Uma nova luz aparece no centro da sala, tão forte quanto a anterior, mas desta vez ela trouxe de volta um Snape confuso. Dumbledore corre até ele completamente assustado. - O que houve Severo? - Não sei, em um instante eu estava segurando a menina e no outro ela desapareceu. Harry ainda mal conseguia sequer balbuciar alguma coisa. Estava com o olhar fixo nos dois, como se estivesse petrificado. Só pode ouvir Dumbledore dizer. - Temos que sair daqui agora, Minerva, Hagrid, cuide desses garotos, temos que descobrir o que houve. Todos os professores seguiram Dumbledore e minutos depois a professora Minerva se aproximou de Harry com gentileza. - Harry você está bem? Foi aí que Harry conseguiu, com muito custo dizer algo bem baixinho, a professora Minerva teve que chegar bem próximo a ele. - Vá ajudar o Rony, por favor. Harry sentia as pontas dos dedos formigar, sentia como se todo o oxigênio da sala estivesse faltando, ficou imóvel olhando para o local onde a Alexia caíra, bem próximo a ele, a sua mente insistia em repetir como em um filme, repetidamente aquilo que tinha acontecido. Somente depois de alguns minutos, ouviu como se fosse um eco Hagrid gritar como se fosse de dentro de seu cérebro. - Ele está em estado de choque, alguém o acompanhe até o quarto dos meninos. Harry realmente não se lembrou do que ocorrera em seguida, acordou no dia seguinte, estava sentado próximo a sua janela, do quarto, olhava para o lado de fora, o movimento era intenso de elfos, empregados e alunos que voltaram para Hogwarts, ajudando na reconstrução do castelo. Sabia que muitos alunos perguntaram se Dumbledore não podia usar mágica para arruma-lo... A resposta veio de imediato... Era a mesma coisa o porque dele não fazer mágica para o banquete aparecer. Ou seja, nem tudo no mundo dos bruxos pode ser resolvido por mágica, e fazer alguém voltar a vida não estava incluído numa dessas. Baixou a cabeça, pensativo... As imagens não lhe saiam da lembrança... Os outros dias não foram muito diferentes do primeiro depois do acontecido no salão principal. Passava o dia inteiro no seu quarto, olhando para o lado de fora, relembrando cada momento que passara com ela, em cada palavra que ela havia dito, e percebeu que de alguma maneira ela sempre soube que aquilo poderia acontecer. Alexia se sobrepôs entre ele e a morte... Arriscando-se ao máximo... Levantou e retornou a sua cama... Em cima do criado-mudo estava a sacola marron dela e dentro o seu colar quebrado, e o broche que pertencera a esposa de Sirius. Nem sequer a espada conseguira resgatar... depois da confusão ele se lembrou que olhou o local onde ela estivera por instantes, o chão sujo de sangue e em seguida, onde deveria estar a espada nada havia, por encanto. Nenhum dos professores arriscou naqueles dias se aproximar de Harry que estava pálido como fantasma. Ele nem percebera quando Hagrid ajudara Rony a se levantar, o menino estava com o rosto todo roxo devido a pancada, e muito menos a uma Mione mais assustada que uma criança perdida que vinha em sua direção e falava sem parar. - Ela veio correndo atrás de mim, não pude impedi-la, ela nos seguiu. A outra imagem que Harry tinha em seguida, como se tivesse ocorrido naquele momento era Snape e Professora Minerva retornando minutos depois. Harry já havia se levantado e também com a ajuda de Hagrid estava sentado em cima de uma mesa olhando para o além completamente mudo e tremendo, com os lábios roxos de nervoso. - Sinto muito Harry, elas desapareceram, não pudemos fazer nada, Alexia se foi. Aquela frase continuava martelando em sua cabeça. A única coisa certa depois disso que ele se lembra é que foi andando até o seu quarto, e está lá durante esse tempo todo. Rony passou alguns dias na enfermaria. Pelo menos uma coisa boa estava acontecendo. Aos poucos os alunos estavam voltando para a escola. Religiosamente Mione trazia para Harry uma bandeja com comida, que na maioria das vezes retornava vazia. Aliás, não só as bandejas estavam vazia, Harry se sentia completamente vazio por dentro. Após o amanhecer ele ia até a janela e ficava olhando o horizonte na esperança que uma mancha branca cruzasse os céus e viesse ao seu encontro. Passava horas olhando o broche, e cada objeto que pegava era um momento de lembrança. Certa vez ele pedira a Mione que trouxesse o baú de Alexia para o seu quarto... Não tinha coragem de abri-lo, mas queria ficar com ele ali... Pelo menos ele tinha esperança de um dia ela voltar, não sabia exatamente porque, mas tinha praticamente certeza que ela voltaria, faltavam trinta dias para o natal... Ouviu barulho de alguém entrando no quarto. Sem que olhasse para ver quem era falou. - Pode deixar a bandeja em cima da cama Mione, eu já vou. - Acho que desta vez não! Harry ouviu a voz grave de Sirius. Ele não teve dúvidas, correu em direção ao padrinho e o abraçou com todas as forças que pode... Afundando o rosto em seu peito... Sirius não disse uma palavra, somente apoiou uma das mãos na cabeça de Harry, sabia que ele precisava desse conforto... Depois de alguns minutos ele resolvera quebrar a tristeza. - Não quero que você ouça o que eu vou dizer não triste desse jeito... Harry olhou para ele, percebeu que uma lágrima brotou de seus olhos. - Desculpe, mas eu não estava agüentando segurar isso sozinho, a pessoa mais próxima de uma família que tenho é você. - Sei disso e tenho uma boa notícia para você, fui finalmente inocentado pelo tribunal bruxo, estou livre como à muito tempo. Harry finalmente teve um leve sorriso, que para a sua condição já era um milagre. - Então vou poder ficar com você agora? Eu não suportaria ter que voltar para os Dursleys. - Você não vai precisa voltar para lá, eu mesmo lhes enviei uma carta dizendo da minha decisão, e como sei que você não iria negar já até obtive resposta. - E? - Bom, eles disseram que está bem então. - O que estava escrito na carta? - Precisamente? - Claro. - Caro Sirius Black... Tudo bem. Assinado... Família Dursley. - Poxa, foi a maior carta do tio Valter que eu recebi em toda a minha vida, acho que finalmente ele gostou de mim. Se não fosse pelo olhar triste de Harry, com certeza Black daria uma boa gargalhada. - Bom Harry... Ambos se sentaram na cama. Mas não e só este motivo que me trouxe aqui... Fiquei sabendo que você não anda se alimentando direito. - Estou sim... Mione me trás várias bandejas todos os dias. - Você acha que ela pode ficar sempre lhe trazendo comida? O castelo está todo arrebentado e precisamos de sua ajuda. Ele baixou a cabeça, pensativo... Lembrou-se de uma vez que Dumbledore lhe dissera que manter a mente ocupada afastava pensamentos ruins, mas não era esse o caso, ele não queria se esquecer de Alexia. - Eu acho que tem razão... - Ótimo! Sirius deu um meio sorriso. Mas a última e não menos importante. - Eu e Cristiny vamos morar juntos, lá na minha casa... Sabe, preciso de alguém para cuidar de mim. Harry desta vez não pode deixar de sorrir. - Vocês dois foram namorados? - Á muito tempo atrás! Mas tudo estava uma confusão e ela sumiu de repente, mas acho que o tempo foi muito bom para nós, não foi muito boa a minha estadia em Azkaban. - Quer dizer que eu vou poder ficar com vocês dois, como uma família? - Claro que sim... Harry abraço Sirius de novo, com mais força que a vez anterior. Mas desta vez ele sabia que ele estava feliz. Harry ainda segurava o broche da ex-esposa de Sirius, ele resolveu entrega-lo de volta. - Pode ficar com ele Harry, eu lhe dei, é seu. - Alexia não vai mais poder usá-lo. Harry ficara triste de novo... Mas fora por pouco tempo, um elfo doméstico aparece bem a frente da porta, fazendo desenhos circulares imaginários no chão com os pés, nervoso. - Potter pode deixar Dobby entrar? - Claro Dobby entre. - Dobby está triste... Mas não vai deixar de ajudar Dumbledore, eu estava lá em baixo ajudando os outros, vim direto de Longbons assim que soube, Cireia mandou lembranças. Harry respirou fundo... Era de se esperar que a notícia da morte de Alexia teria chegado até a sua casa. Finalmente Harry respirou fundo e levantou-se. - Dobby, pode me fazer um favor? O elfo todo orgulhoso se aproxima de Harry e faz uma reverência. - Sim senhor. - Diga a Mione que eu vou tomar café lá embaixo hoje... Mas antes vou tomar um banho. - É isso aí... Sirius põe a mão sob os cabelos de Harry e os bagunçou. Ele pegou algumas peças de roupas e foi em direção ao banheiro, para tomar o banho e não pode ouvir Dobby e Sirius dizerem. - Ainda bem que Dumbledore me pediu para vir... Sirius já estava de pé. - Todos lá em Longbons sentem falta dela... Principalmente o jovem Doyle, que a considerava uma irmã mais velha. Ele não se demorou muito no banho... Logo ele estava de volta ao quarto sendo acompanhado por Sirius indo direto ao salão, que estava sendo praticamente reconstruído. Mione ficou muito feliz ao ver Harry entrando no salão. Ela se levantou da cadeira tão rapidamente e correu em sua direção que nem percebera que derramou uma xícara de chocolate em cima de Rony. Ele só não ficou nervoso porque percebeu o que ela tinha feito e porque. Resolveu ir ao encontro do amigo também. - Harry que bom que resolveu fazer companhia pra gente. - Você ainda não melhorou Rony. Harry olhou seriamente para um olho ainda roxo de Rony. Ele ficou levemente triste. - Você diz essa manchinha... Que nada, eu estava bem pior. Mione deu um beliscão tão grande em Rony que ele não pode de deixar de gritar um grande ai. - Vamos lá se sentar... Temos muita coisa para fazer hoje. Eles foram para a mesa e Harry o seguiu meio constrangido. Sentou-se e um prato e xícara apareceram por mágica na sua frente. Se enxendo de guloseimas e uma xícara de leite frio que Harry adorava. Mione percebeu que ele ficou um tempão olhando para tudo aquilo na sua frente, como se estivesse pensando o que fazer com aquilo. - Faz muito tempo que você não se alimenta direito Harry, se continuar assim pode ficar doente. Mione usou um ar materno. - Não me importo... Não estou muito afim. - O que é isso, nem parece o Harry que eu conheci. - Rony empurrou um pão de maça em direção a Harry, sabia que ele gostava. - Vamos Harry, Dumbledore precisa da gente, os elfos estão trabalhando bem, mas a neve lá fora está castigando o castelo e ele estava bastante danificado. Mione continuou maternalmente. - Como estão as aulas? - Na realidade nós só estamos repondo as aulas, praticamente o ano letivo foi pro ralo, ainda bem, pois minhas notas estão um caco. - Rony sorriu amigável para Harry. - Hagrid tem aparecido por aqui? - A sim. Completou Mione... Ele está lá fora coordenando alguns dos elfos, estão acabando de refazer uma parte da parede. Harry resolvera verificar os estragos que o ataque de Voldemort causara. A parede leste estava ainda pela metade. Ele se lembrava que bem abaixo da escada, onde ele caira daquela vez faltava uma parte da parede também, mas agora já estava praticamente inteira reconstruída. Ele se levantou e foi em direção a saída. - Onde você vai? Mione estava preocupada. - Vou falar com Hagrid... - Você não tocou em seu café... - Eu já volto. Harry foi andando em direção a saída... Era doloroso andar pelo salão semi destruído, cada passo que dava vinha em sua mente a lembrança daquele dia. Cada pedaço de chão, cada canto. Finalmente chegou do lado de fora e ele pode avistar Hagrid com facilidade e já a uma certa distância gritou. - HAGRID, PRECISO LHE FALAR UM MINUTO. Ele segurava um enorme pedaço de pergaminho, ao ver Harry se aproximando, correu em sua direção e deu-lhe um forte abraço, literalmente elevando Harry ao alto e quase quebrando suas costelas. Falou entre lágrimas. - Harry, meu menino, que bom vê-lo do lado de fora do castelo... Dumbledore está triste com sua falta de ânimo... Mas eu disse a ele que você se recuperaria, você é um garoto forte, isso sim... Harry percebeu que Hagrid estava emocionado e as palavras que lhe saíram depois foram com muito custo. - Eu gostaria de ir ver Cireia em Longbons, acho que eu devo isso a ela, será que Dumbledore me permite. - Mas é claro que sim. - Eu gostaria que você fosse comigo Hagrid, gostaria que fosse uma visita de um dia no máximo... - E quando quer ir Harry? Hagrid perdera o sorriso embaixo de sua longa barba. - Eu gostaria de ir até lá se possível agora. - Vou lá falar com Dumbledore. Hagrid largou o pergaminho no chão andou alguns passos em direção a entrada, mas parou de repente e perguntou a Harry. - Você está bem? Já tomou um café hoje? Está com uma aparência estranha. Harry já estava cansado de todo mundo lhe perguntar se estava bem! Não estava bem, e a sua vontade era de sair correndo por todo o castelo gritando o máximo de forças até não poder mais. Mas não poderia demonstrar isso. Teria que se calar. Hagrid percebeu que de novo não soube ficar com a boca calada e se dirigiu a torre onde ficava a sala de Dumbledore, iria passar o recado de Harry, com certeza ele não negaria. O garoto resolveu voltar para o seu quarto já que não tinha muita coisa que gostaria de fazer, as aulas estavam canceladas por enquanto, até pelo menos tudo ficar arrumado. Passou pelos amigos que já estavam se retirando do local sem ao menos dizer uma palavra. Os dois perceberam a atitude de Harry e Mione resolveu segui-lo. - Aonde você vai Harry? - Vou pegar umas coisas. Pedi permissão para Dumbledore para visitar Longbons. - Você quer mesmo ir? - Eu preciso ver Cireia e Doyle, preciso, senão vou explodir. - Mas será que vai ser bom... Mione percebeu a atitude do amigo e quase ia dizer alguma coisa, olhou enquanto ele se afastava, mas parou de repente, teria que voltar e contar o que tinha acontecido a Rony, alguma coisa muito séria estava acontecendo do Harry e eles não poderiam deixa-lo para trás naquele momento, mas o mais difícil era saber como ajuda-lo. Harry sentiu um forte dor de cabeça, como se algo de ruim estivesse acontecendo, de repente ouviu como se Alexia falasse no seu ouvido, baixinho. - Me ajude. Se sentiu profundamente irritado, nervoso... O estômago doeu com força. Sem perceber largou Mione falando sozinha e voltou em direção do seu quarto... Sem falar nada, se ficasse mais um minuto ali iria enlouquecer. Fique com a mente ocupada... Os pensamentos ruins só trazem coisas ruins. Harry pensou. Foi Hagrid que apareceu bem frente da sua porta. Tristonho. - Dumbledore disse que você pode ir até lá imediatamente. - A carruagem está aonde? - Já está lá fora, partiremos já. Sem que Harry percebesse saiu correndo por Hagrid em direção a saída. Logo ele estaria partindo em direção a Longbons, sua alma estava precisando fazer esta viagem. Harry nem percebera a viagem. Estava muito cansado, apesar de não poder ter feito muito durante aqueles dias. Dormira encostado nos ombros de Hagrid e acordara assustado com um leve toque do amigo. - Chegamos. Harry olhou para o campo gramado, onde ao fundo estava o orfanato. Fechou os olhos como se aquilo fosse a melhor das lembranças, e era, mas de um outro lado lhe doía bastante. Seria forte e não deixaria que a tristeza acabasse com o a felicidade que tinha aquele lugar. - Eu vou ficar aqui. Cireia já sabe da sua chegada. Hagrid disse baixinho. Por um momento Harry desejou que Alexia estivesse lá, se recuperando, a cada passo que dava, a esperança renascia. Aos poucos foi ouvindo o barulho das crianças dentro da casa... Pelo horário elas deveriam estar almoçando. Bateu na porta com tanto receio que demorou alguém abrir. Um menino de cabelos negros veio recebe-lo. - Cireia, tem um rapaz grandão aqui na porta. Disse ele a um meio sorriso. A madrinha de Alexia veio recebe-lo sorridente. - Harry querido, entre, que bom vê-lo novamente. - Eu precisava vir. - Vamos, sente com a gente, estamos almoçando. - Não, muito obrigado, preciso lhe falar um instante. - Mas é claro... Tome conta de tudo por aqui mim querida. Cireia se dirigiu a uma garota que estava cuidando dos pratos em cima da mesa dos meninos. Harry olhou em direção a cozinha, e uma menina de cabelos longos e negros estava de costas para ele. De repente seu coração deu um salto tão grande que achou que todos pudessem ouvi-lo... Mas a felicidade durara pouco, a menina ao se virar era muito diferente de quem ele imaginava ser Alexia. Cireia percebeu o olhar de Harry e continuou. - Harry, está é Rainbow, uma amiga. Harry deu um sorriso amarelo, a cumprimentou com um movimento de cabeça. Cireia era inteligente e o orientou em direção ao lado de fora no jardim. Havia um banco de dois lugares... E ela pediu para que ele se sentasse. - Sabe Harry, eu sei quem você esperava encontrar por aqui. Sei que foi muito difícil para você e saiba que para ela foi muito mais, Faith me enviou uma coruja a alguns dias e me contou o que houve com Alexia, me disse que logo virá para cá me contar os detalhes do que houve, mas não entendi direito, mandei uma coruja de volta mas não obtive resposta. - Alexia morreu para me salvar, mas uma luz estranha tomou conta do local e elas desapareceram... Faith não contou nada sobre Alexia? Cireia ficou instantes parada, olhando adiante se esforçando para se lembrar de algo... - Ela não me disse o que houve... Só me disse que viria me visitar em breve. Disse que Coragem havia cuidado de tudo mas não estava por lá naquele momento. De repente Cireia pareceu perceber que algo estava muito estranho, mas resolvera não deixar transparecer e continuou. Ela fez um movimento com as mãos e um álbum de fotografias apareceu na sua frente. - Ela o abriu e começou a mostrar para Harry. - Eu conheci a sua família à muito tempo, na realidade foi muito antes de você nascer. Seu pai era uma pessoa especial e hoje nós temos esta união entre os povos mágicos graças e ele, e saiba Harry, você herdou muita coisa dele. Ele ouvia tudo calado, e olhava as fotos do álbum, e o mais estranho é que muitas delas eram familiares... Cireia era muito diferente quando jovem. Agora tudo estava ficando mais claro em sua mente. - Você me salvou não foi? - A sim, se você tivesse ficado lá dentro da casa provavelmente hoje nem estaria aqui com a gente. - Porque todo mundo se arrisca por mim... Porque? - Ora Harry, as pessoas se arriscam por você porque te amam, só isso. Tenha certeza que este é o maior tesouro que alguém pode receber. - Eu não queria que isso tivesse acontecido, não queria... Foi minha culpa Alexia ter morrido. Eu lutei com todas as minhas forças no lago, Faith até me ajudou. Se não fosse ela provavelmente eu nem estaria aqui. - Mas não foi somente Faith que o ajudou, você teve coragem para continuar lutando, e de uma certa maneira estava disposta a se sacrificar para que ela sobrevivesse não? - Como sabe disso? - Digamos que uma pessoa me contou... - Hagrid nunca fica de boca calada. - Não mesmo. E enquanto a Alexia ela sabia que isso iria acontecer... Antes de vocês partirem para Hogwarts eu falei com ela sobre isso. Harry ficou espantado, ninguém tinha o poder de prever o futuro, ninguém. Cireia muito inteligente percebera o ar de surpresa de Harry e completou em seguida. Baixinho. - Ela veio falar comigo sobre você, disse que estava apaixonada... Eu disse a ela que fora daqui as coisas seriam muito diferentes, com certeza, ela não teria mais a proteção do povoado... Ela nunca mais poderia ser a mesma pessoa, e isto é um risco para a gente. A pergunta que Harry sempre teve em sua mente... Tinha que faze-la ou não conseguiria mais viver com aquilo. - Vocês todas são animagos? - Nós não somos animagos? Nós somos uma lenda. Por isso Alexia usava o colar... à jóia. Sem ele nós não somos nada... Somente pessoas normais, mortais como você, somente a maior das mágicas pode nos separar da jóia. - Mas eu usei o colar de Alexia por um tempo, ela não morreu depois de retira-lo. - Mas você podia ouvi-la não? - Sim... - Então de uma certa maneira ela estava com você Harry. - Mas ele se quebrou. Harry ouviu um barulho de uma criança vindo em sua direção, era Doyle, correndo desesperado. Harry se levantou e amparou o menino em um abraço. O menino estava entre lágrimas, soluçando. - Me disseram que você estava aqui... Eu precisava vê-lo. - Como você está Doyle? - Tia Cireia me disse que Alexia não vai poder ficar com a gente, que ela foi embora... É verdade? Harry olhou para Cireia em um meio pedido de socorro... E ela o auxiliou. - Eu disse que você nunca deve deixar que a Esperança o abandone, não foi isso... - Foi... - Então você nunca vai ficar sozinho. O dia continua clareando. Há sempre esperança enquanto alguém lutar por um ideal. Ela olhou para Harry com ternura e disse. - vamos Harry! Entendeu o que eu disse... Sei que Alexia não gostaria de vê-lo assim triste. Ela sempre sorriu para as coisas más e elas foram embora. Passe o dia com a gente... Doyle mudou atitude e voltou a sorrir. - Fique com a gente, você é meu amigo, não é? Harry concordou... Sabia que precisaria disso. O resto do dia não poderia ter sido mais gratificante, à tempos Harry precisava ficar com eles, precisava sentir de novo a harmonia daquele lugar, precisava de novo se sentir próximo a ela, pelo menos em suas lembranças. Depois de Doyle, dezenas de crianças se juntaram a ele, para que fizesse companhia. A felicidade delas era reconfortante e Harry sentiu como se aquele lugar precisasse de sua ajuda. Sentiu que o lugar de Alexia era muito importante para ser deixado de lado, aquelas crianças precisavam de alguém como ela para orienta-los. Em pouco tempo, Harry já estava ajudando várias delas nas tarefas e Raimbow ficou muito agradecida. No final do dia Harry se alimentara corretamente e até demais... Mas uma coisa ele tinha evitado ao máximo, passar na frente do quarto onde ela dormia, aquilo era demais insuportável para ele. Depois de uma tarde maravilhosa, e como mágica a sua alma parecia livre de um fardo, parecia que havia recebido uma nova energia de felicidade, não que tivesse se esquecido de tudo, mas de repente se sentia feliz novamente. Mas infelizmente teria que ir embora. Valera muito a pena aquela visita... Não iria mais aceitar que a tristeza lhe tomasse conta, como Alexia nunca pensava em si, era a sua chance de ajudar os outros, caridade. Hagrid já estava lhes esperando, na carruagem. - Você passou o tempo todo aqui? - Não, ou você pensa que eu iria deixar de provar aquele enorme assado de Cireia. Hagrid bateu com força o estômago estufado. O garotinho louro estava se destacando entre os vários garotos que vieream se despedir de Harry. - Até mais Doyle. - Logo nós vamos nos ver, eu vou a Hogwarts no Natal, junto com outras crianças... O diretor deu a permissão da visita. - Que bom hein Doyle. Harry afagou a cabeça do garoto. Assim você vai poder conhecer todos os fantasmas do castelo. O menino fez um movimento de arrepio. - Mas eu vou assustar todos eles, afinal eu sou amigo do grande Harry Potter. Harry se sentiu emocionado, e com muito custo escondeu as lágrimas que teimavam em surgir desde que chegara naquele local, secou-as rapidamente. - Até o Natal então. - Até... O menino sorriu e acenou em direção a carruagem que partira. A viagem de volta não fora tão maçante quanto imaginava... Já estava anoitecendo e somente as estrelas por companhia. Estava decidido. Não agiria mais como um débil. Os seus amigos também precisavam de sua companhia e rápido. Logo pela manhã agradeceria a Mione e Rony pela amizade e ajuda que lhe deram. O castelo já estava às escuras quando eles chegaram. Harry se despediu de Hagrid e foi em direção ao seu quarto na Grifinória. Os próximos dias não foram lá muito difíceis. Ficar com a mente ocupada era o mais importante, e ocupação era o que não faltava. Muitas coisas no castelo precisavam ser feitas, e todos ficaram ocupados. As atividades não foram canceladas. As aulas continuavam como sempre e tudo estava aos poucos voltando ao normal. Harry estava se esforçando ao máximo para que sua vida simplesmente não parasse, mas uma coisa nunca mais lhe saíra da cabeça. Porque será que antes de ir visitar Cireia ele sentira aquela dor de cabeça estranha... Sabia o que ela significava e isso o deixava intrigado. Faltava uma semana para o Natal e os trabalhos em Hogwarts, apesar de intensos já estavam em fase final. Hagrid, como sempre estava preparando a decoração de fim de ano e a neve já caia sem piedade do lado de fora. Harry gostava de passar grande parte do tempo olhando do lado de fora a neve caindo, era uma beleza ver tudo branquinho. Rony já a tempo já havia descido para tomar o café da manhã, e estava todo feliz porque o ano letivo tinha sido diferente, não estava preocupado com as notas. Harry por sua vez estava feliz pois receberia, mais tarde a visita de Cristiny e Sirius... Colocou os sapatos e resolvera descer para o café da manhã. Mione e todos os irmãos Weasley já estavam na mesa da Grifinória, com o café sob a mesa. - Ainda bem que chegou, daqui a pouco vão chegar as correspondências, isso aqui vai ficar uma loucura. Mione sorriu. - Mas pelo menos Malfoy não voltou para cá, espero que tenha se afogado. - Rony ficou emburrado. As corujas invadiram o local, e papeis e envelopes caíram sob a mesa. Um embrulhinho cai no colo de Mione e ela abre com jeito a fita se setim. - Rony, recebi hoje o profeta, olhe que estranho... Mione entregou o jornal a Rony, mostrando o pedaço importante. ... Lucio Malfoy, renomado bruxo da alta, não aparece diante da socialité a mais de um mês, alguns declaram que ele é um grande comparsa de Você-sabe-quem e que depois de mais uma derrota de seus aliados ele mudara de planos e sumira de cena... Harry ficou pensativo... - Que estranho. Ele sumiu? - Acho que ele ficou com vergonha de Você-sabe-quem ou se meteu em uma encrenca daquelas. - Rony estava irônico. - Ainda bem pois Malfoy foi junto, aquele grande. Mione fechou os olhos e tapou os ouvidos para não ouvir os palavrões que Rony resolvera dizer. Depois olhou séria para ele e fez uma careta. Mas uma coisa estranha aconteceu, uma outra coruja invadiu o salão depois que todas as outras foram embora. - Olhe Harry, o que é aquilo que vem em nossa direção. - Rony apontou, fechando de leve os olhos para ver se conseguia centralizar a imagem. - Não sei, parece muito pequeno para uma coruja. Harry continuou. - Está vindo para cá... Mione pareceu surpresa. Era comum as corujas jogarem a correspondência em cima dos destinatários, mas desta vez a ave que trazia a carta agiu diferente, pousou em cima da mesa, ao lado de Harry. - Um pombo! O que ele está fazendo por aqui? Mione olhou espantada. Harry pegou o pequeno papelzinho que estava embrulhado em uma das patinhas. - Obrigado, disse ele a pequena ave que partiu em seguida, velozmente. - Vamos Harry, abra a carta. Mione estava ansiosa. - Está bem... Harry percebeu que era uma letra infantil, mas que fora escrita com carinho, apesar dos erros e alguns borrões de tinta. Olá Harry, aqui é o Doyle. É importante, pedi para a Mix levar a carta para você. A Cireia disse hoje para a Raimbow que está preocupada pois mandou várias cartas a Faith sem resposta, e que a única notícia que teve dela foi que Alexia tinha morrido e que ela estava lá no outro orfanato, mas como ela não mandava notícias Cireia mandou Raimbow para lá e ela ficou sabendo que a muito tempo que Faith não aparece por lá e que nem sabiam da morte de Alexia, Cireia disse que desconfia de magia negra... Ela vai falar com Dumbledore sobre isso. Bom, eu acho importante que você saiba. Do seu amigo. Doyle. Harry ficou estático depois que leu aquilo, seu coração ficou gelado, estava algo errado mesmo e resolveria a questão agora mesmo. Iria falar com a Profa. Minerva. - Onde você vai Harry. Rony olhou preocupado. - Vou falar com a Profa. Minerva, vou querer saber o que está acontecendo. - Como assim? - Vou querer saber o que houve, com Alexia. Ele já conhecia Hogwarts como a palma de sua mão, e era muito bom em situações mais urgente como aquela, como ele tinha sido ingênuo depois de tudo aquilo ter acontecido, tinha se deixado dominar pela tristeza e nem raciocinara direito, se ela estava realmente morta seu corpo deveria aparecer em algum lugar e parecia que ninguém estava se preocupando com isso, ninguém, mas teria que obter algumas respostas naquele momento. Harry correu para a sala da Profa. Minerva. Bateu de leve na porta. - Profa. Posso entrar. Harry percebeu que a Profa. Minerva recebera uma coruja também, provavelmente ela poderia já estar sabendo o que tinha acontecido. - Preciso lhe falar, é importante. - É sobre Alexia que você quer dizer? - Já está sabendo? - Sim estranho, nós recebemos a notícia de Cireia, mas não fora desse jeito, muito estranho. - Como assim? - Dumbledore, no dia seguinte do ocorrido, recebeu uma coruja de Cireia dizendo que Faith havia comunicado a todas da morte de Alexia e que as devidas providências já haviam sido tomadas, e que não era para ninguém ir visitá-las até que Coragem voltasse de uma viagem. - Gostaria saber muito como foi que elas desapareceram. Minerva respirou fundo, queria a todo custo contar o acontecido a Harry sem ter que magoá-lo de novo, sabia o quanto tinha sido difícil para ele. - Na realidade, nem eu nem Snape entendemos muito bem o que houve, falamos com Dumbledore sobre isso e ele entendeu que a magia partiu das pégasos. - Como assim? Harry não tinha entendido muito bem. - Dumbledore pediu para a gente levar Alexia a enfermaria, mas quando Snape a pegou no colo, uma luz nos envolveu e quando Snape percebeu, elas tinham sumido. - Quer dizer que não foram elas quem conjuraram a luz. - Pelo que eu entendi por essa carta não. Harry sentiu que o seu coração havia parado alguns segundos. - Será que houve um seqüestro? - É isso que eu estou pensando no momento... Como poderia ter sido isso. Neste instante Snape entra carregando a mesmo carta, pálido, nervoso, nem se preocupou com a presença de Harry, foi falando sem cerimônias. - As meninas sumiram... Faith e Coragem. Cireia me disse nesta carta. - E Dumbledore, já está sabendo? A Profa. Minerva se levantara, e fora em direção a porta de saída. - Sim, eu acho que ele está vindo aqui com Cristiny e Sirius. Harry não pode esperar muito mais... Em minutos a sala de Minerva já estava cheia. Todos estavam tão preocupados com a situação que nem se preocuparam que Harry estivesse lá, aliás parecia que somente Sirius e Cristiny notaram que ele estava lá, todos falando ao mesmo tempo, confusos. - Mas como será que ele poderia ter levado as meninas. - Eu não vi nada por aqui, o castelo já estava protegido quando elas entraram. Todos estavam falando ao mesmo tempo, Harry estava tentando lembrar de tudo que tinha acontecido naquele dia... Tudo. Harry quebrou o silêncio. - E se ele usou o vaso como portal para algum lugar, ele já havia feito isso no campeonato Tribruxo, porque não de novo, Alexia tocou no vaso. Todos ficaram estáticos quando Harry disse aquilo, quase como um sussurro. - É mais o portal funciona imediatamente... Não depois. Snape parecia realmente sério naquele momento. - Mas ele poderia ter alterado alguma coisa não? Cris? Harry estava determinado a achar a resposta. Ela se aproxima de Harry e diz com calma... - É possível... Ela se vira na direção de Snape com tanta autoridade que Harry poderia jurar que ele encolhera um metro. - Vá pegar os pedaços do vaso, preciso do seu laboratório para examina-lo. Todos ficaram estáticos, olhando para Cristiny, como se ela fosse a tábua de salvação de todos. Harry não entendera muito bem a reação de Snape, que saíra quase que literalmente batendo os pés. Sirius chegou perto dele e disse baixinho. - Cristiny fora uma das principais bruxas a atrapalhar a vida de Snape quando ele estava como aliado de Voldemort... Ele não gosta muito dela. - E você? Harry sabia que aquele não era o local certo, mas não poderia perder a chance. - Sou maluco por ela! E ela sabe disso. A conversa dos dois foi interrompida por Dumbledore... - Bom, agora é só esperar para ver o que vai acontecer, vamos esperar pela resposta de Cristiny... Harry, você será o primeiro a saber da resposta. Harry e os outros saíram de seus lugares, cada um em uma direção... - Eu vou falar com os meus amigos está bem? - É claro, vou até a sala de Snape, vou ajudar Cristiny... Depois nós nos falamos. Harry estava tão ansioso, saiu em direção a salão principal da Grifinória, onde Rony e Mione o estavam aguardando... Estava tão ansioso que nem percebera que passara "entre" pirraça, correndo. Chegou derrapando na sala. Rony foi o primeiro a chegar perto do amigo. - E aí? - Vocês não vão acreditar, tudo pode ter sido bolado por Voldemort para pegar Alexia e as meninas... Ele queria que todas estivessem juntas, por isso da armadilha. - Como assim, não entendi? Mione estava confusa. - Ele pode ter usado o vaso como Portal, era um risco, mas eu acho que deu certo. - Como assim? - Ele sabia que elas iriam ajudar Dumbledore, e tudo foi muito bem planejado, como ele fez com o jogo tribruxo, lembram-se. - É! Tudo bem... Mas onde será que elas estão então, qual é o objetivo disso? Rony coçava a cabeça em um gesto nervoso. - Lúcio Malfoy desapareceu a muito tempo, todo muito sabe com quem ele anda ultimamente, não é? - Harry, por favor, não faça isso com você... Se não for isso o que está acontecendo você pode sair magoado, pior do que antes. - Eu sei, eu sinto, eu sei que é isso, eu sei... - Espere pelo menos pela resposta de Cristiny, ela poderá dizer se o vaso era um portal ou não. - Tudo bem! E depois como nós saberemos onde elas estão? - Bom, daí eu não sei! Harry ficou levemente desanimado. Mas mesmo assim arriscou-se a dizer. - Mas pelo menos há uma esperança. - Vamos para a aula então, depois nós vamos saber o que Cris descobriu. Rony bateu de leve nas costas de Harry, animando-º Harry nunca sentira o tempo passar tão devagar quanto nas últimas horas. Estava sentando na cadeira e nervosamente estava batendo os pés do chão, nem percebera que derramara óleo de enguia em cima das calças e muito menos que cortara em 5 ao invés de 4 partes a sua flor de petúnia na aula de herbologia. Finalmente chegara a hora do almoço, e todos já estavam em volta da mesa, mas somente Harry não mexera na comida. - A vamos Harry, não vá começar com o jejum de novo, coma algo, daqui a pouco eles vem falar com você? - Rony parecia sinceramente preocupado. - É difícil... É uma situação preocupante e ao mesmo tempo boa, angustiante. - Eu sei o que você quer dizer... É bom saber que Alexia pode estar viva, e ao mesmo angustiante em não saber como ela está. - Mione como sempre usando a lógica pura. Harry por instantes ficou olhando estático a distância, Sirius estava lhe chamando. Ele se levantou bem rápido e correu para encontra-lo, com o coração batendo na boca. - Conseguimos algo Harry. - Sirius o abraçou paternalmente e com força... Cris conseguiu descobrir coisas importantes e espero que ajude. Harry foi quase correndo acompanhando Sirius até a sala de Snape, que já estava com todos os professores diretamente interessados, incluindo Dumbledore. - Harry, que bom que chegou... Cristiny se aproximou de Harry e lhe deu um grande beijo, lhe deixando sem jeito. - Descobri algo muito importante... Realmente o vaso é um portal, é um dos mais complexos que já vi... Ele só iria funcionar com as três juntas, engenhoso. - E aí... Dumbledore queria mais respostas. - Bom. Não vou conseguir descobrir exatamente em qual lugar ele as levou, mas digamos que eu possa errar em um raio de um quilômetro... - Porque disso? Minerva estava curiosa. - Ai está a engenhosidade. Quando um portal fica intacto conseguimos descobrir com certeza o local ao qual ele se destina, mas no caso desse, ele foi quebrado, eu tenho que reconstruí-lo e além de tempo preciso de ajuda, não é Snape. Harry não ouviu os pensamentos de Snape, mas juraria que ele poderia ter rosnado. - E quanto tempo mais você precisa? Dumbledore estava agora assumindo ares de diretor. - Um ou dois dias, quem sabe? - Pode ser um dia? - Ela olhou de novo para Snape... Preciso de Lupin, ele me ajuda em outras áreas, quem sabe. - Minerva, mande chamar Lupin. Dumbledore nem precisou falar duas vezes, em segundos Minerva já se levantara e fora encontrar Lupin. - Bom! Estamos conversados. Cris e os outros têm muito trabalho pela frente. Cada um siga em frente. E você Harry... (Harry levou um susto quando ouviu o seu nome) - Você vai ser um forte concorrente ao meu lugar no futuro. - Obrigado. - Harry sentiu que todo o seu rosto ficara vermelho, aliás, sentiu que estava ficando vermelho e quente. Todos já estavam dispensados, e ele mais uma vez resolveu ir dar as boas novas aos seus amigos. Chegou no salão principal eles não estavam, resolveu voltar para a sala da Grifinória, também com nenhum sucesso. "Onde será que eles estavam?" Quando finalmente ele resolvera voltar para o salão que uma das meninas da Grifinória veio falar com ele. - Está procurando por Rony e Mione. - Onde eles estão? - Eu acho que eu os vi lá do lado de fora! - Muito obrigado. Harry seguiu em direção a saída e segundos depois virou-se para perguntar a menina onde ela os tinha visto mas ela já tinha desaparecido. Estranho. Também não se lembrava de tê-la visto por ali. Harry foi em direção a saída principal e olhou do lado de fora... Somente árvores secas e muita neve. Estava ventando bastante. Fechou os olhos com força, tentando focalizar melhor a paisagem. Andou bastante tempo, e já estava próximo a quadra de quadribol, que agora já estava coberta de uma neve branca. Se lembrava sempre das palavras de Alexia. "Nunca desista e a sorte sempre o encontrará". Percebeu bem a sua frente um pontinho escuro se movendo em sua direção. "O que será que Mione estava fazendo por lá sozinha?" Resolveu se aproximar mais. Mas o mais engraçado é que quanto mais andava mais ansioso ficava, como se algo novo fosse acontecer. Harry percebeu que aquele pontinho escuro era uma pessoa, que andava com dificuldade na neve fofa. Resolveu correr, poderia alguém estar em dificuldade. Estava cada vez mais próximo, mas cada passo que dava ficava mais ansioso. Até que finalmente descobriu o porque... Era uma menina e em um dos passos que ela dera, caindo na neve Harry percera os longos cabelos negros caindo sob a neve branca. Correu mais depressa. Não seria um milagre. Faltava alguns passos, e não era um milagre, era um fato. Ele nem estava sentindo o frio do dia, seu sangue circulava a tal velocidade que nem sentia o frio. Finalmente chegou próximo, ela estava caída de bruços. A levantou da neve fria... Falou baixinho.. Quase um sussurro. - Alexia, fale comigo! Ele tirou o casaco e colocou em volta dela. Ela usava as mesmas roupas daquele dia, só que estava descalça e quase congelando. Ela estava tremendo, com os lábios roxos, tremendo. Ele a pegou no colo... Levando-a ao castelo. Estava muito difícil, a neve não ajudava na caminhada, os pés afundavam bastante com o peso. - Me ajude, pensou. Harry percebeu que alguém corria em sua direção para ajuda-lo. Sirius aparece junto com Rony, dizendo já bem próximo. - Uma garota nos disse que você estava aqui fora precisando de nossa ajuda, Rony me disse que nunca a tinha visto por aqui,mas pelo menos valeu pela indicação, Harry você está bem? Harry ia perguntar como era a estranha garota, mas isso era para segundo plano... Teria que ajudar Alexia sair de lá rápido. Ele continuava o caminho, mas agora não tão difícil, e a cada passo que dava estava mais firme... Seu coração não podia acreditar, ela estava de volta. Quando eles cruzaram a porta de entrada Mione já estava lhes esperando, ficou branca como fantasma quando viu Alexia nos braços de Harry. - O que houve? - Ela estava tentando chegar aqui! Se não fosse por Harry provavelmente morreria congelada lá do lado de fora. - Rony estava tão nervoso quanto Harry. - Vamos leva-las para o quarto. Ela precisa de calor. - Sirius foi abrindo caminho para que Harry passasse. Ele estava agora com o rosto encostado no de Alexia, era uma maneira de senti-la, pelo menos saber se ainda respirava. Madame Ponfrey percebeu eles correndo em direção ao quarto das meninas no salão da Grifinória, e resolveu segui-los. Assim que passaram pela mulher gorda, Sirius grita para Mione pegar alguns cobertores e cobri-la. - Coloque-a na cama. - Grita ele. Harry foi até o local indicado e com todo o cuidado colocou Alexia sob a cama limpa. Ela ainda estava pálida, mas pelo menos respirava. Madame Pnfrey que chegara em seguida estava tão preocupada com Alexia que nem dispensara Harry, ou pelo menos tinha se esquecido disso. Ela fechou a cortina, mas Harry ficou parado no mesmo lugar, suas pernas se recusaram a sair do lugar, conseguiu observar. Madame Pomfrey retirou com cuidado a jaqueta de Harry em seguida virou Alexia de bruços e observou um rasgo no vestido... Sujo e com manchas de sangue por todo ele, e o que Harry viu em seguida o deixou revoltado. Alexia ficou com colo descoberto e ele pode ver com clareza, ela estava com as costas marcada de feridas, alguém tinha batido nela, com chicote. Ele se virou tão rápido em direção a saída, atropelou Dumbledore que estava entrando, parou sério. - Para onde vai Harry, tão apressado? Dumbledore ficou parado a próximo a porta, sorrindo para Harry. - Alguém bateu nela... Harry estava nervoso, queria mesmo falar com alguém... - É mesmo? Dumbledore pareceu surpreso, verdadeiramente. - Então nós precisamos conversar. - Madame tudo sobre controle? Perguntou alto... - Sim, daqui a pouco quero lhe falar... Ouviu a distância. - Vamos indo Harry, vamos para a minha sala. Mione foi a única que ficou no quarto das meninas, Madamme Ponfrey dispensou os outros com grandes Xôs. Dumbledore e Harry foram até a saída e seguiam vagarosamente pelo corredor principal que dava acesso ao andar superior onde se encontrava a sala do diretor... Ele foi falando calmamente. - Harry, você sabe porque Voldemort é tão temido, pelos outros bruxos? - Porque ele é forte... - Não... Porque ele é inteligente... - Mas o senhor é o mais forte dos bruxos não? - De uma certa maneira, sou o mais sábio de todos, mas uma coisa eu tenho que admitir, ele sempre consegue me surpreender. - O senhor quer dizer que de alguma forma ele sabia que Alexia nos ajudaria? - Sim, como ele previu que entrando no castelo todos os professores iriam contra-atacar. - E como foi que ele os prendeu? - Quando vocês fugiram, nós todos os cercamos, mas eu observei que do lado de fora ele havia conjurado aquela nuvem negra... Ele estava prevendo que de alguma maneira o sol iria voltar. Mas o estranho é que ele largou aquele vaso no meio do salão e fugiu, os cavaleiros foram conjurados e nos fomos cercados, nos prendendo todos, e nos separando de nossas varinhas, Faith e Coragem não puderma mais entrar,... O resto você sabe. Na realidade ele só apareceu por aqui para colocar a armadilha. - Mas então porque ele fez aquilo com a Alexia? - Na realidade eu acho que ele deve querer alguma coisa que nós não temos idéia, mas uma coisa ele não sabe, ela não pode mais se transformar em pégaso... Só isso... E a jóia se quebrou. - Quer dizer que o senhor sabia que ela poderia morrer, mas mesmo assim continuou? - Harry era um misto de dúvida e revolta. - Não foi isso não Harry. Na realidade eu nunca iria imaginar isso... Foi Cireia quem me enviou uma coruja hoje me explicando, para mim ela estava tão morta quanto todos imaginavam. - Mas ela não é um animago? - Não, ela era uma hospedeiro do pégaso... E a única maneira de se separar dele e se sacrificando por uma boa causa... Ela fez isso, por você, quebrando a magia que os unia, e isso Dumbledore não sabia, agora o que ele quer é outro mistério. - Isso o senhor também não sabia? - Não... - Quer dizer que tudo aconteceu por acaso? - Não, aconteceu por causa da boa fé das pessoas, do bem querer de vocês dois principalmente. Eles já se encontraram próximos a entrada e Dumbledore abriu a porta e fez um sinal para que Harry entrasse. - Sabe Harry, agora vai vir a parte mais difícil. - Saber o que houve com Faith e Coragem! Elas devem estar em algum lugar não, foram seqüestradas também. - Sim, mas eu vou lhe explicar tudo porque você vai ter que ir com a gente. - Eu sei, Cristiny não tem como saber precisamente onde fica o lugar, não é? - Isso mesmo, e Alexia vai ter que nos acompanhar, é importante que você fique com ela. - Eu posso tomar conta dela, com certeza. - Nós partiremos assim que Cristiny conseguir decifrar o vaso. - Mas o que Voldemort quer com as três juntas. - As três são o símbolo da virtude e glória, acabando com elas ele terá como conquistar o poder, mas nós sabemos que ele não vai conseguir. - Por que? - Está faltando uma das jóias, ele não pode fazer a junção delas, acho que foi por isso que ele ficou tão nervoso. - Quer dizer que ele teria que juntar as três jóias para conseguir poder máximo. - Isso mesmo. Neste instante alguém bate a porta, era Madame Ponfrey. - Diretor, agora Alexia vai poder explicar o que houve... Ela já está bem. O olhar de preocupação de Harry fora tão profundo que ele o acompanhou sem cerimônias, de volta ao quarto. Madame Ponfrey durante todo o percurso falava advertidamente: - Por favor, vocês podem ir com calma com ela, por favor... Eu fiz o que pode para as próximas horas, ela ainda não está cem por cento recuperada. Ela ainda se recusou a dizer uma só palavra... Eles ficaram um tempo parados a frente da sala, Dumbledore disse baixinho a Harry. - Não se preocupe, não vou incomodá-la. Eles entraram vagarosamente no quarto... Mione se levantou para sair. - Eu tenho que sair, depois se precisarem de mim é só chamar. Alexia estava sentada na cama, já usando pijamas, e Harry pode perceber, por cima do ombro de Alexia um grande curativo. Madame Ponfrey tinha sido caprichosa e prendera o cabelo dela com uma trança... Mas mesmo assim Harry não pode deixar de perceber o quanto ela havia emagrecido, e estava com uma aparência incrivelmente abatida. - Alexia... Poderemos falar com você? Dumbledore falou paternalmente. Ela simplesmente confirmou com a cabeça. - Como você está? - Bem! Harry percebeu que ela estava muito nervosa, estava com as mãos juntas em cima do colo, apertando-as com força. - Nós precisamos saber o que houve! É importante. - Eu não me lembro bem! Estava tudo muito escuro. - Só quero que você me fale o que se lembra... - Só me lembro que Harry estava em perigo. E muito pouco mais... - E? - Eu acordei numa sala escura. Não havia luz. Nem água. - Você se lembra que se machucou gravemente? - Foi? Alexia estava surpresa, e Harry percebeu que ela estava ficando mais e mais tensa. Mas não queria intrometer. - Quanto tempo você acha que ficou fora de Hogwarts? - Sete dias, eu acho! - Este é o tempo que se lembra? - Me lembro que um homem vinha me trazer comida, vez ou outra... Ele jogava debaixo da porta. - Você comeu algo que ele lhe dera? - Não! Eu tinha medo. - Ele lhe perguntou algo? Ela fechou os olhos, como se estivesse pensando! - Acho que ele perguntou onde estava o meu colar. Eu não me lembro. - Você lembra do rosto dele? - Não estava escuro. Harry foi percebendo que ela ficava cada vez mais nervosa. - E como veio parar aqui? - Uma noite ele veio trazer comida e eu notei que ele havia saído. Eu consegui forçar abrir a porta arrombando pelas dobradiças. Cada dia eu forçava um pouco. - E como saiu de lá? - Eu não me lembro! Só sei que estava escuro. Corri pelos corredores o máximo que pude. E acabei saindo do lado de fora e segui a direção do sol. Só me lembro disso. - Ele pediu algo a você? - Não sei, não me lembro. Harry também estava nervoso e cada pergunta que Dumbledore fazia a ela ele se sentia cada vez mais angustiado. Viu quando Dumbledore pegou um pequeno objeto de dentro do bolso, era um pequeno cristal, brilhante, e apontou em direção a Alexia e disse calmamente. - Agora você vai se lembrar das coisas que a sua mente se recusa. - Sim senhor. - Você está hipnotizando ela? Harry disse baixinho. - É melhor assim, ela não vai se lembrar disso quando acordar. Não se preocupe. Ele começou com as perguntas que mais poderiam apavorá-la. - Como foi que você conseguiu estes machucados nas costas? - Um homem entrou certa vez no quarto e pediu para eu me transformar em Felicidade. Eu não podia. - E! - Ele me bateu! Aliás, ele fazia isso todos os dias... - Em quantos homens estavam lá? - Acho que eram vários, mas me lembro que este que me bateu foi chamado certa vez de Lucio... por um outro que não tinha rosto, estava sempre usando um capuz. O coração de Harry pareceu dar um nó... Sabia que Malfoy estaria envolvido nisso. - E o que ele queria? - Ele queria que nós ficássemos juntas. Não sei por que! - E que mais ele disse? - Ele disse que não deixaria Dumbledore e Harry em paz enquanto vivesse. Nunca. Harry percebeu que a respiração de Alexia foi ficando cada vez mais difícil como se ela estivesse sendo pressionada a dizer algo que não quisesse, estava ficando angustiada. - Você quer dizer algo que nós não sabemos? - Não. - Você quer dizer algo que nós não sabemos? Dumbledore insistiu. - Ele disse que não era para dizer! - Quem! - O homem sem rosto. Ele disse que era para eu não dizer quando saísse. - Quer dizer que ele deixou você fugir? - EU NÃO SEI. Alexia deu um grito tão grande que Harry até se assustou. - VAMOS ALEXIA, DIGA O QUE SABE! Dumbledore insistiu. - PARE COM ISSO. Harry ficou preocupado. - É UMA ARMADILHA, ELE QUER PEGAR HARRY. ELE DISSE QUE VOCÊ GANHOU DELE, ESTÁ COM RAIVA. Alexia acordou do sono assustada, chorando em demasia, desesperada. Harry se aproximou preocupando, a abraçando com força, Dumbledore disse com um olhar preocupado. - Desculpe Harry, eu precisava fazer isso... Eu desconfiava que fosse uma armadilha. - Ele se levantou, preocupado. -Desculpe mesmo... Preciso conversar com os outros professores. - Eu sinto muito, eu não me lembro, não me lembro. - Você acha que vai conseguir encontrar o caminho de volta? - Acho que sim! Estou confusa. - Eu vou com você! - Porque? Ela pareceu preocupada. - Alguém precisa tomar conta de você. - Eu não posso mais ajudá-lo, Felicidade foi embora. - Alexia estava com uma aparência extremamente triste. - Deixe que nós vamos resolver isso. - Harry deu um leve sorriso, e ficou feliz ao ver que ela correspondeu. Ele queria que ela sorrisse de novo, ele queria que ela ficasse com ele de novo, ele queria que ela voltasse a tocá-lo, ele queria que ambos ficassem eternamente juntos, ele a beijou de novo, ele soube que ela queria o mesmo, ser somente feliz. Ele houve um burburinho do lado de fora do salão, era Lupin e Cristiny. - Conseguimos descobrir o local, quase exato Harry! Dumbledore disse que partiremos amanhã pela manhã, ele quer que Alexia descanse esta noite, e você também. Cristiny era só sorrisos. - Nós vamos conseguir pegá-lo, pode ter certeza. - Mas amanhã é véspera de Natal? - O mais importante primeiro Harry. Dessa vez Lupin falou sério. - Agora vou ter que ir! Harry dera um leve beijo em Alexia! - A gente se vê amanhã. Ele se levantou e foi juntar-se aos amigos que estavam agora lhe esperando na porta, olhou para trás e viu Madame Ponfrey ajudando Alexia a se deitar. Percebeu que ela ainda não se recuperara do completo. Teria que ter atenção redobrada. Durante todo o caminho de volta, ficou em silêncio olhando para o chão... O que será que Dumbledore havia planejado para pegar Voldemort. Somente ele sabia.