- Mas só isso. Será que ela não tem mais nada para dizer? Rony estava com
aquela cara emburrada de sempre.
- Ora, o que mais você gostaria que ela escrevesse?
- Sei lá, um... como vai você Rony... estou com saudades.
- Deixe isso para lá...
Alexia e Gina vinham na direção dos dois.
- Amanhã iremos ao Beco Diagonal comprar o material escolar. Mamãe já disse.
- Mas além do material escolar terei que comprar uma varinha e uniformes...
São as coisas do primeiro ano, não? Alexia parecia finalmente feliz.
- Eu vou com você Alexia... Harry logo se prontificou.
- Não é preciso. Vocês meninos só pensam em quadribol, eu e Alexia já
combinamos. Eu vou comprar tudo com ela. Vocês dois podem ficar com as
vassouras.
- Mas eu preciso ficar com ela, e se vocês duas se perderem? Harry falou sério.
Nos perder? Imagine só. Conheço aquele lugar como a palma da minha mão.
Gina apontou para a mão esquerda seriamente. Olhou para Rony com ar de desdém
e completou. - E não ousem me repreender. Já falei com a mamãe sobre isso e ela concordou.
Gina puxou Alexia de volta. Harry então percebeu Alexia dizer bem baixinho.
- Me desculpe.
A única coisa que Harry pode fazer foi sorrir, sem jeito.
- Vamos indo Harry. Amanhã a Gina vai ter que falar seriamente comigo.
Nunca vi essa garota tão saidinha. A última vez que ela fez isso nos meteu em
uma encrenca daquelas.
- Espero que ela não faça o mesmo com a Alexia... Harry disse pensativo.
- Pode deixar comigo, amanhã é outro dia.
Todos foram para os seus quartos, Harry e Rony ficaram juntos novamente,
no local mais bagunçado da casa.
- Sabe Rony, quando eu fico perto da Alexia eu me sinto nas nuvens,
como se nunca quisesse ficar longe dela.
Ele estava sentado na cama com os pés descalços para fora...
Seu amigo estava deitado olhando fixamente para ele.
- Eu imagino o que você quer dizer. - Rony disse em meio a um bocejo.
- De vez em quando ela me parece um anjo. - Harry deu um meio sorriso.
- Não existem anjos. Retrucou.
- Eu sei disso, mas e se de repente ela for um. - Harry também bocejou.
- Não existem anjos. Rony insistiu. - Para ela ser um anjo ela teria que estar
morta não é? - Pode perceber que os olhos de Rony iam se fechando vagarosamente.
- Rony! Eu não quis dizer um anjo de verdade. Eu quis dizer que para ela
não existem coisas más, é estranho.
- Talvez isso acontece porque ela viveu sempre entre aquelas fadas.
- Eu sei disso. Mas tem algo nela que faz com que todos se sintam bem, como a sua irmã.
- Talvez porque ela seja uma boa pessoa, não conhece a realidade como nós.
Harry sorriu. Não podia deixar de achar engraçado a frase de seu amigo.
Olhou para ele pronto para corrigi-lo, mas logo desistiu quando viu
que seu amigo já estava dormindo. Resolveu fazer o mesmo.
Tirou os óculos, colocou-os sobre o criado-mudo e assoprou a vela...
Fazendo com que o quarto ficasse no escuro. Em minutos adormeceu.
- Vamos acordem meninos, já estamos atrasados. - Fred gritava cutucando Rony.
- Ué, porque não nos acordou antes então? - Disse zangado
levantando-se rapidamente da cama.
Harry já estava em pé e já havia colocado seus óculos.
- Mamãe achou melhor nós irmos antes... Mandou acordar vocês.
- Já estamos indo. E saia logo daqui seu puxa-saco. -
Rony jogou um travesseiro em seu irmão que saiu do quarto nervoso.
Mas não ousou responder.
- Anda logo Rony. - Harry, venha tomar café com a gente.
Disse em um tom mais ameno.
- Já estamos indo. Rony gritou com raiva.
Em minutos os meninos estavam no andar de baixo. Sendo servidos pela mãe de Rony.
- Onde estão as meninas? Harry disse depois de alguns minutos.
- Oh querido, elas foram na frente. Gina estava tão entusiasmada em mostrar
as coisas à Alexia que nem quis esperar que todos acordassem, eles foram de carro.
Vocês vão usar o pó de Flu.
- Ah não mãe. - Rony disse sem jeito.
- Tudo bem, tudo bem... Elas estão adiantadas mesmo, é bom que assim
Gina se sente útil e feliz. Não tenham pressa, temos o resto do dia pela frente.
Harry teve vontade de sorrir depois que olhou para Rony e percebeu que
ele estava quase explodindo de raiva.
- Eu não sei como a mamãe dá mais atenção para todos, principalmente para a Gina.
- A sua mãe te ama do mesmo que ama os seus irmãos, senão eu estivesse com os
meus tios agora no mínimo acordaria a pontapés e nem café da manhã tomaria.
- É você tem razão Harry. Vamos indo.
Os dois terminaram o café e se dirigiam a mãe de Rony que estava guardando
a última xícara no armário.
- Já terminamos. Rony pegou a sua xícara e já ia leva-la para pia para lavá-la.
Mas a senhora Weasley o interrompeu.
- Não precisa lavar querido. Vão indo. Senão vão se atrasar mais ainda.
Ela se dirigiu ao centro da sala e pegou um pequeno vaso.
- Para onde vamos? - Harry perguntou.
- Vamos a Sorveteria Florean Fortescue, onde Mione estará nos esperando. - Disse Rony.
- Muito bem Harry, você primeiro.
Harry se dirigiu a frente da lareira e pegou o pequeno vaso nas mãos.
Pensou quão mais fácil será quando eles puderem aparatar. Tirou os óculos,
se aproximou da lareira e gritou. - Sorveteria Florean Fortescue -
e deu um passo a frente sendo envolvido pela calor morno do fogo encantado,
logo ficou coberto de fuligem, ficou sem respirar alguns segundos e em seguida viu-se
caindo dentro do enorme salão cheio de fregueses, ninguém ao menos reparara
que ele estava sentado no chão.
Desta vez a experiência não tinha sido tão ruim, "aterrizou"
perfeitamente, sequer quebrando os óculos. Andou alguns passos a
frente, com certeza Rony viria logo em seguida.
Batia o resto de fuligem da roupa quando ouviu um barulho seco.
Rony caíra de cabeça, bem a sua frente, estava com o rosto todo preto,
Harry correu para ajuda-lo.
- Você está bem?
Segundos depois eles puderam ouvir o ambiente todo explodir em gargalhadas,
Era comum crianças aparecerem em suas lareiras, mas não daquele jeito,
fazendo tanto barulho.
- Vamos sair daqui então. Rony estava tão envergonhado que mal conseguira
levantar o rosto. Foi um alívio quando chegaram do lado de fora.
Harry poderia jurar que o amigo ainda estava vermelho.
- Machucou alguma coisa? Harry olhou-o preocupado.
- Acho que não!
- Que bom que chegaram.
Rony fez uma cara de espanto quando percebeu a voz alta de Mione do outro lado da rua.
- Estou indo aí. - Ela veio rapidamente de encontro a eles.
Não percebendo que um estranho homem encapuzado vinha na direção contrária.
Trombando com ela e a fazendo cair no chão.
O homem continuou o seu caminho, sem se importar.
Harry sentiu uma dor em sua cicatriz. Ouviu ao longe o amigo gritar.
- Não existem mais bruxos educados neste mundo.
Assim que conseguiu se concentrar novamente, se aproximou para ajudar Mione a se levantar.
- Você está bem Mione? - Harry disse preocupado.
- Estou! De onde saiu aquilo?
- Rony disse com raiva.
- Eu tenho vontade de ir atrás dele.
- Estranho! Parece que aparatou bem aqui. Mione estava séria. Nem pareceu escutar Rony.
- Não deve ser coisa boa, eu sei disso. Harry fechou os olhos e disse:
- Vamos encontrar os outros.
Os três se dirigiram a entrada principal do Beco Diagonal onde todos já estavam reunidos.
Gina estava felicíssima pois havia ajudado Alexia a comprar todo
o material escolar, só estava faltando a varinha.
- Viu pai como eu sei onde ficam todas as lojas.
- Eu sei querida e parabéns por ser tão útil. Disse o Sr. Weasley
sorrindo docemente para a filha caçula.
- Ei! Lá vem eles. Gritou o pai de Rony.
Harry pode perceber um enorme sorriso florir no rosto de Alexia que correu em sua direção.
Ela o abraçou com tanta força que Harry achou que quebraria as suas costelas.
- Você demorou. Fiquei preocupada. - Ela agora já parecia bem mais relaxada.
- Tivemos um leve contratempo de sono. - Harry sorriu. O que está faltando agora?
- Já comprei praticamente tudo com Gina, só está faltando a varinha.
- Eu faço questão de ir com você até lá, é um dos materiais mais
importantes que teremos que comprar.
- Eu vou também! gritou Gina.
Harry pode ouvir um aí de Gina e depois ela disse sem jeito.
Rony lhe dera um beliscão.
- Pensando bem, acho que não vou. Pode ir Alexia junto com Harry.
- Você não vai se importar? Harry disse educadamente.
- Não. Gina disse sem jeito.
- Então vamos indo.
Sentiu um alívio enorme por estar sozinho com Alexia depois de todos aqueles dias.
Foram andando até a loja do senhor Olivaras.
- Você não se importa em deixar Gina para trás?
- Não. Eu gosto muito dela. Mas eu não sei o que houve.
Ela mau me deixou falar com você estes dias. Está sempre me pedindo algo, não sei porque.
- Tenho uma vaga idéia, mas deixe isso para lá.
- Estou adorando tudo por aqui. É fantástico.
- Foi isso o que eu achei quando vim aqui pela primeira vez.
- É mágico.
Andaram apenas mais alguns minutos pois a loja ficava logo na esquina,
Harry abriu a porta, deu passagem para Alexia e entrou.
- Sr. Olivaras? Disse baixinho.
- Já estou indo. - Foi a resposta.
Ele percebeu que o senhor Olivaras veio na direção deles mas parou
logo em seguida bem na frente de Alexia.
Apontou diretamente na direção da menina e disse. - Você está querendo uma varinha não é?
- Ela vai para Hogwarts comigo. Harry disse com firmeza e orgulho.
- Ela não precisa de uma varinha.
- Como assim não precisa? Estava confuso.
- Eu não sei se vou ter a varinha certa para ela.
- Não estou entendendo? Harry olhou para Alexia.
Ela sorriu sem jeito.
- Mas ela não pode ir até Hogwarts sem uma varinha. - Harry ficara indignado.
- É.. você tem razão.. pareceria estranho.. Sr. Olivaras ficou
pensativo por um momento e finalmente disse - Esperem um minuto, acho que sei
qual é a varinha mais indicada neste caso. E se dirigiu para os fundos da loja novamente.
Os dois ficaram parados no meio da loja sem saberem exatamente o que fazer.
Os minutos pareciam horas até que finalmente o Senhor Olivaras voltou
trazendo uma estranha caixinha.
- Pegue essa aqui. - Abriu a caixinha que continha a varinha mais estranha
que eles poderiam imaginar. - Vamos use-a.
Ela não sabia exatamente o que fazer, pegou a varinha na mão e Harry
ouviu uma maravilhosa melodia no ar e um arco-íris tomou conta do ambiente.
Foi a coisa mais estranha que poderia ter ocorrido.
- Pode ficar com ela. O senhor Olivaras falou satisfeito depois de alguns segundos.
- Quanto custa.? - Ela perguntou.
- É um presente.
E então, para surpresa dos dois, ele desapareceu tão rápido quanto tinha aparecido.
Alexia ficou quieta no meio da sala sem saber o que fazer.
- Vamos indo então. Se ele resolveu lhe dar de presente deve ter lá o seu motivo.
O silêncio da loja fora interrompido por uma bagunça no meio da rua.
- O que está havendo?
Os dois já estavam do lado de fora quando eles perceberam o real motivo da bagunça.
Quatro homens encapuzados saíram em disparada guiando pequenas carruagens pela
rua estreita, fazendo com que as pessoas corressem para todos os lados,
evitando serem atropeladas.
Havia muita bagunça e Harry pode notar que no meio da confusão uma garotinha
havia se perdido dos pais.
Ela chorava do outro lado da rua e ele percebeu que se continuasse
ali possivelmente seria atropelada pelos pedestres.
Disse para Alexia. - Eu vou achar os pais dela. Me encontre da sorveteria, está bem?
Ela fez um sinal afirmativo com a cabeça e partiu em outra direção.
Nenhum deles percebeu que estavam sendo observados.
Harry chegara do outro lado da rua com muito esforço pois uma multidão
já havia se formado a sua volta.
Olhou para todos os lados e a menina havia desaparecido, Harry
acreditando que enfim os pais a tinham encontrado, virou-se para ir em direção
à sorveteria quando sentiu novamente a dor na cicatriz,
definitivamente estava acontecendo alguma coisa errada por ali.
Olhou de novo entre a multidão e Alexia já não era mais visível.
E foi com muito sacrifício que conseguiu dar alguns passos,
várias pessoas o estavam empurrando e demorou bastante até ele se livrar
da confusão. Finalmente conseguiu chegar até a sorveteria.
Não há encontrou ali. Com o coração aos pulos se dirigiu ao balconista.
- Por acaso viu uma moça com longos cabelos negros e usando sueter azul escuro?
- Uma muito bonita? com olhos grandes? Respondeu o rapaz. - Vi sim, ela ficou
aqui alguns momentos até que um garoto louro veio falar com ela.
- Como ele era? Harry estava com o batimento descompassado.
- Conheço ele muito bem, ele e seu pai, o Sr. Malfoy sempre vêm aqui. São ótimos gastadores.
- E você viu para onde ela foi?
- Ela saiu sozinha... Foi meio estranho, ela foi em direção à Travessa do Tranco.
O que será uma moça bonita como ela poderia lá?
Harry virou-se rapidamente em direção à saída. Mione e Rony vinham entrando,
juntamente com o resto da família Weasley, Lupin e o Ministro que
não estava com ares tão satisfeito.
- Ei Harry onde você vai? Lupin disse primeiro.
- Acho que Draco disse algo e Alexia foi até à travessa do Tranco.
- O que?? Eles estavam estupefatos. Nós vamos com você. - Todos então correram atrás dele.
"Encrenca." Pensou Harry. Aquilo estava cheirando a armadilha.
A Travessa do Tranco era uma das ruas mais sujas que alguém poderia sequer
imaginar, tudo cheirava mau e só bruxos das trevas freqüentavam o local.
Mas felizmente ele não foi muito longe. Percebeu ao longe que alguém corria
em sua direção. Era Alexia. E estava muito assustada.
Seu rosto sangrava e ela chorava bastante, toda suja de lama.
Ela o abraçou com toda a força e não disse uma só palavra. Desmaiou em seguida.
Neste instante seus amigos o alcançaram.
O ministro que estão estava branco com cera disse com firmeza.
- Não contem isso para ninguém.
- Não se preocupe ministro que isso não vai vazar.
Lupin se aproximou de Harry e disse baixinho.
- Eu a levo na frente... É mais rápido. Precisamos tira-la daqui.
Harry ainda estava sentindo a respiração falhar e ficou olhando assustado
para o amigo que agora carregava a menina no colo inconsciente.
Suas mãos tremiam e ele se sentiu completamente inútil.
O pai de Rony chegou ao seu lado e apertou o seu ombro com firmeza.
Lupin então pegou a sua varinha e com um estalinho desapareceu em pleno ar.
- Ele foi na nossa frente, aparatando é mais rápido, espero que sua mãe não
leve um susto quando ver Alexia desmaiada. - Ele tinha se virado para Rony,
nós teremos que usar pó de flu.
- Eu vou com vocês. - Fudge falou sério para pai de Rony.
- Não vai não senhor, já temos encrencas demais.
O ministro da magia ficou muito zangado, então partiu sem dizer uma
única palavra, não tinha argumentos.
As crianças não podiam falar nada, pois cada palavra que era dita tornava
tudo mais confuso.
O pai de Rony chegou carregando um vasinho com pó de flu e mostrou a cada
um deles.
Harry não gostava muito do tal pó de flu, mas estava começando a dominar a
técnica, de uma certa maneira.
- Vamos usar a lareira da Floreios e Borrões, eles não nos negarão esse favor.
Todos foram rapidamente à loja.
- Poderia nos deixar usar a sua lareira para que as crianças possam ir na frente?
É uma emergência.
- Mas é claro... Sorriu a dona da loja.
- Vamos Mione, você é a primeira...
Mione se aproximou da lareira e jogou o estranho pó fazendo bastante
fumaça e logo desapareceu.
- Agora você Harry... Não se preocupe eu levo as coisas depois.
Harry pegou uma quantia do pó, se aproximou da lareira e jogou...
Sabia muito bem o que vinha em seguida, teria que falar bem nitidamente onde
queria ir. - A Toca.
Fechou os olhos e a boca assim que conseguiu dizer as palavras corretas.
Das outras vezes não tinha tido uma boa aterrissagem, segurou os óculos na
mão, não arriscaria quebrá-los justo agora.
Caiu em pé bem no meio da cozinha de Rony...
De uma certa maneira estava feliz, fora a primeira vez que ele conseguira
usar o pó corretamente.
Viu a senhora Weasley bem a sua frente, levando um bule com água ao fogão.
Harry ainda coberto de fuligem perguntou.
- Como está Alexia?
- Agora ela parece bem querido, está com o rosto um pouco arranhado, mas não
se lembra de nada do que houve... Só está triste. - Sorriu amavelmente.
Neste instante Rony caiu bem a sua frente, o seu estado não era muito
diferente do de Harry.
- Eu vou vê-lat-family:"MS Mincho"'>infantil,
mas foi um beijo e Rony percebeu e lhe deu um cutucão.
- Ela
está gamadinha por você, eu nunca recebi um beijo desse na minha vida
inteira.
- Cala
a boca Rony. - Harry não estava zangado, mas estava sem graça e Rony
conseguia
aumentar esta sensação mil vezes.
- Não
se preocupe, você vai ficar com a gente na Grifinória... Rony gritou
para a
nova amiga.
- Vamos
indo. Harry falou baixinho... triste.
- Não
se preocupe ela vai ficar com a gente. Mione deu um tapinha de leve
nas
costas de Harry. - Vamos em frente, temos um jantar nos aguardando.
Como
sempre, o céu estrelado e as mesas cobertas como os pratos de ouro. Mas
tinha
algo de diferente.. Harry sabia o porque, era o seu medo de que
Alexia
caísse em uma casa diferente da dele.
Mas o
pior seria se ela caísse na Sonserina. Balançou a cabeça..
Não ela
não tinha nada de Slytherin.
Os
alunos estavam aguardando o comunicado oficial de Dumbledore.
Sua voz
foi amplificada chegando nitidamente mesmo ao aluno mais
distante
da mesa principal.
- Bem
vindos todos... Este ano temos notícias não muito felizes, sabemos que
Voldemort
está de volta, e nós não sabemos o quanto ele é poderoso. Estamos
a todo
custo mantendo a rotina normal. Mas infelizmente devido as últimas
notícias,
não teremos o campeonato de quadribol, pois a quadra será usada
para
outros fins e os alunos estão proibidos de ir até lá...
Houve
um silêncio mortal...
- Mas
estamos providenciando outras atividades para o ano letivo, que vou
comunicar
a vocês assim que tivermos decidido. Mas sem demora vamos a seleção.
Harry
estava tão nervoso que não conseguia parar de bater os pés no chão.
Rony e
Mione tiveram que pedir para ele parar mais de uma vez.