Harry estava em seu quarto, deitado na cama. A mão apoiava a cabeça ao travesseiro. Rony dormia profundamente do outro lado do quarto, fazia muito silêncio. Já fazia horas que todos haviam adormecido. Harry ficou muito tempo, olhando para o teto do castelo imaginando o que seria dali para frente. Seus pensamentos estavam a mil por hora. Voldemort e seu bando não descansavam nenhum instante. Como seria no tempo em que Você-sabe-quem estava em seu auge de fúria? Era muito difícil imaginar, já que poucos ousavam falar alguma coisa. O máximo que Harry sabia era que todos diziam que era um período de medo e terror. Não era de se duvidar. Pelo pouco que soube da história durante este período em Hogwarts sequer dava para imaginar o medo que todos sentiam. De repente uma lembrança. Quem era aquela garota que veio lhe falar naquele dia de inverno quando encontrou Alexia no meio da neve? Não se lembrava de tê-la visto na escola. Por um momento, coçou a cicatriz pensativo, começara a doer de novo... Fechou os olhos com tristeza. Por instantes não queria ser mais Harry Potter, só Harry. Queria levar uma vida normal como Rony, sem essas preocupações em imaginar se um dia Voldemort iria ataca-lo ou não. Mas infelizmente esta era uma outra realidade, teria que continuar a desafiar seu destino. O amanhecer demorou a chegar. E sem perceber adormeceu. Mil coisas haviam acontecido nos últimos dias e seus nervos estavam um bagaço. Ficou pensando qual seria o plano de Dumbledore e como ele se encaixava nele. Bom, uma coisa ele sabia, Dumbledore teria que lhe contar mais cedo ou mais tarde. As poucas horas de sono não foram suficientes, logo os primeiros raios de sol iluminavam todo o quarto. Estava na hora de se levantar, mal havia descansado. Iriam partir. Dumbledore já havia avisado que tinha novos planos. Harry levantou devagar, estava com o corpo dolorido, passou a mão no pescoço e espreguiçou. Precisava pelo menos tomar o café da manhã. Rony já havia levantado, já estava lhe esperando no salão principal. Vestiu roupas de frio e saiu ... Andou cada pedaço do castelo em direção ao salão vagarosamente, continuava com aquela sensação estranha de que algo não estava bem. Chegou no salão cheio de alunos, nunca poderia imaginar o que estava acontecendo, e isso de uma certa maneira era muito bom, andou em direção aos amigos, sem sequer olhar para os lados. Rony e Mione estavam quietos demais, tomando café. Quando Harry se aproximou Mione começou a tagarelar, nem dera tempo de Harry sentar na bancada. - Eles vieram falar para a gente, que não podemos ir. É um absurdo. Somos seus amigos. - Eu acho que eles tem razão. É muito perigoso. - Harry não pareceu surpreso. - Mas nós somos seus amigos... Rony continuou. À frente de Harry apareceram os quitutes do café da manhã, ficou instantes olhando para o prato e depois resolveu se servir sem cerimônias, teria uma longa viagem pela frente. - Desculpe, mas eu desta vez tenho que concordar com eles... É perigoso. Mione e Rony trocaram olhares e disseram um - Está bem. Em conjunto. Harry percebeu o constrangimento e resolvera mudar de assunto. - Rony, você me disse que uma garota avisou vocês que eu estava no meio da neve quando eu achei Alexia, você se lembra como ela era? - Não muito bem, eu acho, foi muito rápido, e ela sumiu como por encanto. - Você se lembra de tê-la visto aqui na escola? Rony ficou instantes olhando para a frente, pensativo. - Agora eu me lembrei, ela usava as vestes da escola, mas não havia nenhum dos escudos das casas na roupa, eu achei estranho, pois ninguém fica se saber em que casa vai morar. A profa Minerva vinha descendo o salão, se dirigiu a Harry, todos silenciaram. - Harry, posso lhe falar? - Claro! Ele se levantou mastigando o último biscoito. - Cristiny tem uma forte sensação de que conhece o lugar! Ela já terminou com o vaso, e logo partiremos. Mas mesmo assim não poderemos arriscar. O ministro quer que deixemos você e Alexia em um local seguro enquanto nós em grupo e mais um encarregado da justiça invadimos o local, vai ser perigoso, mas necessário. Lupin vai distraí-los, enquanto Sirius e eu tomamos o lugar em forma de animais. Nós localizamos as meninas. Os outros ficarão do lado de fora, aguardando o sinal para invadirem, prenderemos Lucio e sua gangue e se possível Voldemort também. - E eu e Alexia? - Vocês ficarão a uma distância segura! Aguardando nós voltarmos. - E quanto tempo de viagem nós temos? - Umas três horas, de carruagem! Temos que partir agora. Harry olhou para os amigos que não estavam lá com ares de felicidade. Rony se levantou e cumprimentou-o de maneira estranha e fria. - Boa sorte Harry... Harry abraçou Mione e os dois saíram correndo. Deu tempo só que Mione gritar a distância. - Boa sorte Harry. Harry achou aquela despedida muito, mas muito estranha, e mais ainda porque os dois saíram correndo... Talvez fosse porque eles não poderiam ir, talvez. Sabia que era difícil para eles o deixarem sozinho, mas era a regra. Ele foi ajudar Madame Ponfrey com Alexia no quarto das meninas. - Posso entrar? - Mas é claro. Alexia sorria para ele. Ela já estava vestida com uma camisa branca. - Hora que bom que chegou! Madame Ponfrey disse em meio sorriso. - Alexia estava lhe esperando. Estava sentada na beira da cama, quieta. Harry se aproximou e disse calmamente. - Como você está? Já tomou o café da manhã? - Sim, ela cuidou bem de mim! - E porque você está assim triste? - Estou tentando me lembrar do lugar. - Deixe isso para quando nós chegarmos lá. Finalmente ela sorriu. - Harry, você está com os cabelos mais compridos, precisa cortá-los. Harry não pode deixar de sorrir também. - Eu tenho um leve problema com os meus cabelos. Eles gostam de ficar onde estão. Sem que os dois percebessem Dumbledore aparece na frente da entrada do quarto. - - Vamos indo. Estamos esperando vocês. Com muita dificuldade Alexia consegue se manter em pé. Apoiava-se em Harry. Ele percebeu que ela estava tremendo. Seria uma viagem longa. Desceram as escadas em direção ao salão principal. Harry percebeu que ela estava muito quieta e preferiu deixar que fosse assim. Bem devagar eles foram em direção a saída onde duas carruagens os aguardavam. Snape iria conduzir a primeira e Sirius e Cristiny a segunda. Ainda bem. Foi com muita dificuldade que Alexia conseguira chegar até lá, estava exausta e abatida. Se a viagem não tivesse o mínimo de conforto, com certeza eles não chegariam. Ela estava assustada e talvez por instantes Harry pensou que talvez ele nunca soubesse exatamente o que tinha em suas lembranças. Os bancos eram acolchoados e macios e Harry ajudou-a entrar. - Fique aí um pouco, vou falar com Sirius e já volto. Ele deu um grande sorriso, tentando reconforta-la. - Está bem! Ela disse em meio sorriso. Ainda nervosa. Harry foi a frente da carruagem, Sirius estava dando a última checada no veículo. - Onde está Cristiny? - Ela vem logo! Está colocando roupas mais confortáveis para a viagem. - Como assim? - Ela usa calças vez ou outra, principalmente para momentos especiais como esses... - Momentos como estes? Harry não precisou esperar muito para entender o que Sirius quis dizer. Cristiny estava usando calças compridas negras, uma trança bem firme, uma camisa branca, carregava duas varinhas e entregou uma a Sirius. - Bom, agora estou pronta... Sorridente. - Porque fez isso Cris? Harry não entendera. - Ora Harry, nós somos a frente de elite, temos que estar preparados para ação, com certeza. - Ela deu uma leve piscadela para Harry. - Aquele vestido não é muito confortável. - Eu acho que entendi o que quer dizer, seria o mesmo que jogar quadribol com saias, eu acho que Angelina não gostaria muito disso. - É isso aí, você entendeu... Vamos indo. Cristiny subiu a frente da carruagem, pegou dentro de um saquinho um mapa e disse a Harry. - Agora entre Harry, faça companhia a Alexia, ela vai precisar. Sirius fez um movimento de braço e a outra carruagem tomou rumo atrás deles, era Snape e Lupin junto com os outros professores.- EM FRENTE. - Gritou Harry correu para a parte de trás abriu a porta de madeira e entrou dentro da carruagem, era bem confortável, Alexia estava atenta olhando pela janela, pensativa. Sentiu o movimento da saída... Lá iam eles. Balançavam de um lado para outro... Harry percebeu a luz natural do sol invadir a portinhola logo acima da porta, o dia estava lindo e claro. - Não se preocupe, estamos com um grupo muito importante aí atrás. Cristiny abriu uma janelinha que dava diretamente para a parte de dentro da carruagem. Estava abaixada olhando diretamente para eles. - Daqui a pouco vamos nos öÅþm'ñ)²Ù):bGÁ(ÑÅÌýü ¯¦ûb8)퀠îRqˆå?ÁCt”û’+A Ú\Ã!1;Žªlâ F¢’Z"qÙ½àx&xªÃS¦%ÂtV‰ý(UÆwò¾Þ?t¨Œd†ÆÄû$B­öÐ4§û`ãiC„©‰Åý={õ;€Ü.·ÒôØ =ÁÀHãó¿’¹Ügµìõ:—¸ãËú«µé´Õ“Mo‰nØ|“÷«_MÓg#Õû ƒÛDÿ$û•ŒœŒ ê<9Æ=¢yð?šžàÆäPÐѸxÑôU×âShá¡Üà™W/­Ù[ºCl,ô™ Óû1ÇgY]o?¤hÕ¿/¤»î¬Ê>ÀúÜÙÑÀi2¸Î¡EVdícƒ[[ÁßQÉŸÎQd¡©Ù޳¦áÊ“Ù1gŠÔ¯¥1úœ–´ø ]éŸmþaF2Gºÿn}š%±Âb¶K¿Ì¡•ÿß—.Y»7¶ ëöÌ‘&~’éº{‹z]öûk‹»‰5T°Û²Þ¹Œ+þoÖ ¬Ÿ¥µ£Ù¾??j¥ë—‡ýÊðuªì³¬^â߀w§ÿ|YùÔì¤åBÞ«ùJÓ;šòÁà ¯öªÿXðN>DM€¸£ •’ð ŠýYq2êØÚ§½m*».ZýkÓû?,ü‹.¡ú@j®E>ÐUç†ÂHŽlRÚÊg_ïO+`7oš¤Ñ_è> ™D5Þßr'EmÌ÷!Šä”„’PÓC•’È¢¢\KiRÝÑCìJÔª šNããl®ãêæKN=M& G„Äí‘'…©Òºƒ°í¯x–n ‡¹kfP¹¶m- =Ž÷íû®Zµ½“2îaRÃsÜ=JžZ,ƒ¸üˆ™Ûk¤÷µäD—Ïõ“ȉszþ@è™$îíÂʧÃ.Ô÷+yÝ·â¸äëZF­?D ÑÿYÌé—Qp©Ì%Îà·P`J§ÌñºðfåÌE’ulcô®˜ö{ÌG7¦á2C¥”–þ“pwÑUÏÄ©$ª }¬ãs­¸Ô·…BÖ0L-<ÚÃFž *Ã$«Xï¹Y”ø5léÂ;„+ YDΠ@Dqì¡ ìeЉLµFCjb¤BŒ#HPNR  –‘)à§öíR¨8!ªÑElpuཿ¸ óEÈ-Ést±¿FºÄ<¿”¢Ñê\ÐòZÍ7‘Ì¥ú3n5F¦dîqord¥KŒzn>æ¶t;†‚|?”¬P[cMs·÷AÕ>v è´ õc¤-{¨ãßU`‹¥íìh|’:ÇF‚4꿺׶¶ís>›AŸ›’¨8 ámdË~3Ú\bIЈüØþR˶§’\œ‘ñOÇ.ú*'DMãoÜ‹P´íúcévâ£[ Ÿ1íoÒþäœ÷Ûí’èÑÀù'÷QMjµÛ£¼P½&mnÇ{‡ÒiÐ|w(´hGq”7I@i +vQ­Ípº8éᯚJm±ìio! ö>I%eVÿÿÔÈÆ1õ}Ä’&«‰þÝÿù¬¬6¸õìi¾òLú#w ^†ÏBª¶_f3©€ –½Ûœ²0ùn·AÜÖÜçk¬¹QÍ3ýæAºl.¯œm¸û.© i !Î.ãùI}i긽C§Ö1ÞY`.àR§ö`ÜæCx7vREñ®Ú$}×üäÑ8 ‚x®?fOÑ­õˆ‡[@ðª¿ú•„Û€[ýZª‹åÆC[[~èV+Û.ŽTØd8~ÔH6k‰ ½ãôÎE¤™ëÊÚÜâ”~c䘰h[EƒgOþãʲ™ùBÚÎl·Ë¿‰rR:¢4\Í‘EÇà¶C:kçÕõ!fØßÕ¯>ªý®Û[kð ÇÉ©²Ö!wRÁÕ®ò(9±Ükø£Mnø¦¿úxz`.Ve!wýê¶Í’³už£§À÷!µÀ’ßÞSÄšZ•Ë[âJÒôà7à«cW»oõŒ­K*€<‚Twh†Køì‡[$¸«µ×î'ÀB¦¹Ÿ™@$ {4Qk4V^ßoÅA¬NbE "ì$è$ø-|«9™n`qîüÑ$ÇïÜJ–øœ¼<ŒÌ†QŽÂç¹ÀOaæâ´íè.ÅÌn>I¦Íw·M'iÑuøø¸ý:¯O°k¤Ý5s¸/{¿9È_c}ùۇτFÔùB©PŸkIä´ýf«Ïq÷y†‹ˆÖ’¾݃è÷>I˜+6=Í÷z@ þS†â?ÍÚ¡e—\}£h:QP¦¦Ò5"Kϋή*Lq³u³SÃîÇÓiiu€÷•Ô>Íen§Uhú:Ë]÷þrÒê/{6RÂCÀÜèóT9q/¹¦Ùñ<|”<Æ8Lü£N¬œ¸”Gòylç €ü–CÎ¥uS¦>ÖŽÇºå2ú¬uv´±Ã± ÇÑ—$¸¨ z ‘œPœÁ„¢!4)S–±*$)Š Å@©¨ŠÑ¡)»)7A 'ˆAK*m™ŸØÕIŽÒxH©¹Eµj-;Iˆ*íYXìeŽÑ øä¬–ògA¬ ƒ…î1µ¦CIøªí•º‡XÓùŽ üʯ•%¢¡«ìÔúäŒñ@:µ*¢Ë]µƒP œO¤ïꨲͤôBÔÍ-ÁÃm_ ^áÈgæWý¯ÎY®Ç° Ä@‰×C½ @AzìÛ ô,àÁh.-<éªHFªë¨=ú°¤›Â7³KiÿÕǵû:N;$Ñb‚<ˆ±ú,Ì;'ªXíÅÛ1ì ‘¨ö–ìöüV¦YoØCcqh 5¾L¬=Î1ùfç,l•’øÜGNÝ5â]ü¥BLù²Ç«LgÙ‹æÖ{KA˜#ÍZ«¯T4{^Ï>V[²Ú­yåî$Ç #hãÁNpÂD\znÊ$DnÝ<¬Æ[Q¯v¡Òæ6í?×ñµþJš­¶öÕ\;è‚bO„”£ŒDŠIêÚc›/hÞéB‡²ö‚HžZ"-§Þ~(pÑóLM²kDåme4þ­=¨`ÿªXÕ‚ ­ËNïCÊ–Á4î©ï•ÍŒ[‹ØòõÃO0 …íýRïøÆ&êSö² ȇ@“¹dÓ5¼eIÀG £áßâˆËKk5g‚’œüš]A#²ƒúFü%[͵`GuP®a<T¡aoôÖ·c îâ´ícHù.teš«ho-qVÖ¤€ð@ñÊ$ QŒÕÄx c7GyJž&UvÔç¡KÇe4×hla„64Iž³l@ŽécѾê˜ut€Õ.þ ÝÜè]'¬ûF@ÝsâÎvÝôyu4TÚÚ\À7;ÚÒ<;¹søeÄOGØö4¸iÝïÿÈ.ƒ3×3®÷vžÞÓ³þŸ¹ÍR`’{+™ @›|ã°³kÆ„Dø)W¿'w°K<¹û–€ ÃLÈ0Tò€-Hd”ŽeµŒ†1ÛÏ0ÒQ±©½à‡^K´W}Þ)CŽ“¢o´vCÌÐTÁIÝ;ìò᩹ây%H0ÆŸ56ÖA]ÓÆŒ2$ê\î¤CsãÜ+'â4ÿ¤¦ÊLJ~¥ˆnkàCw7â5 ¨­Á¢Â=¯–Š©ŽA½(‘¸kÛHhX½g£³2‡4ûlXþíwþG÷×Y‘ŒÁŽ/­À‰‚;ª6Ð׎&yMÉ‹ìjù5¬}Ouv7kØHs|At®—ë–hʯ$õcã»›ô]ÿm®lðŒM…§FD©B‰E JR*¢…(8§•RAdÓ§šm@óðIº¤çFÐAÙŒžéÃÀå7Å!’F¬äÇÇ„ðOt7¾O—’w;wº ªT‚-+w×î|À#ñC²÷=ÒZÖü(ï.`pä)niò•wZtbçJ-7z®àA”ÅÞ"S¨H:»}v6»Üùn¦â|@è„*ëw«ö×êX žÚ{B¯ÓË-©õ<Îð@ŸÍÿ¤Œ*«"ÑQ´û4²4†ŽP‘ÂHûºÇT‡®»)ùYNÜÚ̾{À­Um}µöØ Ù'];ð¯>¦Ö6W«ŒíÃ÷P`÷—ú_%$f ¿¥x$BÌkpö0¯>ŽÔº·IuOãÄkîgõÒK„Uñi½+ÅÿÖÃϺÆQµ¤4<ù ëcµY˜Ëó‰eli ÖAsê•]®ËžÐ<}¿ù‚Íéí.…“î4G3=• cÒ|¿k(êã^朋K~Ž÷DøJ/M½õgVöWë[é~ð ‡*Æw8ù§¦×Ó{-¬í{->jíiôT¤x^›ªaãdä·sr]±&5Îö»úªçKú³eb¼·¹§ÔÚö˜2ûØæ»ó¶ûÚ³ò³«5ÒügE¦Âìt‚áô[³ó™ÿAjWõƒfýÃÛìôâ &\ÛÚÏÍkUkªÃÇÂêàuß³±k±Ì×»Ÿ~ý%UúØQ3íuùž»à¾Ã¹Äù!Øèy ݼ›0ÐŒál±ÛöOî†ýÁcUªØ¡§O—äMêº}ÜßÔl?ðÕÁO6 s.'ób>jöGƒÁ¹Ÿz³”?YÉñöþDºuhÓP!ÅÝ¥S}Íc\ ÜícÉ\u›)Ĭa½¾IñŽ‹IfÜ—\~‚koalF¾(Cú9>j6-øjŸHFãª}S•éád’²Ç°û c§åo 4˜tê±-7:§K~i³4]EÞ‚H÷J·C¶eRèÒL|H!fcd²ÖOçHZúC^Ð!ÑäB$kÉ µÓHý£U.ú&mgÄD. 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SEU MALDITO. Harry correu na direção de Lucio aproveitando a confusão e lhe deu um forte soco, como fizera com Draco uma vez. Lucio ficou chocado, caído no chão. Com a boca sangrando e disse entre dentes. - Você não perde por esperar seu sangue ruim. Lucio ainda era maior que ele e não teve dúvidas em revidar. Em segundos já partira em direção a Harry, usando todas as forças que pode. Harry sabia da sua desvantagem física e deu um passo para trás, mas fora infeliz, havia um buraco no chão e ele caiu, sentiu uma forte dor no pé esquerdo. Ouviu Mione gritar. - Incêncio. As roupas de Malfoy se incendiaram e ele se levantou desesperado, largando Harry por segundos. Ele aproveitou a chance e se apoiando no pé bom, se atirou a distância. Harry achou que ele fora pego de surpresa com a atitude e aproveitou a oportunidade para correr na direção Alexia que estava se segurando em uma das saliências de uma das pedras, mas estava a uns dois metros de distância bem abaixo dele. Harry olhou para trás e viu Mione correr na direção de Lucio e agarrou-o com força no pescoço. Tentava impedi-lo de chegar até Harry. - Alexia, segure aqui. - Harry tirou a suéter e esticou em direção a Alexia que tentava alcança-la. - VAMOS PEGUE. Gritava ele. Alexia se esticou o máximo que pode... Vagarosamente conseguiu encostar a mão na suéter, estava segurando com firmeza. Harry começou a puxar. - VAMOS SEGURE FIRME. Ele fazia um esforço enorme. A distância era pequena, mas o ângulo onde ela estava era muito difícil. De repente Harry sentiu algo o puxando pelos pés com força em outra direção. Ouviu o grito de Alexia, forte, ela soltou. Era Lucio que se recuperara e viera em sua direção. Ele puxou Harry com tanta força que as mãos de Alexia escorregaram e desta vez ela caiu com mais força e mais para baixo, parando em uma pequena saliência a mais de cinqüenta metros de altura. Olhou de novo para trás, Lucio havia conseguido com facilidade se livrar de Mione, que agora estava caída no chão, tentando se levantar, provavelmente fora nocauteada. Mas Lucio não estava interessado em uma garotinha, vinha em sua direção tão nervoso quanto um gato enjaulado. Em segundos seu inimigo já estava próximo, Harry deu um chute em Lucio, ainda deitado, mas desta vez ele estava prevenindo e revidou. Harry sentiu uma dor imensa no pé esquerdo, Lucio estava em vantagem havia pisado com toda força no seu pé. Com um movimento desesperador, ele se livrou de Lucio, e finalmente conseguiu ficar em pé sob o pé bom e disse com um grito. - Sei que posso com você mesmo assim machucado. - É mesmo Potter, você se safou dessa magia uma vez, quero ver se consegue a segunda. Lucio havia recuperado a sua varinha e estava novamente perigoso. Harry sabia muito bem do que ele estava falando e realmente ele não sabia se conseguiria escapar da maldição Imperius de novo. Olhou com firmeza para seu inimigo, se tivesse que morrer, pelo menos seria de pé, com honra. Mas fora por pouco tempo. Rony estava bem atrás de Lucio, havia se recuperado e contra atacara com todas as forças. Deu-lhe um gancho de direita e Lucio caiu no chão, finalmente nocauteado. Olhou em direção a carruagem e Mione vinha na direção dos dois carregando sua varinha. - Vocês estão bem? - Acho que sim. Rony disse sem jeito. - Vamos temos que ajudar Alexia. - Harry estava preocupado. Rony e Mione ajudaram Harry a andar em direção ao local onde estava Alexia. - Eu acho que tem uma magia que pode trazê-la até aqui em cima. - Harry estava pensativa, batia os pés com força no chão tentando se lembrar de algo que lera uma vez. - Vamos logo Mione! Não temos tempo. - Rony estava nervoso. - Eu acho que deve ter uma corda lá na carruagem. - Harry disse com firmeza. Mas eles não perceberam que logo atrás deles Lucio se reanimara cheio de ódio. - Vou até a carruagem. - Mione deu um sorriso e se virou. Andou em direção ao veículo, passando por Malfoy que ainda, fingindo, estava caído no chão. Ela deu alguns passos a frente dele. Estava bem próxima a carruagem quando com horror Harry percebeu que Malfoy se levantara e fora em direção a Mione, que agora estava indefesa, de costas para ele. - CORRE MIONE. Gritou Harry. Mas ela não o fez, ficou parada, assustada. Em um momento de desespero Harry tentou correr na direção de Lucio mas não conseguiu sequer dar um passo, o pé estava gravemente quebrado e o máximo que ele conseguiu foi cair de novo no chão seco. Rony não teve dúvidas, deixou Harry e correu em direção de Malfoy. Mas seu esforço fora em vão, a vantagem física dos dois era muito grande, e Lucio parecia dominado por uma força além do normal. Ele agarrou com força o pescoço de Rony e disse em meio à ira. - Você nem imagina há quanto tempo eu penso em acabar com um dos Weasley. Malfoy pegou Rony pelo pescoço com a um boneco e o atirou longe da carruagem, partiu em direção a Mione que desta vez tentou fugir. - PODE PARAR PÓ AÍ LUCIO. Era a voz de um estranho que vinha em direção a eles, seguido por Sirius e Black. - Mesmo com o rosto todo cheio de poeira Harry não pode deixar de sorrir, principalmente quando ele viu que Cristiny também chegara ao local. Lucio fugiu para outra direção mas foi seguido pelo estranho que correu em disparada atrás dele que se embrenhou na floresta seguido por Sirius. Agora sim ele estava em desvantagem. Mas Harry não se esqueceu de Alexia que estava ainda no penhasco. Ele se levantou de novo e virou-se em outra direção, gritou para Cristiny que tinha ido ajudar Mione e Rony e não sabia de Alexia. - CRIS ME AJUDE AQUI, ALEXIA CAIU. PRECISAMOS TIRA-LA DE LÁ. Harry olhou para baixo e percebeu um leve estalinho onde Alexia se apoiava, gritou. - ALEXIA SEGURE FIRME, VAMOS TIRA-LA DAÍ. Harry de novo se jogara próximo ao precipício tentando pegá-la com as mãos, mas agora estava muito difícil, pois ela estava mais distante. Mas não dera tempo de mais nada o local onde ela estava cedeu. Harry só pode ouvir. - HARRY, SOCORRO. Uma parte das pedras onde ela estava romperam, e mais um tanto de areia caíram em cima dela, ela escorregou ladeira abaixo. - NÃOOOOO. Harry gritou com toda a força que pode, lágrimas correram como enxurrada de seus olhos e sua alma e coração gelaram. Só teve tempo de dizer. Em oração. - ALGUÉM ME AJUDE. Alexia começou a cair, para o fim fatal. De repente um milagre aconteceu. Harry começou a ouvir a música familiar à distância. Um pontinho brilhante como estrela se aproximando, com uma velocidade além do imaginável. Era Esperança, que amparou Alexia antes que ela tocasse o chão. Com suas asas brancas e rastro de arco-íris. A pégaso voou sob suas cabeças e pousara na clareira... Cristiny correu para o local onde ela pousara. Amparou Alexia que estava desmaiada antes que caísse no chão. Gritou para Harry. - ELA ESTÁ BEM, SÓ FOI O SUSTO. Do meio da floresta Sirius e o estranho vinham com Lucio preso e amordaçado. Harry não iria conseguir sair do lugar mesmo se tivesse com os ossos todos no lugar. Seu corpo inteiro tremia. - Mas como? Seu cérebro teimava em perguntar. Sua cabeça latejava e seus ouvidos zuniam. Ouviu Black gritar a distância. - Rony também está bem. O tempo pareceu parar para todos eles, a música era magnífica e todos ficaram olhando para o animal mágico que dançava magistralmente no meio da clareira alegremente. Mas para grande surpresa de todos, inclusive de Harry, ela se transformou naquela garota que um dia havia orientado Harry e Rony a ajudar Alexia. A garota disse em um sorriso que poderia encabular o mais terrível dos homens. - É o mínimo que eu poderia fazer. Ela se aproximou de Alexia e lhe deu um leve toque na testa, fazendo-a acordar assustada. Todos estavam perplexos e ela se aproximou de Harry, e tocou-lhe o pé machucado. A dor cessara instantaneamente. - Agora espero que todos estejam bem? Disse a menina. Ela voltou em direção a clareira, se transformou de novo em pégaso e voou em direção as nuvens. Harry já estava de pé, parecia que estava com o corpo anestesiado, mas o barulho de mais cavalos se aproximando o fez despertar, como os outros que pareciam fazer parte do mesmo sonho. Era o resto da caravana. Dumbledore descera da carruagem branco como fantasma. Olhou para todos os lados e não entendera muito, mas foi o suficiente para das as ordens. - Bom trabalho Neo, espero que seja suficiente para prender Lucio Malfoy. O homem alto empurrou Lucio para dentro de uma carruagem vazia e com um movimento de varinha trancou-o dentro. Com aspecto sério se aproximou de Dumbledore e disse. - Tenho certeza que ele não vai fugir, não se depender de mim! - Sei que você faz bem o seu trabalho. Dumbledore disse em meio a um sorriso forçado. - Então vou indo... Neo andou em direção a Harry que só agora começava a ter controle sobre suas pernas. - Estendeu-lhe a mão e disse para a surpresa de todos. - São poucos os homens que enfrentam um bruxo das trevas enfurecido, mas são poucos os homens também que tem o prazer de cumprimentar Harry Potter. Ele estendeu a mão em um gesto de amizade. - Muito prazer, meu nome é Neo, Rafueru para os mais íntimos. Virou as costas para Harry e foi em direção a carruagem que o esperava, e partiu em seguida, sendo seguido por mais duas delas. Desaparecendo entre as árvores. - Vamos, ajudem Sirius e Cristiny no que for preciso, o que estão esperando, a rena do papai Noel. - Dumbledore agora tomara conta da situação novamente. Lupin veio na direção de Harry e o ajudou. - Vejo que tem mais coragem do que qualquer um de nós. - Em determinadas situações não se tem muito a fazer. - Harry não parecia lá muito feliz. Lupin ajudara colocar Rony dentro da carruagem e ajudou Harry a andar até lá. Seu pé já não estava mais quebrado, mas ainda mancava. Alexia foi em outra carruagem logo a frente junto com Cristiny, Mione e Snape. Sendo seguida por eles. Dumbledore pegou uma outra carruagem se seguiu as outras duas, desaparecendo em seguida entre as árvores, com certeza ele tinha muito trabalho pela frente. Em minutos todos já estavam viajando de volta rumo cada um a seu destino. Harry estava sentado encostado no banco, sozinho com Lupin, o pé estava doendo demais. Percebeu que uma outra carruagem os seguia. Lupin pegou sua varinha e deu um leve toque no pé que latejava. - Isso vai fazer parar de doer, até chegarmos em Hogwarts. - O que foi que houve? Porque nós ficamos sozinhos? - Voldemort estava prevendo, é claro que nós viéssemos... Ele pediu para Lucio lançar uma magia para separar vocês de Sirius e Cristiny, ele sabia que era mais fácil. - E o que houve lá com vocês? - Tudo deu certo... Em termos... Conseguimos prender a maioria dos Comensais, mas Voldemort fugiu, infelizmente, mas as meninas estão bem... - É! Dumbledore tem razão! - Sobre o que? - Voldemort é muito inteligente, é isso que o difere dos outros bruxos. - E você o que acha Harry? - Eu acho que ele nunca vai ter sorte, nunca... A viagem de volta não parecera tão longa quanto antes. Os pensamentos de Harry estavam a mil... Lucio Malfoy preso... Por instantes pensou como Draco reagiria a isso. Com certeza ele teria tanta raiva que com certeza se vingaria, estava na personalidade dele esse tipo de coisa. Mas possivelmente Lucio Malfoy daria um jeito de, como antes, convencer ao tribunal de que fora induzido a fazer aquelas coisas. Desta vez ele sabia como muitos outros o que tinha acontecido. O mundo de Hogwarts, apesar de maravilhoso, era cheio de perigos extremos, já que envolvia magia, realmente era melhor os trouxas não saberem de nada mesmo. Sentiu pela primeira vez o quanto frágeis eram seus tios... E compreendera o porque de Dumbledore aceitar crianças mestiças na escola. Será que Mione alguma vez contara a seus pais tudo o que acontecia em Hogwarts? Harry balançou a cabeça, respondendo para sim mesmo, em silêncio "Acho que não." A viagem de volta fora mais curta, pelo menos era essa a sensação que ele tinha. Os seus pensamentos foram interrompidos por Lupin que dissera tranqüilo. - Já chegamos. Lupin desceu na frente e ajudou Harry a sair da carruagem, apoiando-o Harry olhou para os lados, percebendo finalmente o que estava acontecendo. Todas as crianças de Hogwarts estavam do lado de fora, aguardando por eles, e assim que Dumbledore saiu gritos de felicidade ecoaram por todos os lados. Ele gritou alto. - Crianças por favor, temos pessoas feridas aqui, não façam tanto barulho sim, depois nós vamos reunir a todos e saberão os detalhes, por favor. Harry olhou a volta. Sirius carregou Alexia que estava adormecida em seus braços em direção a entrada principal. Mione desceu logo atrás dele, estava com um tala em um dos punhos. Já Rony não parecia ter acordado e estava deitado em uma maca, outros dois alunos que chegaram acompanhados por Madame Ponfrey ajudaram a carregar a maca para entrar no castelo. Demorou bem alguns minutos para que a multidão de crianças de todas as idades se acalcasse, e só foi no momento que Harry passou próximo de um menino do primeiro ano e olhou para baixo para observá-lo foi que ele deu conta o quanto tempo havia passado desde que chegara a escola. Um dos meninos veio em sua direção. - Eu sabia que você conseguiria vencer Voldemort, todos aqui em Hogwarts se orgulham de ter Harry Potter como aluno. Um frio na espinha, Harry tocou de leve os cabelos do menino, que eram bagunçados como os dele. Disse com calma. - Não é tanto assim, sou igual a você. Mas Harry percebera que a opinião do menino fora completamente diferente. Harry era seu herói. Lembrou daquele dia em que vira Dumbledore pela primeira vez, percebeu que os seus pensamentos eram os mesmos... Hoje compreendia o fato, todos eram humanos. Todos foram a enfermaria. Madame Ponfrey disse que não fora nada grave com Rony. Harry, em poucas horas seria liberado pois Lupin fizera um bom trabalho, e se reconstruir ossos do braço levara um dia, um pé apenas algumas horas. Estava anoitecendo e Dumbledore entrou no ambulatório. Harry estava quieto deitado na cama. - Olhando para o teto em pedra. - Todos estão liberados. Temos muito o que fazer para o Natal. Hagrid está arrumando as árvores... Foi aí que Harry percebeu o quanto fantástico e humano Dumbledore era, provou mais uma vez que por mais desesperadoras as circunstâncias, jamais ele perdera a alegria. Madame Ponfrey veio do lado de cada um na cama, aproximou-se de Harry. Apertou de leve o seu pé e disse. - Está doendo? - Não. Disse francamente. - Então pode ir. Ela fez o mesmo com Rony que já estava desperto. Estão todos liberados. Harry finalmente pode se aproximar de Alexia... Que estava calada. Sentada na cama. Alexia também seria liberada, mas com restrições. O estado dela não estava muito bom, mesmo antes de ir com eles ao resgate, mas apesar de tudo ela saíra com apenas algumas escoriações, estava bastante assustada. - Você está bem? Disse baixinho, abaixando-se ao lado dele, encostando as mãos em seu joelho. - Harry, eu gostaria de lhe perguntar uma coisa? - Claro! - É muito difícil para eu imaginar uma pessoa como Voldemort, o que ele faz... Não condiz com a minha ideologia. - Eu sei, por isso que existem pessoas que lutam contra o mal que ele causa. - Eu me sinto meio estranha. - Você anda triste. É isso que é tristeza. - Eu nunca tinha tido esta sensação antes, não desse jeito, nesta intensidade. - Então trate de melhorar, daqui a poucas horas é Natal e você ainda nem usou o meu presente. - O que? Harry pegou no bolso da calça o broche que ela mal experimentara no dia das bruxas. Ela pegou com delicadeza e disse baixinho. - Você o guardou! Ela começou a chorar, mas desta vez era uma sensação diferente. Era de felicidade. - A não vale, não era para você chorar... Ele olhou com ternura. - Estou feliz. Você guardou para mim... Harry não resistiu, ela era a pessoa mais especial que ele conhecera na vida, jamais deixaria que nada no mundo os separassem. Todos os esforços valeram a pena. Ele foi se aproximando devagar. Começou sentir o leve aroma de rosas. A quanto tempo mais desejava fazer isso novamente, beijá-la. Finalmente seus lábios se encontraram de novo, ele estava feliz. De repente Harry sentiu uma onda de calor invadir seu corpo, sentiu as orelhas ficando vermelhas e ouviu ao seu lado um leve chamado. Era Rony e Mione observando os dois. Ele com uma faixa na cabeça e Mione com uma no punho. - Finalmente os dois conseguiram ficar juntos hein Mione. - É sim, agora vamos descendo que Dumbledore vai ficar uma fera se a gente se atrasar para a festa. Os dois ficaram por instantes se observando, realmente era um momento especial. Alexia olhou para Harry com ar de espanto. - Mas eu preciso de um banho. - Ajeitou os cabelos que estavam totalmente desarrumados. - Bah... Rony fez uma careta. Vocês meninas. Aí. Mione para variar não dera um beliscão em Rony e sim um pizão no pé de dar gosto. - Eu e Alexia vamos nos arrumar, daqui a pouco nós vamos descer. Mione foi em direção a Alexia e a puxou com toda força, fazendo-a levantar da cama. Era só sorriso. Harry ficou meio sem jeito... Fazia muito tempo que não via Alexia sorrir daquele jeito, e esperava sinceramente que às seqüelas não fossem muito profundas. Rony se aproximou do amigo e disse com ar mais sério. - Conversei com Mione, vamos fazer todo o possível para ajudá-los. Rony estava daquele seu jeito meio tímido. - Muito obrigado... Sei que ela passou por maus bocados... Deve ter sido muito pior para ela pois estamos vivendo situações ao qual ela nunca conhecera. - Deixe isso para lá... Também não quero que Mione me veja cheirando a guarda-chuva, também precisamos de um banho. Rony e Harry foram em direção ao quarto dos meninos e se arrumaram para descer. Já era quase meia-noite e o salão já estava cheio. Os dois desceram usando as roupas da Grifinória. - Onde será que estão as meninas? Rony olhava para todos os lados Eles foram em direção aos seus lugares na longa mesa do salão. - Harry disse bem alto para que fosse ouvido. - Pelo que sei, desde que Alexia chegou aqui, Mione só pensa em se enfeitar. - Harry disse sorrindo e Rony percebeu que fora mais um elogio do que uma crítica. De repente Dumbledore subiu em um dos palcos montados em uma das laterais e disse em voz alta. - Sonorus. E sua voz foi ouvida por todo o salão. - Como eu prometi, vou explicar o que houve nos últimos dias. Um silêncio surpreendente se alastrou por todo o lugar. - Todos sabem que Voldemort invadiu Hogwarts a tempos atrás e nós resistimos bravamente, mas ele em uma cartada conseguiu seqüestrar três meninas e nós com a ajuda de Harry, Mione e Rony, bravos alunos da Grifinória, conseguimos salvar o dia. Infelizmente Voldemort está foragido, mas todos conseguimos nos restabelecer. Por isso gostaria muito de apresentar a vocês três anjos que conheci. - Faith, Coragem e Alexia. Todos perceberam um brilho no teto estrelado de Hogwarts e dois pégasos foram se aproximando do salão principal. Os alunos olharam espantados para o teto, incluindo Harry e Rony. Os pégasos pousaram bem no meio do palco, causando um furor entre todos os alunos. Harry que estava na parte de baixo, quase ficou surdo devido aos aplausos incessantes. Era a imagem mais linda que todos poderiam ver em um dia de natal, o relógio bateu meia noite. Mione e Alexia vinham correndo em direção aos dois, passando entre a multidão de alunos, nem olhavam para trás e sequer perceberam quem estava no palco junto do Dumbledore. - Desculpem o atraso. - Mione disse a meio sorriso. - Dêem uma olhada para trás... - Harry disse seriamente. As pégasos se transformaram em gente novamente e Harry pode notar que Alexia correra em direção as duas, nem sequer percebera que se tornara alvo de atenção de todos. As três se abraçaram com tanta intensidade que todos perceberam a Felicidade transbordar sobre o ambiente. Alexia finalmente tinha encontrado a paz novamente. O coração de Harry era pura alegria. Era contagiante ouvir todas aquelas crianças aplaudindo. De repente. Algo inesperado aconteceu. Alexia desceu do palco e veio correndo em sua direção, abrindo caminho novamente entre a multidão. As crianças rapidamente abriam caminho por onde ela passava e em instantes ela já estava muito próxima. Ela gritou muito alto e com certeza toda a Londres escutou. - OBRIGADO, EU TE AMO HARRY. Deu-lhe um enorme abraço seguido de um beijo, a princípio um silêncio e depois um estouro geral, como se ela tivesse pego o pomo para a vitória de seu time. Harry sentiu os seus pés sumindo do chão. Mas o que eles não sabiam é que havia uma pessoa que estava observando-os, e não estava gostando da cena. Queria vingança.