Abriu os olhos, a sua visão embaçada, estava em seu quarto, percebeu pelas roupas da cama. Estava escuro do lado de fora... Levantou-se... Olhou para o braço machucado, não havia nada. Pegou os óculos e o vestiu. Desceu da cama, vagarosamente, com as pernas bambas, cansado. Foi em direção ao baú e a sua varinha e o mapa estavam cuidadosamente guardados lá dentro. Olhou a volta e todas as camas estavam arrumadas. Havia um silêncio estranho pelo castelo. Pegou umas peças de roupas e vestiu o suéter Weasley. Por um momento se lembrou de Rony desmaiado no chão daquele jeito, esperava que ele já estivesse bem. Saiu do quarto, andando devagar. Parecia que havia tomado uma surra. Foi em direção ao salão da Grifinória, não havia ninguém lá. Tudo muito estranho. Levou um susto enorme quando ouviu alguém gritar. - Harry, você está bem?... Gina veio correndo em sua direção, ela o abraçou com tanta força que quase caíram no chão. - O que houve Gina, porque está assim? Não me diga que houve algo com seu irmão. Gina estava chorando, ela tirou as lágrimas do rosto e disse a meio um suspiro e outro. - Rony está bem. Ele está lá no salão, vai tomar o café da manhâ. - Café da manhã? Essa hora da noite? - Não é noite Harry. Temos muitas coisas para contar a você, venha. Gina empurrou Harry até o salão principal. Todos os irmãos Weasley, incluindo Rony vieram em sua direção, o abraçando. Quase Harry foi ao chão de novo, havia uma avalanche de abraços sobre ele. - Ei gente, calma, o que houve? Rony como sempre fez uma cara série e seguiu Harry até um local na mesa e o fez sentar. - Vou ser direto Harry, estamos em guerra. - O QUE? Harry praticamente deu um grito. - Voldemort conseguiu o que queria... Desde que Alexia foi ferida e adormeceu nunca mais houve dia, nunca mais vimos a luz do sol. - Mas isto foi ontem! Não foi? - Faz quinze dias que estamos sem sol. Harry sentiu que seu coração mudara de posição. - E a Mione? - Ela perdeu parte da memória, não se lembra o que houve, ainda bem, quando Dumbledore a resgatou ela estava toda machucada. - Peraí Rony, não estou entendendo nada, dá para me contar o que houve, estou sem entender. Rony respirou fundo, como se falar aquilo a Harry fosse uma enorme pena, mas devia uma explicação ao amigo. - Na realidade tudo não passou de uma armadilha para pegar Alexia, ela é a Jóia Esperança que todos tem. É ela que mantêm a esperança em todos, desde que ela adormeceu não temos mais sol, como se fosse um eclipse sem fim. - O que houve aquela noite, quando vocês estavam discutindo? - Eu estava conversando com a Mione e perguntei a ela porque tinha ido invadir o ambulatória da Madame Ponfrey, e ela me disse que a Alexia havia machucado as costas e que não queria que ninguém soubesse. Eu perguntei o porque e como e ela disse que era um segredo das duas. Daí eu vi o Malfoy ir em direção ao dormitório das meninas carregando uma caixinha e achei estranho. Eu resolvi ir até lá e a Mione achou que eu queria pegar o remédio. Foi aí que eu entrei e vi o Perebas em cima da cama da Alexia, logo em seguida Mione entrou e xingou ele. Só que quando eu fui em direção a varinha de Alexia, ele se transformou em Pettigrew e aquele brutamontes apareceu pela janela, daí eu não me lembro de mais nada. - Ele atirou você contra a porta. Harry falou baixinho. A Alexia não contou para mim que estava ferida! Ela estava com medo que eu soubesse. - E o que aconteceu depois que eu fui atrás dela. - Dumbledore achou Mione caída na meio da floresta, o monstrengo pareceu desistir dela, mas Dumbledore foi pego em uma armadilha, se não fosse por Sirius provavelmente hoje ele estaria morto. Todos voltaram para o castelo e não tivemos mais notícias de vocês até que aquele fogo-fátuo maluco apareceu. Acho que ele perdeu o caminho. - Mas eu fiquei algumas horas na floresta. - É isso que você acha. Demoramos uma semana para achar vocês. - Lupin entrara naquele instante no salão. - E onde estão todos os alunos? - Estamos sem aulas... Respondeu o recém-chegado.Todos estão com medo de Voldemort, ele e seu bando vêm atacando vários lugares. - E Alexia como está? - Todos estamos fazendo de tudo mas a magia foi muito bem-feita, ninguém consegue acordá-la. - E a Madame Ponfrey? Harry estava confuso. - Ela também já fez de tudo. - Deve haver um contra feitiço, Voldemort não pode simplesmente sair-se bem depois do que fez. Dessa vez foi Mione que entrou no salão, ela abriu um enorme sorriso e correu em direção a Harry. O abraçou com carinho. - Ah Harry, desculpe, se eu tivesse insistido com Alexia para ela ir ver a Madame Ponfrey talvez o feitiço não desse certo. - Ela tinha medo que eu descobrisse? - Ela estava assustada com alguma coisa, muito. Naquele dia ela foi falar com Dumbledore, disse a ela para fazer isso. Nós já havíamos passado horas na biblioteca procurando por algum contra feitiço. Mas ela insistia para eu me calar. Ela não estava melhorando em nada, muito pelo contrário. Aquele dia que você me encontrou no corredor ela estava chorando de dores lá no quarto. Espero que me desculpe. Harry olhou para os lados, sem perceber deixou todos ali na sala e como um boneco se dirigiu a enfermaria da Madame Ponfrey, teria que ir ver Alexia. Seus pés formigavam, seu coração estava descompassado. Parou a frente da porta e bateu de leve. - Não pode entrar. - Sou eu Madame, preciso vê-la. Madame Ponfrey abriu a porta, o olhar dela era um misto de bondade e pena. -A você, pode vê-la, mas por pouco tempo. Desta vez ela era a única na enfermaria, estava deitada, dormindo. Usava uma bata toda branca, e os cabelos estavam caídos de lado. Harry se aproximou vagarosamente e pegou de leve em uma das mãos que descansava ao lado. - Olá princesa. Espero que você esteja me ouvindo. Vamos descobrir um meio de achar um contra feitiço, nós vamos mostrar ao Voldemort com quem ele pensa que está lidando. Harry começou a chorar ao lado dela, estava de coração partido. Nem percebera que logo na entrada estava Dumbledore, de cabeça baixa e olhar triste, ele sabia qual era o contra feitiço, mas não aceitaria. - Ela veio falar comigo naquela noite. - Dumbledore falou com a voz branda, mas mesmo assim Harry levou um susto. - Já fiquei sabendo o que houve... Ela estava com medo que eu descobrisse quem ela era. - Seria mais ou menos isso Harry, na realidade ela estava com medo de ficar perto de você. - Como assim? - Harry não compreendera a explicação, ficou mais confuso. - Na realidade ela descobriu que eles poderiam feri-lo só com o propósito de chegar até ela, ela temia que por causa dela você fosse morto. Por isso quis ir embora. - Ela lhe contou que estava ferida? - Não! Na realidade essa foi uma das coisas que eu perguntei a ela, eu sei o que vi naquele dia, mas ela insistiu dizendo que estava tudo bem. - Ela está morrendo? - A voz de Harry custou a sair. Dumbledore chegou mais perto de Alexia e tocou de leve seus cabelos. - Infelizmente Harry, ela está morrendo e a esperança de todos também. A força da tríade está quebrada. Dumbledore ficou em silêncio e saiu calmamente da sala! Harry tinha mais coisas a perguntar mas não se atreveria naquele momento. Olhou novamente para ela. O seu rosto não tinha mais a mesma tranqüilidade. Parecia que estava tendo um sonho ruim. Tocou de leve a sua mão! Estava gelada e incrivelmente pálida. Levantou-se vagarosamente! Não poderia ficar por ali por enquanto, teria muito a fazer. Harry não sabia ao certo quantas vezes nos últimos dias havia ido a biblioteca com Mione e Rony pesquisar sobre a provável magia usada contra Alexia. Tudo estava a seu favor, até a sessão de livros proibidos estava liberada, mas eles nunca encontraram nada que fosse sequer próximo ao que eles viram. Um dia, cansados demais, Mione arriscou a dizer em meio a um meio sorriso. - Pelo menos na Bela Adormecida o Príncipe só precisou beijá-la, é mais fácil, o único problema é que ele teve que passar por um enorme dragão, pelo menos Harry é bom nisso. - Ora Mione, não fale bobagem. Harry olhou para os dois, agora parecia mais descontraído, deu um leve sorriso. - Fiquei sabendo que os dois resolveram namorar, é verdade? Rony ficou entre um misto de envergonhado e nervoso, com o rosto cheio de sardas mais vermelho do que o normal. - Quem te falou isso? - Ninguém... Eu vi o comportamento de vocês nestes últimos dias. Harry pegou um dos livros sobre mitologia que estava ao seu lado em uma das prateleiras, deixando apoiado o seu cotovelo. - Está tão visível assim? Mione falou baixinho. - Não! Mas eu conheço vocês. Rony pegou um pedaço de pergaminho fez uma bolinha e atirou sobre Harry. Ele por reflexo, abriu o livro na sua frente e evitou que o papel o atingisse. Harry deixou o livro aberto em cima da mesa e saiu correndo sendo seguido pelos dois que gritavam. - Você nos enganou. O livro ficou aberto em cima da mesa, estava escrito. "O oráculo disse ao guerreiro. A única maneira de quebrar o feitiço do sono e aferecer- se em sacrifício pela troca da alma dos amantes..." Era muito difícil alguém imaginar a escola vazia em pleno ano letivo. Mas era uma situação real e completamente triste. As crianças tinham sido liberadas das aulas para voltarem para suas casas, Dumbledore sabia que desta vez Voldemort estava e muito bem preparado para um ataque surpresa. Sabia que a guarda havia enfraquecido e isto tinha lhe custado muito. Hogwarts agora estava sem defesa. Teriam pouco tempo para decidir o que fazer. Dia após dia ele recebia visitas de embaixadores de vários reinos mágicos oferecendo alianças contra os ataques de Voldemort que eram mais e mais comuns em outros reinos. O silêncio imperava em todo o castelo e poucos alunos ainda ficaram, pois mesmo com a insistência de Dumbledore nem todas as crianças foram embora. Até as entradas haviam sido liberadas para todos... Aliás a mulher gorda adorou pois finalmente havia conseguido férias. Os Weasley ficaram por que eles achavam o local ainda o mais seguro de todos, além do mais Rony nunca deixaria Harry sozinho, igualmente era o pensamento de Mione. Sirius não poderia ficar com Harry já que fazia parte de uma elite de frente ao combate a Voldemort, ele e Snape sabiam as táticas de ataque e poucas pessoas estavam preparadas para o que vinha pela frente, e que eles estavam preparando algo muito mais sério e importante, acabar com Harry Potter, o principal símbolo de sua derrota e com ele a principal fonte de vitória do povo mágico, a Esperança. Naquele dia Mione acompanhou Harry até o quarto das meninas para lhe entregar uma coisa especial. Ele a seguia como um robô, sem pronunciar uma só palavra. Finalmente quando chegaram ao quarto Mione entregou uma sacolinha de veludo marrom a Harry e disse com carinho. - Alexia entregou isso a Gina, que pediu para eu entregar a você caso acontecesse alguma coisa. Ela me disse certa vez que, de certo modo, isso poderia acontecer Hermione percebeu que Harry havia abaixado a cabeça, mesmo assim, continuou. - Ela me disse também para que você não desistisse de continuar na luta contra Voldemort... Esta era a principal razão dela estar aqui e ela sabia disso, ou pelo menos ela havia me contado que sonhara várias vezes com isso. - Vocês conversaram bastante não? Harry segurava o saquinho com força como se tivesse medo de saber o que tinha dentro dele. - Ela me disse que te amava muito, mas sabia que no futuro não poderiam ficar juntos. - Porque você está falando desse jeito? Ela está bem, ainda... saberemos uma maneira de fazer ela acordar. - Eu sei disso, mas as coisas estão muito difíceis ultimamente. Harry olhou para baixo, abriu a sacolinha. Sua espinha ficou gelada por instantes. Sentou na beirada da cama de Alexia, Mione olhou com um olhar materno. - O que tem aí? Harry devagarinho foi colocando cada uma das coisas em cima da cama. A varinha de Alexia, a varinha que ela adquirira na loja do Sr. Olivaras, o colar que ela nunca tirava do pescoço, a tríade e finalmente o broche que Harry lhe presenteara naquele dia. Havia também uma carta escrita em um pergaminho, amarrado caprichosamente por um lenço branco, Harry abriu com cuidado sentindo ainda o perfume. Abriu o pergaminho e notou na letra caprichosa que formava as palavras de Alexia. Harry... Sei que você deve estar muito triste neste momento que estiver abrindo a carta. Na realidade a última lembrança que tenho de você é ter ido até o quarto de Mione atrás de Rony, para que eles não brigassem de novo. Escrevi este bilhete e pedi para Gina deixar isso com a Mione para que entregasse a você junto com o broche que me presenteou e este saquinho. Saiba que foi um momento muito especial e que nunca mais vou esquecer. Você é uma pessoa maravilhosa, mais até do que você imagina. Nunca perca a vontade de vencer, a Esperança é a única coisa que torna o guerreiro invencível, nunca se esqueça disso. Espero vê-lo em breve. Alexia. Harry pegou novamente o colar, balançou de leve o pingente, olhou com atenção. Ele tinha um brilho muito fraco, mas leve. Subitamente teve uma lembrança. - Ela está salva aqui no colar. - O que? - Ela está bem, eu sei, temos que encontrar uma maneira de fazê-la acordar. - Mas ninguém aqui do castelo sabe o que fazer, todos os professores já tentaram de tudo, até mesmo Snape. - Mas Alexia é diferente, eu sei que ela é uma pessoa especial, diferente. Alguém deve saber como cuidar dela... Harry pegou o pingente e colocou no pescoço, não estava afim de perdê-lo, não agora. Saiu correndo em direção a sala do diretor Dumbledore. Não havia ninguém no castelo e ele sabia muito bem o caminho. Correu até perder o fôlego e chegou bem próximo a porta e bateu, de leve. Respirou fundo e ouviu. - Pode entrar Harry. Ele estava ainda com a respiração descompassada, mas entrou devagar, Dumbledore sabia que ele estava lá. - Com soube que era eu? Harry percebeu que Dumbledore estava de costas para ele, sentando no banquinho, no lugar do chapéu seletor, estava falando de costas, pensativo. - Somente você Harry Potter chega assim correndo a frente da minha sala. Além do mais não tem muitos alunos por aqui ultimamente. - Desculpe. Não quis incomodá-lo. - Sabe Harry. Dumbledore se levantou, e virou-se. Isso fez com que ele ficasse mais triste do que nos últimos dias, o diretor estava com uma aparência incrivelmente cansada e triste, como se de um tempo para outro tivesse passado anos acelerados. - Estamos em uma situação complicada. Durante os dias de seu desaparecimento ficamos como loucos procurando vocês. Todos estávamos preocupados, a situação tornou-se excessivamente delicada e você não tem noção disso. - O que houve afinal? Harry mal conseguia sair do lugar diante da imagem a sua frente. - Voldemort sempre foi um bandido, digamos assim.... Ele vive aterrorizando as pessoas e causando pânico a todos, não só no mundo dos bruxos como no mundo dos trouxas. Sorte a minha que há muita gente me ajudando. - Mas ele nunca ousaria invadir Hogwarts? Ousaria? - Sabe Harry. Eu acho que fraquejei nestes últimos anos, acho que isso nunca teria acontecido a você e Alexia se eu não tivesse subestimado Voldemort, acho que todos esses anos ele ficou imaginando uma maneira de invadir o meu castelo e conseguiu. - Mas e agora, o senhor está preparado não? - Sinceramente estou sim, e todos os professores estão dispostos a cooperar. E tenho uma boa notícia a você, descobri uma maneira de ajudar a sua amiga, mas vocês não vão poder ficar por aqui, Hogwarts se tornou um alvo muito fácil, mas pelo menos é isso o que eu quero que Voldemort pense. - O que o senhor vai fazer? - Amanhã, você, seus amigos, Alexia e Sirius vão até a casa de uma das melhores bruxas que temos que a muito está refugiada... Sirius a localizou, e ela jurou ajudar. - Amanhã nós vamos deixar o castelo? - Sim, e deve preparar-se rápido, pegue todas as suas coisas que vocês partirão assim que terminarem o jantar. Avise aos seus amigos está bem? Harry percebeu que aquela tinha sido uma decisão muito delicada que Dumbledore tomara, ele tinha mais um monte de perguntas, mas resolveu não fazê-las, não queria fazê-lo mais preocupado. Resolveu ir avisar os seus amigos. Saiu em direção ao salão da Grifinória, era mais fácil achar Rony por lá. Segurava o pingente com força. Com certeza tudo daria certo. "Não se preocupe, estarei sempre com você" - Harry ouviu a voz de Alexia, parecia lhe chamar. - ALEXIA. Harry gritou tão alto que ecoou por toda a sala, correu em direção ao ambulatório. Madame Ponfrey levou um susto quando Harry entrou correndo de repente. - O que houve? Ela questionou assustada. - Ela está bem? Diga-me que está! - Está bem... Mas o que houve? - Não sei... Deixe para lá. Ele se aproximou da cama onde ela estava, devagar... Ela estava realmente dormindo. Pegou em sua mão como sempre fazia, e algo estranho aconteceu. O pingente que ele carregava aumentou de intensidade, uma luz muito forte refletiu em seus óculos o fazendo fechar os olhos, ouviu a voz dela novamente. "Você vai descobrir a cura, tenho certeza". - Alexia você está me ouvindo? Ele falou bem baixinho... Desejando por muito que ela respondesse de alguma maneira. Mas nada, ela não respondeu. Madame Ponfrey desta vez parecia amigável e chegou próximo a Harry. - Vocês vão embora amanhã, tenho que arrumar umas coisinhas por aqui... Você precisa fazer o mesmo. O coração de Harry pedia para que ele ficasse, mas sabia que o mais sensato era ir avisar aos seus amigos e arrumar as suas coisas. - Até amanhã. Harry disse em quase um sussurro, bem próximo ao ouvido de Alexia, sentiu um leve aroma de rosas. Era incrível... Ela estava dormindo. Por um momento um impulso lhe veio, mais forte que tudo... Queria dar boa noite a ela, como sempre quis. Se aproximou mais e mais de seu rosto... Olhou fixamente e a beijou de leve... Muito bom, e quente e extremamente maravilhoso. Por instantes adoraria que fosse como a Bela Adormecida, mas nada aconteceu. Afinal nem tudo era como nos contos de fada. Estava desanimado, demais e se lembrou de algo que ouvira antes de Alexia. Saiu devagar, deixando a sala para trás e juntamente a esperança de muitas pessoas. Ficou parado por instantes olhando para dentro do ambulatório, ainda segurando o pingente. "Não deixe a tristeza tomar conta de você, isso lhe torna vulnerável a coisas ruins, seja sempre otimista a felicidade te encontrará...". Estava disposto a não deixar a tristeza lhe vencer, seria otimista. Voltou ao salão da Grifinória e Rony e Mione estavam conversando alegremente. Mione sorriu e veio cumprimentá-los. - Harry, como está? - Estou bem? - Mione estava me contando histórias de trouxas, estas encantadas! Será que é verdade? A mamãe nunca me disse nada disso. Rony estava com aquele jeitinho de tímido de novo. Harry não pode deixar de esboçar um sorriso ao ver a cara de assombro de Rony, ele nunca havia pensado nisso antes, sobre essas histórias, se existiam no mundo dos bruxos. - Harry, será que funcionaria com você e a Alexia? Mione falou sem pensar. - Claro que não! Harry respondeu com certeza. - Você já beijou ela? Rony estava com o rosto corado. - Uma vez! Harry ficou mais corado ainda. - E aí? Continuou Rony. - Nós vamos partir amanhã...Harry não estava afim de continuar o assunto, estava o deixando encabulado. - O que é? Mione estava confusa e se aproximou mais de Harry. - Dumbledore me disse que temos que ir para um outro lugar, parece que há uma pessoa que sabe o contra-feitiço de Alexia. - ÓTIMO. Gritou Rony. - Sabia que Dumbledore encontraria um meio. - Vamos rápido Rony, não quero me atrasar. Mione saiu em direção ao seu quarto. Mas Harry segurou de leve o seu braço e disse. - Arrume as coisas de Alexia para mim, por favor. - Nem precisava dizer. Mione sorriu. - Vamos Harry, temos muita coisa para fazer. Quem vai nos acompanhar? Foram em direção ao quarto dos meninos, enquanto Mione já se distanciava. - Será o Sirius... - Ufa! Rony deu um suspiro de alívio. - Ainda bem que não é o Snape. - Ainda bem! Harry retribuiu o sorriso. Ainda bem! Ele segurou o pingente de novo... Já estavam no quarto dos meninos. - Dumbledore pediu para que levássemos tudo? Rony abriu o baú e olhou para dentro e tirou as coisas, jogando-as no chão. - Disse sim, aqui não está lá tão seguro. - É mesmo? Harry começou a arrumar as suas coisas, colocando-as devagar no baú enquanto ouvia Rony dizer. - Mas se a gente sair não vai ser pior? Ele se aproximou da enorme janela e olhou para o lado de fora, tinha uma ótima visão da entrada principal. Viu três carruagens se aproximando, possivelmente era Sirius, olhou quando a ponte se abaixou,deixando eles entrarem e continuou. - Não sei, pelo que entendi Dumbledore vai aprontar uma para o Voldemort. - Ora Harry, não diga o nome dele de novo, você sabe que eu fico nervoso. - Desculpe! Harry acabara de arrumar as coisas no malão, somente faltava a gaiola da Edwiges, estava vazia. - Rony, eu vou buscar a Edwiges. Neste instante Percy entra no quarto dos meninos com cara de assustado. - Rony, não acredito, Dumbledore disse que nós vamos para casa, é verdade? - O que? - Você vem com a gente? - Acho que não, nós vamos ficar com o Harry! Percy pareceu levar um choque, ficou estático. - A mamãe vai ficar uma fera com você! - Não vai não! Rony partira para cima de Percy, estava nervoso. - Vai sim! - Ela ia ficar zangada se eu deixasse Harry sozinho. - Vocês querem parar de me tratar como um bebezinho, droga! Rony e Percy ficaram estáticos vendo Harry se zangar e sair literalmente batendo a porta e visivelmente nervoso. - Harry, aonde você vai? Rony gritou do lado de dentro do quarto. - Já estamos descendo com as coisas, logo iremos partir. - VOU PEGAR A EDWIGES, E SE ME SEGUIREM EU JURO QUE MATO. Harry pode ouvir os irmãos discutindo. - Viu o que fez seu desmiolado, o Harry é a pessoa mais corajosa que conheci, e fica falando besteiras aí. - Foi você quem começou. - Nem vem... Não demorou muito para chegar até o alto da torre, onde somente ela estava adormecida. Edwiges estava empoleirada e limpando uma das asas. Voou para um dos braços de Harry feliz, fazia muito tempo que não via o amigo. - Nós vamos viajar... Não precisa ir com a gente está bem, pode ir voando amiguinha. Ela deu um leve beliscão em uma das orelhas de Harry. - Você está querendo dar uma saída hoje? A coruja abriu as asas concordando. Harry a levou a frente da janela, a soltou, ela saiu voando feliz em direção as estrelas que a muito não iam embora. Ele olhou para a sombra do sol, coberto pela Lua e se lembrou de algo, como estaria Lupin? Fazia tempo que não o via. Olhou para toda a volta do castelo iluminado por tochas, teve uma sensação estranha, como se nunca mais fosse voltar para cá... Fechou os olhos... Lembrou-se de Alexia correndo junto com as crianças no orfanato... Jamais se renderia. Olhou mais adiante e viu uma coisa estranha se aproximando... Uma coisa muito, muito estranha... Brilhante... E vinha rapidamente. Um sentido de alarme se apossou dele. Saiu correndo, teria que avisar Dumbledore. Conhecia cada parte do castelo, sabia como chegar lá rapidamente. "Não vá por ali... Vá até o salão" - Harry ouviu a voz de Alexia, parou de repente confuso. "Ele está indo para lá,você tem que fugir." Harry resolveu seguir a voz, mas parou de repente mudando de direção. Alexia estava no ambulatório, teria que ir até lá para verificar se estava tudo bem. Continuou correndo. Faltavam poucos metros, logo chegaria lá. Entrou no ambulatório quase derrubando a porta, respirou aliviado. - Sirius! Harry não pode deixar de sorrir ao ver alguém de confiança. - Vamos sair daqui! gritou ele. - Vim avisar Dumbledore! Vou levá-la. Seus amigos já estão lá embaixo. Ele pegou com facilidade Alexia no colo, enquanto Madame Ponfrey falava alguns palavrões impronunciáveis. Harry pode ouvir em resposta. - É uma emergência. Espero que a senhora saia rapidamente daqui também. Harry viu Sirius sair correndo na sua frente, sabia que teria que seguí-lo. Os corredores pareciam não mais ter fim... até que eles chegaram próximos as poucas escadas que davam no salão principal. Harry pode observar que as carruagens já estavam carregadas e Rony e Mione o estavam aguardando, do lado de fora. Um enorme barulho. Harry sentiu uma enorme dor de cabeça, tão grande que perdeu o controle e caiu bem no último degrau. Sentiu coisas pesadas em cima dele, uma dor nas costas. Mas foi erguido. Estava com os olhos embaçados pela dor. - Vamos Harry. Corra. Era a voz de Snape, lhe amparando. Harry correu com todas as forças que tinha em direção a carruagem. Duas delas já haviam partido e viu que Sirius já estava a frente conduzindo os cavalos. Nem se atreveu olhar para trás. Ouviu uma música familiar e antes que pudesse olhar dois enormes pégasos passaram por ele, um marron e outro negro. Entrou dentro da carruagem. Rony o ajudou entrar e ele gritou. - ESTAMOS DENTRO, PODE IR. Em velocidade a carruagem saiu pela entrada, indo atrás das outras. Foi só então que Harry se atrevera a olhar. Uma enorme parede havia desabado em cima dele. Voldemort havia finalmente entrado, montado sob um cavalo sem cabeça, Dumbledore estava bem a frente deles gritando para Pirraça que fechou o enorme portão, depois que saíram. Harry teve vontade de pedir para Sirius parar enquanto eles saiam em disparada por entre as árvores, mas de súbito olhou para o lado e viu Alexia que descansava, dormindo em cima do colo de Mione, com os pés descalços e vestindo um vestido branco,indefesa. Ouviu a música de novo e lá estavam os cavalos seguindo a carruagem voando.... Sabia que com eles estaria seguro. Olhou novamente para o castelo e uma tristeza enorme se apossou como se soubesse que ele não seria mais o mesmo, nem o castelo nem seu íntimo. Olhou dos lados e ninguém se atreveu a dizer uma só palavra. A uma certa altura eles estavam se separando do outros do grupo. Iriam encontrar uma maneira para fazê-la acordar. Harry estava bastante nervoso, e já tinha perdido a noção há quanto tempo já estava na estrada. Enquanto eles estavam nas proximidades do castelo o caminho era plano, mas depois de algum tempo, quando alcançaram uma nova direção as pedras faziam a carruagem balançar. Harry sentiu um súbito frio, aquela época do ano o tempo começava a piorar. Olhou para Alexia e lembrou-se que no seu malão na parte de trás, havia um cobertor. Levantou-se e com jeito pegou um cobertor, fez um sinal a Rony e com jeito cobriram as meninas que dormiam. Ninguém se atreveu a dizer uma só palavra durante a viagem. Rony olhava a todo instante para Mione que de cansaço a muito tempo tinha dormido. Era estranho olhar para fora e não saber se era dia ou noite, ou pelo menos as horas, era estranho não ter a luz do sol. Durante toda a viagem ele não conseguia imaginar como Voldemort conseguira invadir o castelo. Seria a principal coisa a perguntar a Sirius. De repente ouviu aquela melodia maravilhosa, olhou para fora, pela janela e percebeu que os pégasos estavam acompanhando-os durante a viagem. Aquela música estava o deixando com sono, Rony fez um a movimento com os braços e disse baixinho. -Pode dormir. Eu vou ficar acordado. Harry acenou positivamente com a cabeça... A carruagem balançava bastante, de um lado para outro, mas ele estava tão cansado que em instantes já havia adormecido. A viagem foi muito longa, mas Harry nem percebera. A carruagem parou de repente e Harry acordou com um susto devido ao breque brusco. Olhou para os lados e Rony disse baixinho: - Já chegamos. Sirius abriu a porta e com uma calma de espantar. - Chegamos. Podem descer. Ela está esperando. Rony deu um leve toque em Mione e ela abriu os olhos assustada. - Onde estamos? - Já chegamos. Rony disse carinhosamente. Sirius pediu para nós descermos. - Vão indo vocês, eu vou ficar com ela por enquanto. Depois eu saio. Harry desceu na frente e olhou em toda a volta. Atento. Se não fosse pelas árvores mais coloridas poderia jurar que estava próximo a casa de Hagrid. Uma aconchegante cabana de pedra iluminada por tochas, estava tudo muito claro, incrivelmente claro. - Estou indo. Uma voz feminina foi ouvida. Uma moça saiu lá dentro, tinha um olhar alegre e descontraído. - Que bom que chegaram... Estou com um cozido no fogo. Tenho certeza que estão com fome depois da longa viagem. - Muito obrigado Cris. Estes são Harry, Rony e lá dentro estão Mione e Alexia, a razão de nós estarmos aqui. Harry percebeu algo de familiar naquela jovem bruxa, como se há conhecesse de algum lugar. - Vamos indo crianças. Está frio aqui fora! Sirius pode trazer Alexia, eu tenho um lugar para ela também. Todos estavam na casa. Era o local mais incrível que Harry conhecera depois da casa de Rony. A entrada principal dava de frente para uma enorme cozinha com um fogão a lenha que tilintava aquecendo várias panelas com uma refeição que cheirava deliciosamente. Uma sala era ligada logo ao lado, sem uma parede, como em um enorme salão e uma chaminé bem ao centro, a sala totalmente colorida e com várias formas de móveis cobertos por estampas floridas. Mione entrou e em seguida foi seguida por Sirius que carregava Alexia. - Onde ela vai ficar? - Só um instante meninos. Cris correu para o quarto. Aqui vai ficar as meninas. Eu, Mione e Alexia e no outro vocês. Harry foi em direção a saída, ia pegar o seu malão. - Onde você vai? Cris perguntou a Harry. - Estou indo pegar a minha mala! - Não, não! Vocês vão comer algo primeiro. Deixem as malas para serem descarregadas depois que tiverem mais energia. - Mas... Harry percebeu que ela era uma pessoa muito organizada, apesar do jeito muito descontraído. Sirius levou Alexia até o quarto que estava impecável e a ajeitou na cama.... Cris chegou em seguida... - Pode deixar que eu cuido dela, apesar dela estar em sono profundo sei que deve estar sentindo frio. Tenho algumas coisas aqui que com certeza vão servir. Mione veio logo em seguida e completou. - Poucas coisa trouxemos de Alexia, mas posso emprestar algumas roupas minhas. - Com certeza será muito útil. Vocês rapazes podem esperar aí na sala por enquanto, eu e Mione temos uma amiga para acomodar. Harry viu Cris fechar a porta devagar enquanto eles ficavam na sala.... Harry sem saber exatamente o que fazer. Resolveu ir para o princípio. Como Voldemort invadiu o castelo de Hogwarts. - Sirius, me conte afinal o que está acontecendo. Estou completamente confuso. Sirius sabia que aquele momento de explicar tudo a Harry iria chegar e não era o menos indicado, quanto mais tempo eles ganhassem melhor. Sirius respirou fundo e começou. - Dumbledore enviou um grupo de veteranos a busca de Voldemort e seu bando. A dois dias descobri que ele conseguiu uma aliança muito forte e que estava planejando invadir o castelo. Enviei uma coruja a Dumbledore sugerindo que todos os alunos abandonassem o castelo e que reforçasse a guarda. Só que reparei que os planos de Voldemort foram antecipados e resolvi por conta chegar mais cedo. Mas o que Voldemort não sabe é que Dumbledore está e muito bem prevenido, afinal conseguimos uma pessoa que se infiltrasse no grupo. - Quem? - Snape! Voldemort ainda acredita que ele é um bruxo vira-casaca. - Não acredito nisso! Harry ficou literalmente de queixo caído. - Ele é um cara maravilhoso para encobrir os seus sentimentos, aliás, essa parte eu tenho que elogiar. - Por isso ele me salvou quando eu caí. - Bom, isso eu acho que é uma opção dele. - E o que vai acontecer com Alexia? Harry sabia que teria que fazer essa pergunta também - Cris é especialista em quebrar feitiços. Ela vai explicar melhor como este funciona, o que sei é o seguinte. Assim que iniciar o processo, ficaremos vulneráveis a qualquer bruxo aliado de Voldemort... Sei que ele fez alianças com seres de vários reinos das trevas... Portanto teremos que ficar atentos. Cris aparece sorridente, sorrindo com Mione e dizendo. - Tudo pronto. Agora nós podemos jantar. Harry não teve tempo de retrucar. Em segundos ela fez com que todos estivessem em volta da mesa, sendo servidos. - Este jantar está ótimo. Finalmente Sirius falou, ainda de boca cheia. - Você diz isto porque está com fome! - Não senhora! Está ótimo mesmo. Mione concluiu sorridente. - A quanto tempo mora aqui? Rony estava acabando de degustar um enorme pãozinho de batata. Cris levou a mão as têmporas e disse sem cerimônia. - Hum, mais ou menos uns 15 anos, acho que faz mais ou menos isso aí. - E como veio parar aqui nesse fim de mundo. - Ups desculpe.! Rony levou um tapa de leve de Mione que estava do seu lado. - Desculpe. - Eu sei que aqui é o fim do mundo, mas sabe de uma coisa, quando passa a maior parte do tempo correndo atrás de bruxos ruins, o que mais se quer é sossego, isso sim. Harry percebeu que de repente Sirius mudou o olhar para Cris, de uma maneira surpresa e até mesmo tentando censurar qualquer coisa que ela pudesse dizer. - E qual a sua especialidade senhora. Mione subitamente ficou mais curiosa do que o normal. - Eu conheço praticamente todos os modos de se desfazer um feitiço, mas confesso que este de Alexia foi um dos mais bem administrados que já vi nestes últimos anos. - E como foi? Mione estava tão curiosa que nem percebeu na cara de espanto que Harry fizera diante da pergunta. - Bom, vou ver se consigo explicar direito... Alexia é uma pessoa muito, mas muito especial. Voldemort sabe que não poderia a atingir por mágica ou qualquer coisa assim. A melhor maneira de faze-lo e a enfraquecendo. Por isso mandou aquele animago maluco atingi-la com aquele veneno. - É tem razão, mas como não fez efeito em mim? Harry resolvera se manifestar, estava muito interessado em saber agora o máximo possível. - Você é homem, o veneno só tem efeito em mulheres, para homens ele é recessivo. - Quer dizer que o veneno está dentro de mim? - Sim, mas aí que está a cura do veneno. Você Harry tem em seu sangue, hoje os anticorpos que vão curar Alexia. - Ótimo, resolvido então. - Rony deu um enorme sorriso. Mas foi Sirius que continuou dessa vez. - Não é tão simples assim... O Harry pode morrer se o antídoto der errado. - Ora Black, você já viu eu falhar alguma vez? - Não, mas quero que Harry saiba de todos os riscos disso. - Padrinho, você não acha que a Cris deve continuar a explicação. Ela agradeceu com um aceno de cabeça e disse. - Bom, é o seguinte. Depois do antídoto pronto eu terei que administra-lo tanto em você quanto nela. Afinal eu não sei se Voldemort foi além do que eu imaginava. - E poderemos fazer isso agora? Mione continuou. - Não, infelizmente... Um dos componentes do antídoto fica a alguns quilômetros daqui, é uma flor que fica do outro lado do lago aqui próximo. É uma flor muito rara mas que tem muita magia. - É simples, é só irmos pegá-la, não é? Rony bateu com os dedos ao lado da mesa. - Não é tão simples assim. Somente Harry poderá ir pegá-la, como Cristiny disse, é uma flor mágica, e se outra pessoa a tocar o contra-feitiço não fará efeito. Sirius estava com os braços cruzados, pensativo. - E quanto tempo mais temos para isso? Continuou Harry - Pouco tempo, sem a luz do sol Dumbledore não terá muitas chances contra Voldemort. - Porque? Todos perguntaram ao mesmo tempo. - Simples! Sem a luz do sol, tudo na terra se enfraquece, as plantas, os animais se escondem e Hogwarts perde a sua força... Nós vivemos devido a luz do sol. - E o que vamos fazer com Alexia? - O problema não é ela e sim o tempo, temos 24 horas para desfazer o feitiço, para que o sol apareça novamente, senão será uma extinção, não somente para nós bruxos mas para todos na terra. - Então eu já vou para lá. Harry levantou-se e em direção a porta. Onde fica o lugar e como é a flor. - Espere um pouco Harry... Tem umas coisas que você precisa saber. Sirius se levantou e chegou muito próximo a Harry. Calmamente. - A flor é protegida pelo ser encantado das águas, ele mora dentro do lago e somente uma pessoa corajosa poderá passar por ele. - Bom. Cristiny coçou de leve a cabeça e disse. - Nunca ninguém conseguiu passar do outro lado. - Porque? Harry engasgou. - Ora Harry, é uma flor mágica, e tão maravilhosa, pode causar mal a alguém, pode? Mione nem tivera muita certeza do que estava falando. - Pode sim Mione... Sirius concluiu. Ela pode ser usada para qualquer coisa, inclusive pode ser usada para causas não tão nobres quanto a nossa. - Eu vou assim mesmo, e agora se possível. - Não pode não Harry... você precisa descansar terá uma longa jornada pela frente, descanse primeiro. - Mas eu preciso ir! E Hogwarts. - Preocupa-se com o que deve se preocupar... Já estamos com tudo planejado. Harry teve um súbito embrulho no estômago, agora que eles tinham a solução nas mãos teria que simplesmente deixar para trás, achava que quanto mais rápido resolvessem o problema, melhor. Mione ainda não contente com o relatório, resolveu concluir. - Mas porque então está escuro lá fora, o que Alexia tem haver com isso? - Ora minha linda menina, a resposta é simples, Alexia nem é uma animago, ela é um mito, ela é um pégaso... Que segundo o oráculo deve ser levada a sacrifício para o bem da humanidade... - O QUE? Harry se levantou da mesa nervoso. Desculpe Cris, com todo o respeito, mas essa história eu não aceito. - Eu sei que é difícil Harry, mas... Ela não pode continuar. - EU NÃO ACEITO ISSO... - Harry, você não entendeu, nós também não aceitamos isso, acreditamos que somente com a anulação do veneno o sol volte a brilhar. - O que vocês estão pensando em fazer... - Isso que nós dissemos, você vai pegar a flor e nós vamos faze-la acordar. Só isso. Cris parecia tranqüila. - Só que nós vamos ter um problema... - Qual é? - Você vai ter que ficar imóvel por algum tempo, senão poderá ter grave seque-las, é o efeito do antídoto. - Está bem! - Vá descansar Harry, quanto mais descansado melhor você vai estar, amanhã. - E como vai ficar Dumbledore? - Pode deixar que temos tudo como planejado. Sirius finalmente assumira um ar menos preocupado. - Vamos todos dormir agora. Cris levantou-se e começou a ajeitar os pratos. - Porque não usa mágica como as outras pessoas? Mione concluiu. - Sabe Mione... Ela sorriu e fez uma careta... Desprezando certas coisas da vida acabamos por desvalorizar outras, eu como filha de trouxas sempre adorei a vida deles, por isso continuo a ficar assim, apesar de não dispensar uma varinha para lavar a roupa. Todos sorriram, menos Harry que estava pensativo. - Eu gostaria de ficar com Alexia por alguns instantes. - Pode ser... Não tenho nada contra isso. Tudo bem Mione? - Para mim tudo bem? Em minutos todos haviam trocado de lugar e Harry estava feliz por poder ficar mais alguns instantes ao lado dela, mesmo que ela não pudesse conversar diretamente com ele. Cris, deixou os dois sozinhos... Harry se aproximou da cama da menina, ela estava do mesmo jeito de quando eles tinham largado Hogwarts, só que com uma exceção, Cris e Mione tinha feito uma linda transa e amarrado com um laço branco, e desta vez ela estava bem coberta e aquecida por um cobertor todo xadrez e colorido. Como sempre fazia se aproximou dela e pegou em sua mão que estava ao lado da cama E Harry começou a conversar com ela mesmo sabendo que não teria resposta. - Eu achei uma bobagem imensa esta história de se sacrificar pela humanidade, ninguém precisa fazer isso, cada um faz o que é certo, para o momento certo e só. Você só é feliz quando age certo, ninguém nasceu para ser sacrificado por algo assim ou não. Eu não aceito. Vou pegar aquela flor por nós dois e não por causa de um oráculo idiota que acha de dizer como vai ser a vida da gente. "Você deve me levar com você" - Harry ouviu a voz de Alexia de novo. - Como eu posso fazer isso? "Você vai conseguir Harry..." Subitamente Harry percebeu um vulto do lado de fora da janela como se alguém quisesse entrar. Saiu do seu quarto e foi em direção a sala onde Sirius e Cris ainda estavam. Sirius correu para a entrada da porta, seguido por Cris que carregava a varinha, ela disse calmamente. - Revela. E a porta pareceu que ficara transparente. - Tudo bem... É uma coruja, de Hogwarts. Harry quase deu um pulo de alegria quando viu que era a sua amiga Edwiges que entrara pela porta, trazendo uma carta de Hogwarts. Só que Harry achou que ela estava um pouco diferente. Usava uma coleira na pata com um estranho brasão marcado... Parecia que eles queriam que ela chegasse realmente ao destino. Foi com nervosismo que Harry viu Sirius abrir a porta e pegar a carta. Normalmente Edwiges ficava no mesmo lugar esperando resposta, mas ela partiu assim que Sirius pegou a carta. Ele chegou no meio da sala e disse. Nossos planos vão ter que ser adiantados, Voldemort bateu em retirada, mas desconfiou que nós tínhamos algo de planejado... Dumbledore acha que ele enviou vários cavaleiros-fantasmas para nos procurar... Ele recomendou cautela. - O que são cavaleiros-fantasmas? Harry sentiu que tinha encrenca pela frente. - São armaduras enfeitiçadas que buscam o que os enfeitiçou, no caso a gente! Não dá para mata-los, só quebrá-los, como um boneco... Cris tinha uma calma que assustou Harry. Ainda com parte dos joelhos tremendo ele disse. - Eles são como os dementadores? - Há não, eles só são chatos mesmo. Cris sorriu para Harry de maneira estranha, ele percebeu que ela estava mentindo. - Eu vou partir agora... É melhor. - Espere Harry, você praticamente não descançou... Não é indicado. Sirius foi em direção a Harry que voltava para o seu quarto. Rony e Mione agora entraram na sala, ainda sonolentos. - O que houve? Rony coçava a cabeça pensativo. - Eu vou pegar a flor... - Agora é tarde! Mione ainda bocejava. - Vai ficar escuro mesmo, tanto faz... - Harry, não haja por impulso. Em vão Sirius tentou segurar Harry, que foi decidido abrir o seu malão. - Não temos tempo, não gostei da imagem que vi e não quero ficar aqui esperando chuva de rosas, vou em frente. Cris segurou Sirius com força, ela sabia que ele usaria força física para impedir Harry, mas naquele momento não era a melhor maneira de discutirem. Ele voltou para o quarto, a luz das velas deixava todo o local com sombras engraçadas, olhou novamente para Alexia. Ela estava do mesmo jeito. Iria se despedir. - Eu vou buscar a flor e daqui a pouco estarei de volta. Harry segurou de leva e mão dela, mas uma coisa engraçada aconteceu. Ele percebeu que a mão tinha feito um leve movimento, indo parar em cima da mão de Harry, como um leve carinho, aquecendo-o por inteiro. "Eu vou com você" - Harry ouviu. Ele levantou e virou-se para ir em direção a sala, avisar que Alexia estava acordando. Mas assim que se moveu ela voltou a ficar como antes. "Acho que foi um sonho" - pensou. - Se concentrou em arrumar as suas coisas. Harry vestiu dois agasalhos, pegou a sacolinha de Alexia e a sua Firebolt e saiu decidido do quarto. Espere um pouco Harry... Cris correu para a cozinha, abriu um velho armário e pegou um pequeno frasquinho e uma ampulheta... - Beba isso, vai te proteger do frio. Ela virou a ampulheta e disse. - Você tem meia hora para voltar aqui... A partir do momento que você arrancar a flor... Terá esse tempo, caso contrário a flor morre... Ficarei aqui preparando tudo. Coloque-a dentro deste vidrinho. - Obrigado. Estarei em breve de volta. Harry despediu-se dos amigos com um leve aceno de cabeça, Cris não era tão sem cerimônias, ela deu um enorme abraço e um beijo enorme de cada lado da bochecha e saiu em direção a porta... Sirius o segurou. - Leve esta bússola com você, ela está programada para lhe indicar onde está a flor. E não se esqueça, o lago é perigoso. Sirius mudou de fisionomia, de nervoso para preocupado em segundos. Não teve cerimônias, abraçou Harry com carinho. - Tenha cuidado. Harry abriu a porta e saiu do lado de fora, estava tudo muito escuro... Como iria achar o caminho. "Vá em frente." - Ouviu a voz de Alexia. Harry pegou a sua varinha e disse. - Lumus. A luzinha que antes era braquinha, tomou proporções fenomenais, iluminando todo a sua volta, como um farol. Colocou a Bússola em um dos bolsos montou em sua Firebolt e foi em frente. Não sabia o quanto teria que ir, mas sabia que a sua vassoura daria conta. Fazia muito tempo que ele não voava em sua vassoura. Era ótimo sentir-se livre novamente... Mas desta vez a situação era totalmente diferente. A circunstância era diferente. Ele era diferente. Agora não era somente um campeonato que valia, a vida de uma pessoa especial, a vida de uma pessoa que lhe ensinara um novo modo de olhar a vida, uma pessoa que ele amava. Harry sabia muito bem a conseqüência de uma falha... Seu coração batia tão forte que em meio ao céu escuro ele poderia jurar que poderia se denunciar. Quem olhasse de baixo, com certeza, veria um pontinho brilhante se movendo rapidamente. Não entenderia muito, mas não havia ninguém naquele lugar, somente escuridão profunda. Até as estrelas não ajudavam muito. A lua encobria o sol, teimosa e persistente. Como se o mundo tivesse parado naquele momento. A cada instante Harry seguia a orientação da bússola que Sirius lhe derá, estaria próximo ao lago, muito em breve. A cada instante que passava seu coração batia mais forte. "Vou conseguir". Era o seu único pensamento. De repente. A bússola mudou de branco para azul. Estava no local certo. Forçou o cabo para baixo. Finalmente chegara no local. Lá de cima, não dava para enxergar muita coisa. Estava muito frio e Harry resolvera fechar o casaco, deixando o colar de Alexia bem protegido embaixo da roupa de lã, não estava afim de perde-lo. Finalmente alcançou chão firme. Colocou os pés nos chão. Sentiu as pernas dormentes devido ao frio. Abaixou a as massageou. O sangue voltara a circular sentindo leves alfinetadas nos músculos doloridos. Apontou a sua varinha o mais distante possível. Dava para iluminar bastante o local. Havia um descampado muito grande... E um lago se encontrara a lago. "Porque será que ninguém nunca conseguira pegar a flor, era simples, bastava voar por cima do lago e chegar do outro lado. Subiu de novo em sua vassoura e com um leve toque já estava no alto. Mas foi por pouco tempo, mal conseguira alcançar a metade do lago, uma ducha de água veio subiu em sua direção, acertando-o em cheio, atirando-o de volta. Harry não teve tempo de reação, o máximo que pode fazer, foi segurar com força a varinha e a sua vassoura enquanto via tudo girar e girar. Até que bateu em uma árvore. Ele não percebeu exatamente o que tinha acontecido, tudo fora tão rápido que a única coisa realmente percebera é que tinha caído de cara no chão e estava molhado, coberto de lama das cabeças aos pés. Ouviu uma voz feminina que partiu do lago. - Ninguém atravessa esse lago a outra margem, nem o melhor bruxo ou bruxa desta parte do universo, jamais me venceu. Ainda com cada osso do corpo doendo Harry se levanta e percebe que a sua vassoura havia partido ao meio... Foi ela quem absorvera o maior impacto. Harry limpou os óculos com a manga da camisa e olhou para os lados e percebeu com espanto que em toda a volta do lago havia dezenas de ossos de pessoas que formavam a base do lugar, com certeza era os restos das pessoas que tentaram em vão chegar do outro lado.Votou-se a voz desconhecida. - Preciso levar a flor, preciso salvar a vida de uma pessoa. - É isso o que todos dizem... Mas eu existo antes dos homens, eu os conheço bem, sua ganância. Sem saber exatamente para onde olhar Harry se aproximou mais ainda do lago, sempre apontando a sua varinha que iluminava bem o local. - Por favor senhora... O que devo fazer para que acredite em mim. - Nada, não vou deixá-lo passar. Harry chegou bem próximo a margem e tocou de leve a água. Estava gelada, congelante. Seria impossível chegar ao outro lado nadando, morreria antes de chegar do outro lado. Começou a correr por toda a extensão do lago, mas algo engraçado aconteceu, sempre que olhava para o outro lado lá estava a árvore com a sua Firebolt, no mesmo lugar. - Você não vai a lugar algum, volte para a sua casa. - Não vou desistir. Nunca. Deve haver um jeito. - Não vou deixar você passar do outro lado, nunca... Harry percebeu que não tinha alternativa, ir por cima era impossível... Resolveu que iria arriscar nadar. Levantou a varinha e disse bem alto. - Isolatium. Cravou a varinha na terra ao lado do lago. Harry sentiu o seu corpo totalmnte aquecido... Poderia nadar até o outro lado sem problema com o frio. Assim que chegou próximo ao lago, uma onda lhe cobriu, o frio voltou a tomar conta do corpo agora de maneira mais intensa, a magia estava desfeita. Agora a situação estava pior, agora estava totalmente molhado. Novamente a voz do lago voltou a falar. - Não existe mágica que eu não possa quebrar, ninguém nunca conseguiu me convencer a vencer. Você não será o primeiro. Harry gritou com todas as forças que pode. Não poderia deixar isso acontecer. - Eu não vou desistir sabia. Eu vou levar aquela flor nem que eu morra tentando. - Então continue tentando... Eu nunca vou desistir. - Você não vai deixar nem eu explicar. Harry sentiu agora os ossos gelarem quando em sua frente, uma forma se formou com a água, como uma imensa estátua líquida. Era uma moça muito bonita, pelo menos deu para perceber pelos traços e ela vinha caminhando sem sua direção, refletindo com a luz da varinha que estava no chão. A forma se aproximou mais e mais de Harry, até chegar bem perto. Ele tremia de frio, tremia tanto que não conseguia ficar em pé. Mas mesmo assim, com a voz tremendo conseguiu pronunciar. - Preciso salvar uma pessoa, que está morrendo de um feitiço, é por causa dela que estamos no escuro. - Era só o que me faltava, um maluco achando que estamos no escuro por causa de uma garota. - É verdade, ela é uma pessoa especial. Uma nova onda veio na direção de Harry fazendo-o escorregar até onde estava a árvore. - Pare com isso! Preciso chegar ao outro lado. Ele se levantou e foi até próximo a margem. Estava muito frio, aquelas roupas molhadas não estavam ajudando muito. Ficou somente com a calça, colocou os óculos e as outras coisas na sacolinha que Alexia lhe presenteara e amarrou-a na cintura. - O que está fazendo? Perguntou a moça que ainda observava Harry com atenção. - Eu vou nadar até o outro lado. - Eu vou matá-lo sabia? - Não faz mal, pelo menos eu sei que morri tentando. Harry não teve dúvidas, pulou dentro da água. Sentiu uma dor intensa, devido ao frio,mas sabia que quanto mais rápido nadasse, mais se aqueceria e chegaria do outro lado. Uma voz começou a ecoar nos seus ouvidos. - Você tem certeza que quer continuar? Harry não parou de nadar. - Então está decidido mesmo a morrer por ela? Ele continuou nadando, estava muito frio e a sua respiração foi ficando cada vez mais difícil. - Ela deve ser muito especial mesmo? Ele nunca desistiria. Harry percebera que já conseguira chegar na metade do caminho, mais um pouco iria conseguir. Mas como voltaria? Deixaria esta questão para quando chegasse a hora. De repente, uma força forte o empurrou para baixo. Sentiu que afundava cada vez mais e mais. O fundo do lado era escuro e muito mais frio do que a superfície. O ar foi faltando e quanto mais tentava subir ficava pior. De repente a sua mente ficou confusa e ele não mais sabia se estava indo a superfície ou se estava afundando. Ouviu uma voz conhecida lhe dizer. "Não desista você está do lado certo". - Era a voz de Alexia. "Não desista, a sorte sempre estará com você". Tenha esperança. Harry sentia como se uma mão forte lhe segurasse... Mas uma coisa estranha aconteceu. O colar de Alexia, que ainda estava preso ao seu pescoço começou a brilhar muito, um brilho tão forte que iluminou todo o fundo do lago. Agora sim ele pode ver o que estava acontecendo. Uma mão segurava com força os seus pés, forçando-o para baixo. Era uma moça loura... Metade peixe-metade mulher. Ela não parecia muito preocupada de estar dentro dágua, mas não gostou muito da luz que lhe ofuscou. - QUE LUZ PODEROSA É ESSA? Harry pode ouvir ela gritar. Colocando as mãos no ouvido nervosa. A luz a assustou e por instantes ela soltou o pé de Harry que conseguiu chegar a superfície e pegar fôlego. Ele sabia que não poderia ficar por lá por mais tempo e com todas as forças continuou nadando. A luz do colar continuava e cada vez mais forte. Harry percebeu aqora que faltavam poucos metros para alcançar o outro lado... Faltava muito pouco. Estava tão preocupado em chegar ao outro lado que nem percebeu que a forma em água vinha em sua direção. Assim que ele tocou a superfície uma enorme mão de água o agarrou, o levando bem alto no céu, mais ou menos uns cinco metros e o atirando em direção as rochas que estava do outro lado. Harry fechou os olhos, sabia que tinha chegado o se fim. Ouviu aquela música maravilhosa. Sentiu um baque e teve medo de abrir os olhos. Sentiu o toque macio das asas batendo do seu lado. Por um momento de delírio disse ainda de olhos fechados. - Alexia, você conseguiu? Segurou com força o local onde havia caído, com medo de abrir os olhos. Mas o fez. Harry sentiu um misto de tristeza e angústia. Estava montado com Faith, o pégaso marron. "Vá pegar a flor. Temos pouco tempo." - Ouviu a voz de Alexia. Ainda segurando na crina do pégaso Harry disse baixinho. Vamos fazer uma rasante, pego a flor lá embaixo. O cavalo deu um mergulho e se não fosse pela experiência de Harry em voar com certeza levaria um tombo. Finalmente conseguiram pousar ao lado da flor. Ao lado jazia dezenas de esqueletos, a muito abandonados. Harry correu para o local, pegou o vidro que Cris lhe entregara e abaixou-se, resolvera fazer uma ligeira oração em homenagem aqueles nobres cavaleiros que tentaram pegar a flor. Ele olhou com atenção para o pequeno arbusto que estava a sua frente... As flores eram brancas e assemelhava-se a rosa... Será que eram aquelas? Pegou a bússola de Sirius que agora estava com uma cor vermelha, estava certo. Com muito jeito escolheu a que mais lhe chamou atenção, não pelo tamanho, não pelo perfume, mas foi como se ela fosse simplesmente aquela que ele precisava. Virou a ampulheta e a prendeu do lado de fora do cinto,teria 20 minutos para voltar depois que arrancasse a flor. Assim que Harry a tocou ela mudou de cor, ficou lilás e adquiriu um brilho natural, como um pequeno abajour. Com muito carinho colocou-a dentro do vidro e guardou dentro do saquinho marron. O pégaso estava ao seu lado, balançava as asas sem parar. Iria com ele de volta. Com certeza Faith deveria estar nervosa por causa da situação, mas assim que Harry olhou novamente para o lago foi aí que percebeu o motivo. A tal criatura agora estava com mais de 10 metros de altura e não estava mais com aquela forma feminina, uma imensa criatura marinha. Harry subiu em Faith, e foram direto em outra direção, não precisavam mais ir de volta por aquele caminho. Mas passado alguns metros eles estavam de novo de volta no mesmo lugar, Harry concluiu que eles teriam que passar por cima do lago do mesmo jeito como vieram. - Nós vamos conseguir Faith. - Ele deu um leve toque nas ancas do animal e eles subiram muito... Harry olhou para baixo e pode notar que estavam muito alto,provavelmente a mais de 20 metros. - VAMOS EM FRENTE. Gritou. Mas fora em vão. Assim que eles passaram por cima da criatura, ela dobrou de tamanho e por pouco Faith não fora atingida, fazendo uma curva. Mas com o movimento a flor mágica que estava dentro do saquinho, caíra, diretamente em direção ao lago. - MERGULHE. Gritou Harry. Eles desceram como uma bala em direção ao vidro que caia. Faith fez um movimento espetacular antes mesmo de chegar próximo a água e Harry conseguiu agarrar o vidro. Uma enorme mão se formou e veio em sua direção.... Faith voou na direção oposta chegando ao local onde estava o arbusto. Harry colocou a flor dentro do saquinho e consultou de novo a ampulheta... Tinha perdido cinco minutos. "Jogue a minha varinha na água". Harry ouvia a voz dela novamente, ajudando-o Jogar a varinha na água. Assim que Faith ouviu isso começou a agitar as asas velozmente. - Mas é a varinha de Alexia. "Jogue a varinha na água" Ela insistiu. Harry pegou com cuidado a varinha de dentro da sacola... Sentiu como se parte de Alexia estivesse lá, mas se lembrou no que o Sr. Olivaras dissera. Aquela era uma varinha especial. Teria que tentar. Harry correu até uma distancia segura da margem e atirou com toda força que pode a varinha em direção a estranha criatura que ainda se encontrava no centro, nervosa. A varinha foi em sua direção em círculos... Harry pode muito bem observar isso, só que algo surpreendente aconteceu. Um brilho iluminou todo o local e no lugar da varinha, estava uma espada maravilhosa com cabos de esmeraldas e rubis que Harry jura nunca ter envocado. A espada bateu com a lâmina bem no centro do lago, mas ao invés de afundar, ao seu lado formou-se uma camada de gelo que foi crescendo cada vez mais. A criatura deu um grito de horror e se desfez em várias ondas, mas fora em vão, em segundos cada gota da água do lago se tornara gelo. Harry se aproximou da margem e tocou a superfície branca de leve, pode perceber que estava totalmente duro. Olhou para o centro do lago e lá estava a espada, brilhante. "AGORA VÁ HARRY, CORRA" - Harry correu para o lombo do pégaso e voaram para o outro lado, em segurança. Quando passaram por cima da espada Harry escutou novamente. "Pegue a espada. As outras flores precisam ser protegidas" O pégaso deu mais um outro mergulho e ele pode agarrar com força a espada arrancando-a do lago. Assim que ele a tirou aos poucos o gelo foi derretendo. "Agora vá, rápido, antes que derreta." Em segundos eles já estavam bem distantes do lago, em segurança. Harry sabia que finalmente havia conseguido vencer mais uma, graças a Esperança e Faith.