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Capítulo
1
Harry
passou correndo pela entrada principal da sua nova moradia. A casa
de Sirius.
Carregava uma pequena caixinha embrulhada para presente e Sirius
pode notar um brilho em seu peito.
- Você demorou bastante Harry, onde você foi? - Seu padrinho
estava sentado na sala brincando com o controle remoto da
televisão. Acompanhava com o olhar Harry subir correndo as escadas
em direção ao seu quarto. - Vejo que já colocou o presente de
Alexia.
- Demorei mais do que eu pretendia... Eu já deveria ter mandando a
Edwiges há horas.
Harry agora poderia ouvir os gritos de Sirius no andar de baixo.
- Nós estamos atrasados, precisamos ir até o Beco Diagonal, vou
comprar alguns ingredientes para a minha nova poção. Falei com
Cristiny ontem,
ela também está precisando de algumas
coisas, depois que eu deixa-lo na casa de Rony vou dar uma passada
até lá. Gostaria que você fosse junto, quero fazer uma surpresa a
Cris, vai ser muito útil, e muito bom para você também.
Harry ficou parado no degrau que levava até o andar superior.
Estava muito contente pois também era seu aniversário.
Sabia que Alexia tinha mandado a tríade lembrando-se disso, mas
estava tão acostumado a comemorar seus aniversários sozinho que
até tinha se esquecido.
Olhou para cima, viu a decoração impecável. Um quarto só para
ele.
Continuou subindo devagar as escadas.
Os seus tios admiravam Sirius de uma tal maneira que chegava ser
até engraçado.
Em alguns momentos Harry chegou a imaginar que se eles descobrissem
que Sirius fosse um bruxo talvez nem se importariam. A conta
bancária de Sirius era talvez mais importante.
Há uma semana atrás tia Petúnia foi até lá... Estava com uma
roupa nova e carregava uma bandeja com um bolo de chocolate.
Harry estava em seu quarto estudando para o novo ano que iria de
iniciar, precisava se esforçar mais com a aula de poções.
Sirius estava, de novo, entretido com a televisão, e foi ele quem
abriu a porta.
- Boa noite senhor. - Ela disse em meio sorriso. Eu lhe trouxe este
quitute, espero que lhe agrade. Percebi que anda meio sozinho
ultimamente, onde está a sua esposa?
Harry conhecia aquele tom de voz e logo percebeu que ela queria mais
do que entregar aquele simples bolo de chocolate.
Ouviu Sirius dizer com firmeza.
- Ah, Cristiny, ela foi até o Caribe... Nós temos uma mansão lá
e não podemos confiar cegamente nos empregados. - Ele balançou os
dedos na frente do rosto em negativo. - Não, não e não. Mas creio
que em breve ela estará de volta. Acho que ela está aproveitando o
sol maravilhoso do lugar.
Harry não podia ver o andar de baixo, mas tinha certeza que naquele
momento tia Petúnia provavelmente teria mudado de cor. Ele ouviu
um. - Não estaremos nos próximos dias em casa, nós vamos viajar.
Só.
Harry só pode ouvir o "bam" da porta sendo fechada e a
gargalhada de Sirius depois de alguns segundos.
Harry desceu correndo.
- Onde você arranjou essa idéia de Caribe?
- Ah, sei lá! - Sirius deu de ombros. - Eu sempre quis ir para
lá... Tem ótimas praias.
Sua mente voltou ao momento atual, tinha que escrever logo a carta.
A distribuição da casa era igual a dos Dursleys. Dentro do quarto
de Harry havia uma parede cheia com posters todos o times de Londres
de Quadribol. Uma cama de solteiro no centro e bem parada alí em um
puleiro estava Edwiges, que balançou as assas
feliz ao vê-lo.
- Desculpe o atraso amiga. - Completou.
Sua nova Firebolt modelo 2002B2. Estava encostada no canto da
janela. Harry estava ancioso para usa-la.
Mas a lembrança de Hogwarts lhe fez lembrara de uma coisa. Será
que Hagrid já conseguira fazer com que a escola estivesse
reconstruída? - Balançou a cabeça pensativo. Com certeza sim.
Voltaria para a sua escola, agora mais um lar onde ficar.
O garoto ouviu a voz de Sirius no andar de baixo.
- Antes de sair eu tenho algo para você. Mas não demore está bem?
- Com certeza Sirius, me dê só mais cinco minutos até escrever a
carta.
Harry se sentou em frente a escrivaninha, pegou uma pena e começou
a escrever a carta resposta.
Alexia.
Desculpe o atraso em responder.
Recebi o seu presente e já estou usando.
Nem tenho palavras para dizer o quanto me senti feliz.
Sei que você está triste por estar aí sozinha e estou retribuindo
o seu carinho com um outro presente.
Quero que quando você olhar para ele não se sinta sozinha.
Farei o mesmo por você.
Creio que daqui a dois dias eu volto para Hogwarts.
Hoje a noite vou até casa de Rony e depois irei direto para a
Estação King Cross.
Sirius já enviou uma coruja a Dumbledore e espero que ele a aceite
de volta a escola, sei que você pode continuar com a gente.
Não precisa me retornar a Edwiges hoje, mande ela até a casa do
Rony amanhã, eu vou ficar na casa dele e Sirius só voltará para
casa amanhã
Beijos
Te amo muito
Harry
Harry pegou o pequeno embrulho, abriu-o com carinho e retirou de
dentro uma pequena caixinha de cor verde escura.
Abriu devagar.
Era um lindo prendedor de cabelo com um desenho Celta, com uma pedra
azul em uma das extremidades.
Fez um embrulhinho junto com a carta e colocou-a amarrada na perna
de Edwiges.
Com um leve carinho disse baixinho.
- Você sabe para onde deve leva-lo não?
- VAMOS LOGO HARRY. Sirius estava com a porta do sobrada na Rua dos
Alfeneiros aberta, com a metade do corpo para fora esperando para
que Harry descesse.
- Já estou indo, estou mandando uma carta pela Edwiges.
Já fazia seis semanas que Harry estava hospedado na casa de Sirius
na Rua dos Alfeneiros.
Os tios de Harry o ignoravam cada vez mais. O que para ele não era
nada de surpreendente, afinal cada ano que passava era como se ele
fosse esquecido cada vez mais um pouco.
Ainda mais agora que Sirius assumira a sua tutela.
Harry chegou próximo a janela e soltou Edwiges, mas antes não
esqueceu de fazer-lhe um leve carinho na cabeça.
- Boa viagem Edwiges.
Assim que a coruja já estava distante fechou a janela.
Ele foi até o armário e pegou uma mala que já estava pronta.
Abaixou-se e percebeu um leve brilho. Estava parado na frente do
espelho na porta do armário. Parou por instante.
Dezesseis anos. Já não era mais aquele garoto assustado de antes.
Notou que já estava da mesma altura de Sirius e havia engordado
bastante nessas últimas semanas. Com certeza um pouco de atenção
não fazia mal a ninguém. Mas os cabelos bagunçados teimavam em
ficar no mesmo lugar. Ainda bem.
Por alguns instantes Harry percebeu que a sua imagem foi ficando
embaçada.
Tirou os óculos e limpou na camisa, com certeza deveria ter
embaçado de novo ou seria sujeira, deveria trocar as lentes.
Colocou-os de volta e a imagem estava cada vês mais embaçada. Até
que não via mais a sua imagem refletida e sim a de Alexia.
Era estranho... Era como um filme... Ela estava na casa de Cristiny,
ele podia com certeza perceber isso. Ela estava em pé na sala,
parecia nervosa e andava de um lado para outro, com os braços
entrelaçados, estava de costas. Harry arriscou.
- Alexia, você está me ouvindo?
Mas não teve resposta.
Quando ela se virou de frente para ele o brilho da tríade foi tão
intenso que a pedra que estava com ele também brilhou, mas foi tão
rápido que nem deu tempo de perceber o que tinha acontecido, e a
imagem desapareceu.
Harry balançou a cabeça de um lado para outro, fechou os olhos e
bateu de leve com a palma da mão no alto da cabeça.
- Acho que estou cansado, estou com sono é isso, tive uma noite
agitada. - Lembrou-se. Espelhos mágicos não são seus amigos.
Olhou em toda a volta do quarto. Tinha uma sensação que poderia
estar esquecendo alguma coisa, e estava.
Em cima da escrivaninha, junto com algumas penas estava o saquinho
com algumas coisas de Alexia.
A rosa que apesar de seca ainda tinha perfume e sua varinha. - Essa
fora uma das coisas que Alexia insistiu para que Harry ficasse.
Ele pegou o saquinho e levou-o até próximo a mala. De repente uma
vozinha ecoou no quarto. Como um pensamento.
"Fique com as coisas com você, bem próximo, você pode
precisar"
Harry parou de novo, estático... Estava acontecendo alguma coisa de
estranho por ali, nunca tinha acontecido aquilo antes. Com certeza
estava ficando maluco. Deu de ombros.
Saiu do seu quarto, parou por instantes.
O quarto de Alexia estava bem ao lado. Estava do mesmo jeito de
quando ela havia partido.
Harry sabia que ia demorar um bom tempo para poder voltar para casa,
resolveu abri-lo.
Uma cama branca, com uma cortina salmão em cima era só um detalhe.
Cristiny que havia decorado o quarto pensou em como Alexia se
sentiria em um quarto de meninas. Um papel de parece, decoração
requintada e um urso de pelúcia em cima da cama. Agora sozinho. Mas
de repente ele se lembrou de quando Alexia ganhou aquele ursinho.
Olhou para o quarto e sua lembrança fez com que imagens surgisse a
sua frente, era como se ele estivesse vendo Alexia de novo na sua
frente. Segurando assustada aquele ursinho. Lembrou-se de cada
palavra.
"Ela estava sentada no canto do quarto e se encolheu, pensativa
e distante.
Harry se aproximou preocupado.
- O que houve?
- Não sei... Na realidade eu sinto como se alguma coisa ruim fosse
acontecer.
- Deixe isso para lá, você deve estar cansada com tudo que
aconteceu por aqui.
- Não é isso, parece que tem alguma coisa errada para acontecer e
eu não sei ao certo. "
Era engraçado, pensou. De alguma maneira ela sabia prever algo que
iria acontecer no futuro. Ela sabia.
Fechou os olhos e sua imagem desapareceu. Tinha que voltar ao
presente. Fechou a porta do quarto devagar.
Estava com pressa. Desceu a escada correndo.
Sirius o aguardava no andar de baixo, sorridente.
- Feliz aniversário.
Entregou o pacote a Harry.
O garoto deixou a mala no chão e abriu o pacote devagar. Foi
percebendo as cores da Grifinória. Era um novo uniforme para o time
de quadribol. Em meio sorriso Sirius completou.
- Dumbledore me enviou uma coruja outro dia, este ano teremos um
novo campeonato e há grande chance de você ir para o time
estadual, então pensei. Porque não se apresentar com uma vassoura
nova e um uniforme novo, afinal você é o melhor apanhador do
século.
Harry nem conseguiu responder, de repente as palavras não
conseguiam sair, ficou sem fôlego. Parou estático na frente do
padrinho e Sirius logo notou a sua situação. Deu um tapa no ombro
de Harry e disse. - Vamos logo, já está na hora. - Ah, de nada,
feliz aniversário,adorei o uniforme também.
Os dois saíram e Sirius trancou a porta atrás de si e entraram no
carro indo até o Beco Diagonal.
Neste instante a lareira na sala de Sirius começa a soltar uma
fumaça de cor verde, leve...
Uma imagem de Cristiny aparece por encanto.
- Sirius, onde você está, é Cristiny...
Um silêncio eccou por toda a sala.
- Você está me ouvindo, não vá até o Beco Diagonal, o ministro
rastreou os Bakruns, existe um grupo deles indo até lá, eles vão
causar um tumulto entre os bruxos, é muito perigoso, Sirius você
está me ouvindo?
Cristiny percebeu que não havia ninguém em casa, a imagem dela
desaparecera em seguida. Um barulho surdo e um envelope aparece na
frente da lareira.
Neste instante ouve-se um barulho na porta de entrada, era Harry
abrindo a porta.
Ele gritou para o lado de fora, Sirius ainda estava dentro do carro.
- Eu já vou pegar, está aqui na sala não?
Eles saíram com tanta pressa que até esqueceram o bolo de
chocolate de Tia Petúnia. Se ficasse em cima da mesa seria um
estrago.
Mas será que era para o aniversário de Harry? Bom era um bolo
afinal.
Ele nem percebera que havia uma mensagem de Cristiny.
Ele foi até a mesa e pegou o bolo.
Passou na frente da lareira, olhou para baixo e levou a mão na
cabeça.
- Nossa o que é isso! Estou esquecendo de pegar uma coisa
importante. - Largou o bolo em cima da mesa e subiu para o andar de
cima da casa.
Ele havia esquecido o mapa que Rony deixara indicando como chegar em
sua casa de carro.
Desceu correndo, parou na frente da lareira, mal notando que tinha
pisado em cima da carta, e saiu de novo, deixando o recado para
trás. Um bilhete perto da lareira.
Já estava no horário do almoço em Longbons.
- Doyle e seus amigos brincavam do lado de foral não parava e Harry levou as mãos ao ouvido.
Um novo inimigo entrou pela porta da frente, carregava um arco em uma das
mãos, foi ele quem atirara a flecha em direção a Harry. Provavelmente
com a intenção de faze-lo sair.
Harry pensou que já o tinha visto em algum lugar. Um flash de imagem. Ele
caído no chão com um ferimento no peito morto. Não sairia dali.
A mais nova começou a chorar. Harry fez um movimento para que ela se
calasse, mas o inimigo já percebera o som. Eles tinham um destino certo.
Apesar de estar escondido Harry percebeu que o Bakrun olhava diretamente
em sua direção, sem mesmo tendo-o visto.
Foi aí que ele tomou uma decisão absurda.
Saiu de trás da mesa e correu em direção ao fundo do restaurante vazio.
O Bakrun ficou confuso. Harry mal sabia que o objetivo dele era levar a
tríade embora... Mas Harry não estava usando o colar e eles não sabiam
se o capturavam ou seguiam os instintos.
A intenção era fazer com que ele o seguisse.
E assim ele o fez.
Como boneco ele seguiu em direção ao seu inimigo.
- Hei, venha me pegar seu bobão.
Harry agitava as mãos no alto, chamando o máximo de atenção possível.
A cada passo que o Bakrum dava em sua direção Harry pensava o que iria
fazer quando ele chegasse muito próximo.
As crianças estavam no chão assustadas. Harry se lembrou. "Não
deixe que eles cheguem perto de sua sombra".
Olhou na direção dos jovens assustados no chão, as sombras a mostra no
piso de madeira.
Foi aí que percebeu que teria que pensar rápido, o Bakrum estava armando
a besta de novo, iria usar a flecha.
Harry fez um movimento com as mãos para que as crianças saíssem e o
mais velho sabia o que era para fazer.
Segurou a mão das duas irmãs mais jovens e assim que o Bakrun sumiu de
vista saíram correndo em direção ao lado de fora.
Mas a pequenina tropeçou e caiu bem próxima a entrada.
Isto fora o suficiente para que ele não tivesse a atenção dirigida
somente a Harry.
Como a distância das crianças era menor o Bakrum virou-se e foi em
direção as crianças. Estava disposto a pega-los.
Harry gritou com toda a força que pode enquanto corria para em vão
tentar ajuda-los.
- NÃO DEIXE QUE ELE PISE EM SUAS SOMBRAS.
O garoto mais velho não percebeu que o Bakrum estava muito
próximo.Estava mais preocupado em ajudar a irmã a se levantar. A menina
foi rápida e saiu correndo. Mas não aconteceu o mesmo com o garoto. O
Bakrum pisa em cima da sombra do menino.
A sombra que antes tinha a forma nítida do menino de repente pareceu ter
forma própria e começou se mexer em um ritmo estranho.
Ele ficou imóvel como se tivesse levado um susto e estivesse ao meio de
um pesadelo. Caiu desmaiado e a sua sombra encolheu e se tornou uma
pequena mancha disforme que se encolheu no chão, se aproximou dos pés do
Bakrum e sumiu. Fora absorvida.
As duas meninas ficaram estáticas. Harry teria que fazer alguma coisa e
rápido. Resolveu fazer o que era mais lógico. Atacaria com as armas que
tinha.
A primeira coisa que fez foi jogar uma das cadeiras em cima dele que por
reflexo desviou a atenção para o objeto, deixando de ir atrás das
meninas.
Harry correu em sua direção e quando estava bem próximo gritou com toda
a força que pode.
- Accio tocha.
Uma das tochas presas a parede voou em direção a sua mão e ele soube
exatamente o que fazer.
O inimigo estava de costas para Harry que encostou a tocha em suas roupas.
O Bakrum usava um manto estranho sob o corpo e com a leve aproximação do
fogo da Tocha logo se incendiou. Mas ele ainda estava vivo. E continuava
andando, agora lentamente em direção as meninas. Deixando um rastro de
fogo no chão de madeira seca. Que logo se proliferou.
O Bakrun ficou imóvel... Daria tempo de Harry fazer alguma coisa.
Se aproximou do garoto e o pegou no colo, jogando-o no ombro.
- CORRAM. Gritou Harry para as duas meninas. SALVEM-SE.
Todo o lugar logo estaria em chamas.
Só que Harry não previu uma coisa nova, o outro inimigo se recuperaria
logo, voltando das cinzas. Se recompondo. Estava mais preocupado naquele
momento em levar o garoto inconsciente para algum lugar seguro. Mas não
deu tempo.
Ele sentiu uma mão forte agarrando os seus cabelos e puxando-o para trás
com toda a força. Estava perdido. Caiu no chão.
Harry olhou para baixo, a sua sombra estava a centímetros de ser tocada
pelo Bakrum, não sabia o que era pior a espada que estava a poucos
centímetros de distância ou a agonia de ter a sua sombra roubada.
Começou a se arrastar para trás, teria que ir em direção a escuridão,
para que não tivesse sombras.
Mas fora em vão. O Bakrum pisou em sua sombra.
Um calor enorme tomou conta de seu corpo como se estivesse no meio do
fogo, de repente a voz de Alexia ecoou em sua mente.
- VOCÊ PODE.
Harry olhou para frente, a sua sombra continuava lá, não havia
acontecido nada, mas o seu corpo ainda parecia estar queimando.
Mas logo percebeu uma coisa mais grave ainda.
Todo o lugar estava em chamas.
Não conseguia respirar e olhou para os lados.
Sirius e o estranho com o turbante entraram correndo. Cada um seguindo uma
direção.
Sirius pegou o menino no colo e saiu correndo sendo seguido pelas meninas
assustadas.
Tudo muito rápido.
O homem desconhecido carregava uma espada e acertara ao meio o Bakrum, mas
ao invés de um corpo morto aos seus pés Harry notou que o inimigo
desaparecera como fumaça e em seu lugar uma mancha como fuligem. Bem a
sua frente.
Harry encolheu as pernas para evitar que alguma parte mesmo em cinzas do
Bakrum o tocasse. Levantou-se com a ajuda do novo amigo. Harry estava com
as pernas bambas.
- O que é aquilo?
- Vamos. Temos que sair. Gritou o estranho. Logo este lugar vai
desmoronar, as crianças já estão lá fora.
Harry abaixou o corpo, respirando com dificuldade. Em segundos eles já
estaria do lado de fora. Harry olhou para os lados e os pais das crianças
já estavam do lado de fora. Esperando-os. Harry tocou em seu pescoço.
Foi aí que Harry deu conta de que não estava com o colar.
- Eu deixei a tríade lá dentro. - Harry levou um susto quando se
lembrou.
Ele percebeu o olhar de desânimo de Baltar.
Harry muito rápido correu em direção de volta ao restaurante em chamas
que agora estavam bem maiores, só ele saberia onde a tríade estava.
Harry não sabia o quanto aquele lugar estava perigoso. Grandes pedaços
de madeira caiam em todas os lugares. Correu o mais rápido que pode em
direção a mesa onde estava caído o colar de Alexia.
Jogou-se embaixo da mesa segundos antes de um pedaço enorme de o teto
desabar. Estava perdido.
Preso embaixo de uma mesa de madeira que logo incendiaria.
"Não perca a esperança" Ouviu novamente.
Segurou a tríade com força, vestiu o colar. Não perderia as
esperanças.
De repente uma voz conhecida. Era Sirius gritando pelo seu nome.
- Harry onde você está?
- Estou aqui embaixo da mesa. Gritou a meio a tosse.
No meio da fumaça Harry pode perceber um movimento na varinha de Sirius.
Ele não estava sozinho. Aquele estranho homem de turbante cinza o estava
seguindo.
- Harry grite mais alto para eu localiza-lo.
- ESTOU AQUI. Gritou e literalmente se atiraram para dentro do quarto ao
lado e fecharam a porta. Chamou uma das meninas.
- Kerry, me traga aquele vidro verde que está em cima da minha
mesa. Aquele para limpar ferimentos.
"Sim senhora" ouviu-se de longe.
Depois de alguns instantes ele vai até o quarto carregando um
pratinho, com algumas folhas cobertas por um líquido verde.
A menina deixou a bandeja em cima da mesa e saiu, deixando a porta
aberta e o suficiente para as crianças ouvirem o resto da conversa.
- O que houve Jean, me conte com calma.
- Há semanas atrás houve um fenômeno na minha casa. Apesar de
estar vivendo como trouxa eu ainda não me libertei dos costumes
bruxos. Uma moça com vestes escolares apareceu na minha sala e
disse que naquele instante eu receberia uma visita de um mensageiro
me dizendo que em breve eu receberia uma missão muito importante.
Não se passaram alguns segundos alguém bateu em minha porta. Um
estranho homem de capuz marrom, como um monge estava bem a frente,
me entregou um pergaminho e assim que eu acabei de abri-lo ele
aparatou.
- E o que estava escrito nele? Cireia disse com calma.
- Estava escrito que era hora do guardião salvar as pedras, que a
chave estava sob a minha responsabilidade. Jean levou as mãos ao
pingente em forma de crucifixo que estava no seu pescoço. - Eu
sempre soube disso, mas eu não quis aceitar, eu achava que depois
desses anos todos tudo isso não passasse de uma fantasia.
- E o que houve. Continuou Cireia.
- Eu joguei o pergaminho em cima do meu sofá... E saí para a rua.
Fiquei assustado em saber que aquele momento havia chegado. Vivendo
tanto tempo entre os trouxas eu havia de uma certa maneira me
acostumado a aceitar a idéia que tudo isso nunca havia existido.
- E o que houve então?
- Eu estava na rua, andando de cabeça baixa. De repente uma moça
gritou alto, em pânico. - Dê onde apareceu aquilo por Deus. - Um
Bakrun apareceu bem a minha frente, eu nem percebi, ele estava com
uma espada direcionada bem em cima de mim, por segundos ele não
teria cortado a minha cabeça, se não fosse por amigo, por aquele
estranho cavaleiro de capuz marron, ele me contou tudo o que estava
acontecendo.
- - E o que está acontecendo? Cireia agora com jeito limpava o
corte no ombro do rapaz. - Quem é ele?
- Ele é bruxo também. Mas de certa maneira somos parecidos. Ele
também recebeu a visão daquela garota e ela disse que ele tinha
que me ajudar. Se não fosse por ela hoje eu não estaria aqui.
- O líder dos Bakruns pegou a todos Cireia, só sobrou Alexia, eu
tenho que protege-la.
Cireia deixou cair o remédio da mão assustada. Ficou branca como
fantasma. Continuou.
- A quanto tempo isso está acontecendo? Eu não sabia. Ela tremia
como folha ao vento.
- Eles estão pegando um a cada dia, há uma semana.
- Jean continuou falando seguidamente.
- Onde estão as coisas de Alexia?
- Estão naquele pequeno baú. - Cireia apontou para o canto ao lado
da cama da menina.
Jean desceu da cama rapidamente, abriu o baú e começou a procurar
por todos os cantos com atenção.
- Onde está a foto dela Cireia?
- Não está aí, eu coloquei dentro de uma caixinha, dentro do
armário.
Cireia levantou devagar e foi até o armário de Alexia, pegou uma
pequena caixa, abriu-a e entregou a Jean o porta retrato em forma de
livro.
As mãos de Jean tremiam bastante, e mal pode abrir o porta retrato.
Lá estava Alexia, com idade aproximada de uns dez anos....
- Eu me lembro desse dia Cireia, foi quando eu fui embora daqui não
foi.Eu tinha dezessete anos na época não era?
A senhora balançou a cabeça positivamente.
Jean chegou próximo a ela e perguntou com uma suavidade na voz que
até então era desconhecida.
- E como ela está?
- Está mais linda do que nunca, ela se tornou uma bela mulher e foi
difícil para ele não render-se a seus encantos.
- Ele quem? Continuou Jean...
- Harry Potter. Os dois formam um belo casal.
De repente os olhos de Jean mudaram de expressão, como se ele
tivesse se lembrado de algo importante. Cireia por instantes não
souber decifrar exatamente o que aquilo significara. Jean continuou.
- Então é Harry Potter, já ouvi falar muito nele, que tem a
famosa cicatriz em forma de raio na testa. Eles estão namorando
então?
- É sim... Por que Jean.
- Eu preciso acha-lo...
O rapaz deu um leve sorriso, mudara completamente de novo. Entregou
um instrumento a Cireia, uma flauta.
- Se os Bakruns vierem para cá, toque esta flauta, eles não
suportam o som. Mas antes por enquanto se prepare para se esconder
no sótão, lá eles não podem pega-los. Tenho certeza que eles
não vão chegar até aqui já tomei providências para se
afastarem. Retirou um mapa muito velho do bolso e ficou olhando-o
com atenção por alguns segundos. E disse um "Já sei",
como se estivesse falando para a sua memória.
Jean andou pelo corredor nervoso, a passos largos, nem percebeu que
quatro olhinhos atentos que o observava.
Era Doyle e Lynn, escondido atrás de umas das portas.
O garoto pensou. "Tenho que avisar o Harry sobre esse Jean
alguma coisa, não gostei da reação dele, não mesmo."
A casa de Cristiny já estava aquecida pelo sol do meio dia.
Mas mesmo assim, Alexia lá dentro, agora sentada no sofá
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da sala
tremia como uma folha ao vento.
Estava com frio, nervosa, apreensiva.
Seria tudo um sonho? Porque Cristiny estava demorando tanto? E
Edwiges que não chegava.
A sala de Cristiny era toda decorada em madeira. Havia uma lareira
trepidante...
Por instinto Alexia levou a mão a tríade quebrada.
Será que tudo aquilo não fora apenas um sonho. Pegou a tríade e a
correntinha e ficou balançando de frente ao rosto. Estava
observando o brilho.
Levantou-se e devagar foi até o seu quarto e pegou um cobertor que
estava dentro do armário.
Estava sem fome... Pensou em fazer alguma coisa para Cristiny
almoçar.
Foi até o armário da cozinha e ficou um bom tempo olhando para os
alimentos dentro do armário. De repente um desânimo incomum,
estava preocupada demais.
Foi de novo em direção a janela e ficou olhando para fora. Para o
movimento das folhas com o vento. Viu a própria imagem refletida no
vidro da janela.
Pegou a tríade e ficou observando seu brilho.
Lembrou-se de Harry, fechou os olhos e de alguma maneira conseguia
vê-lo na sua frente, na janela, com um pouco mais de esforço
conseguiu até sentir seu perfume.
Abriu os olhos intrigada, estranho, aquela imagem que tinha dele
não era de sua lembrança, não conseguia lembrar-se de ter estado
com ele dentro de um carro. Deveria estar sonhando. De novo um
brilho forte, por instantes parecia que Harry havia virado de frente
para ela e um brilho.
Um frio de novo.
Era um sonho, só isso, estava cansada.
Envolveu-se no cobertor e sentou-se perto da lareira.
Ficou olhando o fogo dançar a sua frente. Colocou a tríade dentro
de uma bolso na camisa e fechou com um botão. Teve uma sensação
que não deveria coloca-la agora.
Os olhos foram ficando cada vez mais pesados até que dormiu.
Um som de crianças por toda a parte.
Estava novamente em Longbons.
Mas era diferente, ela ainda era uma menina... Há muito tempo
atrás...
Estava sentada na cozinha do orfanato, envolta a um monte de
batatas... Ajudava Cireia com o jantar.
Lembrou-se... Um garoto mais velho que ela, usava roupas antigas de
trouxas, veio falar com ela.
- Cireia me deu essas roupas para usar. Ela me disse que são
antigas, de um rapaz trouxa que viveu entre a gente a muito tempo.
Mas disse que vai servir bem.
- Quando você vai voltar Jean? Alexia estava com o olhar em um
misto de tristeza e esperança.
- Não sei... Não tenho idéia... Mas saiba o quanto gosto de
você. Nunca iria deixar que nada lhe acontecesse. Nunca.
- Por que será que estamos condenados a um destino tão
previsível. Alexia baixou a cabeça quieta, quase chorando.
- Seja forte e tente mudar o futuro de maneira que seja melhor para
todos, mesmo que não seja o seu instinto. Mesmo que seja o seu
destino. Se achar que não é o correto, o mude.
- Então não quero que vá embora...
- Esse não é o momento certo, em breve nos veremos novamente e
poderemos ficar juntos para sempre, ninguém mais vai nos separar.
Pode ter certeza.
Nesse instante Cireia entra na sala, carregava uma mala, não muito
grande. Estava com olhar triste.
- Jean, os seus novos pais estão lhe aguardando em Londres, você
tem que ir... Vai se atrasar.
Jean se levantou com a cabeça baixa. Olhou firmemente para Alexia e
levou a mão a seu colar e a tríade que brilhava.
Levou a mão também ao seu crucifixo preso ao pescoço.
- Para mim só são peças simbólicas, eu acho que poderemos fazer
muito mais sem elas.
Alexia levou um susto e disse quase em um grito.
- Nunca mais diga isso Jean. Sem a tríade eu não sou ninguém, só
uma garotinha.
Cireia olhou espantada para os dois, mas ficou quieta, sabia o
quanto para o jovem rapaz aquela separação era dolorosa, sabia que
ele estava falando aquilo induzido pela tristeza de se separar de
Alexia.
Mas ele continuou firme. - Entenda Alexia o que eu vou dizer. O
poder está dentro de você. A tríade só ajuda você a ter
controle, o poder está dentro de você. Veja Cireia, ela não
precisa de sua varinha para usar a magia, é apenas um símbolo de
centralização. Um dia você vai entender isso.
Ele se deu as costas para Alexia tão rápido que ela nem conseguiu
dizer mais nada. Ficou quieta...
Olhou-o saindo em direção ao seu destino.
Por instantes ela notou que ele tinha razão. - Alexia sabia qual
era a sua missão, mas não deixaria que o destino a pegasse
desprevenida. Quando fosse preciso lutaria com todas as forças.
Defenderia o que é o certo.
Um barulho de batuque na madeira surda ao fundo.
Ela acordou assustada. - Um piado.
Era Edwiges.
Ela abriu a janela e a coruja entrou diretamente pela sala em
direção a um poleiro que Cristiny tinha especialmente para receber
o correio. Acomodou-se.
- Edwiges. Espere um pouco. Tenho algo para você.
Alexia correu para a cozinha e pegou um pote com água.
Levou até Edwiges que estava com sede.
Pegou o pacotinho que estava amarrado a sua perna.
- Obrigado Edwiges. - Alexia acariciou o bico da coruja. De uma
certa maneira ela também tinha um pouco de Harry.
Leu o pergaminho com atenção e com curiosidade abriu o pacotinho
que viera junto.
Um lindo grampo de cabelo.
Prendeu os cabelos longos com ele.
- Espere um pouco Edwiges... Vou preparar algo para você... Vou
mandar um bilhete para Harry, sei que ele disse para esperar até
amanhã, mas você não pode ficar por aqui.
A garota foi em direção ao quarto de Cristiny, por um instante
pareceu que ela estava por lá, ouviu um barulho surdo.
- Cristiny?
Alexia não obteve resposta.
Voltou para o lugar onde Edwiges estava. De repente a ave começou a
bater as asas nervosa.
- O que houve Ed...
Não houve tempo de Alexia reagir. Um homem alto a agarrara por
trás. Estava com um punhal encostado em sua garganta. Ele disse
próximo aos ouvidos de Alexia.
- Eu estava achando muito estranho haverem dois sinais de tríades
já que só há mais uma faltando. Mandei meus homens atrás do
outro sinal... Acho que daqui a poucas horas eles estarão por lá.
Mas se você não está usando a pedra quem está usando a outra.
O coração de Alexia pareceu perder o compasso. Era Harry quem
estava usando a outra metade.
- Quem é você?
- Acho que você já sabe quem sou eu, mais cedo ou mais tarde você
sabia que eu apareceria, como Jean também sabia, onde está a outra
pedra?
- Jean, como você sabe dele? A lembrança de Jean fez com que
Alexia ficasse mais preocupada.
- Nós tivemos um pequeno encontro esta manhã... Espero que o ombro
dele esteja melhor, afinal ele é um excelente guerreiro, adoraria
me encontrar com ele mais vezes.
- Onde estão as minhas irmãs. - Ela sempre ouvira Cireia contar
que algum dia aquilo poderia acontecer. Mas não tão cedo, não
naquele dia que ela estava feliz.
Edwiges estava nervosa e batia as asas ainda no poleiro.
O invasor foi ficando nervoso e disse em meio ao grito.
- Mande essa ave parar senão eu faço.
- Edwiges acalme-se vai ficar tudo bem. - Alexia disse com toda a
força de seu coração. - Fique quieta sim.
Neste instante uma sucessão de acontecimentos simultâneos. Alguém
se aproximava da casa. O homem fez um movimento com a mão para que
Alexia se calasse.
Do lado de fora pode-se ouvir.
- Alexia, já cheguei. Sou eu Cristiny.
Um barulho na porta. Edwiges pareceu perceber o que estava
acontecendo e voou para cima do agressor de Alexia. Com o susto ele
largou o pescoço de Alexia e aproveitando a deixa ela retirou com a
mão o punhal que apertava a sua garganta, mesmo se machucando.
Com um corte fundo na mão direita e segurando o punhal ela gritou.
- Corra Cris, saia daqui.
Ela ficou apontando o punhal para o inimigo.
- Saia daqui senão eu vou usar esse punhal em você.
- Não diga isso. Você não nasceu para essas coisas. Você tem
espírito de um anjo. Jamais machucaria alguém. - Ele sorria com
desdém.
- É isso que você pensa.
Cristiny não ouviu o que Alexia havia dito e entrou assim mesmo.
O homem olhou para os lado e voou em direção a Alexia, a
empurrando com toda a força. Sabia que ela não saberia usar o
punhal contra ele.
Agora sim Cristiny percebera que algo estava errado.
Ela entrou correndo na sala e com um movimento com as mãos fez com
que o homem fosse arremessado a uma longa distância, longe de
Alexia.
- Vamos Alexia, deixe Edwiges sair, abra a janela. Deixe que eu tomo
conta dele. Alexia correu para a coruja que estava se debatendo no
poleiro, nervosa, com muito carinho pegou-a nas mãos, correu em
direção a janela e a liberou. Gritou. - Vá.
Mas Alexia mal pode soltar Edwiges e uma grande força a arremessou
para trás, com toda a força.
- Vocês duas pensam que tem forças para me combater! O homem disse
com firmeza.
- Eu tenho sim. - Cristiny fechou os olhos e disse. - Accio espada
Uma espada mágica apareceu por encanto em suas mãos.
Mas realmente Cristiny não era páreo para o ele. Ele fez um leve
gesto com as mãos e a espada que estava nas mãos de Cristiny veio
parar em suas mãos.
- Bela espada. Um movimento fatal. Ele usaria a própria espada de
Cristiny contra ela. Um movimento.
Alexia gritou com todas as forças que pode. - NÃO.
De repente do nada uma força sobrenatural arremessou o inimigo pela
janela, com tanta força que até arrebentou os vidros.
Alexia ficou parada, o suor corria sobre o seu rosto. Petrificada.
Cristiny estava em estado de choque, faltara milímetros para que a
lâmina a cortasse pelo meio.
Mas se recuperou rápido. Agarrou Alexia pelos punhos e a empurrou
em direção a saída dos fundos.
- Vamos fugir por aqui. O quanto mais rápido melhor.
As duas fugiram pelos fundos. Havia uma grande quantidade de
árvores na parte de trás da casa, seria mais difícil ele as
seguirem por lá.
As duas correram o mais que puderam.
- Vamos Alexia, não poderemos lutar contra ele. Temos que chegar
até o estábulo. Vamos fugir a cavalo.
Alexia nem sabia o quanto corria, e a quanto corria.
- Vamos, já está perto.
Ainda havia muitas arvores em volta e de uma certa forma elas
estavam protegidas pelas plantas.
O inesperado. Cristiny deu poucos passos a sua frente. Foi atingida
por uma farpa lançada de algum lugar. Caiu inconsciente.
Alexia abaixou-se assustada. Olhava para os lados sem saber o que
fazer.
Olhou para os ombros da amiga. Puxou a farpa com todas as forças
que pode. Colocou a mão sob o local atingido e naquele instante o
ferimento começou a fechar.
Sabia que o certo era correr até os cavalos, mas deixar a amiga
caída ali era covardia.
De repente teve uma sensação estranha. Levantou a cabeça. Olhou
para os lados, ficou e pé. Por instinto fez um movimento com o
ombro. Bem a tempo. Uma daquelas farpas envenenadas passou de
raspão sua perna, não atingindo por completo. Mas fora o
suficiente para adormece-la.
Levantou-se cambaleante. Cristiny ficaria segura por ali, entre as
árvores, era Alexia que o estranho queria, saiu correndo em
direção a clareira qua não estava muit longe, em direção ao
estábulo, teria que fugir. Ainda dava para correr, mas não seria
por muito tempo, A cada passo que dava sentia sua perna ficar cada
vez mais fraca.
"Vamos Alexia, corre". Quase gritando para que o seu
cérebro obedecesse. Mas fora em vão. A poucos metros caiu no
chão.
Agora a sensação de dormência foi substituída por uma dor
infernal, pareceia que sua perna estava envolta em chamar. Ela
apertou o local com força, não desistiria. Virou-se de costas e
foi gatinhando, arrastando a perna dormente. Mas seria por pouco
tempo.
O estranho se aproximou devagar, estava frente a frente com Alexia
novamente.
- Agora você vai embora comigo, vai ficar junto com os outros e me
entregar a pedra. Logo os meus homens estarão no Beco Diagonal, vou
saber o que eles encontraram por lá.
Olhou para baixo, colocou as suas mãos sobre o ferimento e se
concentrou. O ferimento começou a fechar e a sensação começou a
voltar as pernas. Levantou-se e começou a correr cambaleante em
direção ao estábulo. De repente um movimento entre as árvores.
Uma enorme pantera negra surgiu em cena e ficou entre os dois.
Alexia pensou que estava perdida, mas percebeu que o animal estava a
defendendo.
O enorme felino negro olhava firmemente para o homem louro a sua
frente.
Alexia teria que ter uma escolha e pensou naquele instante o que
Jean havia lhe dito.
"Faça escolha certa e ajude o destino seguir de maneira
correta.".
Alexia olhou para a frente, Cristiny já estava se movendo. Logo
estaria de pé, não iria perder a chance. Teria que avisar Harry
sobre os Bakruns.
Correu o mais rápido que pode em direção aos cavalos, nem olhou
para trás.
Não percebeu quando a pantera negra pulou em cima do malvado
cavaleiro.
Não viu quando Cristiny acordou e o arremessou longe e muito menos
percebeu quanto o inimigo desapareceu como por encanto.
Ela já estava muito distante, cavalgando em disparada montada em um
cavalo branco, iria ajudar Harry. Ele precisava ser avisado.
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