- Mas só isso

- Mas só isso. Será que ela não tem mais nada para dizer? Rony estava com

aquela cara emburrada de sempre.

- Ora, o que mais você gostaria que ela escrevesse?

- Sei lá, um... como vai você Rony... estou com saudades.

- Deixe isso para lá...

Alexia e Gina vinham na direção dos dois.

- Amanhã iremos ao Beco Diagonal comprar o material escolar. Mamãe já disse.

- Mas além do material escolar terei que comprar uma varinha e uniformes...

São as coisas do primeiro ano, não? Alexia parecia finalmente feliz.

- Eu vou com você Alexia... Harry logo se prontificou.

- Não é preciso. Vocês meninos só pensam em quadribol, eu e Alexia já

combinamos. Eu vou comprar tudo com ela. Vocês dois podem ficar com as

vassouras.

- Mas eu preciso ficar com ela, e se vocês duas se perderem? Harry falou sério.

Nos perder? Imagine só. Conheço aquele lugar como a palma da minha mão.

Gina apontou para a mão esquerda seriamente. Olhou para Rony com ar de desdém

e completou. - E não ousem me repreender. Já falei com a mamãe sobre isso e ela concordou.

sei o que levar. Estou confusa. Ele percebeu também que ela evitava olha-lo diretamente nos olhos. Com certeza estava chorando. Alexia estava com o cabelo preso em uma trança, como antes, só que agora usava uma calça cinza de malha de lá e um blazer azul escuro. Ela ia de um lado a outro do quarto, e ia e vinha sem trazer nada nas mãos, estava confusa mesmo, e estava muito, mas muito nervosa. - Alexia, o que houve? Harry se aproximou vagarosamente atrás dela e colocou a mão em seus ombros. Ela baixou a cabeça, sem se virar para Harry e disse quase em um sussurro. - Eu nunca fiquei sozinha antes. Apesar de estar feliz por ter conhecido você eu tenho medo. Um nó nasceu na garganta de Harry. Sabia o que ela estava sentindo. Sentia o mesmo quando tinha que voltar para casa. Largando Hogwarts para ficar com os tios. - Eu vou tomar conta de você. Disse chegando mais próximo. Daí foi a gota d'água. Alexia virou de frente para Harry, encostou o rosto em seu ombro e chorou em abundância. Ele colocou a mão na cabeça de Alexia fazendo-lhe um carinho de consolo. - Vamos, não chore. Nós somos amigos ou não? Alexia não emitiu uma palavra. Foi aí que uma lembrança veio a mente de Harry. Não fora sonho, era Alexia que estava em seu quarto naquele dia em que acordara delirando. Percebeu pelo cheiro do seu perfume, nunca tinha tido um sonho que cheirasse assim. E ele conseguira se lembrar daquele momento. Arriscou perguntar. - Não era a minha mãe no meu sonho. Era você tomando conta de mim não? Naquele dia quando cheguei desacordado. A menina parou de chorar. Engoliu o ar que lhe faltara várias vezes. Harry ficou olhando para uma lágrima que teimava em ficar no mesmo lugar no seu rosto. Secou com a palma da mão. Ficaram mais perto um do outro. Por uns instantes Harry pode até se ver refletido nos olhos azuis da menina, que agora estavam mais brilhantes. Como um imã ele foi se aproximando e ficando cada vez mais perto. Teria que fazer o que o seu coração descompassadamente pedia para fazer. Segurou com carinho o rosto de Alexia entre as mãos e sentiu a sua respiração ofegante cada vez mais próxima. Ela fechou os olhos, havia parado de tremer. Sentiu todo o calor dos seus lábios até que. - ALEXIA EU QUERIA VÊ-LA ANTES DE PARTIR. - Doyle estava parado bem a frente da porta, chorando... Segurava o cristal em uma das mãos e um carrinho na outra. Alexia saiu correndo em direção ao menino e o abraçou. - Eu vou voltar logo, logo. Vou mandar várias corujas para você, prometo. Ao longe Harry podia observar a cena maravilhado, mas um pensamento terrível lhe ocorreu! Porque será que Voldemort estava atrás dela? Com certeza ela saberia de algo que fosse muito importante para ele. Cireia se aproximou dos dois que já estavam no corredor e disse baixinho. - Doyle, volte para a sua cama... Alexia tem que ir... Com a voz baixinha Doyle disse a Cireia. - Eu gostaria de me despedir de Harry também. Harry sorriu enquanto o menino corria em sua direção. Abraçando-o com força. Uma sensação que Harry nunca mais esqueceria em toda a sua vida. O menino largou Harry e disse baixinho a ele. - Cuide dela por mim. Ela é o nosso maior tesouro. E saiu correndo. Cireia olhou para a bagunça na cama de Alexia. Não disse nada. Somente agitou a varinha de cristal e as coisas ficaram arrumadas dentro de um malão, como o de Harry. Entregou a Alexia um saquinho com várias moedas. - Dumbledore insiste que você fique com essas moedas... Eu disse que tinha as minhas economias mas ele disse que você é sua convidada. - Vamos indo. Já do lado de fora aquela carruagem mágica os estava aguardando. Só que agora não estavam atreladas umaa as outras. Havia uma única. Dois lindos Pégasos... O preto que Harry vira naquele dia na casa dos Dursley e Faith estavam agora a frente da carruagem. Mas eles não estavam presos a elas. Estavam uns cem metros a frente. Harry ajudou Alexia a colocar as coisas na parte de trás da carruagem junto com as suas. - Quem vai com a gente? Harry não entendeu, Cireia pelo jeito iria ficar com os meninos. Foi aí que Dobby apareceu na frente de Harry que deu um pulo. - Dobby vai conduzir com segurança vocês dois até a casa de Rony Weasley. - Dobby. Você já conduziu Pégasos antes? Harry se abaixara para ver Dobby bem de perto. - Para que? Só vou fazer companhia. Todos a bordo. Alexia e Harry correram na direção de Cireia abraçaram-na calorosamente. - Cuidem-se vocês dois. Depois eu quero ver as suas notas. Os dois subiram na carruagem. E Dobby ficou bem a frente. Ele fez sinal para que os cavalos voasse. E eles começaram a subir, devagarinho em direção a casa dos Weasley. Aos poucos a casa foi ficando pequenina... Até que finalmente sumiu de vista. Os três estavam bastante quietos e era possível a Harry ouvir o barulho das asas dos Pégasos conduzindo a carruagem. Foi aí que ele percebeu que havia algo sim atrelado aos cavalos voadores, era uma fina corda prateada que brilhava a luz do sol. Ele olhava constantemente para baixo para apreciar a paisagem que mudava rapidamente de cor. A velocidade em que eles viajavam era tão grande que Harry mal pode memorizar o caminho. Finalmente percebeu um local conhecido. - Estamos chegando Alexia. Olhou para ela e percebeu que ela estava dormindo. Ela estava com a cabeça inclinada para trás no encosto da carruagem. - Acho que você não está confortável. Ele ajeitou a cabeça de Alexia de modo que ela pode encostar em seu ombro. - Logo chegaremos lá. A viagem pelos cálculos de Harry não demorou mais do que trinta minutos, e logo ele percebeu a casa do seu amigo Rony, A Toca, bem a frente. Finalmente eles pousaram no jardim da casa dos Weasley. Alexia ainda dormia no ombro de Harry. - Vamos acorde! Disse baixinho. Ela abriu os olhos assustada. - Chegamos? A sim... Vamos descer. Quero que conheça a família de Rony. Não demorou muito e a Sr.a Weasley apareceu para recebe-los. - Oh Harry. Disse quase em um grito. Como você está? Ela chegou perto do menino e lhe deu um abraço tão forte que quase quebrou as suas costelas, e por um instante ele jurara que ela estava chorando. Usava o mesmo avental e roupas floridas. - ESTA DEVE SER ALEXIA, RONY NÃO PAROU DE FALAR COMO VOCÊ FEZ HARRY FELIZ. - MAMÃE. Rony deu um grito do lado de dentro da casa, interrompendo o que a sua mãe quase ia dizer. - Não está na hora de entrar-mos? Harry e Alexia devem estar cansados. A mãe de Rony pareceu não se importar com o que o filho dissera e continuou. - Como você é bonita. Não é a toa, Harry tem bom gosto. - MAMÃE. Gritou Rony novamente. Harry correu para dentro da casa, visivelmente corado. Infelizmente Alexia não pode fazer o mesmo. A Sra. Weasley se aproximara da menina e a abraçara da mesma maneira. E disse mais. - A anos não vejo uns Pégasos tão bonitos. Venha querido ver estes aqui. São mesmo especiais. - O pai de Rony saiu da casa. Mas antes de chegar próximo a esposa deu um abraço muito forte em Harry. - Achei que nós poderíamos perdê-lo, temos sorte de ter tantos amigos. - Alexia estava sorrindo agora, depois que todos os irmãos de Rony apareceram correndo para o quintal querendo ver os cavalos mágicos. - Gina foi a última a aparecer e ela veio muito próxima a Alexia. - Olá eu sou Gina, disse em meio dentes. - Muito prazer, eu sou Alexia. - Gina, leve Alexia para o seu quarto, ela vai ficar com você por esses dias. Gina e Alexia saíram juntas... Harry percebera que Alexia fora a primeira a puxar assunto. Pode ouvi-la dizer. - Espero que eu não esteja incomodando. Qua class=MsoPlainText>- Tudo bem, tudo bem... Elas estão adiantadas mesmo, é bom que assim

Gina se sente útil e feliz. Não tenham pressa, temos o resto do dia pela frente.

Harry teve vontade de sorrir depois que olhou para Rony e percebeu que

ele estava quase explodindo de raiva.

- Eu não sei como a mamãe dá mais atenção para todos, principalmente para a Gina.

- A sua mãe te ama do mesmo que ama os seus irmãos, senão eu estivesse com os

meus tios agora no mínimo acordaria a pontapés e nem café da manhã tomaria.

- É você tem razão Harry. Vamos indo.

Os dois terminaram o café e se dirigiam a mãe de Rony que estava guardando

a última xícara no armário.

- Já terminamos. Rony pegou a sua xícara e já ia leva-la para pia para lavá-la.

Mas a senhora Weasley o interrompeu.

- Não precisa lavar querido. Vão indo. Senão vão se atrasar mais ainda.

Ela se dirigiu ao centro da sala e pegou um pequeno vaso.

- Para onde vamos? - Harry perguntou.

- Vamos a Sorveteria Florean Fortescue, onde Mione estará nos esperando. - Disse Rony.

- Muito bem Harry, você primeiro.

Harry se dirigiu a frente da lareira e pegou o pequeno vaso nas mãos.

Pensou quão mais fácil será quando eles puderem aparatar. Tirou os óculos,

se aproximou da lareira e gritou. - Sorveteria Florean Fortescue - 

e deu um passo a frente sendo envolvido pela calor morno do fogo encantado,

logo ficou coberto de fuligem, ficou sem respirar alguns segundos e em seguida viu-se

caindo dentro do enorme salão cheio de fregueses, ninguém ao menos reparara

que ele estava sentado no chão.

Desta vez a experiência não tinha sido tão ruim, "aterrizou"

perfeitamente, sequer quebrando os óculos. Andou alguns passos a

frente, com certeza Rony viria logo em seguida.

Batia o resto de fuligem da roupa quando ouviu um barulho seco.

Rony caíra de cabeça, bem a sua frente, estava com o rosto todo preto,

Harry correu para ajuda-lo.

- Você está bem?

Segundos depois eles puderam ouvir o ambiente todo explodir em gargalhadas,

Era comum crianças aparecerem em suas lareiras, mas não daquele jeito,

fazendo tanto barulho.

- Vamos sair daqui então. Rony estava tão envergonhado que mal conseguira

levantar o rosto. Foi um alívio quando chegaram do lado de fora.

Harry poderia jurar que o amigo ainda estava vermelho.

- Machucou alguma coisa? Harry olhou-o preocupado.

- Acho que não!

- Que bom que chegaram.

Rony fez uma cara de espanto quando percebeu a voz alta de Mione do outro lado da rua.

- Estou indo aí. - Ela veio rapidamente de encontro a eles.

Não percebendo que um estranho homem encapuzado vinha na direção contrária.

Trombando com ela e a fazendo cair no chão.

O homem continuou o seu caminho, sem se importar.

Harry sentiu uma dor em sua cicatriz. Ouviu ao longe o amigo gritar.

- Não existem mais bruxos educados neste mundo.

Assim que conseguiu se concentrar novamente, se aproximou para ajudar Mione a se levantar.

- Você está bem Mione? - Harry disse preocupado.

- Estou! De onde saiu aquilo?

- Rony disse com raiva.

- Eu tenho vontade de ir atrás dele.

- Estranho! Parece que aparatou bem aqui. Mione estava séria. Nem pareceu escutar Rony.

- Não deve ser coisa boa, eu sei disso. Harry fechou os olhos e disse:

- Vamos encontrar os outros.

Os três se dirigiram a entrada principal do Beco Diagonal onde todos já estavam reunidos.

Gina estava felicíssima pois havia ajudado Alexia a comprar todo

o material escolar, só estava faltando a varinha.

- Viu pai como eu sei onde ficam todas as lojas.

- Eu sei querida e parabéns por ser tão útil. Disse o Sr. Weasley

sorrindo docemente para a filha caçula.

- Ei! Lá vem eles. Gritou o pai de Rony.

Harry pode perceber um enorme sorriso florir no rosto de Alexia que correu em sua direção.

Ela o abraçou com tanta força que Harry achou que quebraria as suas costelas.

- Você demorou. Fiquei preocupada. - Ela agora já parecia bem mais relaxada.

- Tivemos um leve contratempo de sono. - Harry sorriu. O que está faltando agora?

- Já comprei praticamente tudo com Gina, só está faltando a varinha.

- Eu faço questão de ir com você até lá, é um dos materiais mais

importantes que teremos que comprar.

- Eu vou também! gritou Gina.

Harry pode ouvir um aí de Gina e depois ela disse sem jeito.

Rony lhe dera um beliscão.

- Pensando bem, acho que não vou. Pode ir Alexia junto com Harry.

- Você não vai se importar? Harry disse educadamente.

- Não. Gina disse sem jeito.

- Então vamos indo.

Sentiu um alívio enorme por estar sozinho com Alexia depois de todos aqueles dias.

Foram andando até a loja do senhor Olivaras.

- Você não se importa em deixar Gina para trás?

- Não. Eu gosto muito dela. Mas eu não sei o que houve.

Ela mau me deixou falar com você estes dias. Está sempre me pedindo algo, não sei porque.

- Tenho uma vaga idéia, mas deixe isso para lá.

- Estou adorando tudo por aqui. É fantástico.

- Foi isso o que eu achei quando vim aqui pela primeira vez.

- É mágico.

Andaram apenas mais alguns minutos pois a loja ficava logo na esquina,

Harry abriu a porta, deu passagem para Alexia e entrou.

- Sr. Olivaras? Disse baixinho.

- Já estou indo. - Foi a resposta.

Ele percebeu que o senhor Olivaras veio na direção deles mas parou

logo em seguida bem na frente de Alexia.

Apontou diretamente na direção da menina e disse. - Você está querendo uma varinha não é?

- Ela vai para Hogwarts comigo. Harry disse com firmeza e orgulho.

- Ela não precisa de uma varinha.

- Como assim não precisa? Estava confuso.

- Eu não sei se vou ter a varinha certa para ela.

- Não estou entendendo? Harry olhou para Alexia.

Ela sorriu sem jeito.

- Mas ela não pode ir até Hogwarts sem uma varinha. - Harry ficara indignado.

- É.. você tem razão.. pareceria estranho.. Sr. Olivaras ficou

pensativo por um momento e finalmente disse - Esperem um minuto, acho que sei

qual é a varinha mais indicada neste caso. E se dirigiu para os fundos da loja novamente.

Os dois ficaram parados no meio da loja sem saberem exatamente o que fazer.

Os minutos pareciam horas até que finalmente o Senhor Olivaras voltou

trazendo uma estranha caixinha.

- Pegue essa aqui. - Abriu a caixinha que continha a varinha mais estranha

que eles poderiam imaginar. - Vamos use-a.

Ela não sabia exatamente o que fazer, pegou a varinha na mão e Harry

ouviu uma maravilhosa melodia no ar e um arco-íris tomou conta do ambiente.

Foi a coisa mais estranha que poderia ter ocorrido.

- Pode ficar com ela. O senhor Olivaras falou satisfeito depois de alguns segundos.

- Quanto custa.? - Ela perguntou.

- É um presente.

E então, para surpresa dos dois, ele desapareceu tão rápido quanto tinha aparecido.

Alexia ficou quieta no meio da sala sem saber o que fazer.

- Vamos indo então. Se ele resolveu lhe dar de presente deve ter lá o seu motivo.

O silêncio da loja fora interrompido por uma bagunça no meio da rua.

- O que está havendo?

Os dois já estavam do lado de fora quando eles perceberam o real motivo da bagunça.

Quatro homens encapuzados saíram em disparada guiando pequenas carruagens pela

rua estreita, fazendo com que as pessoas corressem para todos os lados,

evitando serem atropeladas.

Havia muita bagunça e Harry pode notar que no meio da confusão uma garotinha

havia se perdido dos pais.

cho"'>Ela chorava do outro lado da rua e ele percebeu que se continuasse

ali possivelmente seria atropelada pelos pedestres.

Disse para Alexia. - Eu vou achar os pais dela. Me encontre da sorveteria, está bem?

Ela fez um sinal afirmativo com a cabeça e partiu em outra direção.

Nenhum deles percebeu que estavam sendo observados.

Harry chegara do outro lado da rua com muito esforço pois uma multidão

já havia se formado a sua volta.

Olhou para todos os lados e a menina havia desaparecido, Harry

acreditando que enfim os pais a tinham encontrado, virou-se para ir em direção

à sorveteria quando sentiu novamente a dor na cicatriz,

definitivamente estava acontecendo alguma coisa errada por ali.

Olhou de novo entre a multidão e Alexia já não era mais visível.

E foi com muito sacrifício que conseguiu dar alguns passos,

várias pessoas o estavam empurrando e demorou bastante até ele se livrar

da confusão. Finalmente conseguiu chegar até a sorveteria.

Não há encontrou ali. Com o coração aos pulos se dirigiu ao balconista.

- Por acaso viu uma moça com longos cabelos negros e usando sueter azul escuro?

- Uma muito bonita? com olhos grandes? Respondeu o rapaz. - Vi sim, ela ficou

aqui alguns momentos até que um garoto louro veio falar com ela.

- Como ele era? Harry estava com o batimento descompassado.

- Conheço ele muito bem, ele e seu pai, o Sr. Malfoy sempre vêm aqui. São ótimos gastadores.

- E você viu para onde ela foi?

- Ela saiu sozinha... Foi meio estranho, ela foi em direção à Travessa do Tranco.

O que será uma moça bonita como ela poderia lá?

Harry virou-se rapidamente em direção à saída. Mione e Rony vinham entrando,

juntamente com o resto da família Weasley, Lupin e o Ministro que

não estava com ares tão satisfeito.

- Ei Harry onde você vai? Lupin disse primeiro.

- Acho que Draco disse algo e Alexia foi até à travessa do Tranco.

- O que?? Eles estavam estupefatos. Nós vamos com você. - Todos então correram atrás dele.

"Encrenca." Pensou Harry. Aquilo estava cheirando a armadilha.

A Travessa do Tranco era uma das ruas mais sujas que alguém poderia sequer

imaginar, tudo cheirava mau e só bruxos das trevas freqüentavam o local.

Mas felizmente ele não foi muito longe. Percebeu ao longe que alguém corria

em sua direção. Era Alexia. E estava muito assustada.

Seu rosto sangrava e ela chorava bastante, toda suja de lama.

Ela o abraçou com toda a força e não disse uma só palavra. Desmaiou em seguida.

Neste instante seus amigos o alcançaram.

O ministro que estão estava branco com cera disse com firmeza.

- Não contem isso para ninguém.

- Não se preocupe ministro que isso não vai vazar.

Lupin se aproximou de Harry e disse baixinho.

- Eu a levo na frente... É mais rápido. Precisamos tira-la daqui.

Harry ainda estava sentindo a respiração falhar e ficou olhando assustado

para o amigo que agora carregava a menina no colo inconsciente.

Suas mãos tremiam e ele se sentiu completamente inútil.

O pai de Rony chegou ao seu lado e apertou o seu ombro com firmeza.

Lupin então pegou a sua varinha e com um estalinho desapareceu em pleno ar.

- Ele foi na nossa frente, aparatando é mais rápido, espero que sua mãe não

leve um susto quando ver Alexia desmaiada. - Ele tinha se virado para Rony,

nós teremos que usar pó de flu.

- Eu vou com vocês. - Fudge falou sério para pai de Rony.

- Não vai não senhor, já temos encrencas demais.

O ministro da magia ficou muito zangado, então partiu sem dizer uma

única palavra, não tinha argumentos.

As crianças não podiam falar nada, pois cada palavra que era dita tornava

tudo mais confuso.

O pai de Rony chegou carregando um vasinho com pó de flu e mostrou a cada

um deles.

Harry não gostava muito do tal pó de flu, mas estava começando a dominar a

técnica, de uma certa maneira.

- Vamos usar a lareira da Floreios e Borrões, eles não nos negarão esse favor.

Todos foram rapidamente à loja.

- Poderia nos deixar usar a sua lareira para que as crianças possam ir na frente?

É uma emergência.

- Mas é claro... Sorriu a dona da loja.

- Vamos Mione, você é a primeira...

Mione se aproximou da lareira e jogou o estranho pó fazendo bastante

fumaça e logo desapareceu.

- Agora você Harry... Não se preocupe eu levo as coisas depois.

Harry pegou uma quantia do pó, se aproximou da lareira e jogou...

Sabia muito bem o que vinha em seguida, teria que falar bem nitidamente onde

queria ir. - A Toca.

Fechou os olhos e a boca assim que conseguiu dizer as palavras corretas.

Das outras vezes não tinha tido uma boa aterrissagem, segurou os óculos na

mão, não arriscaria quebrá-los justo agora.

Caiu em pé bem no meio da cozinha de Rony...

De uma certa maneira estava feliz, fora a primeira vez que ele conseguira

usar o pó corretamente.

Viu a senhora Weasley bem a sua frente, levando um bule com água ao fogão.

Harry ainda coberto de fuligem perguntou.

- Como está Alexia?

- Agora ela parece bem querido, está com o rosto um pouco arranhado, mas não

se lembra de nada do que houve... Só está triste. - Sorriu amavelmente.

Neste instante Rony caiu bem a sua frente, o seu estado não era muito

diferente do de Harry.

- Eu vou vê-la! Ele já estava indo em direção ao quarto de Alexia...

- Espere, vocês dois não podem subir assim cheios de fuligem... Ela fez um

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Finalmente o dia em ir para Hogwarts chegara, Harry tinha passado por tantas

coisas nessas últimas férias que parecia que o tempo tinha dobrado.

Foi muito bom conhecer Alexia, de uma certa maneira ela sempre mostrava a

ele as coisas de um ângulo diferente.

Ela tinha se recuperado do susto, mas ninguém mais dissera nada sobre o

ocorrido. Embora ele nunca mais iria se esquecer do que Draco tinha feito, e

esperava pacientemente a sua chance de uma vingança...

- Vamos, estamos atrasados... Gritou o senhor Weasley, arrumando os malões

de todos os filhos na parte de trás do carro novo e encantado.

Harry já estava acostumado com o porta malas do carro do senhor Weasley, e

parecia quanto mais coisas colocavam mais coisas cabiam.

Mas ele sempre estranhava quando contava quantas pessoas podiam caber lá

dentro, e agora estava com a companhia de seus amigos, além de todos

os da família Weasley.

Chegaram na plataforma em menos de vinte minutos. E com uma folga de

antecedência.

A senhora Weasley pedia para que fossem em grupos de dois passar pela parede

encantada para que não chamassem muita atenção.

- Rony e Mione na frente agora..., depois os outros... Harry você vai com a

Alexia, está bem?

- Não é difícil... Harry empurrava o carrinho com seu malão em direção a parede.

É só fazermos de conta que estamos encostando na parede, assim que passar um

grupo de pessoas, nos empurramos os malões e passamos para o outro lado. Não tem

problema

A menina fez um sinal afirmativo com a cabeça.

Assim que um grupo de trouxas passou por eles, empurraram os carrinhos

em direção a parede e chegaram na plataforma 9 1/2. Com sucesso.

No do outro lado ele respirou aliviado.

- Vou confessar, é uma sensação meio estranha passar por uma parede

aparentemente sólida... Uma vez Dobby bloqueou a entrada, todas as minhas

coisas caíram...

- Veja é Rony! Está lá na frente. Gritou Alexia.

- Vamos até lá...

A plataforma estava cheia de crianças com idades que variavam de 11 ate

17 anos, e Hagrid já estava lá os aguardando, Lupin também já chegara.

Veio na direção deles sorridente.

- Acho eu vai fazer um bom tempo hoje na viagem. Disse sorridente.

- Espero que sim... Gostaria de mostrar a ela cada parte do caminho.

Harry era pura alegria. Tanto que sequer estranhou a presença de Hagrid ali,

ao contrário dos anos anteriores quando eles sempre encontravam ele

qdo desembarcavam em Hogsmead.

- Eu adoraria...

- Vamos entrando, acho que todos vão fazer parte do meu camarote de novo.

Lupin pegava as malas.

O embarque ocorreu rapidamente, e todos estavam bastante animados.

Por um momento, quando Harry olhou para trás antes de entrar, notou que

Hagrid conversava com Lupin... Mas a conversa parecia não muito animada.

Talvez fosse impressão mas os dois estavam preocupados com alguma coisa.

 

Todos já estavam acomodados nos seus lugares, o

camarote estava bastante apertado.

- Acho que daqui a cinco minutos nós iremos partir.

O trem soltou o apito e começou a andar.

- Quanto tempo de viagem nós temos pela frente? Alexia estava curiosa.

- Acho que umas cinco horas aproximadamente. Hermione estava prendendo

os cabelos com em um nó.

Neste instante entrou o professor Lupin.

- Estão todos bem?

- Pode sentar, deixamos um lugar aqui no canto. Rony estava levantando

 e mostrando o local.

- Hagrid me contou que o senhor vai voltar a lecionar em Hogwarts não?

Harry parecia entusiasmado.<

o:p>

- Sim, Dumbledore me disse que aquele meu pequeno problema não vai

influenciar em nada as minhas aulas. Além disso Moody está meio assustado

ultimamente.

Harry se lembrou do que acontecera com o velho bruxo. Ninguém seria polpado.

Nisso Lupin soltou um sorriso muito feliz e disse.

- Nós temos companhia. - Ele bateu na porta do camarote que estava fechada e

em segundos um enorme cachorro negro entrou.

Harry correu para abraça-lo.

- Quem bom vê-lo, obrigado por ter me ajudado naquele dia. Falou em um tom

mais baixo ainda. É bom ter alguém como você por perto.

Um gostoso latido pode se ouvir, e Mione e Rony vieram acariciar o cachorro

também.

Depois dele todos os Weasley vieram dar a sua contribuição de carinho... Foi

aí que Alexia disse.

- Posso chegar próximo dele também?

- Mas é claro... Sorriu Harry que ainda estava ao lado do padrinho.

A menina veio andando tão vagarosamente em direção a Sirius que Harry

por um momento teve a impressão que ela estava com medo... Mas foi uma enorme surpresa

quando ela disse bem baixinho perto de Black, que somente Harry pode ouvir.

- Espero que não esteja cansado de ficar andando assim por aí. Ela passou a

mão entre as orelhas de Black, que logo as arqueou para trás.. Harry pode

notar que o colar no pescoço de Alexia aumentara de intensidade.

Todos ficaram felizes por pessoas tão importantes estarem por lá,

principalmente Harry.

 

 

A viagem já durava bastante, todos estavam animados e sorridentes, a bruxa

vendendo doces já havia passado a muito tempo e eles estavam carregados de

guloseimas.

- Nossa, esta está sendo a viagem mais tranquila que tivemos. - Harry

ainda mastigava seu pedaço de sapo de chocolate.

- Draco não veio encher a paciência da gente. - Rony disse sem pensar.

Harry quase derreteu Rony com o olhar, mas ao se virar para Alexia ele

notara que ela não se abalou com a lembrança de Draco, por isso não brigou

com o amigo.

- Aliás eu acho que aquele chato não embarcou com a gente! Fred estava

olhando atentamente pela janela.

- Não mesmo? Eu também não me lembro de ter visto aquela cara enjoada! Mione

agora pegara um pergaminho.

- O que você está fazendo? Rony olhou curioso.

- Estou fazendo umas anotações para as matérias do próximo ano.

Harry pegou a sua varinha, e disse baixinho. - Bobilarbus.

A pena que estava na mão de Hermione foi parar no colo de Rony.

- Não acredito nós estamos dentro do trem. Não é hora de estudar.

Foi aí que Jorge falou.

- Mione, nós temos um eclipse hoje?

- Não pelo que eu saiba, porque?

- Parece que um clarão está vindo na direção da gente.

- O que?

Lupin e todos os outros correram na direção da janela.

Harry largou a sua varinha em cima do banco e correu para a janela.

- O que é aquilo? Perguntou Harry.

- Está vindo na direção da gente! Gritaram todos.

Uma luz bem forte bateu no trem, fazendo-o parar.

Todos foram atirados no chão.

Black começo a latir alto.

Lupin saiu do camarote, acompanhado por Black.

- Quero que todos fiquem por aqui, haja o que for.

Um silêncio aterrador tomou conta do lugar.

- O que está acontecendo? Harry estava ficando nervoso.

Com certeza aquele era um lugar mais fácil para pegá-la.

Então todas as luzes do trem se apagaram, em seguida ouviu-se

gritos.

- Aí, você pisou no meu pé! Gritou Mione.

- Saí daí... Empurrou Gina.

Mesmo em meio a gritaria interna era possível ouvir do lado de fora...

E varias crianças saíram do trem... Em meio à confusão Hagrid mal conseguiu

entrar no camarote deles carregando uma lanterna e estava nervoso...

- O trem quebrou... Mandei uma coruja para Dumbledore, para nos enviar um

outro transporte.

- Mas não podem arrumar por mágica? Mione estava decidida a ajudar.

- Foi justamente uma mágica que fez o trem parar, não conseguimos quebrar o

feitiço. Deixem as suas coisas aí dentro...

Todos saíram, estava fazendo bastante frio...

Em minutos estavam do lado de fora.

Lupin, Black e Hagrid se reuniram aos outros.

Neville assustado veio em direção a Harry e perguntou.

- O que houve?

- Lançaram um feitiço para parar o trem. Respondeu Rony sério.

Lupin estava com a sua varinha em punho.

- Quero que todos fiquem por aqui. Acredito que em apenas alguns minutos

chegará uma nova condução.

- Fique aqui seu fujão. - Neville gritou para seu sapo de estimação, Trevor

que também assustado pelos gritos tentava escapara das mãos do menino.

Foi aí que Harry se lembrou.

- Esqueci a Edwiges...

Ele saiu correndo em direção ao trem e gritou. - Já volto, vou pegar a

Edwiges.

- VOLTE AQUI... Gritou Lupin.

Mas já era tarde... Harry já estava dentro do trem.

- Edwiges... Eu vou soltar você.

A coruja branca estava nervosa presa dentro da gaiola... Batia as

asas contra as grades desesperada.

- Calma.. calma.. estava com medo de que ela acabasse se machucando.

Chegando ao camarote ele abriu a gaiola e Edwiges voou para pousar em seu braço.

- Agora eu vou abrir a janela e você pode ir para o corujal esperar a gente,

está bem.

Harry abriu a janela... E soltou Edwiges, que foi para longe.

O trem começou a se movimentar vagarosamente. Harry ouviu os amigos gritarem

do lado de fora.

- SAIA DAÍ.

Ele notou que o trem começava mais e mais a aumentar velocidade.

Foi aí que algo terrível aconteceu.

Um frio passou pela espinha de Harry e aquela dor novamente atingiu a sua

cabeça.

Ficou com os olhos embaçados, e caiu no chão... Tonto.

- Não esperava que fosse tão fácil achar você por aqui. - Um capuz cinza

entra pelo camarote.

- O que você está fazendo por aqui Rabicho.

- Meu mestre mandou vir buscá-lo.

- Vai ser meio difícil, todos vão vê-lo e Sirius será libertado.

- Mas quem disse que mais alguém vai me ver...

Harry conseguiu finalmente recuperar a visão. Olhou para fora, o trem já

estava bem distante do local que tinha parado.

Começou a andar para trás, procurando por sua varinha, não se entregaria

facilmente.

Ficou apalpando os estofados a procura da varinha.

Rabicho veio em sua direção, e tentou agarra-lo...

Harry deu um passo para trás e acabou caindo em cima de um monte de malas...

Percebeu que fizera um corte na mão esquerda quando tentava se apoiar.

Voltou a procurar por sua varinha mas não encontrou.

Deu um chute em Rabicho que ficou surpreso e tonto.

Finalmente encontrou o que procurava e apontou em direção ao seu inimigo e disse o

mais alto que pode...

- Conjunctivus.

Ele acertara o alvo com certeza, e Rabicho colocou as mãos nos olhos,

chorando. Harry apontou para a janela e gritou.

- ALOHOMORRA.

A janela abriu e ele correu em direção ao parapeito da janela.

Olhou para baixo, eles estavam passando por uma ponte.

Com mais atenção percebeu que abaixo havia um rio.

Não era uma boa idéia sair de lá daquela maneira.. mas em todo caso...

O trem balançava bastante, Rabicho pronunciou algo e voltou a atacar.

- Onde está a jóia?

- Não sei do que você está falando!

- Você deve saber. Meu mestre disse que ela está com você.

- É um covarde Rabicho...

- O meu mestre mandou levá-lo, assim Dumbledore entrega a jóia em troca da

nossa vitória.

- Só se me levar morto...

O trem balançava cada vez mais, deveriam estar na metade da ponte.

Ele percebeu que Rabicho ia lançar mais um feitiço. Disse

tempo.

- Sua amiga levou um grande susto lá no Bar das Aranhas negras... Quase que

ela estragou a nossa festinha.

- Uma festinha com quem? Harry com certeza sabia que em instantes o próprio

Voldemort apareceria para apanhá-lo se Rabicho demorasse muito.

- Lúcio Malfoy e outros conhecidos, além é claro de meu mestre.

- Foi você quem machucou o rosto dela?

- Digamos que fiz a minha parte...

Ele aproveitou a distração e gritou com toda a força direcionando

a varinha para o seu inimigo.

- Incendio.

As roupas de Rabicho se incendiaram e ele continuou.

- Expelliarmus.

 

Finalmente o dia em ir para Hogwarts chegara, Harry tinha passado por tantas

coisas nessas últimas férias que parecia que o tempo tinha dobrado.

Foi muito bom conhecer Alexia, de uma certa maneira ela sempre mostrava a

ele as coisas de um ângulo diferente.

Ela tinha se recuperado do susto, mas ninguém mais dissera nada sobre o

ocorrido. Embora ele nunca mais iria se esquecer do que Draco tinha feito, e

esperava pacientemente a sua chance de uma vingança...

- Vamos, estamos atrasados... Gritou o senhor Weasley, arrumando os malões

de todos os filhos na parte de trás do carro novo e encantado.

Harry já estava acostumado com o porta malas do carro do senhor Weasley, e

parecia quanto mais coisas colocavam mais coisas cabiam.

Mas ele sempre estranhava quando contava quantas pessoas podiam caber lá

dentro, e agora estava com a companhia de seus amigos, além de todos

os da família Weasley.

Chegaram na plataforma em menos de vinte minutos. E com uma folga de

antecedência.

A senhora Weasley pedia para que fossem em grupos de dois passar pela parede

encantada para que não chamassem muita atenção.

- Rony e Mione na frente agora..., depois os outros... Harry você vai com a

Alexia, está bem?

- Não é difícil... Harry empurrava o carrinho com seu malão em direção a parede.

É só fazermos de conta que estamos encostando na parede, assim que passar um

grupo de pessoas, nos empurramos os malões e passamos para o outro lado. Não tem

problema

A menina fez um sinal afirmativo com a cabeça.

Assim que um grupo de trouxas passou por eles, empurraram os carrinhos

em direção a parede e chegaram na plataforma 9 1/2. Com sucesso.

No do outro lado ele respirou aliviado.

- Vou confessar, é uma sensação meio estranha passar por uma parede

aparentemente sólida... Uma vez Dobby bloqueou a entrada, todas as minhas

coisas caíram...

- Veja é Rony! Está lá na frente. Gritou Alexia.

- Vamos até lá...

A plataforma estava cheia de crianças com idades que variavam de 11 ate

17 anos, e Hagrid já estava lá os aguardando, Lupin também já chegara.

Veio na direção deles sorridente.

- Acho eu vai fazer um bom tempo hoje na viagem. Disse sorridente.

- Espero que sim... Gostaria de mostrar a ela cada parte do caminho.

Harry era pura alegria. Tanto que sequer estranhou a presença de Hagrid ali,

ao contrário dos anos anteriores quando eles sempre encontravam ele

qdo desembarcavam em Hogsmead.

- Eu adoraria...

- Vamos entrando, acho que todos vão fazer parte do meu camarote de novo.

Lupin pegava as malas.

O embarque ocorreu rapidamente, e todos estavam bastante animados.

Por um momento, quando Harry olhou para trás antes de entrar, notou que

Hagrid conversava com Lupin... Mas a conversa parecia não muito animada.

Talvez fosse impressão mas os dois estavam preocupados com alguma coisa.

 

Todos já estavam acomodados nos seus lugares, o

camarote estava bastante apertado.

ont-family:"MS Mincho"'>Quando finalmente chegaram no camarote puderam notar a extensão da

briga.

- Você teve muita sorte. Rony assobiou baixinho.

- O que ele queria afinal? Mione estava olhando em volta para tudo.

p>

- Uma jóia valiosa. - Harry sabia o que estava dizendo. Ele pensa que eu sei

onde está.

- Ninguém sabe onde está... Alexia não tinha idéia que a "jóia" era ela. E

por Harry ela nunca saberia.

 

A viagem agora continuou mais tranquila.

Finalmente eles chegaram ao destino... Hagrid veio na direção dos

amigos... Sério.

Sinto informar Harry... Mas Alexia tem que ir com a gente nos barcos, é a

tradição. Depois vocês se encontram, após a cerimônia do chapéu seletor.

Ela caminhou em direção a Hagrid, silenciosa, tristeza visível em sua face.

Harry ficou um tempão parado olhando ela se distanciar e teve uma sensação

estranha.

De repente ela disse a Hagrid.

- Espere um segundo!

Correu em direção a Harry, os seus lábios se encontraram por um segundo,

deu um abraço no menino e correu de volta a Hagrid. - Acredito que

vou ficar na Grifinória.

Harry nunca ia imaginar que receberia um beijo daquele jeito, levou a mão aos

lábios, ainda estava sentindo o toque suave, foi um beijo

infantil, mas foi um beijo e Rony percebeu e lhe deu um cutucão.

- Ela está gamadinha por você, eu nunca recebi um beijo desse na minha vida

inteira.

- Cala a boca Rony. - Harry não estava zangado, mas estava sem graça e Rony

conseguia aumentar esta sensação mil vezes.

- Não se preocupe, você vai ficar com a gente na Grifinória... Rony gritou

para a nova amiga.

- Vamos indo. Harry falou baixinho... triste.

- Não se preocupe ela vai ficar com a gente. Mione deu um tapinha de leve

nas costas de Harry. - Vamos em frente, temos um jantar nos aguardando.

 

Como sempre, o céu estrelado e as mesas cobertas como os pratos de ouro. Mas

tinha algo de diferente.. Harry sabia o porque, era o seu medo de que

Alexia caísse em uma casa diferente da dele.

Mas o pior seria se ela caísse na Sonserina. Balançou a cabeça..

Não ela não tinha nada de Slytherin.

Os alunos estavam aguardando o comunicado oficial de Dumbledore.

Sua voz foi amplificada chegando nitidamente mesmo ao aluno mais

distante da mesa principal.

- Bem vindos todos... Este ano temos notícias não muito felizes, sabemos que

Voldemort está de volta, e nós não sabemos o quanto ele é poderoso. Estamos

a todo custo mantendo a rotina normal. Mas infelizmente devido as últimas

notícias, não teremos o campeonato de quadribol, pois a quadra será usada

para outros fins e os alunos estão proibidos de ir até lá...

Houve um silêncio mortal...

- Mas estamos providenciando outras atividades para o ano letivo, que vou

comunicar a vocês assim que tivermos decidido. Mas sem demora vamos a seleção.

Harry estava tão nervoso que não conseguia parar de bater os pés no chão.

Rony e Mione tiveram que pedir para ele parar mais de uma vez.

Aos poucos os nomes foram sendo chamado... até que a lista acabou e Alexia

continuava sentada no mesmo lugar.

Iniciou-se a cerimônia, mas Harry não conseguiu ouvir uma só canção, estava

muito nervoso.

- Será que vão chamá-la?

Foi aí que Dumbledore falou em sua voz ampliada.

- Este ano temos uma convidada especial. Todos os alunos olharam para Alexia

que ficou rubra de vergonha.

Ele pode ouvir várias vozes dizendo a sua volta.

- Nossa, como ela é bonita, espero que fique na minha casa.

Dumbledore continuou.

- Mesmo sendo minha convidada, preciso saber em que casa vai ficar...

Portanto queira se aproximar do Chapéu Seletor e faça o mesmo que os

outros fizeram, por favor.

Ela se levantou vagarosamente e foi em direção ao banquinho, colocou o

chapéu na cabeça.

O coração de Harry pareceu parar de bater. Ouviu-se depois de longos minutos

que pareciam horas o chapéu dizer.

- Lufa-Lufa.

Os aplausos da mesa estouraram em alegria. Mas antes que pudesse cessar o

chapéu gritou ainda mais alto. - Corvinal.

Um outro silêncio e novos aplausos na mesa dos alunos da Corvinal.

- Pelo menos ela não caiu na Sonserina. Mione falou seriamente para Harry,

que ainda estava nervoso.

- Porque o chapéu mudou de idéia?

- SONSERINA... O chapéu mudara de opinião de novo.

Mais uma pausa, e silêncio, agora Dumbledore estava se aproximando.

Mas o mais surpreendente veio em seguida.

- FLORESTA PROIBIDA... Gritou o chapéu com certeza.

Ouviu-se um estouro de dúvidas entre todos os alunos, e Harry ficou branco

como um fantasma.

Dumbledore se aproxima do chapéu e Harry notou que ele estava dizendo algo ao chapéu.

- EU TENHO CERTEZA. Respondeu bem alto o chapéu.

- Você tem que coloca-la em uma das casas, não é para expulsa-la do

castelo, entendeu?

O chapéu pareceu pensar bastante.

- GRIFINÓRIA E ESTÁ FEITO, É A PESSOA MAIS PERFEITA PARA O LUGAR.

Dumbledore sorriu e voltou para o seu lugar.

Harry foi o primeiro a se levantar e aplaudir com todas as forças que pode,

sorria bastante.

Ela desceu do banquinho e dirigiu-se ao banco junto com os amigos,

estava tremendo.

- O que houve?

- Ele é sempre assim confuso? Ela ainda estava nervosa... Pálida.

- NÃO. Todos responderam ao mesmo tempo.

- Ele queria me mandar embora?!

- Claro que não! Acho que ele está assim porque você é mais velha que as

outras crianças.

- Espero que seja isso... Agora ela parecia mais calma... Principalmente

depois que o jantar fora servido.

O primeiro dia de aula iria começar, mas desta vez seria

diferente.

- Boa noite a todos. - Mione sorriu para os amigos. Vou com Alexia mostrar o

quarto das meninas.

Alexia se aproximou de Harry e lhe deu outro beijo, mas desta vez no rosto e

disse:

- Muito obrigado. E foi em direção a amiga que já estava a dianteira.

- Ela te ama. - Rony deu outra cotovelada em Harry.

- Cala a boca Rony. Vamos dormir.

- Você reparou que Draco não está aqui? Rony parecia extremamente feliz.

- Se enganou, olha ele ali...

Harry apontou para Rony a entrada do castelo, lá estava Malfoy acompanhado de

seus amiguinhos.

Aquele ano seria normal apesar de tudo, pensou Harry.

 

 

 

O primeiro dia de aulas.

Harry e Rony já estavam na salão principal tomando o café da manhã.

- Porque será que Mione e Alexia ainda não desceram para tomar o café? Harry

ainda mastigava um pedaço de pão de maçã.

- Acho que essa foi a primeira vez que Mione teve uma companhia de verdade,

acho que ela está conversando a vontade.

- Mas ela nunca se atrasou para o café da manhã.  Harry pegou a sua mochila

e olhou qual seria a primeira aula do ano... Snape. Por um instante o

seu estômago mudou de posição... Logo a primeira aula.

- VEJA, gritou Rony... Elas estão chegando...

Harry levantou o rosto em direção a entrada principal e as meninas vinham

carregadas de livros e pergaminhos.

- Porque tanta coisas? Rony fez cara fechada para Mione.

- Desculpem o atraso... Estávamos na biblioteca... Alexia nem percebera a

cara de espanto no rosto de Harry e Rony.

- O que vocês duas estavam fazendo na biblioteca a esta hora da manhã? Os

dois disseram em unicoro.

- Hora... Você (apontou para Harry) e Alexia fizeram uma revisão de todos os

anos em Hogwarts, nós ficamos conversando sobre isso até de madrugada e

trocando informações e Alexia me informou que há alguns livros interessantes

sobre magia e poções que eu poderia ver, de autores que não estão na lista

de Hogwarts, daí resolvemos ir a biblioteca para pesquisá-los.

- Quer dizer que vocês duas ficaram a noite estudando? Rony estava

indignado.

- Alexia, você nunca me disse que tinha esta sede de estudar!? Disse? Harry

ficou olhando fixamente para a menina.

As duas sentaram a mesa, Alexia ao lado de Harry e Mione ao lado de Rony...

- Sabe! Alexia estava agora a frente do seu café da manhã. Mione é uma

pessoa fascinante Harry. Os seus amigos são ótimos.

- Eu sei disso... Harry simplesmente sorriu.

- Eu não vou aguentar duas engolidoras de livros na mesma sala. Quero ver

quando um professor pedir para responder algo. Rony sorriu para Mione e

mostrou a língua com desdém.

- Nós já combinamos sobre isso... Conhecendo a personalidade de cada

professor, nós combinamos que eu respondo as perguntas primeiro, caso eu não

souber ela responde, assim se Snape tiver que dar uma bronca em alguém que

seja em mim. Mione estava com a boca cheia de pão doce...

- Dava para falar sem mastigar ao mesmo tempo. Rony chegou bem perto da

amiga, dando uma bronca...

- Ei pare com isso, eu faço assim porque estamos atrasadas para a aula, está

bem...

- Nós estamos atrasadas para a aula? E eu e Harry somos o que?

Harry levantou, percebendo que Alexia já terminara de comer, pegou em sua

mão e disse baixinho. - Vamos saindo, depois eles vão para a aula,

discutindo é claro.

Os dois se levantaram e foram em direção a masmorra de Snape... Mione e Rony

estavam discutindo tanto que nem perceberam que os dois saindo.

Estavam a caminho da aula de Snape, andavam pelo corredor em uma velocidade

um pouco reduzida, conversando calmamente.

- Como você está? Harry agora ajudava Alexia a carregar parte das coisas.

- Estou me sentindo meio estranha com as roupas de Hogwarts... Nunca tinha

usado uniforme antes, e na realidade se não fosse por Mione eu estaria

tremendo até agora...

- Você se incomodou de estudar com ela, durante a noite?

- Não! Foi muito bom... Ela faz isso porque gosta... Eu acho que ela se

sente na obrigação de estudar... Sabe, eu entendi o seu ponto de vista, ela

vindo de famílias de pais totalmente trouxas é mais complicado.

- Eu espero que tenha ajudado, não tenho as mesmas notas que ela... Harry

estava entre um misto de sem jeito e triste.

- Imagine... Você explicou as mesmas coisas que ela, só que ela é mais

técnica, eu acho, é como se ela tivesse decorado um livro... Mas confesso

que me acrescentou muito pouco... Tive um ótimo professor.

Harry sorriu de orelha a orelha, e de leve pegou na mão livre de Alexia.

- Fico feliz em ter ajudado.

Nisso ele ouviu uma voz nem um pouco amistosa.

- Ora, ora, ora. Se não é o meu amigo Potter.

Malfoy e seu bando estavam bem atrás de Harry.

- Você não vai nos apresentar a sua amiga Harry?

- Vamos indo... Harry empurrou Alexia para que seguisse em frente. Não

queria arranjar encrencas para si e para ela justamente no primeiro dia de

aula, seria um péssimo exemplo.

- Está fugindo Potter, está com medo de mostrar a sua fraqueza na frente de

sua nova namorada...

- CALA A BOCA MALFOY. Harry agora, por um momento, se lembrara de como Alexia

tinha ficado naquele dia após a sua ida à Travessa do Tranco,

e deixou que a ira guardada tomasse conta dele.

- Não dê atenção a ele, não vale a pena. Ela disse baixinho, afastando

Harry de Draco.

Eles já estavam a uma certa distância, Harry estava com os punhos fechados

de raiva. Ia ser difícil desta vez se controlar. Os dois andavam rapidamente

tomando distância.

Draco deu um sorriso falso olhou para os seus amigos e disse, apontando a

varinha. - Bloqueus.

De repente como se um degrau tivesse aparecido em sua frente, Harry

tropeçou e caiu literalmente de boca no chão.

Alexia se abaixou para ajudá-lo. - Harry você está bem?

Ele se levantou, colocou a mão no nariz, estava sangrando.

Draco estava gargalhando a valer de Harry.

- Desta vez eu não vou deixar passar batido.

As coisas que Harry carregava já estavam no chão, e não foi difícil para ele

partir para cima de Draco. Mas não foi com uma varinha e sim com um soco bem

Mincho"'>em cheio na boca.

Com o impacto, Draco foi atirado uns dois metros para trás.

Goyle e Crabble, saíram correndo. - Vamos chamar Filtch.

- VOCÊ ME BATEU... VOCÊ ME BATEU. gritava Malfoy com raiva.Quando finalmente chegaram no camarote puderam notar a extensão da

briga.

- Você teve muita sorte. Rony assobiou baixinho.

- O que ele queria afinal? Mione estava olhando em volta para tudo.

- Uma jóia valiosa. - Harry sabia o que estava dizendo. Ele pensa que eu sei

onde está.

- Ninguém sabe onde está... Alexia não tinha idéia que a "jóia" era ela. E

por Harry ela nunca saberia.

 

A viagem agora continuou mais tranquila.

Finalmente eles chegaram ao destino... Hagrid veio na direção dos

amigos... Sério.