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- Mas
só isso. Será que ela não tem mais nada para dizer? Rony estava com
aquela
cara emburrada de sempre.
- Ora,
o que mais você gostaria que ela escrevesse?
- Sei
lá, um... como vai você Rony... estou com saudades.
- Deixe
isso para lá...
Alexia
e Gina vinham na direção dos dois.
-
Amanhã iremos ao Beco Diagonal comprar o material escolar. Mamãe já disse.
- Mas
além do material escolar terei que comprar uma varinha e uniformes...
São as
coisas do primeiro ano, não? Alexia parecia finalmente feliz.
- Eu
vou com você Alexia... Harry logo se prontificou.
- Não é
preciso. Vocês meninos só pensam em quadribol, eu e Alexia já
combinamos.
Eu vou comprar tudo com ela. Vocês dois podem ficar com as
vassouras.
- Mas
eu preciso ficar com ela, e se vocês duas se perderem? Harry falou sério.
Nos
perder? Imagine só. Conheço aquele lugar como a palma da minha mão.
Gina
apontou para a mão esquerda seriamente. Olhou para Rony com ar de desdém
e
completou. - E não ousem me repreender. Já falei com a mamãe sobre isso e ela
concordou.
Gina se
sente útil e feliz. Não tenham pressa, temos o resto do dia pela frente.
Harry
teve vontade de sorrir depois que olhou para Rony e percebeu que
ele
estava quase explodindo de raiva.
- Eu
não sei como a mamãe dá mais atenção para todos, principalmente para a Gina.
- A sua
mãe te ama do mesmo que ama os seus irmãos, senão eu estivesse com os
meus
tios agora no mínimo acordaria a pontapés e nem café da manhã tomaria.
- É
você tem razão Harry. Vamos indo.
Os dois
terminaram o café e se dirigiam a mãe de Rony que estava guardando
a
última xícara no armário.
- Já
terminamos. Rony pegou a sua xícara e já ia leva-la para pia para lavá-la.
Mas a
senhora Weasley o interrompeu.
- Não
precisa lavar querido. Vão indo. Senão vão se atrasar mais ainda.
Ela se
dirigiu ao centro da sala e pegou um pequeno vaso.
- Para
onde vamos? - Harry perguntou.
- Vamos
a Sorveteria Florean Fortescue, onde Mione estará nos esperando. - Disse Rony.
- Muito
bem Harry, você primeiro.
Harry
se dirigiu a frente da lareira e pegou o pequeno vaso nas mãos.
Pensou
quão mais fácil será quando eles puderem aparatar. Tirou os óculos,
se
aproximou da lareira e gritou. - Sorveteria Florean Fortescue -
e deu
um passo a frente sendo envolvido pela calor morno do fogo encantado,
logo
ficou coberto de fuligem, ficou sem respirar alguns segundos e em seguida
viu-se
caindo
dentro do enorme salão cheio de fregueses, ninguém ao menos reparara
que ele
estava sentado no chão.
Desta
vez a experiência não tinha sido tão ruim, "aterrizou"
perfeitamente,
sequer quebrando os óculos. Andou alguns passos a
frente,
com certeza Rony viria logo em seguida.
Batia o
resto de fuligem da roupa quando ouviu um barulho seco.
Rony
caíra de cabeça, bem a sua frente, estava com o rosto todo preto,
Harry
correu para ajuda-lo.
- Você
está bem?
Segundos
depois eles puderam ouvir o ambiente todo explodir em gargalhadas,
Era
comum crianças aparecerem em suas lareiras, mas não daquele jeito,
fazendo
tanto barulho.
- Vamos
sair daqui então. Rony estava tão envergonhado que mal conseguira
levantar
o rosto. Foi um alívio quando chegaram do lado de fora.
Harry
poderia jurar que o amigo ainda estava vermelho.
-
Machucou alguma coisa? Harry olhou-o preocupado.
- Acho
que não!
- Que
bom que chegaram.
Rony
fez uma cara de espanto quando percebeu a voz alta de Mione do outro lado da
rua.
- Estou
indo aí. - Ela veio rapidamente de encontro a eles.
Não
percebendo que um estranho homem encapuzado vinha na direção contrária.
Trombando
com ela e a fazendo cair no chão.
O homem
continuou o seu caminho, sem se importar.
Harry
sentiu uma dor em sua cicatriz. Ouviu ao longe o amigo gritar.
- Não
existem mais bruxos educados neste mundo.
Assim
que conseguiu se concentrar novamente, se aproximou para ajudar Mione a se
levantar.
- Você
está bem Mione? - Harry disse preocupado.
-
Estou! De onde saiu aquilo?
- Rony
disse com raiva.
- Eu
tenho vontade de ir atrás dele.
-
Estranho! Parece que aparatou bem aqui. Mione estava séria. Nem pareceu escutar
Rony.
- Não
deve ser coisa boa, eu sei disso. Harry fechou os olhos e disse:
- Vamos
encontrar os outros.
Os três
se dirigiram a entrada principal do Beco Diagonal onde todos já estavam
reunidos.
Gina
estava felicíssima pois havia ajudado Alexia a comprar todo
o
material escolar, só estava faltando a varinha.
- Viu
pai como eu sei onde ficam todas as lojas.
- Eu
sei querida e parabéns por ser tão útil. Disse o Sr. Weasley
sorrindo
docemente para a filha caçula.
- Ei!
Lá vem eles. Gritou o pai de Rony.
Harry
pode perceber um enorme sorriso florir no rosto de Alexia que correu em sua
direção.
Ela o
abraçou com tanta força que Harry achou que quebraria as suas costelas.
- Você
demorou. Fiquei preocupada. - Ela agora já parecia bem mais relaxada.
-
Tivemos um leve contratempo de sono. - Harry sorriu. O que está faltando agora?
- Já
comprei praticamente tudo com Gina, só está faltando a varinha.
- Eu
faço questão de ir com você até lá, é um dos materiais mais
importantes
que teremos que comprar.
- Eu
vou também! gritou Gina.
Harry
pode ouvir um aí de Gina e depois ela disse sem jeito.
Rony
lhe dera um beliscão.
-
Pensando bem, acho que não vou. Pode ir Alexia junto com Harry.
- Você
não vai se importar? Harry disse educadamente.
- Não.
Gina disse sem jeito.
- Então
vamos indo.
Sentiu
um alívio enorme por estar sozinho com Alexia depois de todos aqueles dias.
Foram
andando até a loja do senhor Olivaras.
- Você
não se importa em deixar Gina para trás?
- Não.
Eu gosto muito dela. Mas eu não sei o que houve.
Ela mau
me deixou falar com você estes dias. Está sempre me pedindo algo, não sei
porque.
- Tenho
uma vaga idéia, mas deixe isso para lá.
- Estou
adorando tudo por aqui. É fantástico.
- Foi
isso o que eu achei quando vim aqui pela primeira vez.
- É
mágico.
Andaram
apenas mais alguns minutos pois a loja ficava logo na esquina,
Harry
abriu a porta, deu passagem para Alexia e entrou.
- Sr.
Olivaras? Disse baixinho.
- Já
estou indo. - Foi a resposta.
Ele
percebeu que o senhor Olivaras veio na direção deles mas parou
logo em
seguida bem na frente de Alexia.
Apontou
diretamente na direção da menina e disse. - Você está querendo uma varinha não
é?
- Ela
vai para Hogwarts comigo. Harry disse com firmeza e orgulho.
- Ela
não precisa de uma varinha.
- Como
assim não precisa? Estava confuso.
- Eu
não sei se vou ter a varinha certa para ela.
- Não estou
entendendo? Harry olhou para Alexia.
Ela
sorriu sem jeito.
- Mas
ela não pode ir até Hogwarts sem uma varinha. - Harry ficara indignado.
- É..
você tem razão.. pareceria estranho.. Sr. Olivaras ficou
pensativo
por um momento e finalmente disse - Esperem um minuto, acho que sei
qual é
a varinha mais indicada neste caso. E se dirigiu para os fundos da loja
novamente.
Os dois
ficaram parados no meio da loja sem saberem exatamente o que fazer.
Os
minutos pareciam horas até que finalmente o Senhor Olivaras voltou
trazendo
uma estranha caixinha.
- Pegue
essa aqui. - Abriu a caixinha que continha a varinha mais estranha
que
eles poderiam imaginar. - Vamos use-a.
Ela não
sabia exatamente o que fazer, pegou a varinha na mão e Harry
ouviu
uma maravilhosa melodia no ar e um arco-íris tomou conta do ambiente.
Foi a
coisa mais estranha que poderia ter ocorrido.
- Pode
ficar com ela. O senhor Olivaras falou satisfeito depois de alguns segundos.
-
Quanto custa.? - Ela perguntou.
- É um
presente.
E
então, para surpresa dos dois, ele desapareceu tão rápido quanto tinha
aparecido.
Alexia
ficou quieta no meio da sala sem saber o que fazer.
- Vamos
indo então. Se ele resolveu lhe dar de presente deve ter lá o seu motivo.
O
silêncio da loja fora interrompido por uma bagunça no meio da rua.
- O que
está havendo?
Os dois
já estavam do lado de fora quando eles perceberam o real motivo da bagunça.
Quatro
homens encapuzados saíram em disparada guiando pequenas carruagens pela
rua
estreita, fazendo com que as pessoas corressem para todos os lados,
evitando
serem atropeladas.
Havia
muita bagunça e Harry pode notar que no meio da confusão uma garotinha
havia
se perdido dos pais.
ali
possivelmente seria atropelada pelos pedestres.
Disse
para Alexia. - Eu vou achar os pais dela. Me encontre da sorveteria, está bem?
Ela fez
um sinal afirmativo com a cabeça e partiu em outra direção.
Nenhum
deles percebeu que estavam sendo observados.
Harry
chegara do outro lado da rua com muito esforço pois uma multidão
já
havia se formado a sua volta.
Olhou
para todos os lados e a menina havia desaparecido, Harry
acreditando
que enfim os pais a tinham encontrado, virou-se para ir em direção
à
sorveteria quando sentiu novamente a dor na cicatriz,
definitivamente
estava acontecendo alguma coisa errada por ali.
Olhou
de novo entre a multidão e Alexia já não era mais visível.
E foi
com muito sacrifício que conseguiu dar alguns passos,
várias
pessoas o estavam empurrando e demorou bastante até ele se livrar
da
confusão. Finalmente conseguiu chegar até a sorveteria.
Não há
encontrou ali. Com o coração aos pulos se dirigiu ao balconista.
- Por
acaso viu uma moça com longos cabelos negros e usando sueter azul escuro?
- Uma
muito bonita? com olhos grandes? Respondeu o rapaz. - Vi sim, ela ficou
aqui
alguns momentos até que um garoto louro veio falar com ela.
- Como
ele era? Harry estava com o batimento descompassado.
-
Conheço ele muito bem, ele e seu pai, o Sr. Malfoy sempre vêm aqui. São ótimos
gastadores.
- E
você viu para onde ela foi?
- Ela
saiu sozinha... Foi meio estranho, ela foi em direção à Travessa do Tranco.
O que
será uma moça bonita como ela poderia lá?
Harry
virou-se rapidamente em direção à saída. Mione e Rony vinham entrando,
juntamente
com o resto da família Weasley, Lupin e o Ministro que
não
estava com ares tão satisfeito.
- Ei
Harry onde você vai? Lupin disse primeiro.
- Acho
que Draco disse algo e Alexia foi até à travessa do Tranco.
- O
que?? Eles estavam estupefatos. Nós vamos com você. - Todos então correram
atrás dele.
"Encrenca."
Pensou Harry. Aquilo estava cheirando a armadilha.
A
Travessa do Tranco era uma das ruas mais sujas que alguém poderia sequer
imaginar,
tudo cheirava mau e só bruxos das trevas freqüentavam o local.
Mas
felizmente ele não foi muito longe. Percebeu ao longe que alguém corria
em sua
direção. Era Alexia. E estava muito assustada.
Seu
rosto sangrava e ela chorava bastante, toda suja de lama.
Ela o
abraçou com toda a força e não disse uma só palavra. Desmaiou em seguida.
Neste
instante seus amigos o alcançaram.
O
ministro que estão estava branco com cera disse com firmeza.
- Não
contem isso para ninguém.
- Não
se preocupe ministro que isso não vai vazar.
Lupin
se aproximou de Harry e disse baixinho.
- Eu a
levo na frente... É mais rápido. Precisamos tira-la daqui.
Harry
ainda estava sentindo a respiração falhar e ficou olhando assustado
para o
amigo que agora carregava a menina no colo inconsciente.
Suas
mãos tremiam e ele se sentiu completamente inútil.
O pai
de Rony chegou ao seu lado e apertou o seu ombro com firmeza.
Lupin
então pegou a sua varinha e com um estalinho desapareceu em pleno ar.
- Ele
foi na nossa frente, aparatando é mais rápido, espero que sua mãe não
leve um
susto quando ver Alexia desmaiada. - Ele tinha se virado para Rony,
nós
teremos que usar pó de flu.
- Eu
vou com vocês. - Fudge falou sério para pai de Rony.
- Não
vai não senhor, já temos encrencas demais.
O
ministro da magia ficou muito zangado, então partiu sem dizer uma
única
palavra, não tinha argumentos.
As
crianças não podiam falar nada, pois cada palavra que era dita tornava
tudo
mais confuso.
O pai
de Rony chegou carregando um vasinho com pó de flu e mostrou a cada
um
deles.
Harry
não gostava muito do tal pó de flu, mas estava começando a dominar a
técnica,
de uma certa maneira.
- Vamos
usar a lareira da Floreios e Borrões, eles não nos negarão esse favor.
Todos
foram rapidamente à loja.
-
Poderia nos deixar usar a sua lareira para que as crianças possam ir na frente?
É uma
emergência.
- Mas é
claro... Sorriu a dona da loja.
- Vamos
Mione, você é a primeira...
Mione
se aproximou da lareira e jogou o estranho pó fazendo bastante
fumaça
e logo desapareceu.
- Agora
você Harry... Não se preocupe eu levo as coisas depois.
Harry
pegou uma quantia do pó, se aproximou da lareira e jogou...
Sabia
muito bem o que vinha em seguida, teria que falar bem nitidamente onde
queria
ir. - A Toca.
Fechou
os olhos e a boca assim que conseguiu dizer as palavras corretas.
Das
outras vezes não tinha tido uma boa aterrissagem, segurou os óculos na
mão,
não arriscaria quebrá-los justo agora.
Caiu em
pé bem no meio da cozinha de Rony...
De uma
certa maneira estava feliz, fora a primeira vez que ele conseguira
usar o
pó corretamente.
Viu a
senhora Weasley bem a sua frente, levando um bule com água ao fogão.
Harry
ainda coberto de fuligem perguntou.
- Como
está Alexia?
- Agora
ela parece bem querido, está com o rosto um pouco arranhado, mas não
se
lembra de nada do que houve... Só está triste. - Sorriu amavelmente.
Neste
instante Rony caiu bem a sua frente, o seu estado não era muito
diferente
do de Harry.
- Eu
vou vê-la! Ele já estava indo em direção ao quarto de Alexia...
-
Espere, vocês dois não podem subir assim cheios de fuligem... Ela fez um
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