idéia de Dumbledore. Os seus tios mal sabe quem somos e Lupin trouxe Alexia de volta... Só que nós temos uma péssima notícia, ela não se lembra de mais nada, muito pouco de sua infância, infelizmente. Ela até acredita que somos seus padrinhos. Dumbledore disse que ela poderá se lembrar de algo, mas não de tudo. Devemos ir com calma... - Mas porque por aqui? - Quer lugar mais seguro do que terra de trouxas para viver. Já falamos com seus amigos e logo eles estarão freqüentando a nossa nova casa Harry estava super feliz com a notícia, nunca iria imaginar em toda a sua vida que adoraria ter novos vizinhos. Neste instante Alexia, que agora atendia pelo nome de Susan, desceu as escadas. - Já abri as janelas tio... Vou buscar o resto das coisas. - Deixa que eu posso ajuda-la. - Obrigado Harry. - Como sabe o meu nome? Harry olhou para Sirius confuso. - Não sei, você se chama Harry? - Sim, Harry Potter. - Muito prazer, Susan Petre. Ela olhou para o broche, com atenção. E disse sem pensar. - Eu não sei, sempre que olho para este broche eu sinto como se ele fosse especial. Me deixa feliz, só que eu não me lembro como eu consegui. - Susan querida. - Convide o Harry para vir jantar com a gente essa noite? - Ah sim pode vir... Eu fico muito feliz em recebe-lo. Ela saiu de novo em direção ao caminhão, foi pegar mais umas caixas. - Vá com calma com ela, Dumbledore disse que não podemos forçar. - Pode deixar, eu tenho todo o tempo do mundo para isso. Alexia foi em direção ao caminhão e pegou mais uma caixa cheia de bichos de pelúcia. - O que você vai fazer com tantos brinquedos? Harry estava curioso. - Eu vou levá-los para um orfanato... Eu não sei porque eu adoro crianças. Mas meu padrinho achou interessante levar estes brinquedos, ele disse que são especiais. - E para meninos? - Temos uma outra caixa com carrinhos, aviões e outras coisas. Alexia parou um instante, segurando a caixa que ia entregar a Harry. - Estranho! Disse ela. Eu tenho quase certeza que lhe conheço de algum lugar. Harry sentiu um nó na garganta, adoraria abraça-la de novo, mas sabia que era arriscado. - Verdade! Disse meio sem jeito. Um dos brinquedos escorregou e ele abaixou para pegá-lo. Alexia se aproximou devagarinho e olhou com atenção para Harry, delicadamente afastou a sua franja, deixando a estranha cicatriz a mostra e disse. - Onde foi que você se machucou desse jeito? - Meus tios dizem que foi ainda bebê, em um acidente que carro onde meus pais morreram. - Nossa, que pena, sinto muito. Ela afastou as mãos devagar e disse ainda sorrindo. - Não sei, tenho certeza que lhe conheço de algum lugar, gostaria muito que você fosse meu amigo... Sinto que você é especial. Harry por um momento achou aquele "fosse meu amigo", algo muito estranho. Deu um leve suspiro e fechou os olhos, sentindo o leve aroma de rosas... - pelo menos ela estava bem. Ela entregou a caixa a Harry e eles continuaram andando em direção a casa nova. Depois de alguns minutos, quando Harry saiu se deparou com Tia Petúnia impecavelmente arrumada parada na frente da porta com Duda a tira colo. - Harry, você está ajudando estes vizinhos porque? Não foi isso que eu pedi para você fazer, tem coisas que tem que terminar lá em casa, seu inútil. Harry engoliu em seco. Neste instante Sirius aparece sorridente e aperta de leve o ombro de Harry, em um sinal para que ele se cala-se. - Muito prazer senhora, meu nome é Sirius Petre. Eu e minha esposa ficamos muito felizes com a ajuda do seu sobrinho na nossa mudança e convidamos a senhora e sua família para um jantar, mais tarde em nossa humilde residência. Tia Petúnia deu um sorriso amarelo... E a curiosidade falou mais alto... - Posso ver a sua casa? Ela perguntou em meio a um ar muxoxo. - Mas é claro! Sirius respondeu. Mas não repare na bagunça, ainda estamos com a metade das coisas para descarregar. Tia Petúnia correu em direção a entrada principal e Harry pode notar que ela quase desmaiara quando finalmente conseguiu olhar lá dentro. - Quando ela voltou-se para Duda ele pode notar que os olhos dela estavam brilhando. - Nossa, desculpe senhor Petre. Pode ficar com Harry o tempo que for preciso. Ele é todo seu... - Não senhora, adoraria que ele fosse meu ajudante, sabe... Eu e minha esposa trabalhamos em casa e precisamos de alguém que nos ajude, o salário é pouco, mas eu acho que ajuda. - Para mim pode ser até de graça, mas se você quer pagar ótimo, pelo menos este inútil pode fazer alguma coisa. Tia Petúnia empurrou Duda com tanta força de volta para casa que o menino gorducho quase caiu na calçada. Harry olhou assustado para Sirius que estava fazendo um esforço incrível para não cair na gargalhada. - O que foi? Não entendi. - É incrível como esses trouxas são apegados a estas coisas materiais. Típico. - O que você fez Sirius? - Ora, a Cristiny andou olhando aquilo que vocês chamam de revista de decoração e resolveu fazer a mesma coisa. Só para variar. Harry se arriscou olhar para dentro da sala, só um pouquinho. Ele quase deixou o queixo cair. Havia um home teather digno de Hollywood, os móveis mais incríveis que alguém poderia ter... Cristais e algumas peças de ouro espalhadas para todos os lados e é claro algumas velas aromáticas que esta com certeza era o que mais Cristiny queria que permanecesse. Ela chegou no centro da sala balançando a varinha de um lado para outro, como uma batuta de bateria. - E aí Harry, gostou da decoração? Será que convenci a sua tia que somos, digamos, milionários... Harry engoliu em seco... Provavelmente a família Dursley teria que trabalhar uns cem anos para conseguir juntar metade daquilo, isso sem gastar um centavo, e Harry não pode deixar de sorrir. Correu para os braços de Cristiny e deixou que ela lhe abraçasse. - Muito obrigado. Sei que não vou ficar sozinho. Disse finalmente - Não mesmo... Eu Já vivi entre os trouxas, estou acostumada, será fácil enganar seus tios... Aliás, vamos acabar de arrumar as coisas. Preparei até um quarto para você lá em cima Harry, pode deixar que nós agiremos com jeito com Alexia. Dumbledore disse que ela vai se recuperar, com certeza, ela é uma pessoa especial, é só não força-la a se lembrar está bem? Harry concordou com um movimento de cabeça e resolveu ir a parte se cima ver como era. A distribuição da casa era igual a dos Dusleys, mas a decoração estava maravilhosa. O seu futuro quarto estava decorado com todos o times de Londres de Quadribol. Uma cama de solteiro no centro e bem parada alí em um puleiro estava Edwiges. Harry correu para encontro da amiga. Nossa como era bom ter um lar, mesmo que provisório para ficar. Olhou em cima da mesa e havia uma caixa comprida, com um envelope em cima. Isto é por você ter sido o mais fiel aluno da escola. Feliz Natal atrasado. Dumbledore Harry abriu a caixa e lá se encontrava a mais nova Firebolt... estava escrito no cabo... 2002B2. A mais rápida. Com certeza não teria como testa-la ali naquele momento, mas sabia que em breve estaria de volta para a escola. Cristiny agora subira a escada e estava parada atrás de Harry, o observando. - Nós vamos falar com os Dursley hoje, você vai ver como é a senhora Cristiny em ação. - Você vai usar mágica? - Sim, a mais forte de todas, a minha palavra. - Eu vou indo então, mais a noite. Harry desceu as escadas... Alexia vinha subindo. Carregando mais uma caixa. - Sue... Disse Cristiny. Harry vai ajudar a gente por aqui. Seu padrinho está precisando de alguém que fique com a gente, mais a noite ele vai voltar para um jantar. - Que bom Harry, adorei tê-lo como companhia. Ela se aproximou de Harry e lhe deu um leve beijo nos lábios, muito rápido, mas foi o suficiente para que o seu coração quase parasse de bater. - Então até a noite Harry. - Até a noite. - Harry correu em direção a saída. Ainda com o coração descompassado. - Ouvcarrinho e um botão vermelho lhe chamou atenção. Ele resolveu apertá-lo. Harry percebeu o movimento mas não teve tempo de impedí-lo. O veículo emitiu uma sirene super alta, começou a bater as portas, as capotas e olhos grandes começaram a piscar e girar de um lado para outro. Rony disse um palavrão tão alto, levou um susto tão grande, e caiu para trás onde Harry estava, e Harry por sua vez caiu em cima da pilha de bolas que estava bem atrás deles, o resultado não poderia ter sido mais catastrófico. - VAMOS EMBORA DAQUI! Rony gritou desesperado. Harry tentou a todo custo se desculpar pelo acidente, mas Rony puxava-o com tanta força para o lado de fora que Harry quase deslocara o pulso. Os dois saíram tão rápido em direção a rua que nem tiveram tempo de ouvir os berros zangados do vendedor. De repente... Bammm. Rony que estava mais assustado que Harry, tinha batido de frente com Mione que estava vindo na direção deles carregando alguns pacotes e não tivera tempo de sequer evitar o impacto, caindo no chão junto com todos os presentes. - O que você pensa que está fazendo Ron Weasley? - Ele quase me mordeu! - O que quase te mordeu? - Foi o carrinho bate-volta que ele apertou lá dentro da loja, nós derrubamos tudo no chão, é melhor sairmos daqui. - Eles correram o mais rápido possível até a esquina. Alexia vinha logo atrás de Mione e não entendeu muito, mas começou a rir muito, depois que olhou a cara de assustado dos meninos. - O que houve? - Ele se assustaram com um brinquedinho. Mione estava mais zangada do que com certeza o dono da loja estaria. Todo mundo pegou um pouco das compras, e ele foram em direção a mais uma grande aventura para Rony. Uma sorveteria. Logo na esquina, havia uma das mais tradicionais sorveterias do bairro. Na decoração da loja, imagens de vários ídolos da música do País. Eram os Beatles que tocavam ao fundo. Rony vinha andando bem a frente de Harry, mas com o som da música ela parou de repente, estático. - Eu não vou entrar aí. Falou ele. Harry que vinha logo atrás falou sério. - O que houve agora Ron? - Tem fantasmas cantando aí dentro, eu não entro. - Só um deles é fantasma hoje, os outros estão bem... Ainda bem. - Mione estava se referindo a John Lennon. - Eu não vou entrar aí. - Rony já ia dando as costas quando Alexia o impediu. - Vamos entrando Ron... Também não estou entendendo nada, mas é bem divertido. - E vocês não vão me tirar o prazer que chupar um gostoso sorvete. - Mione entrou na sorveteria batendo o bem, com firmeza. - Vamos Ron, não tem fantasmas aí não, fique tranqüilo. Eles entraram na loja, e foram bem recebidos por uma garçonete usando trajes da década de 60 e andando sobre patins. Mione agora se posicionara estrategicamente ao lado de Rony, e ele pode perceber que ela falava baixinho ao seu ouvido, e deve ter sido algo sério pois ele se calara de repente. De mais, o resto transcorrera da melhor maneira possível... Rony a princípio estranhou a embalagem do sorvete, mas logo ao provar a primeira colherada não demorou muito a repetir mais três vezes vários tipos de sabores. - Maravilha. Nunca provei algo tão gostoso. Disse ele por fim. - Como você está se sentindo agora Ron, na está mais estranhando? - A não, u estava me comportando de modo infantil, mas é a primeira vez que venho para cá... É tudo muito diferente de onde eu venho. - E como é lá onde você vem? Harry e Mione se olharam com urgência e Harry foi logo dizendo. - Gente,nossa temos que ir... Sirius vai ficar uma fera com a gente... Todos se levantaram e harry percebeu que Alexia ficara com aquele pergunta no ar... Com certeza ela faria de novo. O caminho de volta foi muito mais tranqüilo e divertido... Todos os presentes estavam no porta malas e Harry arriscou a perguntar. - Por que tantas coisas? - Não foram só roupas que eu comprei. Cristiny me mandou uma lista de coisas básicas que estão faltando... Mas nada de mais. - Mione sorriu satisfeita olhando uma listinha. - - Já chegamos... Gritou Sirius. - A não... Harry olhou com desânimo... Duda estava do lado de fora do condomínio, voltando de algum lugar... Seguido por tia Petúnia. - Sirius, será que não dava para esperar até eles entrarem, não quero estragar o dia. Mas já era tarde demais, os olhos espertos para fofocas de tia Petúnia logo os avistou, ela veio correndo na direção deles e Harry se encolheu no estofado, Alexia percebeu o movimento mas ficou quieta. - Olá Susan queria, que bom vê-la por aqui com seu padrinho. Eu estava mesmo falando aqui pro meu filho como seria uma honra que você fosse AGORA a minha casa ver a minha humilde residência. Harry não se arriscaria a dizer uma só palavra e foi com grande alívio que ele percebeu que ela mal se lembrava de Rony. - Infelizmente eu não vou poder ir... Temos coisas a fazer, e nós temos visitas,fica para outra hora senhora Dursley. Tia Petúnia ficou muito desapontada, mas mesmo com um sorriso amarelo continuou. - Senhor Petre, Harry está liberado da minha guarda por mais três dias, não foi? - Sim senhora, até terça feira... - Ainda bem, temos uma importante viagem e assim não precisaremos nos preocupar dele ter que ficar em casa. - Mas tenho certeza que nunca Harry tenha feito algo de errado... Tenho certeza. Por um momento tia Petúnia fizera um esforço fora do comum em segurar o que tinha a dizer e continuou. - Bom eu acho que é só por enquanto, até mais ver. - Até mais senhora. - Sirius deu um sorriso amarelo. - Eu não suporto ela. - Mione disse sem pensar. - Mas que garoto mais nojento. - Rony fez uma careta. - Pois é! Ele é o meu primo. Harry fez uma cara de desgosto. - Deixe eles para lá Harry, viva do seu jeito que é melhor. - Sirius falou com seriedade. - Mas eles são a minha família. - Completou Harry com tristeza. - Olhe, Cristiny está do lado de fora, está nos aguardando, o que será que houve? Rony apontou para fora do carro. Sirius encostou o carro na porta de casa e todos desceram. - Podem deixar os pacotes dentro, eu já os retiro. Os meninos se aproximaram de Cristiny que parecia um pouco ansiosa. - O que houve? Alexia olhou espantada. - Nada querida, eu achei que vocês estavam demorando, não exageraram nas compras não? - Acho que não. - Alexia respondeu sorridente. - Vá indo na frente querida, já vamos indo. Alexia entrou em casa e assim que ela já estava em uma distância segura Cristiny falou com todos. - Edwiges me trouxe uma carta hoje, Lucio Malfoy fugiu e segundo Lupin ele diz que seu mestre Voldemort está furioso com Alexia porque ela anulou um dos seus poderes. Eles estão querendo vingança. Os três ficaram estáticos, Harry sentiu seu sangue gelar. - Ele tem como saber que estamos aqui? - Acho que não, este lugar é o mais seguro que temos, no meio dos trouxas. - Ela disse com firmeza. - É mas você-sabe-quem conseguiu fazer um vampiro vir aqui no ano passado. - Rony disse com voz séria. - Sei disso. Dumbledore tomou providências para que nenhum outro contra-feitiço fosse quebrado. - Sirius já estava atrás deles, tinha ouvido a conversa. - O melhor que temos a fazer e continuarmos do jeito que estamos, sem pânico, vamos fazer todo possível para que Alexia se sinta a vontade. - Cristiny agora novamente tomara um ar mais sorridente. - Você-sabe-quem deve estar muito nervoso com ela, não é? Mione fez mais uma afirmação do que uma pergunta. - Com certeza, o feito de Alexia provavelmente vai entrar para a história da magia. - Rony sabia muito bem o que tinha acontecido. - Vamos indo meninos... Quero que Mione me ensine como mexer com essa televisão. - Sirius fez com que todos entrassem dentro da casa, sorridente. Harry sabia que eles estavam tentando manter o clima do lugar muito tranqüilo, mas sentia que daquele dia em diante eles teriam que ficar mais atentos com o que faziam. O resto da tarde correu como Harry jamais poderia imaginar. Sirius, enquanto eles estavam passeando, foi até uma loja e comprou presentes para todos. Um trem elétrico para Harry, uma bicicleta para Rony, um conjunto de tinteiros para Mione e um ursinho de pelúcia para Alexia. - Espero que todos gostem. - Disse em meio a um sorriso. Todos conseguiram admirar os seus presentes, menos Rony que ficou olhando para a bicicleta como se fosse um et. - Mas como é que isso funciona? Rony e Mione fizeram um esforço incrível para não rirem... Mas mesmo assim Harry continuou. - Vamos lá fora... Vou explicar a você. - Podem ir, nós ficamos aqui dentro. - Cris completou. Mas não demorem muito logo vai anoitecer. - ESTÁ BEM. Harry gritou. Foi seguido pelos amigos. Alexia gostara tanto do presente que saíra com ele para ver como Rony faria para andar na sua primeira bicicleta. As duas ficaram sentadas na calçada, enquanto Harry e Rony no meio da rua iam praticar. Harry subiu na bicicleta e foi em direção a esquina, fez uma curva e voltou. - Viu Ron, é assim que ela se comporta, é só você se equilibrar. - Está bem, eu vou tentar. Rony subiu em cima da bicicleta e Harry indicou como se comportar, ele saiu dando duas pedaladas, Harry sempre dava apoio. - Ei Harry, parece fácil... Gritou o amigo. - Não pense assim, você vai ter que praticar bastante, continue tentando. As meninas aplaudiam a cada tentativa positiva de Ron ao conseguir dar duas pedaladas. - Beleza Rony, você é ótimo. - Mione aplaudia com orgulho. - Ei gente, estou conseguindo. - Rony ficou mais entusiasmado e deu um impulso mais a frente, tomando a dianteira de Harry. - Olhe Harry, estou conseguindo. - Ele disse feliz. Ele já tinha andando bem alguns metros, mas Harry percebeu que logo a sua frente ao lado da calçada, havia uma pequena falha no asfalto, que é claro para quem já soubesse andar de bicicleta seria fácil desviar, mas Rony ainda mal conseguia se manter em cima. Harry correu em direção ao amigo a tempo de evitar que ele alcançasse o buraco, parando bem a frente da bicicleta. Mas aí foi ele quem não conseguira se desviar e virou o pé entre a calçada, caindo em cima de um monte de latas de lixo que estavam bem atrás dele. Rony perdera o equilíbrio e caiu bem em cima de Harry, causando uma avalanche de várias latas em cima deles. Mione e Alexia correram para ajudar. - Vocês estão bem? - Mione falou preocupada. Rony se levantou meio desengonçado de cima de Harry, que estava caído sem jeito no meio do lixo. - Harry, você está bem? Alexia se aproximou ajudando-o a se levantar. Foi aí que ela escutou um aí. Harry olhou para a mão e percebera que tinha cortado o punho em algum vidro que estava no lixo. - Harry, você se machucou? - Mione falou assustada. - Não foi nada, só foi um cortinho. - Harry colocou a outra mão sob o ferimento, sério. - Não foi não... está sangrando bastante. - Rony disse nervoso. - Já disse! Estou bem!... Harry finalmente conseguira se levantar e foi em direção a casa. Alexia ficou estática por alguns segundos, em pé no meio da rua segurando o ursinho com uma das mãos, e Harry olhou para trás. Por instantes tinha tido aquela sensação estranha de novo. - Sue você está bem? Ela foi andando devagarinho em direção a ele e não disse uma só palavra. Largou o brinquedo no chão e com muito cuidado, pegou o punho machucado de Harry e sobrepôs entre as mãos e disse baixinho. - Sei que vai melhorar. Harry começou a sentir um leve formigamento no local, e depois a dor foi sumindo até que finalmente o corte desaparecera. Mione e Rony estavam ao lado deles, estáticos. - Muito obrigada. - Foi a única coisa que Harry conseguiu dizer naquele momento. - Não vai mais doer, sei disso... De alguma maneira eu sei. Rony foi até a bicicleta e a trouxe de volta. - Desculpe Harry, eu nunca poderia ter comentado sobre este meu sonho com Cristiny, nunca iria imaginar que ela compraria esta bicicleta para mim. - Não se preocupe, é muito comum acontecer acidentes quando está aprendendo andar. - Mione falou meio sem jeito Todos entraram em casa e Sirius perguntou como tinha sido a brincadeira. - O Harry caiu e machucou o punho, mas agora está bem... Mione disse meio sem jeito. - Eu fiz algo estranho Cris, não sei explicar o porque, só sei que foi o certo. Harry lançou um olhar de emergência para que ninguém insistisse no assunto e ambos entenderam o recado. - Vamos indo então, todos vão lá para cima, Mione e Rony vão ficar hoje com a gente e eu arrumei algumas coisas lá em cima no quarto de Harry, espero que gostem. Alexia que antes parecia triste, mudou de ares e correu para cima sorridente. - Você fez o que eu pedi? - Ah sim, foi uma ótima sugestão de Mione... Cris deu um grande sorriso. - O que foi que você sugeriu Mione? Harry agora seguia Alexia e Mione escadas acima. - Pedi para Sirius colocar lá em cima uma televisão, tem alguns filmes aqui comigo que seria fantástico assistir. - Assistir a um o que? - Rony estava completamente perdido. - Eu já vou levar as pipocas aí em cima, vão se acertando. - Cristiny avisara do andar de baixo. Não era de se surpreender que Rony levasse mais um susto ao ver um objeto trouxa em funcionamento. Apesar dele ter dito que seu pai tinha um daqueles em casa, ele nunca tinha visto um de verdade, aliás funcionando. Mione puxou-o a um canto do quarto e disse baixinho. - Sabe como são as fotografia, é a mesma coisa, só que eles contam uma história para gente, deu para entencer? Rony fez uma afirmação positiva com a cabeça mas Mione não teve certeza se ele tinha entendido ou não. E ela continuou falando baixinho, para que Alexia não ouvisse. - Você vai fazer o seguinte, nós vamos sentar aqui no chão, eu vou fazer o aparelho funcionar e depois você vai acompanhar a história que é contada está bem? Novamente Rony fez uma afirmação positiva com a cabeça. Harry observava aos dois com atenção mas um fato novo aconteceu. Alexia que até então estava sorrindo, ficou quieta de repente. Ela estava sentada no canto do quarto e se encolheu, pensativa e distante. Harry se aproximou preocupado. - O que houve? - Não sei... Na realidade eu sinto como se alguma coisa ruim fosse acontecer. - Deixe isso para lá, você deve estar cansada com tudo que aconteceu por aqui. - Não é isso, parece que tem alguma coisa errada para acontecer e eu não sei ao certo. Neste instante Cristiny sobe as escadas e pede gentilmente para Harry descer. - Dá para vir aqui um minuto Harry? - Claro, já vou indo! Eu já venho... Não liguem nada até eu voltar está bem? Os amigos de Harry fizerem um aceno positivo de cabeça, Harry desceu preocupado, já estava no meio da sala quando finalmente pode falar. - O que houve, senti algo estranho em sua voz. - A sua tia está aí fora, ela quer lhe falar... Harry sentiu como se ele tivesse levado um soco no estômago... O que será que tia Petúnia queria ali naquela hora. - Vá falar com ela Harry... Por nós está bem... Harry foi vagarosamente andando até o lado de fora onde ela o aguardava. - Harry, que bom que veio - disse em voz alta - preciso que você vá até em casa para pegar uma coisa para mim, se possível, não sei onde está! - Claro! Harry disse com ar de desgosto. - Cris, diga a eles que eu já volto. Harry continuou seguindo a tia em direção a sua casa, o condomínio estava praticamente escuro, pois a noite chegava rápido naquela época do ano. Harry olhava para baixo pensando o que seria tão importante para tia Petúnia encontrar aquela hora da noite. Olhava para o chão, distraído, sempre a seguindo, percebeu que eles estavam indo para o lado de fora do condomínio. - Para que nós estamos indo para o lado de fora? - Eu quero que você dê uma olhada no carro. Harry olhou para dentro da guarita e o guarda estava dormindo a sono solto. - De novo dormindo, pensou. De repente ele ouviu a voz de Alexia a distância, correndo, descalça, como se tivesse com muita pressa e os sapatos lhe atrapalhassem. - Harry, espere me lembrei de uma coisa. - O que? Respondeu ele baixinho. - Os seus tios não tinham dito que iriam viajar? - Sim, respondeu tia Petúnia. - Então?! Harry fez uma cara de espanto. Não dera tempo para reagir... Em segundo a falsa tia Petúnia tinha lhe agarrado com força pelo pescoço o apertando, a sua voz estava diferente agora, e "ela" tinha uma força sob humana. - Sabe que a poção polissuco é uma das mais úteis no mundo dos bruxos, não é Harry Potter, deveria saber isso. Harry mal conseguira respirar, ele estava preso e indefeso. Alexia parou a poucos metros da frente deles. - O que você está fazendo? largue ele. - Só vou largar ele quando você vier com a gente. - Ir para onde? - Meu mestre quer você com a gente. Quase sem ar Harry conseguiu pronunciar algumas palavras. - Lute como homem seu covarde. - - Você está em desvantagem Harry. - Lucio Malfoy jogou Harry a frente, pegou a varinha e disse as palavras que poderia condena-lo a Azkaban eternamente. Apontando para Harry. - Crucius. A maldição atingiu Harry em cheio e ele caiu no chão, imóvel sem ar. Alexia correu para o seu lado chorando. - O que houve, o que houve? - Você não sabe minha querida, não se lembra quem eu sou? Harry sentia tantas dores ao mesmo tempo que mal conseguia pronunciar uma só palavra, estava no chão encolhido como um bebê, imóvel. Viu quando Lucio se aproximou perigosamente de Alexia, que não sabia ao certo o que estava acontecendo. Aos poucos a imagem de Tia Petúnia foi desaparecendo dando lugar a forma de Lucio Malfoy. Harry pode notar quando Alexia colocou a mão na cabeça e gritou com toda força que pode. - Você não vai me pegar de novo, nunca. Você não vai bater em mim, jamais. - Quem disse isso? - Eu disse isso... Alexia se abaixou e colocou a mão sobre a testa de Harry que transpirava de dores no chão. Ela fechou os olhos e disse baixinho algumas palavras que para Harry eram incompreensíveis. Ele ouviu bem lá dentro de sua mente uma voz que dizia. - Eu prometi que jamais deixaria você sozinho, e vou cumprir a minha promessa. Aos poucos a dor de Harry foi desaparecendo... Se virou e pode observar a distância Sirius e Cristiny correndo em sua direção Mas ele observava um outro fenômeno que era muito mais perigoso. A frente de Lucio Malfoy, uma enorme sombra negra se formou... Como uma cortina de fumaça que ia ficando cada vez mais espessa, até que finalmente se materializou, Harry reconheceu que era um tipo diferente de portal que possivelmente seria usado por ele. Com um movimento de sua varinha ele invocou o mesmo campo que Cristiny aquela vez usara para afastar os cavaleiros de sua casa. Harry pode observar que nem Sirius nem Cristiny não podiam entrar. Estava ele Harry ainda caído no chão, e Alexia ainda a abraça-lo. - Vamos fazer uma pequena viagem. Lucio Malfoy disse com arrogância. - Fez um movimento com a varinha. Harry não pode ouvir o que ele havia dito, em segundos tudo em sua volta estava escuro e rodando até que finalmente ele sentiu um baque no chão duro. Alexia o havia ajudado novamente, a maldição Crucios havia perdido o efeito totalmente e somente as suas pernas agora formigavam. Mesmo estando no escuro pode perceber que estava dentro de algum tipo de masmorra úmida e antes abandonada, o teto era muito alto, deveria ter uns quatro metros ou mais De repente um pequeno fio de luz no final do corredor, e uma vela, um velho corcunda de voz esganiçada se aproximou da porta de grades e falando entre rizinhos. - Meu mestre estava a sua procura, até que enfim você está entre nós. - Onde eu estou? - Na Travessa do Tranco... Esta é uma ótima casa para esconder bandidos como nós. - Onde está Alexia? - Você diz aquela menina com alma de anjo? Ela está conversando com meu mestre neste momento. Nunca pensei em vê-la novamente depois de um ano... - Você quer dizer que ela esteve aqui antes? - Ah sim, ela entrou aqui sem querer a este tempo atrás, mas ela levou um susto tão grande quando viu meu mestre que saiu correndo disparado pela rua, coitadinha. - Disse com ironia. Harry sentiu o sangue gelar... Então ela tinha visto Voldemort, eles estavam por lá a muito tempo. - O que ele vai fazer com ela? - Eu não sei, é a primeira vez que ele se vê a frente de um tipo de pessoa como ela... - Eu quero falar com ele! - Não tenha pressa, ele tem planos para você. Harry correu em direção a grade e tentou agarra-lo, mas ele foi mais rápido e se afastou. - Eu já disse ao meu mestre que seria muito interessante que você estivesse com ele eu acho que ainda seria muito válido. - Espere eu sair daqui para você ver quem manda. - Eu não falaria isso se fosse você. Neste instante Harry percebe que Lucio Malfoy vem se aproximando, andando sorrateiramente até onde Harry estava preso. - E aí? Perguntou o velho corcunda. - Não estamos tendo sucesso, aliás nenhum. Meu mestre está ficando nervoso. - Como está indo Harry Potter? - Não é de sua conta. - Eu acho que Voldemort vai querer vê-lo mais cedo do que nós imaginávamos. - Lucio passou a mão no queixo pensativo. - Seria um enorme prazer. - Harry disse com ironia. - Pode ficar por aí garoto, e não espere visitas até nós resolvermos o que vamos fazer com você. Harry observou Lucio e o estranho irem embora e a pequena chama da vela ir se afastando aos poucos, juntamente com um pouco de luz que tinha o ambiente. Ele se afastou das grades e ficou em um dos cantos, encolhido no canto. Fazia muito frio naquele lugar e aquela era a melhor maneira de se aquecer. Por fim... Ficou pensando em tudo o que tinha acontecido e o que o estranho havia lhe dito. Afinal a tempos eles já estavam planejando tudo aquilo, como sempre, o que será que ele quis dizer menina com alma de anjo? Adormeceu... Encolhido. Harry não sabia quanto tempo mais tinha adormecido, sentiu as pernas e braços formigarem. Abriu os olhos e a estranha escuridão ainda estava no lugar. Talvez estivesse sob proteção de algum tipo de magia. Ouviu passos silenciosos vindo do corredor. Com certa dificuldade se levantou e foi em direção a grade. - Quem está aí? Perguntou. Uma voz conhecida disse ao longe. - Fique quieto, vim tirá-lo daqui. Era Draco Malfoy. Harry viu Draco se aproximar da grade e em uma das mãos carregava uma vela e com a outra uma varinha. - O que você pensa que está fazendo? Harry estava confuso. - Mamãe está muito triste com o rumo das coisas, ela nunca imaginava que papai voltasse a se aliar a Voldemort. - E o que você pensa que está fazendo por aqui? - Vim soltá-lo! - Para quê? Você acha que eu vou confiar em você? Draco se aproximou da grade e disse baixo. - Abra-te. - E a tranca se abriu. - Não pense que estou fazendo isso por você, estou fazendo isso pela mamãe, ela está morrendo e sei que somente Alexia pode salvá-la. - Como assim? Harry fingiu surpresa. - Eu sei que ela consegue curar as pessoas, eu quero que ela vá ver a minha mãe. Harry saiu de dentro da sala e ainda disse baixinho. - Você acha que eu vou acreditar em você, depois que soltou Pettigrew dentro do palácio. - Eu não sabia o que ia acontecer, nunca quis que Hogwarts fosse quase totalmente destruída. Vamos indo. Draco pegou na mão de Harry com força e o guiou em direção a um outro corredor. - Eu sei onde ela está, me acompanhe. Harry não tinha outra alternativa, afinal Draco parecia estar agindo com boa intenção e o máximo que ele podia fazer era seguí-lo. Harry já tinha perdido a noção de quanto tempo já tinha andado pelos corredores. Já havia se perdido. Até que finalmente Draco parou. - É aqui! Ele aproximou a vela de uma sela não muito diferente da que Harry estivera antes... Olhou mais bem para o fundo e pode perceber que Alexia estava deitada no chão, adormecida. O coração de Harry chegou a mudar de compasso. Será que tinha acontecido alguma coisa? - Alexia. Disse baixinho. A menina não se moveu nem um pouco. - Alexia. Disse novamente, você está me ouvindo? Draco estava branco como papel, disse para Harry. - Não sei o que houve, ela estava bem até agora a pouco! - Vamos Draco, abra a porta! Draco usou a palavra. - Abre-te. Só que desta vez nada aconteceu. - Por que não funcionou? Draco estava confuso. Harry pegou a varinha das mãos de Draco e disse todas as palavras que conhecia, nada. - Porque a varinha não está funcionando? - Por que eu a anulei.... A voz de Voldemort ecoou por todo o ambiente. Harry pode perceber que Draco ficou branco como fantasma. - O que você fez com ela? Ele perguntou. - Nada. - Deixe eu vê-la. - Claro. Voldemort fez um movimento com as mãos, sem usar a varinha, e a grade se abriu. Harry correu para o lado de Alexia que estava imóvel. - Vamos Alexia acorde. Harry notou instantaneamente que ela não teve nenhuma reação. Tento de novo. - Acorde. Quando Harry tentou tocá-la da segunda vez a sua mão passou por ela, era como se ela não existisse, como um fantasma, a sua imagem desapareceu. Harry olhou rapidamente para Voldemort e disse com raiva. - Onde ela está? - Olhe para a sua direita Harry Potter. Harry olhou para a direita e conseguiu perceber que na sombra haviam duas pessoas Alexia e Lucius Malfoy, que segurava a boca dela com força para que não gritasse e logo abaixo próximo a sua cintura ele segurava um punhal. Ficou imóvel sem saber o que fazer - Que beleza, ela está quietinha como um cordeiro pronta para o abate. - Voldemort disse entre dentes. Harry percebeu qual era a sua intenção e correu na direção de Alexia para ajudá-la. - Se der mais um passo Potter, eu acabo com ela antes da hora. - Não faça isso pai, ela pode ajudar a mamãe a melhorar. Draco ficou parado no corredor assustado como um bebê, segurando a varinha inútil. - Não seja idiota Draco, ela só tem alma de anjo, não é um! Lucius disse seriamente. - Vamos Harry, fique com a gente e conhecera o verdadeiro poder. Harry notou que Voldemort estava fazendo os mesmos movimentos que ele observara quando ele havia dominado Colin, mas desta vez Harry percebera que eles não estavam fazendo nenhum efeito, ele percebeu um certo ar de desapontamento por parte de Voldemort que se aproximou sorrateiramente. - Sabe de uma coisa Harry, a sua amiga anulou completamente o poder que eu tinha sobre a sua mente, isso me deixou nervoso. Mas sabe de uma coisa, é muito bom extrair os poderes dela, aos poucos. Ele fez um novo movimento com a mão e Harry pode notar uma fraca luz prateada emanar do corpo de Alexia e ir em direção ao de Voldemort... Ela gritou desesperada. - PARE COM ISSO. Harry gritou para Voldemort. - Eu faço qualquer coisa mas pare de fazer isso com ela. - Você faria isso por ela? Voldemort perguntou irônico. - Eu me sacrifico por ela se necessário. - Harry respondeu com firmeza. - Não será necessário isso, sabe o quanto de magia eu extraí dela? Harry fez um sinal negativo com a cabeça. - Praticamente tudo. - Voldemort fez um outro movimento e mais uma luz veio em sua direção. - Pare com isso. - Harry notou que as pernas de Alexia fraquejaram. Mas o que Voldemort não esperava era que o poder de Alexia lhe desse um efeito colateral inesperado. Harry notou que as mãos de seu inimigo começaram a tremer... Aos poucos de um leve tremor passou a algo muito maior. - O que está havendo comigo. - Voldemort falou. - O que houve mestre? Lucio ficou espantado ao olhar para Voldemort. Aos poucos o senhor das trevas levou as mãos a cabeça e começou a gritar desesperado. - Tire essa música da minha cabeça. Faça ela parar. Lucio que não sabia exatamente o que fazer, largou Alexia que caiu no chão e correu para ajudar seu mestre que agora tinha caído no chão, se contorcendo. Harry aproveitou a situação e foi em direção a ela, que tentava se levantar, mas estava muito fraca para isso. Ele passou os braços dela sob os ombros e a ajudou a se levantar. - Vamos Alexia. Vamos sair daqui. Mas ela não parecia estar lhe escutando direito e ela ficou olhando para Harry fixamente como se estivesse hipnotizada. - Vamos, senão não conseguiremos sair daqui. De repente uma ajuda inesperada. Draco que até então observava tudo com atenção se aproximou de Harry e resolveu ajudá-lo, apoiando-a do outro lado. - Vamos sair daqui. - Disse ele. Os dois saíram em disparada pelo corredor, até a saída. - Eu sei onde fica a saída, vamos indo. - Draco foi orientando Harry. Ao longe Harry pode ouvir os gritos desesperados de Voldemort, com certeza ele estava sentindo muitas dores, mas quando eles estavam quase na saída eles foram interceptados por um Lucio Malfoy raivoso. - O que essa menina fez com meu mestre... Ele está morrendo e por culpa dela. - Não foi idéia dela vir parar aqui? Harry o desafiou. - Vocês não vão sair daqui, nem você Harry Potter, nem esse anjo e muito menos o meu filho traidor. - Mas pai, a mamãe precisa dela para... - Cale a boca seu inútil. Lucius deu um tapa com tanta força em Draco que ele fora arremessado a vários metros de onde eles estavam. - Imagina, o meu próprio filho, uma vergonha. Harry olhou para a varinha que agora estava caída no chão e disse em um único grito para Draco. - Corre Draco, leve ela. Draco sabia que não haveria um outro modo e saiu correndo apoiando Alexia como podia em direção a saída. Harry olhou em direção a varinha caída e disse com firmeza. - Accio Varinha. A varinha que estava caída no chão voou em direção a sua mão mas antes que pudesse alcançar o seu destino Harry sentiu um impacto muito grande e foi arremessado em direção a uma das paredes. Sentiu o sangue correr sobre a sua nuca, havia batido a cabeça com força, estava tonto. Olhou para a sua esquerda e percebeu que Lucio Malfoy ainda usava a sua varinha. - Fique em pé. Disse baixinho. - Porque será que você não morre? Perguntou. Harry que ainda estava tonto pelo impacto sentiu quando Draco agarrou o colarinho da sua camisa e o arrastou em direção a um Voldemort desesperado. - Eu trouxe ele de volta mestre. - Lucio Malfoy falou confiante que tinha feito um grande trabalho. - TIRE ESSA COISA DE MIM. Voldemort ainda gritava desesperado. - MATE ELE. Continuou. Harry ficou em pé, bem próximo a Voldemort, se tivesse que morrer ali mesmo seria com honras. Olhou para Lucio Malfoy e disse confiante. - Voldemort não conseguiu me matar quando eu era bebê, muito menos agora. - É isso que veremos. - Lucios Malfoy levantou a varinha em direção a Harry e falou bem alto. - Avra Kadavra. Uma estranha luz verde como raio partiu em direção a Harry que ficou parado, imóvel. - "Confie em você." - A voz de Alexia ecoou na mente de Harry. E ele fez a coisa mais incrível que jamais um bruxo tentara em toda uma vida. Ele colocou a mão bem a frente, interceptando o caminho do raio, que vinha em sua direção. Que sumiu antes mesmo de tocá-lo. Lucius Malfoy ficou estático, como se tivesse visto o pior dos fantasmas. Harry fez um outro movimento com a mão e sem dizer uma só palavra a varinha de Malfoy voou em sua direção e Harry disse baixinho. - O que você acha deu devolver o seu presente. Malfou ficou mais branco do que o normal e começou a se afastar de Harry, assustado. Neste instante uma forte luz prata começou a emanar do corpo de Voldemort, que caiu no chão aos gritos, brilhando como se tivesse luz própria. Uma forma em luz, logo acima de Voldemort foi se formando, a princípio indefinido mas depois de alguns instantes Harry pode perceber quem era. - FELICIDADE. Ele gritou. Harry não sabia se aquilo era o certo, mas assim que o Pégasso se materializou bem no meio da sala, iluminando todo o local, a primeira coisa que Harry resolveu fazer foi correr em sua direção e montar. O cavalo alado, tomou a direção mais impossível - para cima. Aos poucos eles foram subindo e ele pode perceber que logo bateriam no teto firme. Mas isso não aconteceu. Assim que eles bateram no teto, dezenas de pedaços de pedras caíram no chão, mas nenhum deles atingira Harry, que estava protegido. Logo eles estavam do lado de fora, dominando o céu azul e claro. Harry pode ver lá de cima a Travessa do Tranco e o susto de todos os pedestres ao verem ele sobrevoando a rua. - Veja felicidade, lá está Alexia e Draco e tem mais gente com eles. Harry desceu com tudo em direção a rua onde estava Alexia e Draco, e quanto mais se aproximava podia notar que Sirius, Cristiny e Dumbledore estavam no local. - Vamos descer. Harry desceu com o Pégaso até o local onde estava Dumbledore, a casa estava toda cercada por policiais do ministério. Cristiny veio em sua direção, correndo e quase o derrubou no chão depois do forte abraço. - Harry, você está bem? Vejo que machucou a cabeça. venha até aqui... - Onde está Alexia? - Ela está bem, está lá na carruagem. Cristiny estava visivelmente ansiosa. - Não quero parecer indelicado, mas preciso vê-la. - Harry correu em direção a carruagem. - Alexia estava quieta imóvel, como estivera aquela vez próximo a Dedosdemel, como uma boneca. - Ela vai ficar bem? - Sim, creio que sim. Desculpe agora teremos que ir. Harry se aproximou de Alexia e lhe deu um beijo bem leve. Ainda com o coração partido. Desceu. Quando estava voltando para a casa, notou que o pégaso já havia ido embora e que vários guardas do ministério voltaram de dentro da casa. Um deles disse. - Eles aparataram, não eu para detê-los. Draco Malfoy que esteve ao lado de fora todo esse tempo tremia como folha ao vento, Dumbledore se aproximou dele e disse baixinho. - Foi muito corajosa a sua atitude! - Eu só fiz isso por causa de minha mãe que está doente. Harry se aproximou de ambos e pode ouvir o final da conversa. - Alexia nunca mais vai poder ajudá-lo, Dumbledore tirou todos os poderes dela... Sinto muito. Harry nunca imaginara em toda a sua vida que algum dia sentisse pena de Draco Malfoy, mas a reação dele foi a gota dágua para que este sentimento viesse a tona. Ele percebeu que o menino baixara a cabeça e uma lágrima teimou em vir a tona. Malfoy só conseguiu dizer uma única frase. - O que ai acontecer com o meu pai? Dumbledore disse baixinho e pacientemente. - Agora ele é um homem condenado, e pode ficar tranquilo que nós faremos de tudo para que sua mãe se recupere, e você pode continuar a frequentar a escola, pelos próximos anos, sem resentimento. Draco foi em direção a Harry, andando vagarosamente e lhe estendeu a mão com um meio sorriso, sem graça. - Desculpe por tudo Harry, espero que você seja meu amigo. - Não se preocupe, mas continue na Sonserina para ver... Harry conseguiu dar um meio sorriso. Sabia como Draco estava se sentindo e não queria que ele se sentisse pior. O menino foi embora a pé, de cabeça baixa, Harry sabia como ele estava se sentindo. Cristiny se aproximou de Harry e disse baixinho. - Alexia vai ficar um tempo em observação e Dumbledore acha que será melhor ela ficar morando comigo lá na casa na floresta até nós conseguirmos saber aonde foi parar Voldemort. - Mas porque ela não pode ir para a escola com a gente? - Ela não é mais aceita em Hogwarts, ela perdeu todos os poderes... Não pode mais ir para a escola. Mas tenho certeza que ela continua sendo a mesma pessoa adorável de sempre. O que Harry sentia por Alexia era o sentimento mais puro que poderia existir, amor. E isso pouco importava se ela tivesse poderes mágicos ou não. O que lhe importava era que ela estava bem. Mas o que o incomodava era saber que ela não mais poderia freqüentar a escola. Ele foi em direção a carruagem que os aguardava e ficou quieto, pensativo. Sem querer começou a chorar evitando que alguém percebesse, afinal tinha sentimentos. Mal alcançara a entrada do condomínio Rony e Mione vieram correndo em sua direção. Ele estava usando um curativo na parte de trás da cabeça e estava incrivelmente quieto. - O que houve? - Mione estava assustada e abraço Harry com tanta força que quase deslocou o seu ombro. - É mesmo, ficamos preocupados! Rony deu um leve toque no ombro de Harry. - Eu acho melhor a Cristiny contar para vocês depois. Harry continuou o caminho para dentro da casa. Entrou na sala e olhou o andar de cima. Subiu as escadas devagarinho e foi em direção ao quarto de Alexia. O urso de pelúcia estava em cima da cama. Abraçou-o com força. Ainda existia em todo o quarto a fragrância de rosas, ele sabia que Alexia cumpriria o tratado, nunca o abandonou. A situação melhorou bastante nos dias que se seguiram. Todos os fins de semana Rony e Mione vinham lhe fazer uma visita. E juntos eles iam ao hospital para ver Alexia que melhorava a cada dia. A princípio ela pouco falava e estava com uma aparência muito ruim. A médica certa vez disse que essa fase era a mais difícil pois ela estava ainda se recuperando de um momento de transição. Ao certo ninguém poderia saber o quanto Voldemort havia extraído de Alexia os seus poderes. Mas Harry sempre dizia que pouco se importava se ela tinha ou não poderes mágicos. Harry tinha sido o primeiro a chegar e estava ao lado de sua cama... - Você vai embora hoje, vamos para o condomínio e depois quando acabar as férias você vai para a casa de Cristiny. - Eu vou sentir muito a sua falta. Ela esboçou um meio sorriso. - Não se preocupe, vou deixar Edwiges exausta de tantas cartas. - Harry tocou de leve a ponta do nariz de Alexia. - Eu quero ir para casa, estou cansada de ficar frequentando hospitais. - Sirius vai vir buscar a gente. Aliás eu acho que é ele quem está chegando. Harry acertara em cheio, em poucos segundos Sirius estava bem a frente deles... - Vamos indo, estou com o meu carro esperando aí fora. Alexia se levantou com a ajuda de Harry e logo eles estavam se dirigindo a rua dos Alfeneiros. Não demorara poucos minutos, eles já estavam a frente da casa. Sirius foi bem a frente da casa e abriu a porta e acendeu a luz e disse meio sem graça. - Ué, porque não está acendendo essa luz, será que eu esqueci de algo. - Vamos indo então. Harry disse em um sorriso. - Vamos acender algumas velas. Assim que eles passaram a porta a luz se acendeu e um barulho incessante de aplausos se ouviu por toda a sala. Alexia olhou assustada para os lados, todos os professores de Hogwarts, e uma porção de alunos de Hogwarts vieram recebê-la, embaixo de aplausos. Dumbledore envocou algumas estrelas que caíram sob suas cabeças e músicas tocavam. - Bem-Vinda. Gritavam todos. Alexia ficou muda de emoção, mas o que mais a emocionou foi quando um garoto pequenino e de cabelos louros veio em sua direção. - DOYLE. Ela gritou. O garoto se aproximou dela e a abraçou com todas as forças. Todos começaram a chorar. Harry se aproximou do menino antes que todos nunca mais parassem de chorar e disse baixinho. - E o meu abraço. O menino se virou na direção de Harry e disse bem alto. - Eu sabia que você gostava dela. Disse como se fosse a coisa que estivesse esperando por muito tempo para dizer. Harry ficou vermelho como um tomate e todos riram a valer, inclusive Rony e Mione que estavam agora bem próximos a Harry. - Pois é nunca prometa o que não pode cumprir. - Mione disse seriamente. Eles teriam bons dias pela frente, mas Harry sabia que de agora em diante as aulas de Hogwarts tomariam uma importância diferente. Sabia que precisava estudar bastante e no futuro tornaria o melhor bruxo de todos os tempos, não por ele e sim por Alexia que estava sob constante ameaça e ele não se sentiria em paz sabendo que Voldemort poderia pegá-la. Mesmo a distância iria protegê-la, mesmo depois de alguns dias voltando a Hogwarts. (FINAL)