Oito balaços apareceram de repente no meio da quadra. Mas o que estava causando pânico na arquibancada era que todos os balaços estavam atrás de Harry. Por sorte ele conseguiu desviar do primeiro, e seguiu em frente, teria que continuar o jogo. - O que está acontecendo? Estavam perplexos. - Não faço a mínima idéia. Ouvia-se uma ou outra pessoa comentar. - O que houve? Alexia nunca havia sequer assistido um jogo de quadribol e não estava entendendo o que estava causando o alvoroço em todos. - Ninguém havia dito que haveria balaços nesse jogo. - Rony estava surpreso, e muito menos que todos eles estariam atrás de Harry. A resposta de Rony veio em seguida quando o locutor gritou para todos. - Quem será que liberou esses balaços pessoal? Eles não estão dentro das regras e porque será que só estão atrás do apanhador da Grifinória. - Gritava. - Com a deixa Draco apanhou mais alguns pomos enquanto Harry literalmente não podia fazer nada além de se desviar dos balaços teimosos. A sua vassoura subia e descia em vários ângulos, em todas as direções e foi muito difícil por várias vezes se livrar de cada uma delas. Mas o sacrifício durou pouco. - Minutos depois do início Madame Ponfrey soa o seu apito dando cancelamento ao jogo. Com um movimento da varinha os balaços param de voar e caem no chão como se fossem bolas de boliche sem força. Harry respira aliviado por enquanto, adoraria saber o que estava acontecendo. Ainda estava montado em sua vassoura. Olhou seriamente para Malfoy que nem disfarçava um sorriso no rosto. Desceu e se dirigiu a juíza, estava nervoso. - Mas o que será que houve? - Não tenho a mínima idéia senhor Potter. Creio que os balaços ficarão presos até descobrirmos que tipo de encantamento conjurou sobre eles. Mas creio que nunca descobriremos o culpado. - Com certeza alguém queria me ver bem quebrado não é mesmo? - Isso ninguém pode duvidar. Vá saindo. Tenho muito trabalho a fazer. Harry ficou parado no meio de campo observando Madame Ponfrey se distanciar levando consigo os balaços, e mais à frente se juntando a Minerva e Dumbledore que pareciam bastante nervosos. - Não devíamos agir como se estivesse tudo em paz Alvo. - A Profa Minerva estava quase gritando com o diretor. - Eu sei muito bem o que fiz, não quero que esse ano fique estragado por causa de bobagens e medos sem motivo. - Dumbledore respondeu calmamente. Harry ainda ficou estático no meio da quadra, ficou perplexo com que ouviu. Seu cérebro nunca poderia imaginar que Alvo Dumbledore sequer pudesse ter se enganado, não poderia. Ouviram um som à distância do locutor que avisava a todos. - Por hoje os jogos estão cancelados, logo colocaremos novos avisos assim que tudo voltar ao normal. Rony e seus companheiros corriam em sua direção. - Hei Harry, você está bem? Todos estavam nervosos. - Estou! Por sorte consegui desviar dos balaços. - Aposto que foi o Draco. - Mione fez bico zangada. - Eu acho que de uma certa maneira não foi ele, mas alguém obedecendo a sua ordem com certeza. - Rony coçou a cabeça pensativo. - Vamos então! Temos coisas mais importantes e fazer! Harry estava muito nervoso e andava depressa. - O que vai fazer? - Mione o seguia a passos largos. - À noite eu vou conversar com Hagrid, quero saber o que ele e Sirius acham disso? - Você acha que alguém estava querendo te matar? - Alexia estava assustada, somente agora conseguira se manifestar. - Não se preocupe... Estou sob mira desde que nasci, lembra-se? - Harry ficou menos sério agora. Todos caminharam em silêncio em direção a sala da Grifinória. Harry disse a senha. - Céu nebuloso. E entraram. A sala estava vazia e Harry disse com firmeza. - Estive pensando que talvez alguém queira me ver fora de ação por algum tempo. Acho que se o objetivo fosse me matar eles não teriam usado apenas os balaços. - Eu também acho que sim, foi pior mesmo com o campeonato tribruxo. - Rony deu um leve soco no ombro de Harry. - Aquilo sim era desafio. - Ouvi Dumbledore dizer que não poderia agir com tanta tranqüilidade. - O que será que ele quis dizer? - Mione estava como sempre curiosa. - Eu acho que Voldemort de alguma maneira deve estar atrás disso. Alexia observava a todos com um olhar assustado, para ela tudo aquilo era uma grande surpresa. - Eu vou para o meu quarto. - Disse sem jeito. Ela se virou calmamente e andou alguns passos em direção ao seu aposento, quando Harry a interrompeu. - Desculpe-me! Eu fui muito grosseiro com você. Fiquei nervoso com a situação. Espero que me compreenda. Eu sei de coisas importantes e acho que de alguma maneira eles desconfiam de mim. - Harry não podia revelar o que sabia. E isso o deixava muito triste. - Eu compreendo! Sei que nem todos querem o seu bem mesmo Harry, mas sei que consegue contornar isso muito bem. Ela deu meia volta e continuou o seu caminho. Harry ficou parado olhando-a seguir em frente. Mione chegou mais perto e disse baixinho. - Pode deixar Harry, eu falo com ela, deve ser mesmo difícil vir para Hogwarts e enfrentar esse tipo de situação, principalmente uma pessoa como ela. Tenho certeza que ela não ficou zangada com você, só preocupada. Mione foi atrás de Alexia e Harry e Rony seguiram para o quarto. Harry tirava o seu uniforme de quadribol enquanto conversava com seu amigo. - Esta situação está ficando estranha! - Eu acho que não! Porque afinal se eles te machucassem para valer hoje ... - Então acho que alguém quer fazer alguma chantagem, alguma coisa está acontecendo por aqui. Tenho certeza. - Harry fique tranqüilo. Agindo assim você só vai ofender a Alexia. Ela não entendeu nada do que aconteceu hoje. - Amanhã eu vou falar com ela, esse negócio está me deixando irritado. Espero que Dumbledore e Madame Ponfrey descubram logo quem foi que alterou aqueles balaços. - Ainda acho que foi Malfoy. - Rony estava sério. - Ainda acho que tem mais alguém atrás disso. Harry deitou, tirou seus óculos e logo dormiu. A princípio foi uma noite sem sonho até que finalmente uma imagem se formou em sua mente. Alexia caminhava naquele mesmo jardim de antes, mas agora estava sozinha. Ela parecia perdida e chamava pelo Harry. De repente um homem aparatou a sua frente, e com o susto ela caiu para trás assustada. O estranho usava uma capa negra e sorria cruelmente. Ele fez um pequeno movimento e o chão onde ela estava formou-se um pequeno lodo que começou a puxa-la cada vez mais para o fundo. - Harry me ajude. Ela gritava com força. Mas ele não apareceu e uma dor forte em sua cicatriz o fez acordar. Estava suando, assustado. E sua cabeça doía. Estava acontecendo alguma coisa. Levantou-se e viu os seus companheiros dormindo tranqüilamente. Foi em direção ao seu baú e pegou o camafeu que Sirius lhe dera. Sabia a quem o entregaria. Iria se desculpar pelo mau jeito assim que o dia amanhecesse. Aproximou-se da janela. Não conseguiu dormir o resto da noite. Ficou horas pensativo. A manhã logo chegara, Rony e Harry se dirigiam a sala das refeições e eles não deixaram de perceber que o assunto do dia não havia deixado de ser outro a não ser o jogo de Harry. Ouvia-se de todo o lado. "Vai haver um outro jogo hoje, Dumbledore disse que não há motivo de pânico". "Será que Potter vai aceitar jogar contra Draco Malfoy de novo?". "Meus pais estão assustados, dizem que você-sabe-quem deve estar de volta!" "Verdade o ministro disse que não há motivos para pânico, mas todos estamos preocupados com as aulas." - Será que Dumbledore vai deixar que o jogo continue assim mesmo? Rony estava incrédulo. - Eu acho que eles descobriram que não houve nada de errado. - Harry estava muito pensativo. - Onde será que estão as meninas? - Rony olhava para todos os lados. - Espero que Alexia esteja bem, preciso me desculpar. - Harry estava preocupado. - Olhe, lá estão elas. - Rony apontou em direção a um canto da longa mesa. Mione e Alexia estavam conversando. Eles se aproximaram. - Bom dia. - Harry disse meio sem jeito. - Bom dia! Alexia respondeu entre um enorme sorriso. O coração de Harry estava tranqüilo. Sabia que ela não estava zangada com ele. - Vocês estão bem? Harry arriscou-se a perguntar. - Estamos procurando uma magia que impeça um balaço de vir de encontro à gente. - Mione apontou em direção a um livro. Já descobrimos um. - Eu acho que não será necessário. - Rony continuou. - Eu acho que não vão usar o mesmo truque duas vezes. - Harry, eu gostaria de falar com você um minuto. - Alexia dirigiu um sorriso a ele e se levantou. Os dois seguiram pelo salão e ela foi logo dizendo. - Eu espero que você compreenda que toda essa situação é nova para mim. Eu e Mione conversamos bastante sobre isso e de maneira alguma eu fiquei zangada com você, só preocupada. - Eu achei que agi como um insano. - Não mesmo. Até que se comportou bem, se fosse Rony com certeza já teria xingado Draco logo de saída. A idéia de ver Rony discutindo com Malfoy fez com que Harry se sentisse um pouco melhor. Resolveu não contar o seu sonho a ninguém. Afinal era apenas um pesadelo. - Muito obrigado. - Foi o máximo que ele pode dizer. Alexia pegou de leve a mão de Harry e o fez voltar para o lugar na mesa, logo o café seria servido. - Não quero que você fique sem comer até a hora do jogo, quero que prove a todos que é o melhor mesmo com um monte de balaços. Harry se sentiu contrangido e por alguns momentos poderia jurar que seu rosto ficara vermelho por alguns instantes. - Eu e Mione não poderemos ficar com vocês na hora do jogo, regra nova, então acompanharemos lá da arquibancada. - É isso mesmo, o Ron pode ficar pois Helio ficou gripado, ele disse que você deve continuar contra os outros jogadores. - Mione sorriu satisfeita. A alegria de Rony fora tão intensa que o resto da manhã fora muito tranqüila, e Harry evitou falar sobre qualquer coisa que pudesse deixa-los nervosos, afinal teria um novo jogo pela frente. E dessa vez Harry sabia que estava preparado. Tudo ocorreu como no dia anterior. Todos os participantes teriam que ficar em seus lugares. A regra era a mesma e Harry e Draco estavam novamente frente a frente, no meio do estádio de quadribol. Harry fez questão de olhar fixamente para seu inimigo, pensou. "É uma pena Malfoy que você anda se escondendo ultimamente". Madame Hook se aproxima e diz com firmeza. - Desta vez tomamos todas as precauções sobre balaços perdidos, quero um jogo limpo aqui e o primeiro que não obedecer às regras terá uma conversa amigável com Filtch. Fui bem clara? Os dois acenaram afirmativamente com a cabeça. Madame Hook dá o sinal e os dois estão em pleno ar. Cada um de um lado da quadra. Ela se aproxima do centro e abre uma grande caixa e vários pomos começam a sobrevoar sob todo o estádio mais um assobio e começa a caçada. Harry como sempre tinha a vantagem da habilidade. Mas desta vez Malfoy sabia que não haveria balaços aliados para derrubar Harry. Do chão Rony, Mione e Alexia gritavam feitos loucos incentivando Harry a continuar. Não era muito difícil apanhar os pomos, que eram vários. Era só seguir um deles e mergulhar para a cesta. Em poucos minutos Harry já havia apanhado 10 pomos contra três de Malfoy. - Vamos Harry, você vai conseguir. - Rony do chão gritava feito louco, a pleno pulmões. O jogo estava bastante interessante, mas Malfoy não se daria por vencido. Em um determinado momento ele se sobrepôs entre Harry e o cesto e ele teve que dar uma pirueta para engana-lo. Subiu o mais alto que pode deixando Malfoy para trás. Estava distraído olhando para cima quando um enorme gavião veio em sua direção, por trás. A arquibancada ficou toda em pranto. Como aquele ave havia invadido o local? Perguntavam todos. Estava pronta para atingir o seu inimigo como se defendesse seu território. Harry olhou para baixo e percebera que Malfoy havia deixado o jogo, mas infelizmente não teve muito tempo para desviar da ave que vinha em sua direção. Com as garras a mostra. O movimento fora muito brusco e seus óculos caíram. Sua visão ficou totalmente embaçada. A luz do sol o atrapalhava. Teria que descer o mais rápido possível. Um movimento e a vassoura foi para baixo. Uma dor forte no ombro. Um corte profundo. - Ai! Gritou. Foi aí que percebeu que o gavião não estava atrás de qualquer um estava atrás dele. Deu vários movimentos em circulo, ela teria que desistir... Teria que tentar ir com a vassoura para o chão firme. Mas ela apareceu logo à frente, forçando-o a subir cada vez mais. Ela estava bem próxima... A ave assassina. Um som familiar. O pégaso branco vinha na direção de Harry a toda velocidade. A ave se sentindo ameaçada mudou o curso, partiu em direção ao novo oponente. Harry aproveitou a deixa e desceu. Não estava enxergando muito bem. Pousou. Rony correu em sua direção, trazendo os óculos. - Harry, você está sangrando. De repente Harry ouviu a arquibancada emitir um - oh. Vestiu os óculos a tempo de ver uma cena não muito feliz. O gavião havia acertado de raspão as costas do pegaso, que pouco se importara, pois o coice que a ave recebera em seguida fora tão grande que caíra em solo. Mas o que aconteceu foi a maior surpresa. o gavião era na verdade era um animago, que assim que tocou o chão, tornou-se a forma humana original. Desmaiado. Todos os professores chegaram perto do inimigo, incluindo Dumbledore que gritou em voz alta. - OS JOGOS ESTÃO CANCELADOS. Abaixou-se e observou a marca negra em seu braço, um comerçal da morte. Ouviu-se toda a escola gritar inconformada... - Mande chamar o Ministro. Preciso mostrar este homem a ele. Dumbledore não pareceu se preocupar com os murmurinhos de todos, estava mais preocupado em descobrir quem era o atacante desta vez. O pegaso desapareceu entre as nuvens. Harry pode olhar para o horizonte, tristonho. - É a terceira vez que ele aparece e vai embora. Eu gostaria de saber porque ele sempre salva a minha vida. Agora Alexia e Mione vêm correndo para recebê-lo... - Você está bem? Alexia parecia incrivelmente assustada, estava pálida. Todos outros alunos foram saindo aos poucos. Harry nem percebeu que a Profa. Minerva estava a suas costas. - Vá até o ambulatório ver este ombro. Estava agindo de maneira estranha, se juntou ao grupo de Dumbledore. Snape e Lupin carregavam o animago agressor desmaiado. - Quem é ele? - Finalmente Harry pode se juntar ao grupo antes de ir até o ambulatório. Foi Rony quem respondeu a pergunta, agora parecia mais assustado do que Harry. - Ele é um dos assistentes de meu pai. Christin Ponthew. Todos os amigos acompanhavam Harry em silêncio até o ambulatório. Era complicada a situação, jamais em toda a história de Hogwarts houve algo assim, estranhos dentro da fortaleza do castelo. Com certeza era o pensamento de todos. Harry finalmente chegou a enfermaria, de novo. - Não fique assim Harry. Rony dava leves pancadinhas no ombro bom do amigo. Com certeza tudo ficará bem em pouco tempo, logo Dumbledore vai resolver este problema, ou ele não é o melhor mago de todos os tempos, não é? - Eu acho que sim, afinal ele é o único bruxo que Voldemort teme. - Não fale este nome... Estremeceu o amigo. - Hora Rony, ele não vai se materializar aqui na frente da gente só porque eu disse seu nome. - É! Mas mesmo assim me dá arrepios. Madame Ponfrey veio recebê-lo, não estava com uma aparência muito boa. - Vamos Harry, entrando, tenho que cuidar de você. Harry se despediu do amigo e entrou na sala que lhe era bastante familiar. Pensou. "Quantas vezes mais teria que vir para aquele ambulatório?" - Olhou para os lados e percebeu que vários outros alunos estavam lá também. Um deles estava com os braços totalmente esfolados após cair de uma das escadas principal depois de levar um susto de Pirraça. Um outro que havia queimado um dos pés depois de uma das mágicas ter dado errado e estourado em um lugar indevido. - "Bom" - pensou. De alguma maneira não ficaria sozinho, afinal crianças machucada em uma escola era algo até que comum. A enfermeira veio carregando um pequeno vidro com xarope feito da emulsão, algumas folhas. Pediu para Harry tirar a camisa e cobriu o ombro com o ingüento. - Você vai ficar bom rapidinho... Não foi nada grave, nem vai precisar passar a noite aqui... Harry deu um meio sorriso e deitou... Não via a hora de sair dali. Logo seria mais um dia em Hogwarts. A situação estava bastante complicada... A alegria dos alunos tinha ido embora. Já fazia uma semana que aquele incidente havia acontecido e todos estavam ansiosos por notícias. Estavam assustados, pois Dumbledore se mostrava bastante preocupado com o ataque surpresa. Várias vezes eram convocadas reuniões e os alunos ficavam sem aula, tendo tempo o suficiente para fazerem do resto do dia o que quisessem. Harry estava sozinho com Rony na biblioteca fazendo uma pesquisa sobre os animagos. -Olha Harry o que eu descobri. - Rony começou a ler em voz alta. - A habilidade de se tornar um animal, conhecido como animago, se dá através de uma cerimônia onde vários bruxos da alta hierarquia fornecem a fórmula para o escolhido, para que possa eternamente adquirir este poder, mas o animal ao qual ele pode se transformar depende de vários fatores, principalmente os genéticos, portanto se um bruxo quiser, por exemplo, se transformar em um cachorro, terá que ter predisposição para isso. - Uau... E como será que eu posso saber de repente em qual animal eu posso me transformar, já imaginou, eu nunca gostaria de me transformar em um rato como Pettigrew. - Harry fez um sinal de arrepio. - É, mas para ele serviu bastante... Principalmente quando quis se transformar em um Perebas. - Rony falou com tristeza. Parou de repente apontando para um parágrafo. - Olhe que interessante este parágrafo. - "Existem algumas pessoas que na realidade são seres mágicos por natureza, não precisando passar pela cerimônia da transformação, estas pessoas geralmente ao nascer recebem uma marca, ao qual é visivelmente identificável, e um oráculo consegue localizá-lo e levá-lo ao seu destino que geralmente é proteger e se sacrificar pelo bem da humanidade".- Rony acabou a leitura em meio a um suspiro. - Nossa. Harry pode ser que você seja um animago especial e nem saiba. - Mas porque você acha isso? - A cicatriz na sua testa, oras. - Errado Rony, eu não nasci com ela, lembra-se. - É... Mas Dumbledore disse que as cicatrizes podem ser úteis... A conversa foi interrompida por Mione e Alexia que vinham na direção dos dois, Mione estava irritada. - Procuramos vocês por toda parte... - Não começa não... Rony estava fazendo cara de zangado. - É sério Rony, veja o que Mione trouxe... Alexia deu a Rony um pedaço de pergaminho. Mione entrega o Profeta Diário nas mãos de Harry, em meio a um enorme sorriso. Havia uma enorme foto de Sirius Black acenando para Harry sorridente. A manchete... Sirius Black, acusado há dezesseis anos atrás de assassinato e enviado a Azkaban, foi hoje inocentado após a captura de Christin Ponthew, que confessou o seu conhecimento que Pedro Pettigrew está vivo e fazendo parte de uma gangue que está junto de Voldemort em local desconhecido e não relatado. Segundo o Ministro da Magia, será uma questão de dias até a captura de Pettigrew e seu bando, juntamente com seu mestre. Teme-se que eles tentem, mais uma vez invadir Hogwarts, para eliminar o principal inimigo de Você-sabe-quem, Harry Potter. Por sua vez a autoridade crê que Christin Ponthew sofra de algum tipo de insanidade porque a cada confissão ele diz que sua missão está cumprida e que logo será libertado. Todos juram que isso é uma loucura. Harry jogou o Profeta em cima da mesa e disse com um misto de desdém e receito. - Bom, ele ainda não conseguiu me pegar, apesar das inúmeras tentativas. - É mais você teve muita sorte daquele pégaso aparecer. - Mione agora sentava ao lado de Rony. - Você tem que tomar cuidado Harry, talvez a sorte nem sempre fique do seu lado. Rony parecia preocupado. - A sorte vai sempre estar do lado de Harry, até o fim, tenho certeza disso. Alexia falou com firmeza e todos olharam para ela, que pareceu bastante pálida depois que disse isso. - O que houve com você, está se sentindo bem? Harry arrumou uma mecha de cabelo dela que naquele momento teimara em cair à frente dos olhos que brilhavam. - Eu estou bem... Disse rapidamente, só tenho que ir pegar uma coisa que me esqueci, lá no meu quarto... Aliás, acho que vou ficar por lá mesmo... tenho que estudar. Ela se levantou e saiu rapidamente andando pelo salão, sem olhar para trás. - O que houve com ela? Rony olhou curioso. - Não sei, eu nunca a vi agir assim! Ela sempre foi uma pessoa tranqüila e sorridente, nestes últimos dias ela está meio estranha. Harry balançava o pergaminho nas mãos nervoso. - Eu vou ficar com ela Harry... Mione pegou o seu material e resolveu sair também. - Amanhã nos vemos na festa do dia das bruxas. Gritou Rony para a amiga. - Está bem. Respondeu já a uma certa distância. - Aô–×K”t9VªÐ¤ì{7‡
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