ÿØÿàJFIF``ÿþSoftware: Microsoft OfficeÿÛC    $.' ",#(7),01444'9=82<.342ÿÛC  2!!22222222222222222222222222222222222222222222222222ÿÀu"ÿÄÿÄ6!1A"q#2Qa3B¡$4‘CRSr±bÿÄÿÄ"!1"2AQÿÝ(ÿÚ ?Îö Æ ÅÎX‹Œ¹—¨òÂ+Ç3PäІXò§ÁØCÑ]…!ÛhbdÍ”ˆº+$¥³ÎS€÷–.œ:lj1øÇ¡Å"T27:aq€‰Ä :~£Êl¨åäò§€cGžƒñ¥ÀüiŽÆ–@¡OÔHÆŸ¥ S¥‡¸® …0ªtð&Harry Potter, e foi complicado, mas como aconteceu, a idéia surgiu e a fic também. Já está finalizada e tem aproximadamente 160 páginas... Graças a minha amiga beta leitora Sammac ela ficou pronta. Mas estamos dando os toques finais (correções de possíveis erros de seqüência e coisas parecidas) , pois foram 4 meses de uma correria só,um exemplo: eu enviava os capítulos, ela lia uma parte enquanto eu escrevia a continuação, isso on-line. Foi muito bom e me proporcionou uma experiência inesquecível, ela foi fantástica e me incentivou muito a continuar, com seus elogios e sugestões. Várias emoções durante os capítulos, desde momentos engraçados até lágrimas, inclusive minhas. Bom, é isso aí, é só uma prévia mas vão se preparando pois logo vocês saberão mais sobre HOPE TROUVAILLE. Parte 1/5 ~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~ Desde a sua chegada à rua dos Alfeneiros, Harry não andava se sentindo muito bem. Tinha pesadelos constantes com Voldemort e sempre sentia, em cada um deles, uma sensação de sufocamento e mal estar. Até o Duda que adorava maltratá-lo, um dia após o almoço, quando Harry deixara metade da refeição no prato e se retirara para o seu quarto, veio falar com ele. - O que houve com você, desde chegou aqui vem se comportando estranhamente, não tem se alimentado direito e anda meio pálido. Pela primeira vez na vida Harry sentiu que Duda estava falando sério. Talvez porque ele estivesse ficando mais velho e seus amigos perceberam que a sua companhia era uma chatice e as meninas o achassem gordo demais. - Eu estou bem... Mentiu Harry. Duda não insistiu e saiu do quarto de cabeça baixa, como se seus neurônios estivessem fazendo um esforço imenso em trabalhar, mas antes que chegasse no primeiro degrau disse calmamente. - Se precisar de algo é só me chamar. Saiu rapidamente nem olhando para trás. Harry respondeu com um meio sorriso. Andou vagarosamente em direção a sua cama deitou-se deixando os pés para fora e pensou. "Como seria se seus pais estivessem vivos até hoje?". Pelo o que os amigos dizem eles eram um casal feliz, ele pertencia a uma família feliz. Pegou o álbum de fotos que Hagrid lhe dera... Olhou com atenção para as fotos, agora não tão sorridentes quanto outras vezes. Elas acenavam para Harry, mas não estavam com uma aparência muito feliz. Talvez de algum modo eles pudessem saber o que Harry estava sentindo naquele momento. Vagarosamente virava cada página, olhando com atenção. Atualmente ele sabia identificar os grandes amigos de seu pai Tiago. Podia identificar seu padrinho Sirius Black e até mesmo Lupin em outras fotos, todos eles mais jovens, mas mesmo assim era possível reconhecê-los. Parou atentamente em algumas delas onde sua mãe se mostrava grávida, já com o ventre bastante avantajado. Outras ela já estava com ele no colo... Sem a cicatriz na testa. Sem pensar Harry se aproximou de um espelho levantou a franja bagunçada e olhou atentamente para a testa onde a cicatriz era visível. Sentiu com o toque das mãos que estava febril. Talvez fosse prudente tomar algum anti-térmico depois. Lembrou-se do que Dumbledore lhe disse um dia. "Cicatrizes são úteis...". Baixou os olhos vagarosamente... Preferia não tê-la. Voltou a folhear o álbum em cima da cama, outras pessoas acenavam para ele, havia uma coleção de fotos de uma festa em uma casa. Provavelmente a casa que fora destruída por Voldemort. Outra coisa veio a sua mente... O que será que o seu pai fazia para Sobreviver? Desde que ele conhecera o mundo dos bruxos, sabia que como no mundo dos trouxas existiam profissões e salários... Mas Hagrid nunca lhe dissera no que seu pai trabalhava. Seu tio Valter trabalhava em uma fábrica de brocas... Bahhhhh. Sorriu Harry por um momento, mas era alguma coisa. Todos os alegres momentos dos últimos quatro anos em Hogwarts tinham sido maravilhosos e a amizade de Rony e Hermione era um dos seus bens mais preciosos. Pelo menos para ele aquilo era o que tinha mais valor. Nunca tinha tido amigos antes de Hogwarts, muito menos melhores amigos e vez ou outra achava que se morasse em um pensionato talvez fosse mais amado do que na casa dos tios. Imaginava que se morresse durante o sono e os tios acordassem no dia seguinte e o encontrassem durinho o que fariam seria enterra-lo no lixão próximo na calada da noite para que os vizinhos não percebessem. Sentia falta de um colo vez ou outra, um carinho de mãe e um sorriso sem compromisso. Deveria mandar uma coruja a seu amigo Rony, contando o que estava acontecendo, talvez fosse mais interessante que ele adiantasse a sua ida A Toca. Nem mais a sua nova vassoura lhe trazia alegria. Era difícil acordar todas as manhãs com a tia Petúnia ou tio Valter gritando em seu ouvido como com um cachorro sarnento. Estava com sede e resolveu se dirigir á cozinha que ficava na parte de baixo da casa. Foi quando ouviu o seu nome é parou de imediato. Era a voz do tio Valter. - Harry então está bem Dudinha? - Ao que parece sim... - Não quero que aquele infeliz morra aqui dentro de casa, não quero que aquele bando de anormais venham bater aqui a minha porta pedindo explicações. - Será que eles sabem que Harry anda doente? - Retrucou tia Petúnia. - Acho que não. Mas eu acho melhor nós nos precavermos um pouco... Talvez se agíssemos com um pouco mais de falsas gentilezas por alguns dias ou até ele não andar por aí desse jeito. - Continuou o tio Valter. - Isso evitaria que eles aparecessem por aqui! Petúnia olhou seriamente para o marido. - Isso talvez não atraísse tanta atenção... Harry não quis mais continuar ouvir aquela conversa desagradável. Deu meia volta e sentou no chão, pegou um pergaminho e escreveu com letras tremidas. Olá Rony. Nem parece que faz apenas algumas semanas que estou aqui, o tempo não passa. Me sinto meio estranho ultimamente. Tenho pesadelos constantes e uma tristeza infinita. Vez ou outro pego o álbum de fotos de meus pais e me pergunto como é viver em um lar feliz... Com amor de verdade. Como na sua casa. Não me importo com as broncas, desde que sejam para o meu bem. Sou um intruso aqui na casa e não entendo porque Dumbledore insiste que eu venha para cá todas às vezes. Gostaria muito de viver com meu padrinho, mas sei que isso nunca vai acontecer. Seria muito gentil de sua parte se me aceitasse antecipadamente na sua casa. Do seu amigo, Harry. Foi até a janela e soltou Edwiges, mas antes lhe fez carinho nas penas macias e disse. - É, você pelo menos me faz companhia. Ele passara mais um dia naquele quarto sem jantar e tia Petúnia nem se importava com isso, e sinceramente nem ele. Já havia anoitecido e Harry estava debruçado na janela, mais uma vez esperando o retorno de sua amiga coruja Edwiges. Ouvia-se o ronco abafado do tio Valter no quarto ao lado dos de Harry. Já fazia um tempão que ele a enviara a seu amigo Rony com notícias e estava ansioso pela resposta. As únicas novidades que tinha era que um dos vizinhos de Tia Petúnia vendera a casa e novos moradores faziam parte agora do condomínio. Era apenas um casal de jovens que eram vistos somente à noite à no retorno do trabalho. Tia Petúnia com certeza não iria perder a oportunidade de saber mais sobre os novos moradores e nunca em toda a sua vida ela havia negado a Harry a oportunidade de lavar o jardim da frente. Coisa que nos últimos dois fins de semana ela não se negara a fazer. Um dia tio Valter rosnou entre dentes. - Petúnia queria, porque não "manda" Harry fazer o trabalho de limpar o lixo do jardim, afinal é a "obrigação" dele fazer este tipo de coisa, já ele é um imprestável e tem que retribuir de alguma maneira a sua hospedagem aqui. Harry lembrava-se claramente do esforço que fizera em manter a calma diante de tal elogio... Se tio Valter soubesse da fortuna que seu pai deixara no banco de Gringotes, provavelmente ele mudaria de opinião rapidinho, mas ele nunca daria a ele este prazer. E tia Petúnia concluiu com desdém não muito menor. - Pode deixar querido, é necessário que seja feito um bom trabalho de vez em quando. Harry sentiu que aquele "serviço bem feito" se referia ao resultado final da limpeza do jardim. Os seus cotovelos já estavam ardendo e continuava a olhar o céu em busca de Edwiges, até que finalmente adormeceu, a beira da janela. Teve um sonho estranho, não sabia dizer bem ao certo, sentia como se alguém estivesse de muito longe gritando para ele. - Sei que você falhou uma vez e eu tenho coragem suficiente para enfrentá-lo e vou conseguir. Acordou assustado com tia Petúnia gritando no final da escadaria no andar de baixo. - Acorde seu inútil, e feche esta maldita janela, está ventando e hoje temos visitas, quero tudo arrumado. - Sim... Daqui alguns minutos eu já desço. Harry nem percebera que dormira encostado na moldura da janela, seu quarto estava cheio de folhas de árvore. Levou a mão à cabeça e disse que tão alto que pouco chegou a ser um grito. - DROGA. Um monte de folhas estava espalhada no chão. Juntou todas elas e desceu até a cozinha jogando-as no lixo. - Hoje teremos um jantar especial, ontem fiz um convite ao simpático casal do lado... Adoraria conhecer melhor a nossa vizinha, uma mulher inteligente e bonita. Portanto comporte-se Harry, e não faça nada que não seja ordenado. Ele simplesmente não respondeu. Até se esquecera que era sábado. Dia do seu aniversário. O que simplesmente para os Dursley não significava nada. O resto do dia transcorreu de maneira casualmente normal. Duda e tio Valter foram até o supermercado fazer as compras para o jantar especial de tia Petúnia. No final ele comprara tantas coisas que até tia Petúnia reclamou. - Para que tanto Valter querido? - Você não disse do que os nossos convidados gostam, então eu trouxe só coisas de primeira, afinal sabe-se lá no que eles trabalham, talvez este seja o negócio da minha vida. Harry ficou mais calado ainda quando tia Petúnia gentilmente ordenou a ele que limpasse toda a casa e até foi muito bom, pois ocupado, logo à tarde já havia chegado. As únicas palavras que Harry disse o dia inteiro foram: - Vou tomar um banho e ficar no meu quarto, assim que alguém precisar de mim me chame, ficarei em silêncio. E subiu... Tomou um banho rápido e vestiu a única calça jeans que possuía. Era uma verdadeira graça Duda ser gordo, as roupas largas ajudavam e muito, pois Harry percebeu que crescera muito nos últimos meses e quando se olhava no espelho percebia que já não era mais um garotinho. Os seus devaneios foram quebrados por uma inquieta Edwiges que batia o bico na janela. Ele correu em direção à janela e abriu-a deixando a amiga entrar. Ela deu um leve beliscão em sua orelha e empoleirou-se confortavelmente em sua gaiola. Ansiosamente abriu o pergaminho e começou a ler. Olá Harry. Estamos preocupados com você. Quando eu contei a papai o que estava acontecendo com você ele disse alguns palavrões e saiu de perto de mim. Não sei o que houve com ele também, ultimamente ele anda meio nervoso. E disse que todos os meus irmãos vão para Hogwarts este ano e que Dumbledore vai explicar isto depois. Papai recebe várias corujas todos os dias e quase não para em casa. Quando eu disse que você queria vir mais cedo ele simplesmente disse: - Ótimo, assim nós poderemos tomar conta melhor dele por aqui. Não entendi muito o que ele quis dizer. Outra coisa estranha é que outro dia papai comentou sobre uma notícia no Profeta Diário, não entendi bem o que era, mas só ouvi que ele comentou algo como. "Todos os reinos estão reunidos e elas não poderiam faltar". Aliás, ele disse que você pode vir para cá amanhã, eu, Carlinhos e Mione vamos pegá-lo, ela vai fonar para você hoje. Do seu amigo. Rony Harry olhou para a janela, lá fora já havia anoitecido... Viu Edwiges dormindo tranqüilamente, não iria acordá-la. Mandaria sua carta para Sirius da casa de Rony avisando que tinha mudado de estadia. Todos estavam reunidos no andar de baixo, o jantar pronto e tia Petúnia batia os pés ansiosa, sentada no sofá da sala. Vez ou outra se ouvia ela dizer. - Oh Valter, será que escolhi o vestido correto? O telefone tocou e Duda levantou-se para atender. O coração de Harry disparou ao imaginar o que Mione iria inventar para que ele conseguisse atender o telefone. Mas neste momento a campainha tocou e tio Valter gentilmente disse: - Venha atender ao telefone Harry, temos visitas e não podemos perder tempo. Harry desceu correndo as escadas segurando as emoções esperando que fosse Mione, e era. Por sorte o local onde ficava o telefone era bem abaixo da escada, e somente Harry tinha a visão da entrada principal. -Alô. Disse com a voz abafada. - Harry, é Hermione. - Que bom que ligou, vou para casa de Rony amanhã, ele disse que você também vai. - Vou sim, e com a maior urgência, já mandei uma coruja a Rony... Você-sabe-quem e seu bando andaram atacando o povo de Longsbons, uma vila de bruxos não muito longe de Londres... Eles estão em busca de algo e todos os bruxos estão preocupados, e nós estamos preocupados com você, você não está seguro aí, amanhã vamos atrás de você. - Tudo bem, disse ele... Voldemort nunca me achará aqui... - Até amanhã Harry. - Até Mione. Desligou. Ouviu quando o vizinho perguntou. - É uma tradição da nossa família pedir ao dono da casa permissão para poder entrar. - Permissão concedida, disse o tio Valter. O resto da conversa Harry não pode ouvir pois subia vagarosamente as escadas, para que ninguém ouvisse. Estava pensando sobre o que Mione dissera. Sorte que já deixara seu malão arrumado. Agora era só pegar as suas coisas e partir, talvez seja por isso que ele não recebera as corujas de Hagrid e Mione com presentes, este ataque de Voldemort deve ter arrasado com todos, principalmente Dumbledore. Abriu a porta do quarto e entrou fechando-a atrás de si. Deitou na cama e ficou contemplando o teto. Sentiu um frio como se algo o estivesse olhando, levantou rapidamente e lá estava Dobby observando-o. - Olá amigo. Harry foi em direção a Dobby, que continuava o mesmo elfo atrapalhado de sempre e o abraçou. - O que o traz aqui? Dobby parecia muito nervoso e falou meio gaguejante. - Preciso levar o senhor Potter até a casa de uma amiga de Dobby, ela disse que era urgente... Disse que é para eu levar tudo de Harry. - Como assim Dobby, eu vou para casa de Rony amanhã, está tudo bem. - Não, não. Dobby balançava a cabeça negando, as orelhas batendo em abano. - O bondoso Potter deve partir agora, grande perigo hoje o aguarda, Você-sabe-quem montou uma armadilha. Os olhos de Harry se arregalaram, brilhavam como duas esmeraldas. Mais ainda, quando com um movimento em estalinho com os dedos Dobby fez desaparecer as roupas de Harry juntamente com seu malão. - Traga as minhas coisas de volta... Falou Harry seriamente a Dobby. Neste instante ouviu-se um grito no andar de baixo e Harry correu em direção ao início da escadaria. - Não vá bom mago Potter, não vá... Harry não deu ouvidos ao seu amigo e correu para ver o que houve. Deu tempo dele ouvir o novo "vizinho" dizer. - Dumbledore falhou ao achar que um vampiro não tivesse capacidade de atravessar a barreira mágica e o burro do Ministro achou que aquele bando de dementadores me impediria de cumprir o que Lord Voldemort ordenara. Trouxas idiotas, nunca convidem um vampiro para entrar em sua casa. Agachou-se no topo da escada e viu todos os Dursley caídos no chão. Correu de volta para seu quarto e ouviu claramente o vampiro dizer... - Vou ver se ele está lá em cima, não tem problema, ele não sabe aparatar. É apenas um menino. Harry entrou em seu quarto e gritou para Dobby. - Devolva a minha varinha, é a minha única chance. - Dobby chamou ajuda. - Do que você está falando? O homem de imagem sinistra arrombou a porta do quarto com um movimento mágico das mãos... - Ora, aqui está o pequeno Harry Potter... O garotinho que ainda bebê conseguiu derrubar o pior dos bruxos, patético... - Nunca vou me render, sem antes lutar... O que você fez com eles? - Com aqueles trouxas idiotas, nada... Desmaiaram quando eu mostrei a minha imagem, patético... - Vou ajudar o meu mestre, amigo... Dobby fez um estalinho e uma leve brisa passou pelo vampiro com algumas estrelinhas. Harry percebeu que Dobby estava mais nervoso que nunca, e o que ele fez em seguida foi mais do que heróico. Correu na direção do atacante. Com um movimento de mão ele arremessou Dobby na direção contrária, jogando-o contra a parede. Harry foi de encontro ao amigo e pegou-o no colo... Dobby era muito pequenino. - Meu mestre disse que devo levá-lo com vida, então quando menos resistir melhor para nós dois. Harry se lembrara que tinha conseguido fazer coisas acontecerem mesmo sem ter a sua varinha. Se concentrou bastante e disse. - Saia daqui. Fechou os olhos e apertou com força as mãos contra o corpo, desejando que aquilo realmente acontecesse. Ouviu-se um estrondo e o vampiro fora atirado contra a parede por Harry. Mas o que se seguiu foi mais incrível ainda. Harry aproveitara a chance para sair correndo e levou Dobby no colo. Edwiges acordara com o barulho e agitava as asas assustada. Levantou vôo fugindo. Ele correu em direção a saída do quarto, mas o agressor acordara e puxando Harry de volta pelos cabelos jogou-o contra a cama fazendo com que ele se machucasse ao bater o braço contra a madeira. Dobby acordou assustado e começo a gritar feliz.... - Ele veio, ele veio. Harry não entendeu o que o elfo disse, só sentiu que seu braço doía fortemente, enquanto o inimigo se aproximava assustador. Um enorme cachorro negro pulou na frente de Harry, rosnando para o vampiro, e o atacando. Nisso Lupin aparatou a frente da janela e gritou para Harry. - Vá com o Pégaso, nos os encontraremos em seguida, deixe que nós cuidamos deles. Lupin foi em direção ao vampiro que agora tinha companhia, eram dois contra dois. Ele olhou pela janela e um lindo Pégaso negro voava a sua frente... Com esforço ele foi até a janela e se apoiou no parapeito. O belo animal se aproximou de Harry, abaixou a crina e deixou que ele deitasse sobre ele. Um baque forte fez com que Harry sentisse com mais força a dor em seu braço, mas mesmo assim lutou para que seus sentidos não o abandonassem. A distância pode ver seus melhores amigos o ajudando novamente enquanto ia se afastando vagarosamente em direção ao seu destino... ~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~ Um novo pesadelo invadiu seu sono, mas desta vez ele viu seus tios e Duda caídos no chão da cozinha. Viu Lupin aparecendo juntamente com Black para socorrê-lo. Não era muito confortável a sensação de passar por tudo aquilo novamente, e começou a chamar por Dobby. - Corra Dobby, salve-se. Estava sem fôlego. - Vamos Harry, acalme-se. Uma voz dizia ao fundo do pesadelo. - Mamãe???!!! Disse confuso. Mamãe é você? Uma imagem serena de uma menina surgia enevoada a sua frente. - Agora você está bem Harry. Agora você está bem... Ouvia ao longe. Ele adormeceu novamente. Abriu os olhos vagarosamente, aos poucos a imagem foi se formando, estava tudo embaçado por estar sem os óculos. - Droga. Disse baixinho. Sentiu o braço doer um pouco. Uma voz esganiçada disse ao seu lado. - Já acordou. Não era sem tempo. Espere que Dobby não demora em pegar seus óculos. - Dobby, v-v-você está bem? Ouviu-se um soluço de choro, Dobby se desesperara novamente. - Somente um bruxo nobre se preocuparia com um elfo como Dobby, seu nome entrará para a história do mundo mágico. Entre soluços entregou os óculos a Harry. - Dobby, meu nome já faz parte da história do mundo mágico, pergunte a Mione quais são os livros que ela citará título, página e parágrafo. Foi aí que Harry conseguiu se lembrar de que não estava em casa e se levantou rapidamente. Levou a mão à testa, sentindo-se tonto, deitou novamente. - Não se levante mestre Harry, você ainda não se recuperou por completo, estamos cuidando de você. Harry colocou os óculos e agora pode ver com clareza onde estava. Dobby usava ataduras em volta da cabeça minúscula e estava com os olhos rasos d'água. Era um quarto muito bonito, todo branco, com teto de madeira. Havia, além da cama de solteiro, uma mesinha onde se acomodava um vaso com flores silvestres, um armário e em cima do criado-mudo uma jarra com água fresca. - Onde estou? Perguntou deitando-se novamente. - Ah, está na casa da grande Ciréia. Uma grande pessoa. - E como vim parar aqui? - O Pégaso o trouxe. Chegou desmaiado há três dias. - Foi Cireia quem pediu que me trouxesse aqui? - Ah sim, grande amiga de Dumbledore ela é, e percebendo o perigo que lhe aguardava pediu para eu ir buscá-lo, pena que Dobby não é tão forte para defendê-lo de um vampiro. Dobby ia começar a chorar novamente, quando uma senhora, de cabelos longos, vestindo vestes brancas chegou carregando uma bandeja. - Que bom que acordou. Ouvi a voz de Dobby. Com certeza soube que estavam conversando. Harry pode perceber que ela falava com um sotaque estranho. A princípio pensou em negar a refeição, mas ao olhar a quantidade de pães e outros quitutes além de um enorme copo de leite fresco e mel mudou de idéia. - Muito obrigado. Harry sorriu. - Não há de que Harry, todas as suas coisas estão dentro do armário. Aliás, precisamos abrir a janela, não é mesmo Dobby? Harry precisa de sol. Cireia pegou uma varinha e agitou no ar, e vagarosamente a janela se abriu. A paisagem que se revelou do lado de fora foi a mais incrível que Harry poderia sequer imaginar. Tinha um enorme jardim gramado, cheio de árvores e dezenas de crianças brincavam. Foi que num instante. - Edwiges. Gritou Harry ao ver sua amiga entrar pela janela, pousando em um suporte para corujas logo à frente. - Esperamos que você se sinta confortável em nossa casa Harry. Ciréia se aproximou dele e lhe beijou a testa. - Que horas são? - É de manhã ainda, precisa se alimentar. Respondeu a senhora. Olhou para braço dele e com o mesmo movimento de varinha trocou o curativo por um mais leve. Harry fez a sua refeição tão rapidamente que nem se importou que os dois ficaram calados o tempo observando-o comer. Ele então sentiu uma onda de calor invadir o seu corpo, uma sensação tão boa, tão estranha. Ele olhou para ela por bastante tempo, tinha algo de familiar. Olhou para a bandeja, a pouco tinha esvaziado e quando olhou novamente para ela estava cheia. Ficou revendo em flash-back o que tinha visto na varinha de Cireia. Ela era quase transparente, como de fino cristal. - Quando terminar me chame que eu venho buscar a bandeja. E saiu andando vagarosamente arrastando o longo vestido branco. Em certos momentos ela lembrava a Prof.a. Minerva, mas de roupas brancas. - Dobby estava preocupado com mestre Potter, deveria ter acordado a tempo, mas Cireia diz que aqueles dementadores acabaram com a sua saúde. Ele estava balançando a cabeça em circulo, coisa que Harry já a tempo reconhecia como sendo nervosismo de Dobby. - O que os dementadores estavam fazendo por lá? - O ministro da magia queria que Você-sabe-quem não invadisse o condomínio, mas Dumbledore só ficou sabendo disso no dia do ataque a Longsbons. Ficou tão nervoso que mandou Lupin atrás de você. Por sorte, pois eu e o pégaso não seríamos suficientes fortes para ele, não, não. Grande homem o Dumbledore. Foi neste instante que Harry ficou triste novamente. - Como estão os meus tios e Duda? - Eles estão bem, fizeram um bom trabalho e de nada eles se lembram, ainda bem... - Agora começo a entender o por que do medo de tia Petúnia de nós bruxos. Harry baixou os olhos e uma lágrima correu por sua face. - Não diga isso. Gritos estridentes, como de uma unha raspando um quadro ecoou em todo o quarto onde Harry estava. Tão alto que ele tentou em vão tapar os ouvidos. - Ora vamos Dobby, prometo não dizer mais coisas tristes, mas pare de chorar, por favor. Dobby parou de chorar e depois disse em meio a um sorriso. - Amanhã Rony e Mione virão aqui te visitar. - Eles estão bem? - Claro que sim, e estão preocupados com você, veja... Dobby entregou o Profeta Diário a Harry. Nele estava escrito. ... Aquele-que-não-deve-ser-nomeado, depois de vários anos de reclusão, quando todos achavam que estava morto, volta a vingança, junto com seu bando, e ataca a vila encantada de Longsbons, sem sucesso. Um vampiro, aliado de Você-sabe-quem invadiu a residência do seu maior inimigo, Harry Potter que mora com seus tios trouxas, mas é impedido por Remo Lupin e um cachorro negro não identificado. Não houve maiores prejuízos, além da prisão do vampiro. Potter está abrigado em um local não identificado e ninguém quis dar mais detalhes, preservando assim a segurança do menino. Sabe-se que os trouxas não sabem de nada e o ministério da magia cuidou para que tudo voltasse ao normal. Mas providências estão sendo tomadas para que ele seja preso e levado a Azkaban onde será julgado e provavelmente exterminado... Harry não conseguiu continuar a ler o jornal, ainda estava bastante cansado e logo adormeceu. Um barulho contínuo, de madeira ecoava perto do seu ouvido, ainda estava com a cabeça pesada de cansaço. Um menino lourinho havia entrado em seu quarto e estava batendo um carrinho de madeira ao lado do pé da mesa fazendo um barulhão. Harry observou que o menino não deveria ter mais do que seis anos de idade... Nem percebera que Harry acordara. Levantou bem de mansinho para que não assusta-lo, foi em sua direção e perguntou? - Quebrou alguma coisa? Harry percebeu que o menino também levara um susto e por um momento ele achou que ele fugiria, mas ele sorriu e disse. - Oi, meu nome é Doyle, e o seu? - Harry... - O meu carrinho quebrou e a roda não quer voltar ao lugar, a tia disse que sou pequeno para usar mágica e não consigo arrumá-lo. - Ora Doyle, não precisa usar mágica para arrumar um carrinho de madeira. Harry pegou o carrinho e logo percebera o problema, estava com a rodinha encaixada ao contrário... Arrumou-a e encaixou devolvendo ao garoto. Ouviu-se então um sino à distância, batendo bastante. Doyle se levantou, pegou uma das mãos de Harry e o empurrou em direção a saída do quarto dizendo alto. - Está na hora do almoço, tia Ciréia vai se zangar se chegarmos atrasados. Foi só aí que Harry percebeu que estava descalço. - Estou descalço. Disse sorrindo ao menino. - Eu também... Mostrou os pezinhos para Harry, levantando as calças, estavam sujos de barro. - Não tem problema, todos podem andar descalços por aqui. O menino, ainda segurando uma das mãos de Harry e na outra o carrinho guiou-o por um enorme corredor em direção a sala de almoço. Harry ao caminhar vagarosamente percebeu que a casa além de bonita era enorme, deveria ter no mínimo oito quartos. Ao passar por cada um deles percebeu vários tipos de ambientes. Alguns com três camas, decorados com dezenas de brinquedos, e outros com duas, mas não tinham brinquedos, e sim livros e bolas, mas somente um deles estava com uma só cama, e pelo jeito era um quarto de menina... Impecavelmente arrumado. Harry acabou parando na frente de um quarto cheio de carrinhos e bichinhos desenhados nas paredes... Mas logo ele percebeu que eles tinham o mesmo comportamento das fotos de Hogwarts, eles estavam pastando e brincando nas paredes. Harry levou até um susto quando Doyle lhe falou. - Vou deixar o meu carrinho aqui e me lavar... Dava para me ajudar? O menino chegou próximo a uma das paredes do quarto e disse. - Quero me lavar. Um buraquinho foi-se abrindo vagarosamente até que um banheiro apareceu a sua frente. E a decoração não era muito diferente do quarto. Estava cheio de escovas de dente que emitiam músicas ao serem tocadas, mas não era aquelas musiquinhas a pilha, elas cantavam e gesticulavam para você dizendo da necessidade de escovar os dentes. O menino era muito pequeno para alcançar a pia e Harry pegou-o no colo ajudando. Ele então lavou os pés e depois as mãos. - Você tem irmãos? Perguntou o menino. - Não. Respondeu tranqüilamente. - Que legal, então você pode morar aqui com a gente... Temos muitos meninos por aqui. - Como assim? Harry estava confuso. Uma menina da mesma idade de Harry aparece atrás deles e falou calmamente. - Então vocês estão por aqui? Harry estava tão distraído com Doyle que nem perceberá a visitante. - O menino deu um sorriso enorme e correu em direção a ela abraçando-a. - Que bom que veio. Olha esse é Harry, Harry... Ele então parou confuso, esquecera de perguntar o sobrenome. - Potter. Respondeu. E q-q-quem é você? - Agora você está livre do mal dos dementadores... Até que enfim... Meu nome é Alexia. Sorriu e deu as mãos a Harry. Harry não tinha mais vontade de se livrar do cumprimento... Pareceu-lhe uma eternidade enquanto ficou parado ali. A menina estava sorrindo, os cabelos castanhos bem escuros caindo em leves mechas pelas costas. Olhos tão azuis que Harry quase podia ver a sua imagem refletida neles. - Bom dia... Harry disse sem jeito. - Que bom que acordou... Eu estava passando aí ao lado sabe! Bati, mas como ninguém respondeu resolvi entrar e aqui estou. - O sorriso dela era tão sincero que Harry até ficou encabulado, o que já não era difícil. - O que você quis dizer com ficar livre dos dementadores? - Eles sugam toda a alegria de uma pessoa, deixando o espaço vago cheio de uma tristeza mágica, que se propaga como uma doença pelo organismo. Você estava profundamente contaminado... Acho que mais alguns dias poderia até ter morrido. - Então Dobby tinha razão em me trazer para cá? - Com certeza, existe só um lugar onde o mal não consegue entrar... - Aqui?! Eu morri, não é isso? Alexia sorriu daquele jeito de novo, e deixou Harry encabulado. - Não... Senão seus amigos não poderiam vir busca-lo, aqui é Longsbons... Os três foram andando em direção ao refeitório. - O que os Comensais da Morte queriam por aqui? Harry nem pensou antes de perguntar. Neste instante Cireia se aproximou deles. - Vejo que você está bem, ótimo... E o seu braço? - Está bem melhor. Respondeu confiante. - Alexia. Vamos saindo para que ele possa tomar um banho, vai lhe fazer bem. - Obrigado. Mas onde é o banheiro??? - Vá até o seu quarto... Começou Cireia. - E peça para a parede abrir a porta. Continuou o menino triunfante. As duas continuaram o caminho, enquanto Harry retornou ao seu quarto. Suspirou. Como era engraçado que "todos os outros" se preocupavam com ele. Por um leve instante uma onda de tristeza se apossou dele, mas foi bem rápido. Rony e Mione logo estariam ali para vê-lo, que bom ter pessoas conhecidas por perto para conversar. De longe ele se sentiria infeliz com os cuidados das duas, mas era estranho, muito estranho. Andou vagarosamente em direção ao armário e antes que pudesse tocar a porta Dobby aparatou. - Eu vou ajudá-lo no banho. - disse sorridente. O rosto de Harry mudou do pálido para o corado em dois segundos. - NÃO. Gritou. Quero dizer, não é necessário... Eu tomo banho sozinho. Dobby começou de novo a chorar. - Nunca ninguém negou a ajuda de Dobby! Dobby tem que ajudar o seu mestre. - Dobby, não entenda mal, eu NUNCA precisei que alguém me ajudasse a tomar banho... - Mas Dobby sempre ajudou seus mestres no banho. - Quer dizer que você dava banho no Draco Malfoy? Harry agora se segurava para não rir. - Sim. Dobby respondeu sem compreender muito bem. - Está bem, então Dobby, me ajude com as roupas OK, eu ainda não sei onde é o banheiro. - Ah mestre Potter precisa da ajuda de Dobby não? Aqui é muito diferente de Hogwarts. - É mesmo... Confirmou Harry. O que é aqui afinal. - Aqui é um abrigo para crianças. Dobby agora parecia mais triste. Aqui estão as crianças que ficaram órfãs. - O QUE? Harry empalideceu. Quantas crianças estão por aqui? - Dobby diria que umas dez, sem contar eu, você, Alexia e sua tia. - Mas o que, o que.... Neste instante o sino tocou novamente. - É a última chamada para o almoço, vamos você tem que se apressar. Harry quis evitar ao máximo que Dobby desse um banho nele, e pelo menos o deixou feliz quando ele lhe ajudou a achar a entrada do banheiro e mais ainda quando pediu para que separasse algumas roupas. Tomou o banho mais rápido da sua vida, com medo que Dobby apaHarry Potter, e foi complicado, mas como aconteceu, a idéia surgiu e a fic também. Já está finalizada e tem aproximadamente 160 páginas... Graças a minha amiga beta leitora Sammac ela ficou pronta. Mas estamos dando os toques finais (correções de possíveis erros de seqüência e coisas parecidas) , pois foram 4 meses de uma correria só,um exemplo: eu enviava os capítulos, ela lia uma parte enquanto eu escrevia a continuação, isso on-line. Foi muito bom e me proporcionou uma experiência inesquecível, ela foi fantástica e me incentivou muito a continuar, com seus elogios e sugestões. Várias emoções durante os capítulos, desde momentos engraçados até lágrimas, inclusive minhas. Bom, é isso aí, é só uma prévia mas vão se preparando pois logo vocês saberão mais sobre HOPE TROUVAILLE. Parte 1/5 ~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~ Desde a sua chegada à rua dos Alfeneiros, Harry não andava se sentindo muito bem. Tinha pesadelos constantes com Voldemort e sempre sentia, em cada um deles, uma sensação de sufocamento e mal estar. Até o Duda que adorava maltratá-lo, um dia após o almoço, quando Harry deixara metade da refeição no prato e se retirara para o seu quarto, veio falar com ele. - O que houve com você, desde chegou aqui vem se comportando estranhamente, não tem se alimentado direito e anda meio pálido. Pela primeira vez na vida Harry sentiu que Duda estava falando sério. Talvez porque ele estivesse ficando mais velho e seus amigos perceberam que a sua companhia era uma chatice e as meninas o achassem gordo demais. - Eu estou bem... Mentiu Harry. Duda não insistiu e saiu do quarto de cabeça baixa, como se seus neurônios estivessem fazendo um esforço imenso em trabalhar, mas antes que chegasse no primeiro degrau disse calmamente. - Se precisar de algo é só me chamar. Saiu rapidamente nem olhando para trás. Harry respondeu com um meio sorriso. Andou vagarosamente em direção a sua cama deitou-se deixando os pés para fora e pensou. "Como seria se seus pais estivessem vivos até hoje?". Pelo o que os amigos dizem eles eram um casal feliz, ele pertencia a uma família feliz. Pegou o álbum de fotos que Hagrid lhe dera... Olhou com atenção para as fotos, agora não tão sorridentes quanto outras vezes. Elas acenavam para Harry, mas não estavam com uma aparência muito feliz. Talvez de algum modo eles pudessem saber o que Harry estava sentindo naquele momento. Vagarosamente virava cada página, olhando com atenção. Atualmente ele sabia identificar os grandes amigos de seu pai Tiago. Podia identificar seu padrinho Sirius Black e até mesmo Lupin em outras fotos, todos eles mais jovens, mas mesmo assim era possível reconhecê-los. Parou atentamente em algumas delas onde sua mãe se mostrava grávida, já com o ventre bastante avantajado. Outras ela já estava com ele no colo... Sem a cicatriz na testa. Sem pensar Harry se aproximou de um espelho levantou a franja bagunçada e olhou atentamente para a testa onde a cicatriz era visível. Sentiu com o toque das mãos que estava febril. Talvez fosse prudente tomar algum anti-térmico depois. Lembrou-se do que Dumbledore lhe disse um dia. "Cicatrizes são úteis...". Baixou os olhos vagarosamente... Preferia não tê-la. Voltou a folhear o álbum em cima da cama, outras pessoas acenavam para ele, havia uma coleção de fotos de uma festa em uma casa. Provavelmente a casa que fora destruída por Voldemort. Outra coisa veio a sua mente... O que será que o seu pai fazia para Sobreviver? Desde que ele conhecera o mundo dos bruxos, sabia que como no mundo dos trouxas existiam profissões e salários... Mas Hagrid nunca lhe dissera no que seu pai trabalhava. Seu tio Valter trabalhava em uma fábrica de brocas... Bahhhhh. Sorriu Harry por um momento, mas era alguma coisa. Todos os alegres momentos dos últimos quatro anos em Hogwarts tinham sido maravilhosos e a amizade de Rony e Hermione era um dos seus bens mais preciosos. Pelo menos para ele aquilo era o que tinha mais valor. Nunca tinha tido amigos antes de Hogwarts, muito menos melhores amigos e vez ou outra achava que se morasse em um pensionato talvez fosse mais amado do que na casa dos tios. Imaginava que se morresse durante o sono e os tios acordassem no dia seguinte e o encontrassem durinho o que fariam seria enterra-lo no lixão próximo na calada da noite para que os vizinhos não percebessem. Sentia falta de um colo vez ou outra, um carinho de mãe e um sorriso sem compromisso. Deveria mandar uma coruja a seu amigo Rony, contando o que estava acontecendo, talvez fosse mais interessante que ele adiantasse a sua ida A Toca. Nem mais a sua nova vassoura lhe trazia alegria. Era difícil acordar todas as manhãs com a tia Petúnia ou tio Valter gritando em seu ouvido como com um cachorro sarnento. Estava com sede e resolveu se dirigir á cozinha que ficava na parte de baixo da casa. Foi quando ouviu o seu nome é parou de imediato. Era a voz do tio Valter. - Harry então está bem Dudinha? - Ao que parece sim... - Não quero que aquele infeliz morra aqui dentro de casa, não quero que aquele bando de anormais venham bater aqui a minha porta pedindo explicações. - Será que eles sabem que Harry anda doente? - Retrucou tia Petúnia. - Acho que não. Mas eu acho melhor nós nos precavermos um pouco... Talvez se agíssemos com um pouco mais de falsas gentilezas por alguns dias ou até ele não andar por aí desse jeito. - Continuou o tio Valter. - Isso evitaria que eles aparecessem por aqui! Petúnia olhou seriamente para o marido. - Isso talvez não atraísse tanta atenção... Harry não quis mais continuar ouvir aquela conversa desagradável. Deu meia volta e sentou no chão, pegou um pergaminho e escreveu com letras tremidas. Olá Rony. Nem parece que faz apenas algumas semanas que estou aqui, o tempo não passa. Me sinto meio estranho ultimamente. Tenho pesadelos constantes e uma tristeza infinita. Vez ou outro pego o álbum de fotos de meus pais e me pergunto como é viver em um lar feliz... Com amor de verdade. Como na sua casa. Não me importo com as broncas, desde que sejam para o meu bem. Sou um intruso aqui na casa e não entendo porque Dumbledore insiste que eu venha para cá todas às vezes. Gostaria muito de viver com meu padrinho, mas sei que isso nunca vai acontecer. Seria muito gentil de sua parte se me aceitasse antecipadamente na sua casa. Do seu amigo, Harry. Foi até a janela e soltou Edwiges, mas antes lhe fez carinho nas penas macias e disse. - É, você pelo menos me faz companhia. Ele passara mais um dia naquele quarto sem jantar e tia Petúnia nem se importava com isso, e sinceramente nem ele. Já havia anoitecido e Harry estava debruçado na janela, mais uma vez esperando o retorno de sua amiga coruja Edwiges. Ouvia-se o ronco abafado do tio Valter no quarto ao lado dos de Harry. Já fazia um tempão que ele a enviara a seu amigo Rony com notícias e estava ansioso pela resposta. As únicas novidades que tinha era que um dos vizinhos de Tia Petúnia vendera a casa e novos moradores faziam parte agora do condomínio. Era apenas um casal de jovens que eram vistos somente à noite à no retorno do trabalho. Tia Petúnia com certeza não iria perder a oportunidade de saber mais sobre os novos moradores e nunca em toda a sua vida ela havia negado a Harry a oportunidade de lavar o jardim da frente. Coisa que nos últimos dois fins de semana ela não se negara a fazer. Um dia tio Valter rosnou entre dentes. - Petúnia queria, porque não "manda" Harry fazer o trabalho de limpar o lixo do jardim, afinal é a "obrigação" dele fazer este tipo de coisa, já ele é um imprestável e tem que retribuir de alguma maneira a sua hospedagem aqui. Harry lembrava-se claramente do esforço que fizera em manter a calma diante de tal elogio... Se tio Valter soubesse da fortuna que seu pai deixara no banco de Gringotes, provavelmente ele mudaria de opinião rapidinho, mas ele nunca daria a ele este prazer. E tia Petúnia concluiu com desdém não muito menor. - Pode deixar querido, é necessário quirebolt. Ouviu-se a distancia - Então vocês conhecem Quadribol. - Mais ou menos, só ouvimos falar. Mas nós não temos como jogar... Ainda segurando a vassoura Harry disse a palavra magia. - Em pé. E a vassoura ficou levitando ao seu lado. Como um cachorrinho. Com poucas palavras Harry pode explicar as regras básicas do jogo. E ele resolveu mostrar como se voava. Montou sobre a sua vassoura e saiu voando. Era maravilhosa a sensação novamente de estar em sua Firebolt voando. Com um aceno de mão pediu para que um dos garotos jogasse uma bolinha no ar. Rapidamente Harry foi em direção ao objeto e antes que ele caísse no chão, o agarrou fazendo uma pirueta, arrancando aplausos de todos. Até de Cireia que observava ao longe. Harry depois de pousar foi recepcionado por todos os meninos como herói, como Krun fora uma vez... Mas desta vez era diferente. Era diferente. - Bom crianças, já está no horário das lições. Podem entrar. Vamos. Cireia batia as mãos e acenava para dentro. Todas as crianças correram em direção a casa mas Doyle foi o último a passar por Harry sorrindo. - Você me ensina? - Claro Doyle... Quando você ficar maior. - Não tem vassouras para crianças. Harry pensou bem... - Acho que sim... Prometo ver isso para você quando for ao Beco Diagonal comprar os meus livros. O menino sorriu confiante. - Agora vou assistir a minha aula. Tchau Harry. Todos foram a aula, menos Alexia. - Você não vai. Harry agora carregava a sua vassoura, voltando para o quarto. - Já estou muito velha para isso. Eu só ajudo tia Cireia por aqui. - E os seus pais? - Meus pais morreram quando eu ainda era bebê. - Entendo. Alexia levou um dos dedos a têmpora e disse depois de fechar os olhos. - Cireia precisa de minha ajuda. Já volto. Fique a vontade está bem. Ela disse que Doyle não para de falar sobre a sua vassoura. Se você for lá ele vai continuar falando e não prestará atenção à aula. Fique a vontade. Harry olhou mas atentamente para Alexia. Foi somente agora que percebera que ela usava um lindo colar prateado com um pingente em tríade com uma pedra redonda verde no centro. Brilhante. Ele foi para seu quarto, pegou um dos livros de Hogwarts e resolveu adiantar as lições das férias. Agora finalmente teria paz para estudar. Antes de anoitecer Dobby ainda resolvera fazer mais uma visita. Apareceu na frente de Harry de repente, e com o susto ele quebrou a ponta de uma das penas. - DOBBY. Disse sério. - Porque você não bate a porta antes de aparecer. Quase me mata de susto. - É que eu tenho algo de importante a dizer. Algo que Dobby precisa dizer. Harry percebeu que Dobby colocara as mãozinhas para trás e fazia desenhos imaginários com as pontas dos pés. - Vamos Dobby. Diga. - Alexia não sabe que o mestre Potter foi o único que sobreviveu a um ataque a Você-sabe-quem. - Isso eu já percebi. Confirmou Harry. - Neste momento Cireia está contando para ela quem você é. - E qual é o problema. - Os pais de Alexia morreram no mesmo dia que os seus... Eles eram trouxas e morreram juntos naquela explosão onde morrera mais onze pessoas. O estômago de Harry se dobrou em seis partes... Então os pais de Alexia foram mortos naquele ataque de Rabicho a Sirius. - Cireia acha bom ela saber antes de ir para Hogwarts, é muito importante. - Mas por que ela tem que ir para Hogwarts? Harry na entendeu nada. - Por que é a ela a quem Voldemort está atrás. Mas ela não sabe. Dobby respondeu calmamente. Harry chegara a conclusão que cada dia da sua vida era um mistério a ser desvendado. Talvez fosse melhor assim, o seu último encontro com Voldemort não foi o dos mais agradáveis e sinceramente começava a entender o medo das pessoas ao Lord das Trevas. Sabia que o medo era tanto que as pessoas não ousavam citar Voldemort mesmo durante o período em que supostamente estivera morto. Agora compreendia a magnitude de seu feito. Mas não poderia viver uma vida toda pensando nisso, senão ao certo enlouqueceria. Se todos tinham nele a esperança de que o mal nunca mais reinaria, com certeza ele seria o exemplo máximo. Mas e Alexia... o que ela tinha de tão especial que Lord Voldemort quisesse tanto. Finalmente criou coragem e perguntou, mesmo sabendo que provavelmente Dobby começaria a se punir se fosse ter que mentir sobre algo. - Dobby, qual o motivo de Dumbledore levar Alexia com ele? - Dobby não sabe... Respondeu o elfo doméstico, Dobby só sabe que nunca, mas nunca Voldemort ousaria atacar a cidade de Alexia. Mas Dumbledore sabe que ela ficará mais segura sendo protegida por ele lá em Hogwarts. - Será que Cireia vai contar a ela o real motivo dela estar aqui? - Acho que não... Pelo que sei somente Dumbledore sabe o motivo. - E sobre mim... O que será que ela vai achar? - Somente ela poderá responder. Dobby desapareceu do quarto da mesma maneira com que aparecera. Mas agora Harry tinha milhares de dúvidas e temores em sua mente. Olhou para fora pela janela, já havia anoitecido. Ouviu a distância o sino anunciando o jantar... Mas os seus pés recusaram-se a obedecer o estômago. Não conseguiu sair da cadeira onde estava sentado, pensativo. Segurava a pena já não sabia mais por quanto tempo. - Harry... Ouviu uma voz suave ao longe. - Olá Alexia, não ouvi você chegar... Harry sorriu amarelo, descansando a pena sobre o pergaminho. - Cireia me contou umas coisas. - É? Harry fingiu surpresa. O que? - Contou-me que você foi o único bruxo ou não a sobreviver a um ataque de Voldemort. - Foi. Respondeu meio sem graça. - E ela me disse que ele é muito ruim. - É... Harry se limitou a responder em monossílabas, enquanto Alexia se aproximava vagarosamente... Mas não estava mais com aquele sorriso de antes. Ela sentou na cama de Harry e eles ficaram de frente um para o outro. Ela abaixou a cabeça e continuou. - E como é? - É o que? Perguntou calmamente. - Cireia me disse que você tem uma cicatriz no local onde a maldição bateu. - Tenho, é na testa. - Posso ver? Novamente aquela cicatriz na fama. Harry levantou a franja e finalmente Alexia pode ver a cicatriz fininha em forma de raio. - Doe? - Só quando Voldemort está por perto ou longe, mas tramando algo de ruim... Dumbledore diz que se formou um tipo de elo entre nós. Eu preferia que não existisse. - Você está bem Harry? - Estou. Respondeu confuso. - Fiquei preocupada com você. Mas juro que nunca soube o seu nome... Quer dizer. Para mim era só uma história que aconteceu. Não achava que de algum modo nós viéssemos a nos conhecer. Sirius Black... - Ele não matou seus pais. Desta vez Harry estava falando um pouco mais decidido. - Não era isso que eu ia dizer. Ciréia me contou que Sirius Black foi culpado por algo que não fez e levado pelos dementadores. Mas ele fugiu não é? - É. Novamente Harry sentia-se pisando em terreno perigoso. - Dumbledore quer que eu vá para Hogwarts para aprender um pouco sobre vocês, ele acha que Cireia agiu errado em me deixar sempre por aqui, sem saber quase nada sobre Hogwarts. Espero que você me ajude mesmo assim. - Ajudar mesmo assim porque? - Você não está zangado porque eu não soube quem era? - Claro que não. Foi a primeira vez que eu não sou tratado como uma atração, eu acho, no mundo dos bruxos, pelo menos. Desta vez Alexia sorriu. E abraçou Harry calorosamente. Chorando. - Hora vamos, não chore... Já está tudo esclarecido. Você vai para Hogwarts comigo e vai aprender tudo sobre magia. - E se Dumbledore não nos deixar juntos... sabe como é... Acho que devo começar de baixo não? - Falta um mês para o início das aulas. Tenho todos os meus livros aqui. Que tal a gente começar a estudar amanhã pela manhã. Bem cedinho. Algumas mágicas vão precisar de varinha, mas eu posso emprestar a minha e você pode praticar a vontade. - Ninguém deve emprestar a sua varinha a outra pessoa. Os dois levaram um susto ao ouvirem Cireia se aproximando. - Tia... Alexia correu em direção a tia e a abraçou sorridente. - Harry vai me ensinar a usar a magia de Hogwarts... Assim não vou me sentir tão deslocada. Agora Cireia estava sorrindo. - Que bom Alexia... Quando vocês vão começar. - Amanhã. - Não é amanhã que seus amigos virão visitá-lo e levá-lo com eles? - Eles compreenderão se eu ficar mais alguns dias, isso, claro, se a senhora não se importar? - Claro que não. Você é meu hospede, sinta-se a vontade. - Obrigado. - Agora venham os dois... Vim chamá-los para jantar. Já está tudo pronto. - Vamos Harry... Alexia pegou na mão de Harry e o estava empurrando para fora do quarto, eles saíram tão rápido que quase derrubaram Cireia. Alguns minutos depois Dobby apareceu a sua frente. - Muito obrigado Dobby por ter avisado Harry. - De nada senhora. - Dumbledore tem razão, Harry é um menino especial. - E Alexia também. Sorriu o elfo confiante. - Também. - Vai dar tudo certo. - Sinceramente acho que sim. Tiago sempre dizia que Harry era especial, e eu sempre acreditei nisso. O resto da noite passou normalmente. Desta vez Harry resolveu ajudar a arrumar as coisas no refeitório. Mas pouca coisa havia para ser feito, sempre se esquecia que os pratos desapareciam por mágica. Ficou muito feliz quando as crianças se reuniram a sua volta e pediram para ele narrar um dos seus jogos de quadribol. Todos sorriam... Inclusive Doyle e Alexia. Que agora estava abraçada ao menino. - Vamos é hora de todos irem dormir. Vamos. Ciréia estava dando palminhas no bumbum de cada menino. Amanhã temos visitas. - Quem? Perguntou um deles. - São amigos de Harry. Virão visita-lo. - É mesmo tia. Doyle já ia começar a fazer um monte de perguntas. - Parado aí... Começou Alexia. Doyle você conhece as regras da casa... Hora de dormir, hora de dormir. Dê um bom exemplo a Harry então. - Está bem... Sabe Harry... Aqui é hora de dormir, é hora de dormir. Boa noite. Todos se retiraram para seus quartos. O de Alexia ficava no começo do corredor. Por isso Harry se despediu e saiu vagarosamente em direção ao dele. Olhava vez ou outra para trás e ela ainda estava lá, olhando para ele, até que finalmente ele entrou e fechou a porta. Edwiges, agora estava em sua gaiola, com a cabeça entre as asas. Adormecida. Harry se aproximou da amiga e disse baixinho. - Edwiges, essa menina é demais. Colocou os sapatos dentro do armário, pegou um dos pijamas, se vestiu e foi dormir. Foi a noite mais tranqüila que tivera a anos. Mesmo em Hogwarts ele nunca tivera uma noite tão tranqüila assim. Talvez porque não tinha algo de preocupante para pensar, como por exemplo as aulas de Snape. Harry finalmente acordara pela manhã, com Dobby puxando a sua orelha. - Acorde mestre Potter. Já é quase meio dia. Ainda tonto de sono Harry levantou-se vagarosamente, tateou o criado-mudo a procura de seus óculos e o colocou. - Droga. Me esqueci de levantar. Prometi a Alexia que a ensinaria as lições de magia de Hogwarts. Harry percebera que Dobby ia falar algo mas mesmo assim vestiu-se o mais rápido que pode e correu para fora da casa onde podia ouvir as crianças brincando. Alexia estava ao longe, brincando com as crianças, mas desta vez, ela usava uma longa trança que caia pelas costas. Estava cheirando a flores silvestres pois um dos meninos brincando, derrubara um monte de flores em cima dela, deixando os cabelos cheios de pétalas perfumadas. Ela veio em direção a Harry, ainda batendo o vestido cheio de folhas. - Já tomou o café da manhã? - Não estou atrasado? - Então vá comer algo. - Desculpe o atraso... Harry estava sem fôlego de tanto correr. - Não faz mal, tome o seu café-da-manhã primeiro, depois nós conversamos. Provavelmente os seus amigos logo aparecerão por aqui. - Ficaria muito feliz que eles você os conhecesse. - Tenho certeza que eles são bem legais. - E eu tenho certeza que eles vão adorar você. Harry correu para o refeitório. Havia uma caneca de barro em cima da mesa, e um toalha marcando o local onde Harry deveria sentar. A sala estava vazia, e ele não sabia exatamente o que fazer. Ele sentou no banco que ficava em volta da mesa, e em um estalinho vários pães apareceram a sua frente e um copo enorme de chocolate espumante. Olhou para os lados... Bom, certeza a refeição era para ele. Comeu o mais rápido que pode, teria muita coisa para fazer. Ciréia entrou na sala sorridente. - Olá Harry, os seus amigos estão aqui para vê-lo. Mione e Rony correram em sua direção. Rony como sempre, dera um apertado abraço no amigo, já Mione enchera tanto Harry de beijinhos que ele ficou todo sem jeito. - Pensávamos que Você-sabe-quem pudesse ter pego você. Rony estava com aquele ar preocupadamente descontraído de sempre. Deu um soquinho de leve em Harry. - Mas só quem te conhece que sabe que ninguém pode acabar tão facilmente com você. - É mesmo. Harry que lugar incrível este... Nunca desconfiaria que aqui fosse tão bonito. Neste instante o gigante Hagrid entrou baixando a cabeça na casa. Ciréia que estava ao longe observando o reencontro dos amigos disse sorridente. - Hagrid que bom que veio. Espero que tenha notícias de Dumbledore. - Tenho sim. Tenho algo para lhe entregar. Está lá fora. - Vamos lá fora então. Me conte as novidades de Hogwarts. Ambos saíram. Foi então que Harry indicou os amigos a direção de seu quarto e contou detalhadamente como era a casa. Já lá dentro do quarto Harry continuou. - Foi a coisa mais incrível. Quando eu abri os olhos eu estava aqui no quarto, com o braço enfaixado. Já não doía mais e Ciréia abriu as janelas com mágica, mas tinha algo de estranho, ela estava usando uma varinha transparente, perecia de vidro ou cristal, algo assim... brilhava bastante. Mione deu um grito de susto e cobriu a boca com as duas mãos. - O que foi que ele disse demais? Tá maluca Mione? - Rony olhou-a indignado. - Aquilo que ela usou é uma varinha de fadas. Só fadas usam varinhas de cristal. Harry e Rony se entreolharam espantados. - Li isso em Bruxarias através dos tempos e suas variações. - Grande novidade, eu li isso em algum lugar.... - Rony sorriu desdenhoso. E qual é o problema? - Como uma menina que viveu entre as fadas vai poder ir para Hogwarts aprender a nossa magia? - Pergunte isso a Dumbledore... Sei que vou fazer o possível para ajudá-la. Neste instante Alexia entrou no quarto, depois de bater levemente na porta. - Olá. Ciréia quer que todos venham almoçar. - Mione, Rony está é Alexia. Harry percebeu que Rony ficou parado por segundos olhando para ela, sem se mover, até que Mione deu-lhe cutucão e as palavras finalmente saíram de sua boca. -M-m-muito prazer. Sou Rony Weasley. - Olá... Mione já estava mais descontraída. Sou Hermione Granger. - Olá. Harry falou muito de vocês... Mione, você é de família trouxa não. Eu também. - Sério?? Mione pareceu surpresa. Adoraria saber como é a reação de outros pais trouxas. - Bom... Pelo menos no meu caso os meus não estão espantados com nada... Acham até maravilhoso. Agora já os tios de Harry. Rony retribuiu a Mione o cutucão, só que agora com mais força e ela não pode deixar de soltar um aí. Alexia percebeu o movimento e deu um sorriso. - Vamos... Já está na hora de irmos. Seu amigo Hagrid está nos esperando. Durante o percurso no corredor Harry não pode deixar de escutar Mione perguntar a Alexia onde ela conseguia tempo para deixar o cabelo tão bonito... pegou Rony pelo braço e o empurrou com a maior velocidade deixando-as para trás. - As duas já ficaram amigas. Já estão até trocando truques de beleza. - O que? Rony não entendeu nada. Chegaram ao refeitório onde Hagrid já se encontrava sentado em uma das pontas da mesa. Ele era tão grande e pesado que Cireia arranjou-lhe uma cadeira de madeira reforçada para que as pernas não se abrissem. E usou mágica para que a cabeça de Hagrid não batesse no teto. Doyle correu em direção a Alexia, abraçando-a, depois foi de encontro a Harry fazendo o mesmo. Rony e Mione perceberam que o amigo estava corado. - Estava esperando vocês Harry, esses são seus amigos? Olá meu nome é Doyle tenho seis anos e quero jogar quadribol quando ficar mais velho e ... - Vamos Doyle. Acalme-se. - Alexia disse suavemente. Vamos almoçar e depois conversaremos está bem? O menino acenou positivamente com a cabeça. No mais Rony e Mione foram atenção da garotada. Ciréia e Hagrid como não tinham tanto assunto assim, acabaram primeiro, e no final o almoço demorou a terminar tamanha a animação da garotada. Alexia elogiando Harry sobre os jogos de quadribol e perguntando a Mione como ela conseguia se dar bem em meio a tantos livros. Mas no final as duas se retiraram sozinhas e a criançada conversava animadamente na recepção da casa... Foi Cireia que terminou com a bagunça. Bateu palmas e disse alto para que todos ouvissem. - Já que hoje, provavelmente todos estarão mais entretidos com os visitantes, as aulas da tarde serão canceladas. Podem brincar a vontade. Um sonoro, "vivas" foi ouvido. Todos saíram correndo para o grande jardim, incluindo Rony e Harry que estavam visivelmente cansados de tanto falar. Encontraram Mione e Alexia do lado de fora. Mione veio em direção aos dois sorridente. - Rony você precisa ver isso, é o lugar mais lindo que eu já vi na minha vida. - Que lugar? Harry e Rony perguntaram juntos. - Logo ali atrás daquelas árvores, uns cem metros a frente há uma clareira com um enorme lago. É tão grande e lindo que parece um oceano. - Vamos até lá? Rony parecia entusiasmado. - É por aqui - disse Alexia. Guiando-os por dentro da floresta, atravessando as arvores. Todos estavam sem silêncio. Harry sentiu um arrepio na espinha. O local parecia muito com a floresta proibida, mas uma versão ao contrário. Muito clara e com as árvores fazendo desenhos engraçados no chão. Olhava para todos os lados, prestando atenção a cada passo que dava. - Hermione é logo ali. Gritou Alexia para que todos ouvissem. Logo eles chegaram a frente do lago... Harry e Rony olharam paralisados para beleza a frente. - Nunca vi algo assim em toda minha vida. Harry percebeu que bem distante na outra margem do lago havia uma enorme montanha, muito alta e que seu reflexo somado à luz do sol que fazia lindos mosaicos na água. Ele abaixou para tocar a terra na margem. Percebeu que era totalmente branca. E os pequenos grãos de areia brilhavam como minúsculos diamantes. Mas a distância ouviu-se um grito de criança. Harry pode ouvir Alexia gritando. - É Doyle. Aconteceu algo com ele. Harry levou a mão a cabeça, aquela dor de novo estava presente. Seus olhos foram escurecendo, e a dor ia aumentando. Ouviu somente Mione gritar. - Harry, vamos acorde. Sentiu as sacudidelas de Rony, em seu ombro. - Vamos Harry... Você tem que nos ajudar a achá-los. Alexia desapareceu. Com um pulo, Harry sentou-se, estava com a roupa toda suja de areia. Mione olhava para ele assustada. - O que houve? - Você desmaiou... Temos que acha-la, ela foi atrás do Doyle. - Voldemort está atrás disso. Eu sei. - Deixe de papo. Vamos lá. Correram de volta ao meio da floresta procurando por Alexia. Um som de harpas tocando muito alto invadiu o local, eles tiveram que tapar os ouvidos de tão alto. Rony gritou. - O que está havendo? - Não sei! Respondeu Harry. Uma enorme luz subiu em direção aos céus, formando um arco-íris. E os três resolveram seguir. O som agora se fora. - Não sejam tolos, todo mundo sabe que não se consegue encontrar o início de um arco-íris. Mione mais uma vez tentava explicar o lógico. - Estou seguindo os meus instintos. Continuou Harry. - Estou aqui. Gritou a menina. Eles correram em direção a voz. - O que houve? Mione correra tanto que estava sem fôlego. - Encontrei-o aqui caído. Doyle agora chorava muito no colo de Alexia. Harry viu que havia alguma coisa caída no chão, a alguns metros. Ele resolveu se aproximar. Tinha uma capa preta e estava coberto por um monte de pó dourado e prateado que brilhava muito. Ele já sabia a muito que não deveria colocar o dedo em algo que não soubesse o que é mas se aproximou o suficiente para ver seu rosto. Gritou... - Venha aqui Mione, você já deve ter visto isto em Criaturas Mágicas. Ela se aproximou e pode ver que o pequeno ser mágico era uma versão um pouco maior de Dobby só que tinha os dentes maiores, tortos e para fora, e dedos dos pés um pouco mais longos que o normal. - O que esse Troll está fazendo por aqui? - Ele estava atrás de mim. Doyle ainda suspirava no colo de Alexia. - Eu vim atrás de vocês, queria saber onde iam. - Vejam... Por aqui... Rony apontava para o chão. - Marcas de cascos de cavalo. Harry e Mione deixaram o Troll de lado e prestaram atenção nas marcas no chão. Elas brilhavam como purpurina, e quando Mione tocou uma delas com a ponta de um graveto, elas emitiram música de harpa, como a que eles tinham ouvido antes. Entre soluços Doyle contou o que houve. Enquanto se levantava com a ajuda de Alexia. - Ele veio atrás de mim... Daí um Pégaso branco como neve apareceu e deu um coice nele que deu dó. Uma luz prata surgiu e ele ficou desse jeito aí. Ele é mau Alexia? - Não Doyle. Ele não ia fazer mau a você. Ele é um ser da floresta encantada. Só isso. - Daí o Pégaso foi embora voando. Eu não vi mais nada. - Vamos para casa. Vou fazer um chocolate quente para você! Alexia ajeitou o menino e todos voltaram para a casa. Cireia correu em direção a eles, assustada. - O que houve? - Um Troll apareceu na floresta, atrás do Doyle, mas está tudo bem agora. Um Pégaso branco deu conta dele. Sorriu Rony confiante. Hagrid sorriu radiante. - Um Pégaso, nunca vi... Adoraria ver um. Na floresta proibida nunca apareceram Pégasos, são sinal de boa sorte. - Ele são comuns por aqui. Conclui Cireia. - Foi um deles que me resgatou da casa de meus tios. Hagrid ficou cada vez mais fascinado. Não era tão cedo que eles sairiam dali. Todas as crianças vieram correndo em direção a Doyle... E ele começou a dizer. - Sabe... Eu tive que lutar com ele. Mas ele era alguns centímetros mais alto que eu... Harry pode ouvir a distância. - Cireia... Alexia disse em meio a confusão que se formara. Eu gostaria de ir descansar um pouco. Isto não foi bom. Me desculpe. Ela passou de cabeça baixa pelos três e Harry. Harry a seguiu com o canto dos olhos. - Harry, você está com as suas coisas arrumadas? Rony perguntou. - O que? Respondeu confuso. - Você não vai com a gente hoje? - Não. Respondeu secamente. - Não? ... Mione ficou confusa. - Ah... Na confusão esqueci de dizer. Coçou a cabeça encabulado. Vou ficar e ensinar a Alexia algumas coisas básicas. Nós podermos nos encontrar no Beco Diagonal e depois passar uma semana na casa de Rony, antes de irmos para Hogwarts, o que você acha Rony? - Bom, onde cabe um, cabe dois... Sorriu encabulado. O resto do dia, passou normalmente... até que finalmente a noite chegou e Mione, Rony e Hagrid tiveram que ir embora. Mas antes de irem Cireia fez questão de oferecer-lhes um jantar. - Onde está Alexia. Harry estranhou pois ela era sempre a primeira a comparecer a mesa. - Ela ainda não está se sentindo bem, está descansando. Um silêncio constrangedor tomou conta do refeitório, e pareceu uma eternidade até que Hagrid quebrou o silêncio. - Está maravilhoso Cireia. Você ainda não perdeu o jeito com as refeições. Precisa organizar mais festas. Hagrid bateu a enorme mão no abdome saliente, satisfeito. E continuou dizendo. - Tenho saudade daquela enorme festa de quinze anos atrás, sempre comento isso com Dumbledore. - Hagrid... As crianças têm que ir embora, está anoitecendo. - Tem certeza Harry que você quer ficar por aqui? Harry ainda com o pensamento em Alexia concordou distraído. Todos se recolheram e do lado de fora os amigos se despediram. - Mande notícias, se quiser ir para lá antes é só me avisar. - Rony estava sem jeito. - Claro. Eu mando a Edwiges daqui a algumas semanas, está bem? - Fique bem Harry. Mione deu um beijo na bochecha de Harry. - Até mais amigo. - Rony estava sem jeito. - Vou dizer a Dumbledore que você está bem! Hagrid deu a Harry aquele abraço quebra-costelas típico seu. - MANDAREI NOTÍCIAS, DIGAM A LUPIN E AO MEU PADRINHO QUE ESTOU BEM. Harry precisou gritar, já que eles estavam a distância. Baixou a cabeça pensativo e entrou na casa. Todas as crianças já estavam em seus quartos dormindo. Andou vagarosamente em direção ao seu quarto, não queria acordar ninguém. Passou em frente do quarto de Alexia, que estava adormecida. Ficou parado um tempão na entrada até que teve coragem e entrou. A imagem que viu fez o coração de Harry dobrar a quantidade de batidas. Ela estava tão imóvel dormindo que parecia uma estátua. O rosto estava tão pálido e os cabelos estavam soltos e espalhados pela cama. Por um momento ele achou que ela estava morta. Vagarosamente foi aproximando as mãos para tocar o seu rosto... Teria que verificar se ela estava bem. - Ela está bem. Cireia disse calmamente a frente da porta. Harry deu um salto para trás, com o susto, mas logo se recuperou. - Desculpe. - Ela vai ficar feliz em saber que você se preocupa. - Mas é claro. - Vamos Harry, você tem que descansar. Ele foi embora, mas antes de sair deu uma olhada em Alexia... Entrou em seu quarto, teria ótimos momentos pela frente. A vida no orfanato em Longsbons não era resumida apenas em ter as refeições e estudar. Uma vez por semana, eles se reuniam em várias carruagens formando uma espécie de trenzinho, e iam passear na vila central. A cidade era bem diferente de todos os lugares que Harry visitava... Alexia lhe contara todos os detalhes do local. Se algum dia ele tinha achado o Beco Diagonal estranho, o centro velho era um achado. Uma certa manhã, Harry pode ouvir ao longe todas as crianças correndo felizes pelos corredores, Doyle como sempre não poupava alegria. Abriu a porta do quarto de Harry com tanta força que esta bateu na parede fazendo com um estrondo. - Você está pronto? Estava quase gritando. - Sim, só falta colocar os sapatos. Harry estava em um pé só... dando pulinhos e vestindo o sapato. - Eu quero comprar um monte de doces na loja Doçuras e Melados. - Lá em Hogwarts existe um lugar onde podemos comprar vários tipos de doces também. Harry podia perceber a ansiedade nos olhos do garoto, de alguma maneira pode ver-se espelhado naquele menino, quando fora para Hogsmead pela primeira vez, escondido em sua capa. Saiu da casa e encontrou Alexia e Ciréia fazendo a contagem das crianças. Um a um eles foram subindo nas carruagens que arqueavam com o peso. - TODOS PRONTOS? ... Gritou Ciréia. - SIMMMMM. Responderam em coro. - Vamos nesta aqui. Alexia deu a mão a Harry e mostrou uma carruagem sem cavalos. - Onde estão os cavalos? Harry estava confuso. Haviam cinco carruagens atreladas entre sim, formavam um trenzinho, mas na frente não havia nada, nenhum cavalo, e muito menos um cocheiro. Ciréia sentou logo a frente e disse para as crianças. - Apertem os cintos. Harry não se atreveu a perguntar, e apertou os cintos o mais rápido que pode. - Todos prontos? Continuou. Ouviu-se em uni-coro. - SIM... - VAMOS LÁ. Cireia levantou a varinha e fez um movimento gracioso com as mãos, em segundos uma nuvem branca estava abaixo deles... Ela começou a eleva-los. E logo eles estavam voando em direção a cidade. Harry olhou para baixo, mas segurava firme no banco. Já estava acostumado a voar em sua vassoura... Mas nunca se atreveu a ir tão alto. A nuvem lá embaixo, fofinha como algodão, elevando todos juntos. Em poucos minutos lá estavam eles, no centro da cidade. Harry nem teve tempo e coragem para dizer nada. Com o coração em descompasso. Como uma pluma eles chegaram em solo firme. Pousando vagarosamente. As crianças saíram correndo pelas ruas, em pares ou não. - Não tem nenhum adulto para acompanha-los? Harry não entendeu. - Não é preciso, depois todos saberão como se encontrar para irmos embora. Ciréia sorriu para Harry. - Vamos indo Alexia, temos muitas coisas para comprar. Doyle pegou Harry pela mão e o arrastou em outra direção. No Beco Diagonal existem coisas como estas aqui? Eles correram para frente de uma loja de brinquedos. Bem na frente da vitrine havia uma bola de cristal com uma pequena cidade dentro, comuns... Mas depois que Harry chegou mais perto pode perceber que no lugar de bonecos e imóveis estáticos, haviam bonecos que se mexiam de verdade lá dentro. Vivos. Como gente de verdade vivendo dentro de uma bola de cristal. - Pena que eu não tenho dinheiro para comprar. Doyle estava com a bochecha encostada no vidro da vitrine. - Cireia nos ensinou a economizar dinheiro. Não recebemos muito de mesada. Harry ficou um bom tempo olhando para a vitrine e depois para Doyle, pensou: "Será que o dinheiro de Gringotes valeria para aquele lugar"? - Doyle, fique aqui um minuto, vou lá falar com a balconista. Uma jovem moça sorriu para Harry e disse confiante. - O que posso ajudá-lo, os novos lançamentos da Cristal e Linhas já chegou, estamos com um preço bem em conta. - Não... respondeu meio sem jeito, nem tinha idéia do que ela estava falando. - Eu gostaria de saber o preço daquela bola de cristal lá na vitrine. - Ah sim... São 2 galeões, 13 sicles e 14 nuques. Harry pegou o seu saquinho com moedas separou algumas e entregou à moça. - Vou levar um. Gritou para Doyle que ainda estava do lado de fora observando a peça. - DOYLE ESCOLHA A BOLA QUE QUISER, EU JÁ PAGUEI. Harry pode observar o brilho nos olhos do menino. Feliz como tal. - SÉRIO? Gritou do lado de fora. - Sim. Pode pegar qual quiser. Quando Doyle apontou as suas mãos para a vitrine tremia inteiro, nervoso, indicando qual bolinha gostaria. - Eu quero aquele. - escolheu um em que um trenzinho passava embaixo de uma ponte. Harry saiu da loja feliz, aliás, radiante... Nunca tinha ficado tão feliz quando presenteara alguém. Doyle guardou cuidadosamente o brinquedo em uma sacolinha e saiu ao lado de Harry. - Vou lhe mostrar todos os melhores lugares daqui. Pode ter certeza. - Está bem. Harry perdera a conta de quantas vezes encontrara um menino ou outro do orfanato. Todos estavam usando crachás que tinha o emblema e o nome do lugar. O tempo passara tão rapidamente que ele nem percebera. De longe aquele lugar parecia o Beco Diagonal. Finalmente ele acabou encontrando Alexia e Cireia bem próximas a uma rua onde ficara a carruagem mágica. Elas estavam carregando alguns pacotes. Rapidamente Harry se ofereceu para ajudar a carregar os embrulhos. - Todos estão se divertindo Harry. Sorriu Cireia. Gostaria de nos acompanhar até a Refeições Encantadoras, a maioria das crianças ou estão lá ou estão na Doçuras e Melados. - Seria uma honra. Retribuiu o sorriso. O resto do dia transcorreu da melhor maneira possível. Almoçaram e Alexia mostrou mais lugares maravilhosos dos quais Harry nunca se esqueceria. Quando a tarde finalmente estava chegando ao final, Cireia foi a frente da carruagem e fez um movimento com a varinha. Aos poucos cada criança ia aparecendo a sua frente, com um estalinho. Mentalmente ela contava cada criança. - Estão todos aqui. Finalmente Alexia afirmou com a cabeça. - Então é hora de ir embora. Cireia comentou. - Todos para a carruagem. Doyle estava tão entretido com a bolinha, que Harry que teve que apertar o seu cinto porque o menino simplesmente se esquecera. Quando já estavam a uma certa altura, algo magnífico aconteceu. Um Pégaso cinza, enorme apareceu bem ao lado deles. Todas as crianças ficaram apontando e rindo, mas Harry notara que somente Doyle não estava observando, estava entretido demais com o novo brinquedo. - Olá Faith. Disse Cireia para o Pégaso que agora estava mais próximo. Os movimentos das asas faziam leves solavancos na carruagem mágica. Foi aí que Doyle finalmente percebereu Faith ao lado deles, só que com o susto ele deixarou o cristal cair. - O MEU CRISTAL. Gritou o menino. Com um mergulho espetacular Faith foi em direção ao objeto e antes mesmo de bater no chão ele o pegou. Voltou a carruagem. Trazendo-o na boca. Só que ficaria difícil pegar a bolinha voando daquele jeito. Alexia piscou para Harry e disse. - Accio cristal. - E apontou a mão em direção ao objeto. A bolinha veio flutuando em sua direção. E ela pode entregar o brinquedo a Doyle. - Parabéns Alexia. Você aprende rápido. Harry estava mais surpreso pela espontaneidade de Alexia do que pelo feito em si. - Obrigado Faith. Sorriu Doirebolt. Ouviu-se a distancia - Então vocês conhecem Quadribol. - Mais ou menos, só ouvimos falar. Mas nós não temos como jogar... Ainda segurando a vassoura Harry disse a palavra magia. - Em pé. E a vassoura ficou levitando ao seu lado. Como um cachorrinho. Com poucas palavras Harry pode explicar as regras básicas do jogo. E ele resolveu mostrar como se voava. Montou sobre a sua vassoura e saiu voando. Era maravilhosa a sensação novamente de estar em sua Firebolt voando. Com um aceno de mão pediu para que um dos garotos jogasse uma bolinha no ar. Rapidamente Harry foi em direção ao objeto e antes que ele caísse no chão, o agarrou fazendo uma pirueta, arrancando aplausos de todos. Até de Cireia que observava ao longe. Harry depois de pousar foi recepcionado por todos os meninos como herói, como Krun fora uma vez... Mas desta vez era diferente. Era diferente. - Bom crianças, já está no horário das lições. Podem entrar. Vamos. Cireia batia as mãos e acenava para dentro. Todas as crianças correram em direção a casa mas Doyle foi o último a passar por Harry sorrindo. - Você me ensina? - Claro Doyle... Quando você ficar maior. - Não tem vassouras para crianças. Harry pensou bem... - Acho que sim... Prometo ver isso para você quando for ao Beco Diagonal comprar os meus livros. O menino sorriu confiante. - Agora vou assistir a minha aula. Tchau Harry. Todos foram a aula, menos Alexia. - Você não vai. Harry agora carregava a sua vassoura, voltando para o quarto. - Já estou muito velha para isso. Eu só ajudo tia Cireia por aqui. - E os seus pais? - Meus pais morreram quando eu ainda era bebê. - Entendo. Alexia levou um dos dedos a têmpora e disse depois de fechar os olhos. - Cireia precisa de minha ajuda. Já volto. Fique a vontade está bem. Ela disse que Doyle não para de falar sobre a sua vassoura. Se você for lá ele vai continuar falando e não prestará atenção à aula. Fique a vontade. Harry olhou mas atentamente para Alexia. Foi somente agora que percebera que ela usava um lindo colar prateado com um pingente em tríade com uma pedra redonda verde no centro. Brilhante. Ele foi para seu quarto, pegou um dos livros de Hogwarts e resolveu adiantar as lições das férias. Agora finalmente teria paz para estudar. Antes de anoitecer Dobby ainda resolvera fazer mais uma visita. Apareceu na frente de Harry de repente, e com o susto ele quebrou a ponta de uma das penas. - DOBBY. Disse sério. - Porque você não bate a porta antes de aparecer. Quase me mata de susto. - É que eu tenho algo de importante a dizer. Algo que Dobby precisa dizer. Harry percebeu que Dobby colocara as mãozinhas para trás e fazia desenhos imaginários com as pontas dos pés. - Vamos Dobby. Diga. - Alexia não sabe que o mestre Potter foi o único que sobreviveu a um ataque a Você-sabe-quem. - Isso eu já percebi. Confirmou Harry. - Neste momento Cireia está contando para ela quem você é. - E qual é o problema. - Os pais de Alexia morreram no mesmo dia que os seus... Eles eram trouxas e morreram juntos naquela explosão onde morrera mais onze pessoas. O estômago de Harry se dobrou em seis partes... Então os pais de Alexia foram mortos naquele ataque de Rabicho a Sirius. - Cireia acha bom ela saber antes de ir para Hogwarts, é muito importante. - Mas por que ela tem que ir para Hogwarts? Harry na entendeu nada. - Por que é a ela a quem Voldemort está atrás. Mas ela não sabe. Dobby respondeu calmamente. Harry chegara a conclusão que cada dia da sua vida era um mistério a ser desvendado. Talvez fosse melhor assim, o seu último encontro com Voldemort não foi o dos mais agradáveis e sinceramente começava a entender o medo das pessoas ao Lord das Trevas. Sabia que o medo era tanto que as pessoas não ousavam citar Voldemort mesmo durante o período em que supostamente estivera morto. Agora compreendia a magnitude de seu feito. Mas não poderia viver uma vida toda pensando nisso, senão ao certo enlouqueceria. Se todos tinham nele a esperança de que o mal nunca mais reinaria, com certeza ele seria o exemplo máximo. Mas e Alexia... o que ela tinha de tão especial que Lord Voldemort quisesse tanto. Finalmente criou coragem e perguntou, mesmo sabendo que provavelmente Dobby começaria a se punir se fosse ter que mentir sobre algo. - Dobby, qual o motivo de Dumbledore levar Alexia com ele? - Dobby não sabe... Respondeu o elfo doméstico, Dobby só sabe que nunca, mas nunca Voldemort ousaria atacar a cidade de Alexia. Mas Dumbledore sabe que ela ficará mais segura sendo protegida por ele lá em Hogwarts. - Será que Cireia vai contar a ela o real motivo dela estar aqui? - Acho que não... Pelo que sei somente Dumbledore sabe o motivo. - E sobre mim... O que será que ela vai achar? - Somente ela poderá responder. Dobby desapareceu do quarto da mesma maneira com que aparecera. Mas agora Harry tinha milhares de dúvidas e temores em sua mente. Olhou para fora pela janela, já havia anoitecido. Ouviu a distância o sino anunciando o jantar... Mas os seus pés recusaram-se a obedecer o estômago. Não conseguiu sair da cadeira onde estava sentado, pensativo. Segurava a pena já não sabia mais por quanto tempo. - Harry... Ouviu uma voz suave ao longe. - Olá Alexia, não ouvi você chegar... Harry sorriu amarelo, descansando a pena sobre o pergaminho. - Cireia me contou umas coisas. - É? Harry fingiu surpresa. O que? - Contou-me que você foi o único bruxo ou não a sobreviver a um ataque de Voldemort. - Foi. Respondeu meio sem graça. - E ela me disse que ele é muito ruim. - É... Harry se limitou a responder em monossílabas, enquanto Alexia se aproximava vagarosamente... Mas não estava mais com aquele sorriso de antes. Ela sentou na cama de Harry e eles ficaram de frente um para o outro. Ela abaixou a cabeça e continuou. - E como é? - É o que? Perguntou calmamente. - Cireia me disse que você tem uma cicatriz no local onde a maldição bateu. - Tenho, é na testa. - Posso ver? Novamente aquela cicatriz na fama. Harry levantou a franja e finalmente Alexia pode ver a cicatriz fininha em forma de raio. - Doe? - Só quando Voldemort está por perto ou longe, mas tramando algo de ruim... Dumbledore diz que se formou um tipo de elo entre nós. Eu preferia que não existisse. - Você está bem Harry? - Estou. Respondeu confuso. - Fiquei preocupada com você. Mas juro que nunca soube o seu nome... Quer dizer. Para mim era só uma história que aconteceu. Não achava que de algum modo nós viéssemos a nos conhecer. Sirius Black... - Ele não matou seus pais. Desta vez Harry estava falando um pouco mais decidido. - Não era isso que eu ia dizer. Ciréia me contou que Sirius Black foi culpado por algo que não fez e levado pelos dementadores. Mas ele fugiu não é? - É. Novamente Harry sentia-se pisando em terreno perigoso. - Dumbledore quer que eu vá para Hogwarts para aprender um pouco sobre vocês, ele acha que Cireia agiu errado em me deixar sempre por aqui, sem saber quase nada sobre Hogwarts. Espero que você me ajude mesmo assim. - Ajudar mesmo assim porque? - Você não está zangado porque eu não soube quem era? - Claro que não. Foi a primeira vez que eu não sou tratado como uma atração, eu acho, no mundo dos bruxos, pelo menos. Desta vez Alexia sorriu. E abraçou Harry calorosamente. Chorando. - Hora vamos, não chore... Já está tudo esclarecido. Você vai para Hogwarts comigo e vai aprender tudo sobre magia. - E se Dumbledore não nos deixar juntos... sabe como é... Acho que devo começar de baixo não? - Falta um mês para o início das aulas. Tenho todos os meus livros aqui. Que tal a gente começar a estudar amanhã pela manhã. Bem cedinho. Algumas mágicas vão precisar de varinha, mas eu posso emprestar a minha e você pode praticar a vontade. - Ninguém deve emprestar a sua varinha a outra pessoa. Os dois levaram um susto ao ouvirem Cireia se aproximando. - Tia... Alexia correu em direção a tia e a abraçou sorridente. - Harry vai me ensinar a usar a magia de Hogwarts... Assim não vou me sentir tão deslocada. Agora Cireia estava sorrindo. - Que bom Alexia sei o que levar. Estou confusa. Ele percebeu também que ela evitava olha-lo diretamente nos olhos. Com certeza estava chorando. Alexia estava com o cabelo preso em uma trança, como antes, só que agora usava uma calça cinza de malha de lá e um blazer azul escuro. Ela ia de um lado a outro do quarto, e ia e vinha sem trazer nada nas mãos, estava confusa mesmo, e estava muito, mas muito nervosa. - Alexia, o que houve? Harry se aproximou vagarosamente atrás dela e colocou a mão em seus ombros. Ela baixou a cabeça, sem se virar para Harry e disse quase em um sussurro. - Eu nunca fiquei sozinha antes. Apesar de estar feliz por ter conhecido você eu tenho medo. Um nó nasceu na garganta de Harry. Sabia o que ela estava sentindo. Sentia o mesmo quando tinha que voltar para casa. Largando Hogwarts para ficar com os tios. - Eu vou tomar conta de você. Disse chegando mais próximo. Daí foi a gota d'água. Alexia virou de frente para Harry, encostou o rosto em seu ombro e chorou em abundância. Ele colocou a mão na cabeça de Alexia fazendo-lhe um carinho de consolo. - Vamos, não chore. Nós somos amigos ou não? Alexia não emitiu uma palavra. Foi aí que uma lembrança veio a mente de Harry. Não fora sonho, era Alexia que estava em seu quarto naquele dia em que acordara delirando. Percebeu pelo cheiro do seu perfume, nunca tinha tido um sonho que cheirasse assim. E ele conseguira se lembrar daquele momento. Arriscou perguntar. - Não era a minha mãe no meu sonho. Era você tomando conta de mim não? Naquele dia quando cheguei desacordado. A menina parou de chorar. Engoliu o ar que lhe faltara várias vezes. Harry ficou olhando para uma lágrima que teimava em ficar no mesmo lugar no seu rosto. Secou com a palma da mão. Ficaram mais perto um do outro. Por uns instantes Harry pode até se ver refletido nos olhos azuis da menina, que agora estavam mais brilhantes. Como um imã ele foi se aproximando e ficando cada vez mais perto. Teria que fazer o que o seu coração descompassadamente pedia para fazer. Segurou com carinho o rosto de Alexia entre as mãos e sentiu a sua respiração ofegante cada vez mais próxima. Ela fechou os olhos, havia parado de tremer. Sentiu todo o calor dos seus lábios até que. - ALEXIA EU QUERIA VÊ-LA ANTES DE PARTIR. - Doyle estava parado bem a frente da porta, chorando... Segurava o cristal em uma das mãos e um carrinho na outra. Alexia saiu correndo em direção ao menino e o abraçou. - Eu vou voltar logo, logo. Vou mandar várias corujas para você, prometo. Ao longe Harry podia observar a cena maravilhado, mas um pensamento terrível lhe ocorreu! Porque será que Voldemort estava atrás dela? Com certeza ela saberia de algo que fosse muito importante para ele. Cireia se aproximou dos dois que já estavam no corredor e disse baixinho. - Doyle, volte para a sua cama... Alexia tem que ir... Com a voz baixinha Doyle disse a Cireia. - Eu gostaria de me despedir de Harry também. Harry sorriu enquanto o menino corria em sua direção. Abraçando-o com força. Uma sensação que Harry nunca mais esqueceria em toda a sua vida. O menino largou Harry e disse baixinho a ele. - Cuide dela por mim. Ela é o nosso maior tesouro. E saiu correndo. Cireia olhou para a bagunça na cama de Alexia. Não disse nada. Somente agitou a varinha de cristal e as coisas ficaram arrumadas dentro de um malão, como o de Harry. Entregou a Alexia um saquinho com várias moedas. - Dumbledore insiste que você fique com essas moedas... Eu disse que tinha as minhas economias mas ele disse que você é sua convidada. - Vamos indo. Já do lado de fora aquela carruagem mágica os estava aguardando. Só que agora não estavam atreladas umaa as outras. Havia uma única. Dois lindos Pégasos... O preto que Harry vira naquele dia na casa dos Dursley e Faith estavam agora a frente da carruagem. Mas eles não estavam presos a elas. Estavam uns cem metros a frente. Harry ajudou Alexia a colocar as coisas na parte de trás da carruagem junto com as suas. - Quem vai com a gente? Harry não entendeu, Cireia pelo jeito iria ficar com os meninos. Foi aí que Dobby apareceu na frente de Harry que deu um pulo. - Dobby vai conduzir com segurança vocês dois até a casa de Rony Weasley. - Dobby. Você já conduziu Pégasos antes? Harry se abaixara para ver Dobby bem de perto. - Para que? Só vou fazer companhia. Todos a bordo. Alexia e Harry correram na direção de Cireia abraçaram-na calorosamente. - Cuidem-se vocês dois. Depois eu quero ver as suas notas. Os dois subiram na carruagem. E Dobby ficou bem a frente. Ele fez sinal para que os cavalos voasse. E eles começaram a subir, devagarinho em direção a casa dos Weasley. Aos poucos a casa foi ficando pequenina... Até que finalmente sumiu de vista. Os três estavam bastante quietos e era possível a Harry ouvir o barulho das asas dos Pégasos conduzindo a carruagem. Foi aí que ele percebeu que havia algo sim atrelado aos cavalos voadores, era uma fina corda prateada que brilhava a luz do sol. Ele olhava constantemente para baixo para apreciar a paisagem que mudava rapidamente de cor. A velocidade em que eles viajavam era tão grande que Harry mal pode memorizar o caminho. Finalmente percebeu um local conhecido. - Estamos chegando Alexia. Olhou para ela e percebeu que ela estava dormindo. Ela estava com a cabeça inclinada para trás no encosto da carruagem. - Acho que você não está confortável. Ele ajeitou a cabeça de Alexia de modo que ela pode encostar em seu ombro. - Logo chegaremos lá. A viagem pelos cálculos de Harry não demorou mais do que trinta minutos, e logo ele percebeu a casa do seu amigo Rony, A Toca, bem a frente. Finalmente eles pousaram no jardim da casa dos Weasley. Alexia ainda dormia no ombro de Harry. - Vamos acorde! Disse baixinho. Ela abriu os olhos assustada. - Chegamos? A sim... Vamos descer. Quero que conheça a família de Rony. Não demorou muito e a Sr.a Weasley apareceu para recebe-los. - Oh Harry. Disse quase em um grito. Como você está? Ela chegou perto do menino e lhe deu um abraço tão forte que quase quebrou as suas costelas, e por um instante ele jurara que ela estava chorando. Usava o mesmo avental e roupas floridas. - ESTA DEVE SER ALEXIA, RONY NÃO PAROU DE FALAR COMO VOCÊ FEZ HARRY FELIZ. - MAMÃE. Rony deu um grito do lado de dentro da casa, interrompendo o que a sua mãe quase ia dizer. - Não está na hora de entrar-mos? Harry e Alexia devem estar cansados. A mãe de Rony pareceu não se importar com o que o filho dissera e continuou. - Como você é bonita. Não é a toa, Harry tem bom gosto. - MAMÃE. Gritou Rony novamente. Harry correu para dentro da casa, visivelmente corado. Infelizmente Alexia não pode fazer o mesmo. A Sra. Weasley se aproximara da menina e a abraçara da mesma maneira. E disse mais. - A anos não vejo uns Pégasos tão bonitos. Venha querido ver estes aqui. São mesmo especiais. - O pai de Rony saiu da casa. Mas antes de chegar próximo a esposa deu um abraço muito forte em Harry. - Achei que nós poderíamos perdê-lo, temos sorte de ter tantos amigos. - Alexia estava sorrindo agora, depois que todos os irmãos de Rony apareceram correndo para o quintal querendo ver os cavalos mágicos. - Gina foi a última a aparecer e ela veio muito próxima a Alexia. - Olá eu sou Gina, disse em meio dentes. - Muito prazer, eu sou Alexia. - Gina, leve Alexia para o seu quarto, ela vai ficar com você por esses dias. Gina e Alexia saíram juntas... Harry percebera que Alexia fora a primeira a puxar assunto. Pode ouvi-la dizer. - Espero que eu não esteja incomodando. Quando finalmente todos já estavam satisfeitos com os Pégasos e as malas foram descarregadas Dobby fez um aceno para Harry e se despediu. - Nos vemos em Hogwarts. Com um estalinho tanto as carruagens quanto os cavalos desapareceram. - Como eles fazem aquilo? Harry perguntou a Rony. - Mágica. Sorriu o amigo. Pura magia. Eles entraram em casa. Finalmente Alexia iria conhecer a Toca. Todos entraram. Harry pode notar que Alexia estava pensativa. Talvez ela estivesse achando estranho a casa de seu amigo. Rony finalmente quebrou o silêncio. - O que achou daqui? - Maravilhoso. Respondeu a menina. Gina veio correndo na direção dela e disse sorridente. - Venha. Vou lhe mostrar o meu quarto. O Sr. Weasley estava dentro da casa os aguardando. As meninas passaram por ele praticamente correndo e Alexia mal teve tempo de dizer um "Muito prazer senhor". Mas Rony e Harry pararam a entrada da cozinha. E deram com o pai de Rony sentado a mesa sorridente. - Harry que bom que esteja bem. Assim que o ministro Fudge me disse que mandara dementadores para ficar de guarda próximo a sua casa fiquei muito descontente. Mandei uma coruja a Dumbledore... Graças que ele logo me respondeu. Percebi o quanto eles estavam o afetando quando você enviou aquela carta a Rony. - Mas está tudo bem agora. Harry era pura sinceridade. - Espero que sim... Rony me contou que você foi muito bem tratado, espero que fique bem também entre nós. O senhor Weasley sorriu amigavelmente. - E a sua amiga também, ela me parece uma boa menina. Concluiu a senhora Weasley. - Eu acho que ela nunca saiu para tão longe. Espero que ela se acostume tão facilmente quanto eu. Harry parecia preocupado. - Sabe de uma coisa Harry. Rony nunca me contou o que houve com o tal de Sirius Black. Quase morri de susto aquele dia. - Ele é inocente. Na realidade ele foi acusado injustamente por algo que não fez. - Não se preocupe Harry... Prometo não comprometer uma pessoa inocente. Dumbledore também me garantiu que Black é inocente. - Mas que ele me deu o maior susto me deu. - Concluía a senhora Weasley. - Eu não contei nada a ele, juro. - Rony fez um movimento desesperado para Harry. - Eu tenho todo o tempo do mundo Harry. Estou em férias. Finalmente. - Querido não dá para deixar isso para mais tarde. Harry e Alexia devem estar super cansados da viagem. - Está bem, está bem... Amanhã você me conta. Harry não estava muito afim de contar ao senhor Weasley tudo o que tinha acontecido naquela noite horrível. Rony então disse em meios a sorrisos. - Vamos Harry temos de arrumar as nossas malas. Os dois subiram rapidamente para o quarto de Rony. - Mas antes Harry não pode deixar de perceber que Gina e Alexia conversavam alegremente arrumando as coisas. - Quando finalmente Harry entrou no quarto de Rony e seu amigo fechou a porta ele pode dizer. - Você nem imagina o sufoco que eu passei por todos esses dias, meus pais não param de me perguntar sobre Sirius e eu realmente não sei se posso contar TUDO. - Conte só o que é mais importante para ajudar Black. O que pode até ajuda-lo. Talvez o seu pai saiba um modo de virar a acusação contra Rabicho. - Nunca iria imaginar que perebas fosse um animago. Muito menos uma pessoa tão má quanto ele é. Rony percebera que Harry se calara de repente. - Desculpe Harry, eu não queria que você se lembrasse daquele traidor. Mas que ele não presta, não presta. - VAMOS CRIANÇAS. VAMOS COMER ALGUMA COISA. A senhora Weasley gritava do andar inferior. - Mamãe disse que iria preparar uns bolinhos de chuva em sua homenagem Harry. Eu adoro esses bolinhos no café da manhã. Os dois desceram correndo pelas escada, mas antes puderam ouvir Gina gritar. - Eu já vou, Alexia está prendendo o meu cabelo. - Então não se demore querida, senão os bolinhos vão esfriar. Respondeu a mãe dela. - O que será que elas estão planejando? Rony estava surpresa, geralmente Gina era tão tímida, quase não falava com ninguém. - É difícil alguém não gostar de Alexia. De vez em quando acho que ela é pura magia. Eles já estavam sentados a mesa. Rony já havia colocado um bocado de bolinhos na boca, enquanto Harry ainda mal tinha experimentado o primeiro. - Como assim? Rony não entendeu. - Ela consegue fazer as mágicas sem o uso da varinha. Ela faz com as mãos, apenas. - Mas isso é uma coisa rara, mesmo entre nós bruxos. Harry disse baixinho. - Cireia é uma fada, e mesmo assim ela ainda usa uma varinha, de cristal, mas usa. Rony engasgou. - Vou perguntar para Mione deve estar escrito em algum livro por aí. - Aliás como vão vocês dois? Harry agora estava falando bem próximo ao amigo. Os outros irmãos já estavam tumultuando a mesa. - Cada vez que eu acho que a gente está numa boa, nós acabamos brigando. Mas que menina cabeça dura. - Rony. Você também não fica atrás. - Harry fez um ar de desentendido. Neste instante Gina e Alexia desciam as escadas. Rony quase engasgou quando viu a irmã. - mas o que você fez com o seu cabelo. - ESTÁ LINDO. Gritou a senhora Weasley. Gina estava agora com um lindo rabo de cavalo, todo cacheado, e com leves mechas caindo em um lado do rosto. A senhora Weasley começo a chorar. - Nossa, parece o arranjo que eu fiz no dia do meu casamento. - Não é querido. - O que? O Senhor Weasley fez uma afirmação de que estava em qualquer lugar, menos ali. - Como você não se lembra. Ela estava visivelmente irritada. - Desculpe senhora, nunca iria imaginar que... Alexia começou sem graça. - Não se preocupe querida, o meu marido tem a memória, muito mas muito curta. Os dois saíram para fora discutindo. - Não se preocupe Alexia, os meus pais vivem discutindo, mas é passageiro. Gina sorriu para a nova amiga. Harry e Rony se olharam. Aquilo era mais um milagre. Os próximos dias foram muito bons, tanto para Harry quanto para Alexia. Gina não desgrudava um minuto da nova amiga e durante muito tempo as duas ficavam muito tempo sozinhas. Já Harry e Rony não estavam nem aí para as duas, Harry até comentou certa vez que pelo menos ela tinha feito uma nova amizade. Os dois passaram a maior parte do tempo estudando e jogando quadribol. Uma das coisas que fez Harry mais feliz foi poder voltar a praticar o seu esporte favorito, já que de uma certa maneira fazia um ano que não jogava. Finalmente eles receberam uma carta de Mione. Olá Harry, Rony e Alexia. Me encontrem amanhã ao meio dia em frente a Sorveteria Florean Fortescue, iremos comprar o material para o novo ano letivo. Beijos a todos Mione.